Caldeirão da Bolsa

OT - Políticas para Portugal

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

Re: OT - Políticas para Portugal

por m-m » 22/9/2026 16:43

Se as propostas de baixas de impostos apresentadas pelo PS e pelo CHEGA forem aprovadas sem os respetivos cortes na despesa, vamos acabar como em 2011...
Imagem
[fonte: Banco INVEST]

Porque é que não copiamos o modelo económico da Suiça?! Afinal tem tantos portugueses lá a viver...

Oops, suspeito que por cá ficaram os comunistas/socialistas e os empreendedores saíram do país. /s
 
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 16/9/2026 13:18

Foi uma das grandes estupidezes de Trump quando sugeriu que o Canada se torna-se o 51º estado americano.

Mas agora temos esta pérola, que inacreditavelmente está num nível de estupidez ainda maior e que é recebida com a maior naturalidade do mundo pela generalidade dos media e políticos.

Uma imbecilidade que quando proferida pela boca de Trump é um crime mas quando sai da boca de uma pessoa, que nem sequer foi eleita por ninguém, é um acto banal. Um país do continente americano fazer parte de uma completa palermice que se converteu o regime da UE.

Canada invited to become first 'associate member' of the EU



Isto faz lembrar o topo dos bull markets quando até mesmo as estupidezes mais abismais provocam sentimentos positivos no mercado.

Fica a questão no ar. Estaremos a caminhar para o colapso da UE?

Digo factualmente ao estilo do que aconteceu com a URSS em 1991 (seguida da grande depressão dos ex estados soviéticos), porque honestamente com tanta euforia radicalizada no ar parece ser o único caminho plausível nos próximos anos.

Estou enviesado porque realmente acredito que o tratado de Lisboa foi a maior burrice do século XXI só com paralelismo na adopção do euro.
Oxalá tivéssemos democracias competitivas em vez deste marxismo soviético que é a UE no século XXI.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 15/9/2026 22:45

«La inmigración ha superado nuestra capacidad de integración». Con estas palabras, el Partido Socialdemócrata de Suecia presenta su página web y desbanca la premisa establecida durante mucho tiempo en Europa de que los partidos progresistas deben aplicar una política migratoria laxa para no comprometer su ideario.

Liderado por Magdalena Andersson, el Partido Socialdemócrata fue el más votado en las elecciones celebradas en Suecia el pasado domingo, con un 28% de los votos frente al 19,9% conseguido por los Moderados del primer ministro, Ulf Kristersson. Las miradas están puestas en este miércoles, día en que se publicarán los resultados de los votos emitidos por correo. Ante una diferencia electoral tan ínfima –49,3% para el bloque de izquierdas y 49,1% para el de derechas–, dichas papeletas pueden ser decisivas a la hora de consolidar un nuevo gobierno para los próximos cuatro años.

Suecia, con 10,6 millones de habitantes, se ha convertido en uno de los países más inseguros de Europa. Hasta hace unos años era una nación habituada a la calma, pero el paso del tiempo la ha convertido en un territorio azotado por altos índices de criminalidad. Por los suburbios de Estocolmo, ahora campan a sus anchas algunas de las mafias más peligrosas de Occidente , dedicadas fundamentalmente a hacer dinero mediante el narcotráfico, los crímenes cometidos por sicarios y la prostitución. Desde 2016, se han producido 2.800 tiroteos y 385 asesinatos, unas estadísticas que atemorizan a las 480.000 personas censadas en estos barrios marginales.

Según informó en agosto Rosalía Sánchez, corresponsal en Berlín,la Policía sueca tiene identificadas al menos a 40 bandas de origen extranjero, desde los clanes Alikhan y Barzani, establecidos en la ciudad de Gotemburgo y originarios del Kurdistán iraquí, hasta los de origen somalí, como el clan Musa o el Ali/Aden. Otros son de origen balcánico, como el clan Krasniqi o el Berisha, que trafica además con armas, o de origen árabe como los clanes Al Salem o Al Hasan. También los hay de origen turco, como el clan Yildiz, que controla importantes redes económicas informales. Durante mucho tiempo, la política migratoria fue muy receptiva y Suecia, como se está viendo ahora, acogió a más personas de las que su sistema podía asumir.


Partidos progressistas da Europa começam agora a adoptar o mesmo discurso que apenas há alguns meses classificariam de populismo fascista de ultra direita.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/9/2026 21:45

A Muddieès falou, fujam todos.

Portugal tem contas boas, dizem.

Entretanto aproxima rápidamemente dos juros mais altos da ultima década. O mercado gosta destas coisas. Nestas situaçoes com novos màximos anuais os mercados tendem a manter a calma certo? :-"
Anexos
debt.png
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/9/2026 12:05

Ministério do Interior de Espanha criou, em 2024, um dossiê em que classificava 280 jornalistas e comentadores em função da sua orientação política. "Apoia o Governo", "anti-Sánchez" e "controverso" eram alguns dos comentários associados a cada perfil.

O governo espanhol criou um dossiê onde classifica 280 jornalistas e comentadores em função da sua orientação política. O documento, revelado pelo jornal El Confidencial, consiste em 54 páginas repletas de arquivos sobre profissionais da imprensa que trabalham ou colaboram com meios de comunicação social espanhóis.


Nada para ver aqui.

Só a ponta do iceberg.


Quem precisa de ditaduras com democracias destas. Aposto que a UE tem um registro similar a nível europeu. Portugal nem vale a pena falar porque aqui já se sabe que são escolhidos a dedo.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 8/9/2026 19:56

PMP69 Escreveu:“Diversas formas de governo foram testadas e muitas outras serão ainda neste mundo de pecado e aflição. Ninguém pretende que a democracia seja perfeita e onisciente. É verdade que têm sido dito que a democracia é a pior forma de governo, exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na história”.

Há sempre a possibilidade de ir viver para a Rússia, Coreia do Norte, China....

Pedro


Mas na China vive-se mal? Talvez para quem não trabalha em Portugal seja bem melhor.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 8/9/2026 19:38

Nada de admirar, abandonaram a educação para investir na doutrina, o resultado está à vista.
Anexos
pis.JPG
pis.JPG (42.98 KiB) Visualizado 2508 vezes
Portugal_pisa.JPG
Portugal_pisa.JPG (24.45 KiB) Visualizado 2508 vezes
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Re: OT - Políticas para Portugal

por PMP69 » 5/9/2026 14:13

“Diversas formas de governo foram testadas e muitas outras serão ainda neste mundo de pecado e aflição. Ninguém pretende que a democracia seja perfeita e onisciente. É verdade que têm sido dito que a democracia é a pior forma de governo, exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na história”.

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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 5/9/2026 14:00

Acima dos 40%, o dobro das intenções de voto na CDU, a AfD poderá conquistar o primeiro governo federal já no dia 6 de setembro. Se não chegar à maioria absoluta a solo, pode consegui-la com um aliado improvável: os conservadores de esquerda do BSW.
Quem tem medo da extrema-direita? Não os alemães. As sondagens feitas às eleições regionais de dia 6 de setembro na Alta Saxónia são consistentes no resultado: a AfD (Alternativa) será a clara preferida, com o dobro das intenções de voto da CDU, que governa o país, e a um sopro de conquistar a maioria absoluta entre os 83 deputados do Parlamento regional. Mesmo que a Alternativa para a Alemanha (AfD) não chegue aos 41 assentos (as previsões apontam para 39 lugares) poderá contar com um aliado improvável a desequilibrar a balança a seu favor: os conservadores de esquerda liderados pela comunista (e ex-líder parlamentar do Die Linke) Sahra Wagenknecht, recém-agrupados no BSW, caso consigam os 5% necessáros para eleger (estão agora nos 4%).

Seja como for, antecipa-se um resultado histórico neste estado de Leste com mais de 4 milhões de habitantes, podendo representar a primeira conquista de um governo regional alemão por um partido de extrema-direita desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

...

A extrema-direita tem alargado apoios em todo o país, sendo já a AfD a liderar as tendências de voto ao Bundestag, o Parlamento alemão, reunindo 30% das preferências, o que lhe garantiria já 202 deputados (ainda assim, muito aquém dos 316 necessáros para a maioria absoluta num total de 630).


Tal como tenho defendido, a democracia é o sistema governativo mais volátil no longo prazo e quando a população nativa sente a ameaça da influencia externa a única formula é caminhar para os extremos.

O Merz que até parecia ser um moderado, afinal é mais um socialista nato ao nível de Socrates. A CDU é um dos poços socialistas das Europa como demonstrou com Merkl no passado que foi realmente uma das grandes responsáveis de hoje em dia estarmos nesta crise existencial.

Como se pode ver o povo está contente e está tudo bem. \:D/
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 2/9/2026 22:30

prepara-se para deixar de produzir combustíveis

Pago para ver :wink:
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Re: OT - Políticas para Portugal

por m-m » 2/9/2026 14:45

BearManBull Escreveu:
Desde 2009 hasta hoy, 30 refinerías de petróleo han cerrado en Europa, el 30% del total. Probablemente, sus propietarios se estén tirando de los pelos ya que este año habrían obtenido beneficios sin precedentes.

La transformación del crudo en productos "utilizables" para mover coches, camiones y aviones es, de hecho, la actividad que más ha sufrido las consecuencias del bloqueo del estrecho de Ormuz. Y también la que más ha contribuido al aumento de los precios de los carburantes en las gasolineras, como demuestra un análisis obtenido por el Corriere sobre los distintos componentes del precio de la gasolina y el diésel en Italia.

El impacto de la refinación
En enero, la gasolina costaba de media 1,65 euros en las estaciones de servicio del país; en agosto alcanzó una media de 2 euros, un incremento del 21%. Peor fue la evolución del diésel, que pasó de 1,70 a 2,11 euros, un aumento del 24% desde principios de año. Unos precios y una evolución muy similar a la de España.

El encarecimiento no se debe solo, ni principalmente, a la subida del petróleo (+33%), cuya incidencia sobre el precio de los carburantes ha pasado de 33 a 44 céntimos. Lo que más ha pesado ha sido el coste de la refinación, que ha subido de 18 a 36 céntimos (+100%) en el caso de la gasolina y, nada menos, de 23 a 60 céntimos en el del diésel (+161%).

Los shocks en el Golfo y en Rusia
¿Cómo se explica este encarecimiento? El mercado de los productos derivados está demostrando ser menos flexible que el de su materia prima y, por tanto, tiene menos capacidad para absorber las perturbaciones.

Si antes de la guerra la producción de crudo superaba la demanda, la oferta y el consumo de gasolina, diésel y combustible para aviones ya se encontraban en una situación de equilibrio (precario). Primero, el bloqueo de Ormuz hizo tambalearse ese equilibrio; después, los ataques ucranianos contra las refinerías rusas —y la posterior decisión de Moscú de prohibir las exportaciones de diésel— terminaron por hacerlo saltar por los aires.

El desplome de las exportaciones
Debido a la desaparición de parte de los suministros procedentes del Golfo y de Rusia, calcula Goldman Sachs, las exportaciones de productos refinados han disminuido en 6 millones de barriles diarios, una cuarta parte del total. Esto ha desencadenado una carrera por asegurarse el suministro que ha disparado los beneficios de las refinerías.

Sus márgenes han pasado de los 10-20 dólares por barril de 2025 a alcanzar en 2026 picos de 60 dólares por barril para el diésel y de 90 dólares por barril para el combustible de aviación.

El boom de los beneficios
La división de refinación de Chevron aumentó así sus beneficios un 500% en el segundo trimestre, mientras que la de Exxon pasó de registrar pérdidas de 1.700 millones de dólares a obtener un beneficio de 5.500 millones.



Os maiores inimigos dos europeus estão em Bruxelas. :oh:

Então esta empresa também está errada, certo?
https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/petroleo/detalhe/maior-empresa-de-refinacao-do-mundo-prepara-se-para-deixar-de-produzir-combustiveis
 
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 1/9/2026 12:40

Desde 2009 hasta hoy, 30 refinerías de petróleo han cerrado en Europa, el 30% del total. Probablemente, sus propietarios se estén tirando de los pelos ya que este año habrían obtenido beneficios sin precedentes.

La transformación del crudo en productos "utilizables" para mover coches, camiones y aviones es, de hecho, la actividad que más ha sufrido las consecuencias del bloqueo del estrecho de Ormuz. Y también la que más ha contribuido al aumento de los precios de los carburantes en las gasolineras, como demuestra un análisis obtenido por el Corriere sobre los distintos componentes del precio de la gasolina y el diésel en Italia.

El impacto de la refinación
En enero, la gasolina costaba de media 1,65 euros en las estaciones de servicio del país; en agosto alcanzó una media de 2 euros, un incremento del 21%. Peor fue la evolución del diésel, que pasó de 1,70 a 2,11 euros, un aumento del 24% desde principios de año. Unos precios y una evolución muy similar a la de España.

El encarecimiento no se debe solo, ni principalmente, a la subida del petróleo (+33%), cuya incidencia sobre el precio de los carburantes ha pasado de 33 a 44 céntimos. Lo que más ha pesado ha sido el coste de la refinación, que ha subido de 18 a 36 céntimos (+100%) en el caso de la gasolina y, nada menos, de 23 a 60 céntimos en el del diésel (+161%).

Los shocks en el Golfo y en Rusia
¿Cómo se explica este encarecimiento? El mercado de los productos derivados está demostrando ser menos flexible que el de su materia prima y, por tanto, tiene menos capacidad para absorber las perturbaciones.

Si antes de la guerra la producción de crudo superaba la demanda, la oferta y el consumo de gasolina, diésel y combustible para aviones ya se encontraban en una situación de equilibrio (precario). Primero, el bloqueo de Ormuz hizo tambalearse ese equilibrio; después, los ataques ucranianos contra las refinerías rusas —y la posterior decisión de Moscú de prohibir las exportaciones de diésel— terminaron por hacerlo saltar por los aires.

El desplome de las exportaciones
Debido a la desaparición de parte de los suministros procedentes del Golfo y de Rusia, calcula Goldman Sachs, las exportaciones de productos refinados han disminuido en 6 millones de barriles diarios, una cuarta parte del total. Esto ha desencadenado una carrera por asegurarse el suministro que ha disparado los beneficios de las refinerías.

Sus márgenes han pasado de los 10-20 dólares por barril de 2025 a alcanzar en 2026 picos de 60 dólares por barril para el diésel y de 90 dólares por barril para el combustible de aviación.

El boom de los beneficios
La división de refinación de Chevron aumentó así sus beneficios un 500% en el segundo trimestre, mientras que la de Exxon pasó de registrar pérdidas de 1.700 millones de dólares a obtener un beneficio de 5.500 millones.



Os maiores inimigos dos europeus estão em Bruxelas. :oh:
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 30/8/2026 22:00

Islândia diz "Não" a novas negociações de adesão à UE


Parabéns Islândia por conseguirem fugir ao polvo.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por PMP69 » 29/8/2026 14:10

Uma vez mais, a organização terrorista FPLP (Frente Popular para a Libertação da Palestina), vai estar presente na festa do Avante.

Nada de novo, já passaram por lá as FARC, Sinn Féin e tantas outros.

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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 21/8/2026 13:08

Endividamento da economia ultrapassa 280% do PIB no primeiro semestre

Do total, 500,3 mil milhões de euros do endividamento na primeira metade do ano eram do setor privado e 393,6 mil milhões de euros do setor público, segundo os dados divulgados pelo BdP. Famílias endividaram-se ao ritmo mais elevado desde a crise financeira.


:-"
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 21/8/2026 10:49

Está para breve a entrada em vigor da Gestapo financeira da UE a AMLA Authority for Anti-Money Laundering and Countering the Financing of Terrorism.

Representa mais um retrocesso gigantesco nos direitos fundamentais e uma clara violação dos direitos humanos.

No one shall be subjected to arbitrary interference with their privacy, family, home or correspondence, nor to attacks upon his honor and reputation. Everyone has the right to the protection of the law against such interference or attacks.


A partir de Julho de 2027 tentar transacionar mais de 10 mil eurosvai estar a cometer um crime. A AMLA vai supervisionar toda a actividade económica de todos os cidadãos europeus (excepto os que têm imunidade - os politicos pois claro).




With incremental development of its resources and capabilities through the end of 2027, AMLA will assume its role as a central supervisory authority. By 2027, the agency plans to select 40 obligated entities for direct supervision and expand its staffing capacity to approximately 430 employees. Starting on 1 January 2028, AMLA will officially commence full operational functions, marking a significant shift in the EU’s regulatory landscape.



AMLR — Regulation 2024/1624

The cornerstone of the package. Directly applicable from 10 July 2027 — no national transposition required. Creates a single EU rulebook for CDD, beneficial ownership transparency and risk assessment.

Harmonised mandatory CDD data fields (defined in RTS Art 28) replace all domestic templates including CBI guidance
New mandatory EDD category for individuals with €50m+ in investable assets (excluding primary residence)
UBO threshold set at 25% — reducible to 15% for higher-risk entity categories identified by member states
EU-wide €10,000 cash transaction limit introduced for the first time
Prohibition on anonymous cryptoasset wallets and anonymity-enhancing coins from Day 1
New PEP definition — expanded family and close associate scope
Key point for Irish entities: the AMLR replaces the Criminal Justice (Money Laundering and Terrorist Financing) Acts framework. CBI will continue as national supervisor for non-AMLA entities.



Isto é apenas o começo, com o lançamente do euro digital a ideia é eventualmente acabar virtualmente com transações em cash. O objectivo é claramente absorver mais impostos para os esqueminhas de corrupção que promovem em Bruxelas.
Anexos
AMLA.JPG
stalin_happy.jpg
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Re: OT - Políticas para Portugal

por Opcard33 » 17/8/2026 7:43

Auto da Bazuca
Peça em um ato, para dois fantasmas e um primeiro-ministro

Gabinete do Primeiro-Ministro, São Bento, três da manhã. Sobre a secretária, um dossier com a lombada gasta: PRR — Pedido de Pagamento n.º 7. O Primeiro-Ministro assina devagar, página a página, com o ar de quem reza um terço. Entra na sala um cheiro a pimenta. Depois, um cheiro a cal, pólvora e terramoto.

D. MANUEL I — Formoso paço. Pequeno, mas formoso. No meu tempo isto era um mosteiro; nota-se que ainda se trabalha por votos. Dizei-me, bom homem: sois o mordomo-mor?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Sou o Primeiro-Ministro de Portugal. E o senhor, se me permite, está morto há quinhentos anos.

D. MANUEL — Quinhentos e poucos. O tempo voa quando se é venturoso. E que papéis são esses que assinais com tanta devoção? Cheiram-me a tributo.

O PRIMEIRO-MINISTRO — É um pedido de pagamento. Fundos europeus. O Plano de Recuperação e Resiliência — vinte e dois mil milhões de euros, entre subvenções e empréstimos. Assino os marcos e as metas, Bruxelas verifica, e o dinheiro é desembolsado.

D. MANUEL — Desembolsado. Que verbo tão doce. E que frota trouxe esse tesouro? Quantas naus perdestes no Cabo?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Nenhuma. Não é preciso frota. É uma transferência. Chega por via eletrónica.

D. MANUEL — Uma Índia sem naus, sem monções e sem escorbuto. E ainda me chamavam a mim o Venturoso. Eu esperava a monção; vós esperais o desembolso. Eu tinha a Casa da Índia; vós tendes… como se chama a repartição?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Agência para o Desenvolvimento e Coesão.

D. MANUEL — A poesia perdeu-se. O resto, pelo que vejo, ficou.

Do canto escuro da sala, uma voz que faz tremer os candeeiros. O Marquês de Pombal avança, de casaca, com o olhar de quem mandou matar os Távoras.

POMBAL — Ficou tudo. Majestade, sempre no sítio do costume: ao pé do dinheiro. E vós, senhor Primeiro-Ministro, respondei-me sem floreados: que vende Portugal para merecer essa fortuna?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Não é bem vender, senhor Marquês. São fundos de coesão. A título não reembolsável, na maior parte. A União Europeia apoia os Estados-membros menos desenvolvidos para promover a convergência—


POMBAL — Não reembolsável. Já ouvi essa cláusula. Também o ouro do Brasil não era reembolsável — vinha do chão, de graça, aos quintais. E dizei-me: há quanto tempo dura essa convergência?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Aderimos em 1986. Portanto… quarenta anos de fundos.

POMBAL — Quarenta anos. E convergistes?

O PRIMEIRO-MINISTRO — (folheia o dossier) Nos primeiros tempos, sim, bastante. Depois… o rigor obriga-me a dizer que, desde o início do século, face à média europeia, temos andado… estáveis.

POMBAL — Estáveis. Um homem parado numa escada rolante que desce também se pode dizer estável. Majestade, contai-lhe. Contai-lhe da pimenta.

D. MANUEL — Não me arrependo de nada, que fique claro. Cheguei ao trono e dois anos depois o Gama entrou em Calecute. O quintal de pimenta que em Veneza custava oitenta ducados, eu punha-o em Lisboa por vinte. A Europa inteira comprava na minha loja. O rei de França chamava-me o rei merceeiro — de inveja, note-se, que os merceeiros ao menos sabem o preço das coisas.

POMBAL — Sabíeis o preço de tudo. E o custo?

D. MANUEL — (pela primeira vez, menos firme) O custo veio depois. As fortalezas, de Ormuz a Malaca, comiam o lucro. As naus afundavam-se. E aconteceu uma coisa estranha, que os meus físicos nunca souberam explicar: entrava tanto dinheiro que tudo encareceu — o pão, a casa, o jornal do mestre — e só uma coisa barateou: o trabalho. Para quê semear, se a pimenta pagava o trigo de fora? Para quê tecer, se a especiaria pagava os panos da Flandres? O reino inteiro foi para o cais, à espera das naus. E quando o preço da pimenta caiu, olhámos para trás e não havia oficinas, não havia searas, não havia nada — havia o cais, e as dívidas em Antuérpia aos banqueiros de Augsburgo — os Fugger e os Welser, a quem eu vendera privilégios e comprara o cobre, os mesmos que me financiaram as armadas —, e essas, sim, eram reembolsáveis: nos livros de contas dos Fugger, o rei de Portugal figurava entre os principais devedores. Eu. Que tinha as Índias.

O PRIMEIRO-MINISTRO — Com todo o respeito, isso foi há quinhentos anos. Hoje temos salvaguardas. Auditorias, o Tribunal de Contas europeu, marcos e metas, beneficiários finais devidamente identificados—

POMBAL — Beneficiário final. No meu tempo dizia-se valido. A palavra mudou; o ofício, garanto-vos, é o mesmo. E também nós fiscalizávamos, senhor Primeiro-Ministro. O quinto do ouro tinha casas de fundição, guardas, forcas para os descaminhados. Fiscalizava-se a entrada do ouro ao grama. O que ninguém fiscalizava era o que o ouro nos fazia.

O PRIMEIRO-MINISTRO — E o que vos fazia?

POMBAL — Três coisas, e ide tomando nota, que vejo aí papel que chegue. Primeira: o Methuen. Vendíamos vinho a Inglaterra, comprávamos-lhe os panos, e a diferença pagava-se em ouro do Brasil. O ouro entrava pelo Tejo à segunda-feira e saía à sexta no paquete de Falmouth — navio de el-rei de Inglaterra, que a minha própria alfândega não podia revistar. Nem se dava ao trabalho de cá dormir. Éramos a mina de Inglaterra e ainda pagávamos o frete. Segunda: as Cortes. Um rei que tem minas não precisa de pedir dinheiro ao povo; e um rei que não pede dinheiro ao povo não precisa de lhe pedir opinião. As Cortes reuniram-se pela última vez em 1698 — o ouro começava a jorrar — e não tornaram a reunir-se senão em 1820, quando o ouro tinha acabado. Cento e vinte e dois anos sem parlamento, e ninguém deu pela falta. Dizei-me: para que reunis vós o vosso, se o dinheiro vem de fora na mesma?

O PRIMEIRO-MINISTRO — (seco) Para aprovar o Orçamento. Todos os anos. É animado.

POMBAL — Aprovar o orçamento de dinheiro que os vossos contribuintes não pagaram é teatro com bancada. O imposto é o que prende o governo ao governado: quem paga, exige; quem exige, fiscaliza. Cortai esse fio e o Estado deixa de responder para baixo e passa a responder para cima — para quem manda o dinheiro. Eu respondia a Londres sem nunca lhe ter jurado vassalagem. A quem respondeis vós?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Portugal é um Estado-membro de pleno direito. Sentamo-nos à mesa onde as regras se fazem.

POMBAL — Também o embaixador inglês se sentava à minha mesa. A questão nunca foi o lugar; é quem escreve a ementa. E a terceira coisa, a pior: os moços. Os melhores moços do reino, no tempo do ouro, sonhavam com uma comenda, uma tença, um lugar na corte — nunca com uma oficina. O talento vai para onde está o dinheiro fácil, e o dinheiro fácil estava a um requerimento de distância. Dizei-me: com que sonham os vossos melhores moços?

O PRIMEIRO-MINISTRO — (pausa desconfortável) Muitos… trabalham em consultoria. A elaborar candidaturas aos fundos. É um setor dinâmico. E os outros… os outros sonham com o aeroporto. Perto de um terço dos nossos jovens vive fora do país.

POMBAL — A comenda moderna fatura à hora, e o resto do reino embarca. Não me espanta: um país de rendas só oferece dois ofícios ao talento — requerer ou partir. No tempo do ouro também os melhores iam, para Minas, atrás do que cá não havia.

D. MANUEL — Partir, partiam os meus também. Mas iam nas minhas naus, e a carga voltava. Os vossos vão nas naus dos outros — e a carga são eles.

Pausa. D. Manuel levanta-se e vai à janela. A confissão que se segue é feita com a vaidade de quem descreve uma obra-prima.

D. MANUEL — E já que lhe chamais ofício, Marquês — o requerer —, seja dito quem abriu o balcão: fui eu. Tudo girava em torno da minha corte, porque eu assim o desenhei. Mudei o paço para a beira do Tejo e pus a Casa da Índia por baixo das minhas janelas — o rei a dormir em cima do armazém, para que ninguém tivesse dúvidas sobre onde morava a fortuna. Eu era o único mercador do reino, o único banqueiro, o único patrão. A pimenta era monopólio meu; o pau-brasil arrendei-o por contrato a quem mo soube pagar; e tudo o resto — as comendas da Ordem de Cristo, as tenças, os ofícios, os alvarás, as capitanias das ilhas — distribuía-o eu, à mão, na antecâmara. Quem queria enriquecer não abria uma oficina no Porto nem lavrava um campo no Alentejo: vinha a Lisboa e punha-se na fila. O mapa verdadeiro do reino não eram as províncias — era a ordem da fila para me falar. Um país inteiro de costas para a terra, virado para um balcão.

O PRIMEIRO-MINISTRO — Os tempos mudaram, Majestade. Hoje temos um Estado moderno, desconcentrado—

D. MANUEL — Dizei-me só uma coisa. As agências que distribuem os vossos fundos — onde ficam?

O PRIMEIRO-MINISTRO — …Em Lisboa.

D. MANUEL — Os ministérios que escrevem os avisos?

O PRIMEIRO-MINISTRO — Em Lisboa. Mas temos uma estratégia de coesão territorial—

D. MANUEL — Quinhentos anos, senhor Primeiro-Ministro, e a fila nem mudou de morada. Continua no Terreiro do Paço, onde eu a deixei — só o paço é que agora se chama ministério.

POMBAL — Nos edifícios que eu desenhei, diga-se. Ao menos a fila está bem alojada.

D. MANUEL — Não sejais tão duro, Marquês, que o homem tem os olhos pisados. E as obras ficam, isso ninguém nega. As minhas especiarias pagaram os Jerónimos e a Torre de Belém — dizei-me que não são formosos. Aposto que os fundos deste senhor também ergueram pedra.

O PRIMEIRO-MINISTRO — Autoestradas. Escolas. Estações de tratamento de águas. Alguns centros de congressos… vários centros de congressos.

D. MANUEL — Vedes? As pedras ficam. O problema, aprendi-o tarde, é que o hábito também. Eu deixei um mosteiro à beira do rio e um reino à espera de naus. Quando as naus deixaram de bastar, o reino não se lembrava de fazer outra coisa. Chamo-lhe eu a maldição do Venturoso: a fortuna que chega sem esforço leva, ao partir, o esforço junto. Descobri as coisas todas, senhor Primeiro-Ministro — o caminho marítimo, o Brasil, as ilhas — menos uma: como parar de descobrir e começar a fazer.

POMBAL — Eu tentei. Que fique registado nesses papéis: eu tentei. Quando o ouro começou a minguar, fundei manufaturas, companhias de comércio, reformei a Universidade de Coimbra de alto a baixo — pelos vistos é preciso outra vez —, tudo contra a corte inteira, que me odiava com uma dedicação que nunca pôs em mais nada. E sabeis porquê tanto ódio? Porque eu propunha substituir a renda pelo trabalho, e não há proposta mais impopular num país habituado a rendas. Chegaram a dizer que eu era um tirano.

D. MANUEL — Éreis um tirano.

POMBAL — Era um tirano com uma política industrial, Majestade, que é coisa diferente.

D. MANUEL — Uma política industrial e uma forca sempre armada. Não, Marquês, esta noite conta-se a história completa — o senhor Primeiro-Ministro merece-a. Contai-lhe o que fizestes às escolas.

POMBAL — Expulsei os jesuítas. E tornava a expulsá-los amanhã.

D. MANUEL — Expulsastes os jesuítas — e com eles fechastes, num só decreto, a maior rede de ensino que o reino alguma vez teve. Colégios em cada cidade, aulas de ler, de contar e de latim, de Braga a Goa, tudo desmantelado numa noite de 1759. E que pusestes no lugar?

POMBAL — Aulas régias. Um imposto próprio para as sustentar. E reformei Coimbra—

D. MANUEL — Treze anos depois, e para meia dúzia de doutores. As aulas régias nunca encheram o buraco, e sabei-lo. Cento e quarenta anos volvidos, em 1900, três em cada quatro portugueses não sabiam ler — os piores números da Europa ocidental. Destes cabo de dois séculos de educação com uma assinatura, e chamais-lhe política.

O PRIMEIRO-MINISTRO — (baixinho, a servir-se de água) Não me apetece nada interromper.

POMBAL — Os jesuítas ensinavam a obedecer a Roma—

D. MANUEL — E estorvavam-vos o negócio no Brasil, que aos vossos olhos era pecado bem mais grave. Recordemos as datas, que de contratos percebo eu. Em 1755 fundais uma companhia de monopólio para todo o comércio do Grão-Pará e Maranhão — precisamente onde os padres tinham as missões, os índios e meio comércio da terra. O governador e capitão-general dessa terra chamava-se Francisco Xavier de Mendonça Furtado e era, por acaso dos acasos, vosso irmão. Quatro anos depois, expulsais os jesuítas do império inteiro. Dizei-me, com a mão nessa consciência iluminada: expulsastes Roma, ou desimpedistes o balcão para a família?

POMBAL — A Companhia levou capital e navios onde não havia nem um nem outro.

D. MANUEL — A Companhia era um monopólio com privilégio régio, selado no mesmo balcão que dizeis combater. Como a das Vinhas do Alto Douro, que pôs o povo do Porto em motim — e enforcastes os amotinados. Como a Real Fábrica das Sedas, que vivia de privilégios como as minhas feitorias viviam de mim. Chamais-lhe política industrial; eu, que sou do ramo, chamo-lhe a minha antecâmara com outra tabuleta. Não substituístes a renda pelo trabalho, Marquês — mudastes a fila de dono.

POMBAL — (seco) Ao menos a minha fila produzia alguma coisa.

D. MANUEL — Produzia obediência, que sempre foi o vosso artigo principal. Ensinastes o país a obedecer-vos a vós — que é como quem diz: a ninguém, depois de vós. E essa é a conta maior, Marquês. Dizeis que o ouro calou as Cortes — e dizeis bem. Mas quem foi a voz que falou no lugar delas? Vós. Vinte e sete anos a governar por decreto, sem pedir um real nem uma opinião a ninguém, com as masmorras da Junqueira cheias e os Távoras no cadafalso. A monarquia absoluta fora do seu tempo que Portugal padeceu não caiu do céu: foi o que o ouro comprou — e vós fostes o recibo. Sois a doença que diagnosticais, Marquês. A prova viva de que um Estado que não precisa dos cidadãos acaba, mais tarde ou mais cedo, governado contra eles.

Silêncio comprido. Pombal endireita a casaca. Quando fala, é meio tom abaixo.

POMBAL — Concedo o método. Governei como o ouro deixava governar: sem pedir — e reparti como o balcão sempre repartiu: começando pelos meus. É exatamente por isso que o meu aviso vale mais, e não menos, senhor Primeiro-Ministro — falo do vício com a autoridade de quem o serviu. E digo-vos o que a experiência dos dois aqui presentes ensina, e que nenhum dos vossos relatórios dirá: a soberania raramente se perde nas batalhas. Aluga-se. Aluga-se um desembolso de cada vez, com juros pagos em obediência. E perde-se duas vezes — primeiro alugam-se as decisões, depois esquece-se que se sabia decidir.

O PRIMEIRO-MINISTRO — (fecha o dossier; pela primeira vez, olha-os de frente) Admitamos que têm razão. Os dois. Que a pimenta, o ouro e os fundos são a mesma doença com três séculos de intervalo. Que faríeis no meu lugar?

Silêncio. D. Manuel olha para Pombal. Pombal olha para D. Manuel. É a primeira vez em quinhentos anos que estão de acordo.

D. MANUEL — Eu mandaria as naus buscar outra coisa. Sempre foi esse o meu limite: só sabia mandar buscar.

POMBAL — Eu faria o que ninguém me deixou acabar. Impostos que se vejam, para que o povo exija contas de cada real. Escolas que ensinem a fazer, não a requerer — podeis rir, Majestade, ninguém falou de escolas esta noite com mais experiência de as fechar. E vender ao mundo o que o mundo queira comprar — porque um país sustenta-se do que vende, nunca do que recebe. O dinheiro dos outros, senhor Primeiro-Ministro, aceita-se como se aceita um empréstimo de família: a correr, com vergonha, e com um plano para nunca mais precisar. Vós fizestes dele profissão. Fizestes da nação um requerente — e um requerente não tem estratégia, tem calendário de avisos.

No computador do Primeiro-Ministro, uma notificação ilumina o ecrã: ‘COMISSÃO EUROPEIA — Pedido de Pagamento n.º 6 aprovado. Desembolso: 1,4 mil milhões de euros.’ O Primeiro-Ministro tenta manter a compostura. Não consegue: sorri. Os dois fantasmas veem o sorriso. Suspiram ao mesmo tempo, com quinhentos anos de prática.

D. MANUEL — Deixai-o, Marquês. Conheço esse sorriso. Sorri-se assim quando a monção chega a horas.

POMBAL — Vamos, Majestade. Voltamos quando isto acabar. Costuma ser nessa altura que Portugal começa a pensar — tem sido o nosso melhor momento, o dia seguinte.

D. MANUEL — (já a desvanecer-se, com uma vénia) Até ao próximo século, senhor Primeiro-Ministro. Nós esperamos. Nisso, ao menos, temos experiência.

Desaparecem. O Primeiro-Ministro fica só, com o cheiro a pimenta a dissipar-se. Olha um momento a janela — lá em baixo adivinha-se o Tejo, por onde entrou tudo o que nos fez ricos e tudo o que nos deixou pobres, geralmente no mesmo barco. Depois abre o dossier e retoma a assinatura do Pedido de Pagamento n.º 7. Cai o pano.

Nota — A tese é de Nuno Palma: em As Causas do Atraso Português (2023), as especiarias da Índia e o ouro do Brasil como rendas externas que, chegando sem esforço fiscal, dispensaram o Estado de negociar com os cidadãos e o país de aprender a competir — com as Cortes caladas de 1698 a 1820 como prova documental; e no recém-publicado O Vício dos Fundos Europeus (D. Quixote, 2026; em inglês, Europe’s Poison Pill, Cambridge University Press), os fundos como terceira dose do mesmo vício — a que fez de Portugal, na expressão do autor, um Estado-cliente. O Marquês, sempre a personagem mais simpática destas conversas, não o é no cadastro: o despotismo fora de tempo que o ouro financiou, a expulsão dos jesuítas — que desmantelou a maior rede escolar do reino e cuja fatura a alfabetização portuguesa ainda pagava em 1900 — e as companhias monopolistas com que fez política industrial pertencem à coluna das causas do atraso, não à dos remédios. As personagens e as falas são invenção; o mecanismo, infelizmente, não.

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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 12/8/2026 9:27

Há novas regras para as embalagens. Do açúcar ao champô, conheça as restrições

Estas regras encarecem os produtos?
6 de 8
A Comissão Europeia defende que não. O Executivo europeu entende que reduzir as embalagens e harmonizar as regras na UE pode até reduzir custos para as empresas, poupanças estas que “devem refletir-se nos consumidores”. Por exemplo, embalagens mais leves e mais pequenas podem significar custos de transporte mais baixos.


Obviamente que não encarece nada. Se esta gentulha que nunca trabalhou, nem faz ideia do que é gerir uma empresa custa diz que vai ficar mais barato por decreto é porque vai. :wall:

Dito isto concordo com alguns pontos, mas no geral parece que deixas vias de escape para quase tudo. O pior da UE é que o consumidor não se pode queixar, o consumidor não tem poder para processar empresas. Deem poder ao consumidor com acesso fácil a tribunais em vez de a meia dúzia de déspotas e estes problemas resolviam-se.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 12/8/2026 9:19

Escolha?

E quem for aos estádios e gravar com o tlm? Deve receber umas chicotadas na hasta publica?

E na rua, se a mulher estiver de frente com roupa de atleta, tem de se virar a cara? É crime? É isso?

:wall:
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Re: OT - Políticas para Portugal

por m-m » 11/8/2026 9:54

BearManBull Escreveu:
PALHAÇADA, virgens :lol: ofendidas.

Basta abrir a página publica de Instagram da maioria destas atletas para as ver semi nuas.
É curioso que muitas andam contra o Instagram justamente por não permitir imagens com nudez...


Como sempre para mim o óbvio é o completo descontrolo que foi atingido com a UE. Está aqui para nos destruir.

Chama-se direito de escolha!!! No Instagram, só quem quer é que se mostra semi nua.

Durante uma transmissão televisiva, as atletas não têm escolha. É sempre um critério da realização responsável pela transmissão...
 
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/8/2026 17:08

Transmissões televisivas com novas regras para evitar a sexualização das atletas


Uma atleta francesa revelou que quando questionava determinadas imagens lhe respondiam para não saltar de cuecas. Nos Europeus de atletismo que hoje começaram, as novas normas já estão em vigor
Os Campeonatos da Europa de Atletismo, que arrancaram esta segunda-feira em Birmingham, trazem uma mudança significativa na forma como a competição é transmitida, com a proibição de certos planos de câmara para evitar a sexualização do corpo das atletas.

A União Europeia de Radiodifusão (UER) publicou, em meados de junho, um guia intitulado Raising the Bar (Elevar a fasquia), que estabelece novas recomendações para filmar o atletismo feminino. O objetivo principal é impedir a utilização indevida de imagens para fins de assédio online, focando-se na performance desportiva em vez de em ângulos que possam ser considerados comprometedores.


PALHAÇADA, virgens :lol: ofendidas.

Basta abrir a página publica de Instagram da maioria destas atletas para as ver semi nuas.
É curioso que muitas andam contra o Instagram justamente por não permitir imagens com nudez...


Como sempre para mim o óbvio é o completo descontrolo que foi atingido com a UE. Está aqui para nos destruir.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por Opcard33 » 10/8/2026 8:41

“A balança comercial de bens portuguesa registou um défice de 18 mil milhões de euros na primeira metade do ano, sendo esse o valor mais elevado desde o início do século.”
Negócios

Isto com o Euro deixar de haver dor ( um médico um dia disse me que a dor é necessária )

Até quando teremos património para garantir o nosso consumo ?

Também a entrada de 1,5 milhões que consomem , além da fraca produtividade produzem poucos e de pouco valor bens transacionais, muitos são estafetas e fazem actividades afins .
 
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Re: OT - Políticas para Portugal

por BearManBull » 6/8/2026 12:33

É uma verdadeira lufada de ar fresco no incessante martírio que é a propaganda dos alucinados nos dias de hoje.

Mas é uma gota num oceano.

Como já disse várias a democracia morreu com as pensões. Há mais velhos que novos e os velhos estão-se a borrifar para o futuro, votam no que lhes pague a pensão e o resto é caviar, os que ficam que se lixem, que trabalhem para pagar as contas dos protegidos.
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Re: OT - Políticas para Portugal

por PC05 » 6/8/2026 9:31

Haja alguém lúcido ...

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Re: OT - Políticas para Portugal

por Opcard33 » 6/8/2026 8:06

Linhas de qualidade ímpar é sério com humor e classe .


« Confissões de um boy

Pedro Santa Clara


Entrei para a política aos dezassete anos por convicção. A convicção de que não me apetecia trabalhar.


Sei o que estão a pensar, e é injusto. Trabalhei muito, trabalhei sempre — só que nunca trabalhei em nada. A minha carreira é feita de cargos, não de obras; e os cargos, ao contrário das obras, não se avaliam: sucedem-se. O Zagalo escreveu a vida do Conde de Abranhos por devoção ao amo; eu escrevo a minha por vaidade própria. Ao menos nisso sou moderno.

A vocação

Descobri o meu talento na juventude partidária, a que nós chamamos carinhosamente a Jota. Os outros discutiam ideologia; eu montava as cadeiras. Os outros escreviam moções; eu fotocopiava-as, distribuía-as e, sobretudo, sabia em que momento exato do discurso do líder se devia começar a bater palmas. É uma ciência subtil: cedo demais é bajulação, tarde demais é dissidência. Aos dezanove anos já ninguém batia palmas como eu em todo o distrito.

Na Jota aprende-se cedo a lição que sustenta tudo o resto: as ideias dividem, os lugares unem. Aprende-se também a competência nuclear da profissão — farejar quem vai subir e colar-se-lhe como um selo. Enganei-me uma vez, em noventa e tal, e custou-me dois anos numa comissão de revisão de estatutos. Nunca mais me enganei.

A licenciatura

Pelo caminho, licenciei-me em Direito. Regime pós-laboral, numa universidade privada que entretanto já não existe — o que confere ao meu diploma uma raridade de incunábulo. Demorei sete anos a fazer quatro, porque a política não espera, e o direito, pelo contrário, está sempre lá. Advogado nunca fui: a Ordem tem exame, e exames são para quem não tem alternativa. Mas o canudo cumpriu a sua única função, que é constar. Nos currículos oficiais sou jurista. Nos corredores, sou o Zé.

O assessor

Comecei como assessor. De quê, perguntam os ingénuos. De quem, corrijo eu — a preposição é tudo. Fui assessor de um vereador, depois de um deputado, depois de um secretário de Estado, numa progressão que nada devia ao mérito e tudo à fidelidade, que é o mérito verdadeiro. O trabalho era variado: escrever discursos que ninguém ouvia, marcar almoços que eram o verdadeiro trabalho, atender jornalistas para lhes dizer nada e transportar a pasta do chefe com a gravidade de quem transporta o país.

Um gabinete é uma corte em miniatura, e eu nasci cortesão. Para cima, sou veludo; para os lados, sou cimento armado. Vi cair três chefes e sobrevivi aos três, o que na nossa profissão é uma condecoração.

A escada

Depois vieram os degraus, por ordem litúrgica. Secretário de uma junta de freguesia — poder autárquico, dizem os manuais; eu digo: atestados, festas do pimento e a primeira lição de orçamento, que é haver sempre orçamento para quem o executa. Adjunto numa câmara municipal, onde aprendi que uma rotunda inaugura-se duas vezes: uma quando se faz, outra quando se refaz. Vice-presidente de uma CCDR — coordenação e desenvolvimento regional, duas expressões que, juntas, garantem que ninguém pergunte o que faço. E deputado suplente, que é a sala de espera do poder: substituo o titular quando ele é chamado ao Governo, ou seja, sou tecnicamente um efeito colateral. Sentei-me no hemiciclo tempo suficiente para fazer três perguntas ao Governo, escritas por um estagiário, e para aparecer atrás do líder nos planos de televisão, que é a verdadeira função do deputado moderno: cenografia com direito a voto.

O blog e a televisão

Nos anos dois mil tive um blog, como toda a gente que queria vir a ser alguém. Escrevia sobre a reforma do Estado, que era o que se usava, com hiperligações para relatórios que não tinha lido. O blog morreu, mas cumpriu: hoje os jornalistas apresentam-me como «pensador» e eu não os corrijo.

Da blogosfera saltei para os plateaus. Na televisão sou combativo, frontal, independente — os pontos de conversa chegam-me do partido à sexta-feira, mas a indignação é toda minha. Digo coisas como «o país precisa de reformas estruturais» e «é preciso coragem política», frases que o conselheiro Acácio acharia arrojadas. Dentro do partido sou uma carpete; diante das câmaras, um tigre. A carreira faz-se com os dois pelos, e ai de quem os troque: um tigre no congresso e uma carpete na televisão não chega a deputado suplente.

Os biscates e o primo

Convém dizer que o vencimento público, sendo certo, é modesto, e um homem tem despesas. Fui compondo: umas avenças de consultoria estratégica — «estratégica» quer dizer que não se percebe o que é — uns pareceres jurídicos ao abrigo do incunábulo, umas conferências sobre liderança em hotéis de aeroporto. E há o meu primo, empresário de reconhecido dinamismo, cuja firma tem a felicidade de ganhar adjudicações diretas com uma regularidade que só se explica pelo mérito — o mérito de existir no momento exato, com o alvará exato, no concelho exato.

Eu não decido nada, entenda-se. Apenas apresento pessoas: janto com A, telefono a B, digo ao C que o D é «dos nossos». Sou um facilitador. A palavra inglesa é networker; a portuguesa, mais antiga e mais exata, prefiro não usar. E nada disto é ilegal, sublinho. Li a lei com muita atenção. Ajudei a escrevê-la.

Diretor-Geral e Secretário de Estado

Quando o partido voltou ao Governo, fui nomeado Diretor-Geral. Houve concurso, claro, com entrevista e avaliação de competências; concorri contra dois candidatos que nunca ninguém viu e ganhou o melhor, que por coincidência era eu. Na direção-geral conheci o meu velho amigo burocrata — o das confissões anteriores — do outro lado da secretária. Entendemo-nos imediatamente: ele não queria decidir, eu não sabia. O serviço funcionou em perfeita harmonia durante dois anos, isto é, não funcionou, mas em harmonia.

Depois, a apoteose nacional: Secretário de Estado. Adjunto de um Ministro Adjunto — a redundância é a forma mais pura do poder. Durei dezassete meses, cortei nove fitas, anunciei quatro planos estratégicos com horizonte em duas legislaturas de distância e caí numa remodelação sem ter feito rigorosamente nada, o que em política se chama sair de cabeça erguida. No dia seguinte à queda, o telefone tocou. Era o Partido. O Partido nunca abandona quem nunca o abandonou: é uma agência de emprego com hino.

Bruxelas

E assim cheguei aonde tudo conflui: Bruxelas. O meu amigo burocrata sonha com ela como quem sonha com o céu — estuda para o concurso, decora regulamentos, reza. Eu cheguei de avião, em executiva, com o cartão do partido em vez de bilhete: um gabinete, um cargo com nome comprido em inglês, uma agenda de pequenos-almoços de trabalho. Cá estou, a coordenar a articulação de políticas cuja execução acompanho com elevado interesse e nenhuma consequência. O vencimento é europeu, o imposto é simpático, a escola dos miúdos é internacional e Lisboa fica à distância exata: perto para ir aos congressos, longe para não me pedirem nada.

O segredo

Perguntar-me-ão qual é, afinal, o meu talento. Respondo sem falsa modéstia: a disponibilidade. Dizem que a política atrai os piores; é injusto. A política atrai os disponíveis — os melhores estavam ocupados. Enquanto os meus colegas de curso estudavam para a Ordem, eu montava cadeiras; enquanto faziam carreira, eu fazia congressos; e quando o país precisou de gente para os lugares, quem é que lá estava, pronto, testado, leal? A fila era eu. A fila sou eu. A fila, meus caros, somos nós — e não abrimos exceções.

O custo disto não aparece em nenhum orçamento: é toda a gente capaz que olhou para a política, viu a fila, e foi embora. Chamam-lhe seleção adversa; eu chamo-lhe segurança no emprego.

O que me estragaria a carreira

Há quem fale em reformas, e confesso que algumas me tiram o apetite. Reduzir os gabinetes e os cargos de nomeação política a um décimo. Concursos verdadeiramente competitivos para dirigentes, com júris independentes e atas públicas. Transparência total nas adjudicações — cada contrato, cada beneficiário, cada primo, pesquisável em dois cliques. Declaração obrigatória de filiação e de avenças para quem comenta política na televisão. Limites a saltar de um regulador para o setor regulado e de um gabinete para o fornecedor do gabinete. Nada disto exige génio; exige apenas vontade de fechar a agência de emprego.

Felizmente, quem teria de aprovar estas reformas fui eu, os meus, e os que hão de vir a ser eu. Durmo descansado.

Post scriptum

Preparo as minhas memórias, que sairão em breve com o título «Servir Portugal». O prefácio é de um Ministro que eu fiz; a revisão, de um assessor que herdei; a impressão foi adjudicada, por ajuste direto, à gráfica do meu primo. O lançamento será numa fundação pública, com vinho de honra pago por uma câmara. Entretanto, o meu afilhado político acaba de entrar na Jota. Tem dezassete anos e já sabe exatamente quando bater palmas. O país está entregue.
 
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