Mr.Warrior Escreveu:Tal como disse no resto do post, não me recordo de como explicou como seriam feitos os descontos.
O cerne da questão é que os descontos já foram feitos.
De que vale dizer hoje a alguém que está perto da reforma porque tem 50 ou 60 anos ou até a alguém que já se reformou e que seguiu as regras, ambos já descontaram balúrdios ao longo de 30 ou 40 anos ou até mais e agora dizerem-lhe que a reforma bruta são 2,5k, ou seja, 1,8k liquidos/mês?
O problema da SS é outro e do qual a esquerda não quer falar. Quem " rebentou " com a SS foram os governantes de 1974 e bastantes anos seguintes, esmagadoramente de esquerda e ultra-esquerda.
Quiseram ficar bem na fotografia e levaram milhares, milhares e milhares, talvez milhões, de novos pensionistas para o sistema e a receber quando não tinham descontado absolutamente nada, por exemplo os rurais e muitos mais.
Depois, um conjunto de políticas publicas de apoio social foram - e ainda continuam a ser - pagas pela SS, como exemplo a subsidiação a todo o tipo de gente que nada faz e que não quer fazer.
Hoje, a demografia a descer torna toda esta estupidez política e dos políticos um beco com muito poucas saídas.
Ainda tens outro ponto muitíssimo importante que é a CGA. É suposto que as contribuições para a SS sejam em parte suportadas pelo trabalhador e noutra parte pela entidade patronal, não é? Pois, mas o estado ( sempre o estado a falhar )
nunca descontou a sua parte. Estás a ver o rombo, não? Agora, há por aí uns inteligentes que defendem que se deve apertar as reformas concedidas e a conceder a todo o universo de reformados para dar sustentabilidade ao sistema. É só gente absolutamente parva, mesmo ostentando títulos de professores universitários não passam de burros carregados de livros.
Mas, felizmente, ninguém vai mexer nisto porque a maior força eleitoral são os reformados, bastantes ainda dos tais que pouco ou nada descontaram e estando vivos recebem.
Cumprimentos,