CoronaVirus, panico justificado...?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:
Mas é isso que estou a dizer, é falta de responsabilidade social, entendo que a causa é a má qualidade de informação e muita inconsistência, incoerência e falta de exemplo da classe politica..
Claro, a culpa é sempre dos outros...
Eu, do que tenho visto à minha volta, só com um policia ao lado de cada pessoa conseguias que respeitassem as regras. Numa escola das Caldas da Rainha tiveram que ter policias dentro da escola para obrigar os alunos a cumprir as regras, nomeadamente usarem mascara e vais dizer-me que a culpa é dos políticos? Só se for por terem tornado obrigatório o uso de mascara dentro da escolas...
No GP de F1, as regras foram claras, reduziram a capacidade, os lugares estavam livres e vimos o que aconteceu...ou não viste?
O que eu tenho visto é quando as regras são aligeiradas a malta abusa, é como o excesso de velocidade e o álcool ...só com penas pesadas é que reagimos, não somo um povo que cumpra, cá em Portugal, claro.
Concordo que houve algumas decisões infelizes por parte do governo, mas na minha opinião não foi, nem é isso a causa de alguma indisciplina por parte das pessoas, principalmente quando estão a socializar em família ou com amigos que representam 2/3 da origem dos novos casos.
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
(apesar dos políticos grande parte do tempo estarem a tomar decisões de acordo com ou em compromisso com a sociedade civil, não tomam decisões no vácuo).
A minha perspectiva é diferente: os políticos têm responsabilidades (e o peso das responsabilidades) e seguramente cometem erros, incongruências e tomam até decisões em interesse próprio. Mas a culpa e as responsabilidades não se esgotam nos políticos. É de todos nós, pontualmente mais de uns ou outros, mas somos todos responsáveis em alguma extensão.
Vês porque é que às vezes o melhor é não responder?
Porque nós, como duas pessoas de bom senso, concordamos no fundamental!
Não vale a pena focar no acessório, até porque eu às vezes tenho um problema de expressão
O povo português sente-se representado por este governo (como por todos os outros antes, por isso é que os elegeu) e apoia as medidas tomadas.
Eu é que estou (estava) mal.
Claro que é o mesmo governo (que representa a sociedade civil), que falha na supervisão dos lares (isto sim, uma questão de saúde publica) onde morre não sei se 1/3 ou coisa assim das vitimas de COVID, mas esses estão fechados, não podem contagiar ninguém, não deve ser importante...
Isto (medidas COVID) é uma aberração!
É o sacrificio dos mais frágeis em nome dos mais fortes.
E eu, estupido eu, lá vem o ERASMUS, sendo um dos fortes, em vez de estar calado, ainda me sinto revoltado com a injustiça, quando a sociedade quer esta injustiça.
Quando foi a do lar de Reguengos, meus amigos, ia-me caindo o cabelo com os nervos

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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
pepe7 Escreveu:MarcoAntonio Escreveu:Mas também há que reconhecer que existiu muita desinformação e negacionismo. E a esses, ninguém vai pedir responsabilidades...MarcoAntonio Escreveu:Tendo em conta que ele está espalhado pelas redes sociais e que existe até neste tópico, acho notável que nunca tenhas visto.
Estas duas frases dizem tudo. Mais palavras para quê?
Honestamente as pessoas que conheço que normalmente seriam o perfil negacionista até têm sido as que suportam que as medidas deviam ser mais restritivas.
Mas insisto que a grande parte das pessoas são pouco cuidadosas, isso sim é algo que observo recorrentemente. Honestamente as pessoas que conheço que normalmente seriam o perfil negacionista até têm sido as que suportam que as medidas deviam ser mais restritivas.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu: É de todos nós, pontualmente mais de uns ou outros, mas somos todos responsáveis em alguma extensão.
Mas é isso que estou a dizer, é falta de responsabilidade social, entendo que a causa é a má qualidade de informação e muita inconsistência, incoerência e falta de exemplo da classe politica. Ainda este sábado lá andava o casalinho numa missa em Fátima...
Na pratica há países com restrições muito baixas que não estão a sofrer como nos. De resto já referi que até que Portugal tem sido bastante moderado, mas tenho medo que voltem com restrições à mobilidade que a meu ver não resolvem nada. Claro que confinamento total , tem efeitos até um miúdo de cinco anos sabe que não sair de casa não apanha vírus, o objectivo que é ter outra solução, para isso não precisamos de peritos para nada.
De resto critico os modelos que supostamente se baseiam as decisões, porque são altamente imprecisos. Basta olhar para Portugal como o vírus incide mais no Norte, apesar das medidas serem uniformes e o Norte até tem menos densidade populacional. Na minha opinião o exercício de tentar prever efeitos causa consequência num modelo de dados deste tipo tem uma fiabilidade/confiança muito baixa.
pepe eu não quero que morra ninguém, mas és egoísta porque falas muito nos médicos, mas muita gente perdeu o emprego e muito viram os sonhos destruídos para evitar contágios. Muitas dessas pessoas não receberam nem um cêntimo, nem um aplauso e se calhar acabam a salvar mais vidas que os médicos. Eu gosto de ver as coisas de todos os pontos, a isso chama-se visão. Leio muito dos teus post com atenção e referes muitos factos interessantes, mas muita gente está a ter a vida destruída pelo covid sem nunca ter a doença e eu tenho tentado sempre dar um pouco essa perspectiva que me parece que é bastante estigmatizada neste tópico. Claro que entendo que se defenda parar a pandemia, mas é preciso ter dois dedos de testa com o que se faz. Onde está o dinheiro para os negócios que fecharam? Não existe, nem aqui nem na Alemanha. Se o melhor que os políticos sabem fazer é confinar um país, que confinem mas têm de cortar os salários de FPs e afins que ficam com os mesmo rendimentos sem fazer nada.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
pepe7 Escreveu:Estas duas frases dizem tudo. Mais palavras para quê?
Não pretendo "atacar" o BearManBull, se não viu, não viu. Acho notável que não tenha visto tendo em conta que estamos a falar de opiniões nas redes sociais, de artigos e entrevistas na comunicação social (de peritos e pseudo-peritos), enfim, estamos a falar de um fenómeno bastante alargado.
A minha interpretação (que como qualquer interpretação, corre o risco de estar errada) é que na perspectiva do BearManBull, a culpa é sempre toda ou quase toda dos políticos, o resto do pessoal nunca tem praticamente culpa nenhuma (apesar dos políticos grande parte do tempo estarem a tomar decisões de acordo com ou em compromisso com a sociedade civil, não tomam decisões no vácuo).
A minha perspectiva é diferente: os políticos têm responsabilidades (e o peso das responsabilidades) e seguramente cometem erros, incongruências e tomam até decisões em interesse próprio. Mas a culpa e as responsabilidades não se esgotam nos políticos. É de todos nós, pontualmente mais de uns ou outros, mas somos todos responsáveis em alguma extensão.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:
Na semana passada deixei o gráfico em que concluía que a situação estava a melhorar. Realmente o Ulisses fez um reparo e tenho de concordar com ele que era ainda demasiado cedo para fazer uma conclusão desse tipo. Neste momento vê-se claramente que a mão invisível já está a fazer efeito e que estes números se poderiam ter evitado se as populações tivessem sido devidamente informadas dos perigos de uma segunda vaga. Sim falou-se mas não com o ênfase de emergência que a situação merecia.
BearManBull Escreveu:A curva de contágios tem vindo a estabilizar, no que parece ser em grande parte efeito da mão invisível.
As UCIs parece estar a desacelerar, esperemos que não se ultrapasse os 400 internados.
viewtopic.php?f=3&t=90128&p=1593983#p1593983
Se os governos, seja ele X ou Y e a população se orientassem tua pela tua informação e analise de há dias, nada mais se tinha feito, pois afinal a "situação estava a melhorar" e se já o que se tem feito, a conclusão que se tira é que não chegam...com as tuas analises imagina como estávamos daqui a 3/4 semanas E mesmos assim já é o que é...
Critica, teclar, opinião é fácil....difícil é na prática controlar este virus...como se tem vindo a verificar infelizmente...traduz a complexidade no virus e combate à Pandemia.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:Mas também há que reconhecer que existiu muita desinformação e negacionismo. E a esses, ninguém vai pedir responsabilidades...
MarcoAntonio Escreveu:Tendo em conta que ele está espalhado pelas redes sociais e que existe até neste tópico, acho notável que nunca tenhas visto.
Estas duas frases dizem tudo. Mais palavras para quê?
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Olá,
Não há ilegalidade nenhuma, nem excessos. É por isso que existem, na CRP de 1976, as figuras de Estado de Emergência e de Sítio. É para dar segurança jurídica a esse tipo de medidas mais, digamos, duras. Não confundir autoridade do Estado, com autoritarismo, mesmo sabendo que Portugal tem uma longa tradição autoritária. Não é o caso. Nem sequer estamos a recorrer ao Estado de Sítio, que é, sim, uma figura onde os Direitos fundamentais são praticamente eliminados por um período de tempo.
O crime de espalhar doenças contagiosas também já é antigo, está no CC.
Quanto às medidas, parece-me que aquela história do fim de semana é estranha, valia mais não autorizar circulação entre concelhos, exceto por razões de força maior, durante umas duas ou três semanas, para dar tempo a cada concelho de conter o vírus perante a sua realidade.
Depois poderia ser eliminada essa medida gradualmente, exceto nos concelhos da lista negra.
Claro que tudo seria mais eficaz se houvesse controlo médico nos portos e aeroportos, identificação de quem entra por via terrestre, para saber para onde vai.
Enfim, tudo menos evitar o encerramento de pequenos negócios às 13 horas. O encerramento entre as 20 e as 23 horas, conforme os casos, parece adequado, até prova em contrário.
Abraço
dj
Não há ilegalidade nenhuma, nem excessos. É por isso que existem, na CRP de 1976, as figuras de Estado de Emergência e de Sítio. É para dar segurança jurídica a esse tipo de medidas mais, digamos, duras. Não confundir autoridade do Estado, com autoritarismo, mesmo sabendo que Portugal tem uma longa tradição autoritária. Não é o caso. Nem sequer estamos a recorrer ao Estado de Sítio, que é, sim, uma figura onde os Direitos fundamentais são praticamente eliminados por um período de tempo.
O crime de espalhar doenças contagiosas também já é antigo, está no CC.
Quanto às medidas, parece-me que aquela história do fim de semana é estranha, valia mais não autorizar circulação entre concelhos, exceto por razões de força maior, durante umas duas ou três semanas, para dar tempo a cada concelho de conter o vírus perante a sua realidade.
Depois poderia ser eliminada essa medida gradualmente, exceto nos concelhos da lista negra.
Claro que tudo seria mais eficaz se houvesse controlo médico nos portos e aeroportos, identificação de quem entra por via terrestre, para saber para onde vai.
Enfim, tudo menos evitar o encerramento de pequenos negócios às 13 horas. O encerramento entre as 20 e as 23 horas, conforme os casos, parece adequado, até prova em contrário.
Abraço
dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Ok, não queres responder, não respondas. Mas a eleição dos direitos que consideras mais importantes, parece-me particularmente relevante, uma vez que trazes isso com frequência mas não é claro quais são exactamente os direitos em que estás a pensar.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Deixo esta antes de ir almoçar.
E não sei se volto
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Obesidade mental
O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou
os campos da educação, do jornalismo e das relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático
de Antropologia de Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever
o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a humanidade tomou consciência dos perigos
do excesso de uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar
que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento
estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos
que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos,
condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores,
os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas
e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável
sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental
das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência
e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos
de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito
de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante,
para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta
e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância,
as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada,
a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,
paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo,
a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata
de uma decadência, uma «idade das trevas»
ou o fim da civilização, como tantos
apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno
está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas,
desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental!
Obesidade Mental é uma efabulação da autoria de João Cesar das Neves
(não existe nenhum Antropólogo de nome Andrew Oitke nem nenhuma
obra Mental Obesity), publicada no Diário de Notícias de 22 de Março de 2004.
(Editado no FB por José Lourenço)
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Saudações & Bons Negócios
E não sei se volto
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Obesidade mental
O professor Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou
os campos da educação, do jornalismo e das relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático
de Antropologia de Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever
o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a humanidade tomou consciência dos perigos
do excesso de uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar
que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento
estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos
que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos,
condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores,
os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas
e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável
sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental
das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência
e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos
de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito
de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante,
para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta
e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância,
as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada,
a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,
paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo,
a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata
de uma decadência, uma «idade das trevas»
ou o fim da civilização, como tantos
apregoam.
É só uma questão de obesidade. O homem moderno
está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas,
desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental!
Obesidade Mental é uma efabulação da autoria de João Cesar das Neves
(não existe nenhum Antropólogo de nome Andrew Oitke nem nenhuma
obra Mental Obesity), publicada no Diário de Notícias de 22 de Março de 2004.
(Editado no FB por José Lourenço)
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Sabes que n´ós somos conhecidos no estrangeiro pela desproporcionabilidade das medidas face aos factos?
E que até há jurisprudência internacional sobre isso?
Sabes que a despropocionabilidade das medidas é uma forma suave de dizer exercicio da violência estatal?
Isto das medidas estatais em Portugal sobre o COVID não é muito diferente de, só por seres arguido, ficares com termo de identidade e residência...
Não sei se estão a ver o paralelismo, mas é exactamente a mesma coisa!
E que até há jurisprudência internacional sobre isso?
Sabes que a despropocionabilidade das medidas é uma forma suave de dizer exercicio da violência estatal?
Isto das medidas estatais em Portugal sobre o COVID não é muito diferente de, só por seres arguido, ficares com termo de identidade e residência...
Não sei se estão a ver o paralelismo, mas é exactamente a mesma coisa!
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
mais_um Escreveu:BearManBull Escreveu:Neste momento vê-se claramente que a mão invisível já está a fazer efeito e que estes números se poderiam ter evitado se as populações tivessem sido devidamente informadas dos perigos de uma segunda vaga. Sim falou-se mas não com o ênfase de emergência que a situação merecia.
Epá, se passa nas TV a toda a hora é porque estão a assustar as pessoas, se não se passa é porque não se informa as pessoas, enfim, é tão fácil criticar..... da-se! só apetece dizer asneiras...
O que passa na TV? Gaijos a falar pelo zoom, mas o recomendações dia-a-dia de não abraçar, beijar, retirar mascara, tocar, lavar as mãos raramente é referido.
Aliás tu achas que assustas as pessoas quando autorizas um GP de formula 1 com público? Uiii que medo...
Para mim é indiferente eu não tomo decisões, só deixo a minha opinião. Como cidadão não me parece aceitável proibirem o natal, como eu deve pensar grande parte da população.
Marco não vi no meu meio, no meu trabalho, nem nas minhas redes. Mesmo os amigos mais à esquerda/direita assumem a perigosidade e existência do vírus. E mesmo aqui no CdB poucos utilizadores assumiram que o vírus é desprezável. Eu diria que >99% tem noção que o vírus existe e pode ser letal. Podem é ser imprudentes, é outra questão.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
nunoand99 Escreveu:A tua primeira pergunta não percebi, se calhar onde disseste "proteger direitos" querias dizer "colocar em causa direitos"...caso contrário juro que não percebi a pergunta.
Que direitos existem para ti, quais são os direitos mais importantes?
nunoand99 Escreveu:A segunda pergunta está colocada de uma forma falaciosa...onde é que eu alguma vez falei alguma coisa que desse a indicar que achava essas coisas ficticias? Se eu não disse nada disso, porquê a pergunta e porquê a palavra ficticias?
Tu escreveste e cito:
nunoand99 Escreveu:O COVID há muito passou a ser uma questão politica, que já nada tem de saude publica.
Portanto, a questão não é falaciosa, é antes pertinente.
nunoand99 Escreveu:Esta discussão na maior parte das vezes transforma-se numa discussão esquerda-direita que são discussões que não só não me interessam, como não me identifico com elas.
Não trouxe isso à discussão, não pretendo discutir esquerda ou direita.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:nunoand99 Escreveu:E chama-se a um pais um estado de direito que usa o estado de emergência, não porque é uma emergência, mas porque assim é possivel violar direitos constitucionais?
Estás a dizer que não existe emergência ou a assumir que um estado de emergência não pode servir para proteger direitos num caso de emergência em que as condições se alteraram? Não é claro para mim o que estás a defender ou quais são as tuas pressuposições.nunoand99 Escreveu:P.S. Eu nem sei porque escrevo. O COVID há muito passou a ser uma questão politica, que já nada tem de saude publica. E como qualquer assunto politico, devemos nos abster de falar que é para não ferir susceptibilidades.
Achas que as taxas de ocupação hospitalar, os testemunhos dos profissionais de saúde e o excesso de óbitos são fictícios?
Marco, só para não te deixar sem resposta
A tua primeira pergunta não percebi, se calhar onde disseste "proteger direitos" querias dizer "colocar em causa direitos"...caso contrário juro que não percebi a pergunta.
A segunda pergunta está colocada de uma forma falaciosa...onde é que eu alguma vez falei alguma coisa que desse a indicar que achava essas coisas ficticias? Se eu não disse nada disso, porquê a pergunta e porquê a palavra ficticias?
E agora assumindo que tudo isso é verdade...
Então o governo de um pais guia-se por taxas de ocupação de hospitais, testemunhos de não sei quem, e aumentos de óbitos?
E se houver problemas de taxas de ocupação, testemunhos e aumentos de óbitos, suspendem.se direitos, em vez de se resolver o problema na área da saude, é?
Porque na Alemanha, por exemplo, parece que as camas são a mais e anda a Europa toda a enviar os doentes em excesso para lá.
Também CUBA, sim esse país de fim de mundo!!!, enviou o seu auxilio, mas a esses ficava mal aceitar...
Esta discussão na maior parte das vezes transforma-se numa discussão esquerda-direita que são discussões que não só não me interessam, como não me identifico com elas.
Eu sou eu! Não sou de esquerda nem de direita, tanto critico a suspensão dos direitos fundamentais (humanismo e liberalismo), como faço a glorificação de Cuba ou da China (comunismo e propriedade do Estado).
Aliás, aqui em Amsterdão redescobri um velho herói meu!!!
Erasmus de Roterdão, provavelmente o único "herói" que alguma vez tive na vida.
(junto com os meus avós, mas isso só aprendi mais tarde)
Nunca me hei-de esquecer da primeira vez que ouvi falar dele, para aí no setimo ano, ou coisa assim...
"...Tudo o que sei, quase tudo o que sei, não aprendi no cume da montanha a que se chama universidade, mas na caixa de areia do jardim de infancia..."
Saudações & Bons Negócios
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Tendo em conta que ele está espalhado pelas redes sociais e que existe até neste tópico, acho notável que nunca tenhas visto.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
Nunca vi nenhum negacionista, mas vejo muita gente com comportamentos irresponsáveis.
Honestamente as ideias de que é preciso ter cuidado não me parece que tenham sido bem digeridas e comunicadas correctamente (ou pelo menos com mais insistência).
Ainda agora tenho de afastar as pessoas quando vêm dar abraços ou cumprimentar e repito com veemência: "é por desprezar o vírus que estamos nesta situação".

Honestamente as ideias de que é preciso ter cuidado não me parece que tenham sido bem digeridas e comunicadas correctamente (ou pelo menos com mais insistência).
Ainda agora tenho de afastar as pessoas quando vêm dar abraços ou cumprimentar e repito com veemência: "é por desprezar o vírus que estamos nesta situação".
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Neste momento vê-se claramente que a mão invisível já está a fazer efeito e que estes números se poderiam ter evitado se as populações tivessem sido devidamente informadas dos perigos de uma segunda vaga. Sim falou-se mas não com o ênfase de emergência que a situação merecia.
Epá, se passa nas TV a toda a hora é porque estão a assustar as pessoas, se não se passa é porque não se informa as pessoas, enfim, é tão fácil criticar..... da-se! só apetece dizer asneiras...
"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas no que respeita ao universo ainda não tenho a certeza" Einstein
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
“Com os actuais meios de acesso à informação, a ignorância não é uma fatalidade, mas uma escolha pessoal" Eu
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Neste momento vê-se claramente que a mão invisível já está a fazer efeito e que estes números se poderiam ter evitado se as populações tivessem sido devidamente informadas dos perigos de uma segunda vaga. Sim falou-se mas não com o ênfase de emergência que a situação merecia.
Eu creio que as pessoas foram informadas do perigo de uma segunda vaga. Estou certo que há desorganização, que as medidas podiam ter sido melhores / mais eficazes e que deviamos ter estado melhor preparados para a chegada do outuno (há dias ouvia um médico a dizer que não existia um sistema de comunicação prático para os médicos poderem dirigir os pacientes para hospitais ainda com vagas, o que se for verdade, é uma coisa que não compreendo muito bem, tivemos meses para preparar um sistema logístico desse tipo, espero não estar a cometer nenhum lapso pois foi um comentário ouvido de passagem numa entrevista).
Mas também há que reconhecer que existiu muita desinformação e negacionismo. E a esses, ninguém vai pedir responsabilidades...
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:BearManBull Escreveu:Claro que não, mas vais fazer as pessoas passar o natal em quarentena?
Eu não vou fazer nada. Felizmente não sou eu que tenho de tomar decisões e não invejo a quem tem essa tremenda responsabilidade. Isto não significa que as medidas são todas boas ou razoáveis (da mesma forma, não significa que qualquer sugestão seja uma melhoria).
Era sentido figurativo
MarcoAntonio Escreveu:BearManBull Escreveu:Não se trata de ser suficiente, nada é suficiente, a menos que obrigues toda a gente a ficar em casa e só permitir as pessoas andarem nas ruas com EPIs.
Não percebo o argumento do "nada é suficiente". Como eu entendo, as medidas devem ser avaliadas na medida da sua eficácia esperada e pesadas contra a situação com que nos estamos a debater.
A eficácia esperada de uma medida deste tipo era extinção do vírus, e da economia.
Tenho visto resultados muito dispares em sítios com medidas restritas e menos restritas, por isso a margem de erro em cálculos deste tipo é de uma dimensão que não permite ter qualquer tipo de projecção minimamente fiável.
Na semana passada deixei o gráfico em que concluía que a situação estava a melhorar. Realmente o Ulisses fez um reparo e tenho de concordar com ele que era ainda demasiado cedo para fazer uma conclusão desse tipo. Neste momento vê-se claramente que a mão invisível já está a fazer efeito e que estes números se poderiam ter evitado se as populações tivessem sido devidamente informadas dos perigos de uma segunda vaga. Sim falou-se mas não com o ênfase de emergência que a situação merecia.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
nunoand99 Escreveu:E chama-se a um pais um estado de direito que usa o estado de emergência, não porque é uma emergência, mas porque assim é possivel violar direitos constitucionais?
Estás a dizer que não existe emergência ou a assumir que um estado de emergência não pode servir para proteger direitos num caso de emergência em que as condições se alteraram? Não é claro para mim o que estás a defender ou quais são as tuas pressuposições.
nunoand99 Escreveu:P.S. Eu nem sei porque escrevo. O COVID há muito passou a ser uma questão politica, que já nada tem de saude publica. E como qualquer assunto politico, devemos nos abster de falar que é para não ferir susceptibilidades.
Achas que as taxas de ocupação hospitalar, os testemunhos dos profissionais de saúde e o excesso de óbitos são fictícios?
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Claro que não, mas vais fazer as pessoas passar o natal em quarentena?
Eu não vou fazer nada. Felizmente não sou eu que tenho de tomar decisões e não invejo a quem tem essa tremenda responsabilidade. Isto não significa que as medidas são todas boas ou até razoáveis (da mesma forma, não significa que qualquer sugestão constitua realmente uma melhoria).
BearManBull Escreveu:Não se trata de ser suficiente, nada é suficiente, a menos que obrigues toda a gente a ficar em casa e só permitir as pessoas andarem nas ruas com EPIs.
Não percebo o argumento do "nada é suficiente". Como eu entendo, as medidas devem ser avaliadas na medida da sua eficácia esperada e pesadas contra a situação com que nos estamos a debater.
FLOP - Fundamental Laws Of Profit
1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Re: CoronaVirus, panico justificado...?
nunoand99 Escreveu:E ainda vão ser capazes de andar o tempo todo a dizer que fazem isto agora que é para salvar o Natal, e quando chegar o Natal, proibem viagens inter concelhos.
Quem já fez o que fez, é capaz de tudo!!!
Mas desta vez pode sair cara a conta.
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― Leon C. Megginson
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:BearManBull Escreveu:Os senhores do governo/DGS deviam chegar a um consenso, na minha opinião deviam implementar um sistema de rastreio para permitir viagens, ou seja seria permitido viajar a quem tenha teste negativo (durante período x antes da viagem natalícia).
Não sei bem em que medida isto é suficientemente eficiente. Supostamente as pessoas viajam para se ir encontrar com outras pessoas (reuniões familiares, etc). Mesmo que consideremos que não estão infectadas com base na indicação do teste, o que não é seguro pois podiam estar infectadas muito recentemente ou terem sido infectadas depois do teste, dependendo dos prazos, isto em nada impede que sejam infectadas no local de destino e depois infectem outros no regresso.
Claro que não, mas vais fazer as pessoas passar o natal em quarentena? Não se trata de ser suficiente, nada é suficiente, a menos que obrigues toda a gente a ficar em casa e só permitir as pessoas andarem nas ruas com EPIs. Jà se viu que não se chega a esse extremo por isso deve-se procurar vias alternativas. Do mal, o menos.
O Marcelo se matar o natal pode muito bem não ganhar na primeira volta.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
MarcoAntonio Escreveu:nunoand99 Escreveu:E obrigações comportamentais não são certamente aquilo que estamos a falar, nem elas são próprias de um estado de direito.
É claro que são. Antes de mais, convém esclarecer que estado de direito não quer meramente dizer que é um estado em que tens direitos. Na verdade, quer dizer que é um estado que se rege pelo direito e que todos os participantes estão sujeitos a esse direito (isto é, à Lei). O estado de direito é portanto um estado em que a aplicação das leis e o exercício do poder não são arbitrários. É isso que quer dizer.
Quanto a direitos e deveres, vão estar estabelecidos e descritos na Lei / Constituição.
Se algum jurista me quiser corrigir ou complementar a minha explicação, esteja à vontade.
Eu não gosto de entrar em discussões pessoais, e é por isso que muitas vezes não respondo directamente a uma pessoa.
Mas acho que é fundamental cumprir com os direitos fundamentais do homem, caso contrário não se pode chamar de estado de direito, pelo menos eu não chamaria.
O que interessa se a Constituição faz o levantamento dos direitos e deveres se os mesmos forem contrários ao espirito da Carta dos Direitos Fundamentais?
E chama-se a um pais um estado de direito que usa o estado de emergência, não porque é uma emergência, mas porque assim é possivel violar direitos constitucionais?
A justiça em Portugal não é para servir os cidadãos, é para se servir dos cidadãos, e os cidadãos se servirem dela.
O estado de emergência não foi para servir os cidadãos, foi para se servir da justiça, e se servir dos cidadãos.
Saudações & Bons Negócios
P.S. Eu nem sei porque escrevo. O COVID há muito passou a ser uma questão politica, que já nada tem de saude publica. E como qualquer assunto politico, devemos nos abster de falar que é para não ferir susceptibilidades.
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Re: CoronaVirus, panico justificado...?
BearManBull Escreveu:Os senhores do governo/DGS deviam chegar a um consenso, na minha opinião deviam implementar um sistema de rastreio para permitir viagens, ou seja seria permitido viajar a quem tenha teste negativo (durante período x antes da viagem natalícia).
Não sei bem em que medida isto é suficientemente eficiente. Supostamente as pessoas viajam para se ir encontrar com outras pessoas (reuniões familiares, etc). Mesmo que consideremos que não estão infectadas com base na indicação do teste, o que não é seguro pois podiam estar infectadas muito recentemente ou terem sido infectadas depois do teste, dependendo dos prazos, isto em nada impede que sejam infectadas no local de destino e depois infectem outros no regresso.
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1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
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