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Políticas para Portugal

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 3/10/2022 16:34

caldeirum Escreveu:
NirSup Escreveu:Mais uma pornochanchada socialista

E então os outros concorrentes que saíran vencidos (prejudicados) no concurso por alguém ter oferecido preços imbatíveis e pelos vistos inviáveis, vão aceitar de ânimo leve esta decisão?
Ou vão pedir junto dos tribunais para ser ressarcidos ?
Mais uma trapalhada obscena deste governo que nos desgoverna.
IMG_20221002_013826.jpg

By Nirvana


E se fosse o inverso, iriam rever o processo? Tenho certeza que as empresas estariam caladinhas a encher os bolsos. O leilão foi realizado em determinado momento, e imagino, com um um caderno de encargos. Se não está contemplada a inflação, temos pena. Deviam ter feito o trabalho de casa.
Também me parece que as empresas que perderam o leilão não vão ficar de braços cruzados. Se vão rever os valores, deve haver novo leilão.


Se eu comprar uma casa hoje por 200mil euros e dentro de 2 meses uma quebra no mercado imobiliário faz descer o valor 30%, posso pedir pedir para ser ressarcido? Economia de mercado uma ova....


Economia de amizades e interesses, é o que temos.

Cumprimentos


Sim, isto terá de ser muito bem explicado (se não houver uma clausula específica), caso contrário toda a gente que fez contratos poderá simplesmente cancela-los para que se possam rever os valores...
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 3/10/2022 17:30

Mas então a energia infinita e verde do sol agora está sujeita a inflação? :lol:


Diga-se de passagem que boa parte desta inflação é provocada justamente pela estrategia energética absurda da UE...

Convém nunca esquecer que a inflação é fundamentalmente um imposto. Estão a pagar o custo da pandemia e da loucura dos verdes.
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 6/10/2022 15:13

BdP vê inflação nos 7,8%. Salários reais estagnam este ano


O salario médio subiu 8%? :shock:
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 6/10/2022 15:41

Partilhar fake news nas redes sociais devia ser ilegal? 51,5% dos europeus acreditam que sim


A ser verdade os europeus cada vez mais agarrados à ideia de que a opressão e controlo são o caminho a seguir.

Por outro lado tenho serias duvidas sobre a seriedade destes inquéritos.

@sapo
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 8/10/2022 13:30

https://sicnoticias.pt/economia/2022-10-07-Mundo-esta-prestes-a-enfrentar-uma-quinta-vaga-de-crise-de-divida-704cb8d4

Embora o prognóstico para Portugal seja bom segundo os actuais governantes, tenho muitas dúvidas que o problema da dívida não cheguem a Portugal.

Podemos estar num canto da Europa, mas somos muito influenciados pelos mercados externos.
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/10/2022 10:46

Marco Martins Escreveu:Embora o prognóstico para Portugal seja bom segundo os actuais governantes, tenho muitas dúvidas que o problema da dívida não cheguem a Portugal.


Apesar de tudo a divida desde o inicio de 2021 tem estado num percurso de descida que é realmente impressionante. Espanha que tem condições de certa forma similares às portuguesas teve descidas bem mais modestas.

Obviamente que é a custo de uma carga fiscal brutal que o ze tuguinha paga com todo o gosto, mas do mal o menos.
Anexos
pt_debt.PNG
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 10/10/2022 13:52

A República ponto dois

A imagem é elucidativa. No palanque, enquanto discursava o presidente da Câmara de Lisboa, Santos Silva, Marcelo e Costa, por esta ordem, contemplavam, cada qual, o seu infinito. S. Silva olhava para o telemóvel, Marcelo para lado nenhum e Costa torcia-se levemente para a sua esquerda, incomodado com o sol.
Em comum, os três exibiam, inconscientemente, a mesma comissura de lábios, popularmente conhecida pela "boca de cu de galinha".
Foi há menos de uma semana, no 5 de Outubro de Lisboa.
Comemoravam-se os 112 anos da implantação da ditadura do Partido Republicano Português (PRP), chefiada até Sidónio Pais pelo doutor Afonso Costa, com a complacência dos "vultos" que encontramos por aí espalhados em estatuária vária, e em nomes de ruas e avenidas.
Ao presidente "desta" República, o alheado Marcelo, deu-lhe para comparar a excelência de hoje com a falta de qualidade democrática e cidadã em 1922, altura em que o outro Costa e os seus apaniguados recuperaram o poder, já sob a forma de "partido democrático" - que de democrático nada tinha. Esteve bem.
É que as perguntas são sempre as mesmas, tal como Vasco Pulido Valente as formulou aquando do centenário da República, versão 1ª. "Como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam "carbonários", vigilantes de vário género e pêlo e a "formiga branca" (como lhe chamavam) do jacobinismo?
Como é possível ao Estado da tolerância e da aceitação do "outro" ir de repente mostrar o seu respeito por uma ideologia cuja essência era a erradicação da Igreja Católica? Um regime que "não legou ao futuro nenhum herói.
Afonso Costa, António José d"Almeida, Brito Camacho, Bernardino Machado, António Maria da Silva eram visceralmente odiados por todo o país. Só Sidónio, que os prendeu e expulsou, conseguiu, por um ano, alguma popularidade; e esse foi morto por um devoto da Maçonaria".
Porque recordo isto? Porque o regime actual nunca esteve tão próximo da corrupção moral e política da I República como agora. O PS, rapace e autoritário, domina o Estado e o país como o PRP fazia.
O presidente não é "eleito" pelo Parlamento, e pelo partido dominante, mas está inerme como alguns dos seus ilustres antecessores citados, com a vantagem, meramente pessoal, de ir arejar frequentemente a sua impotência política para o estrangeiro.
E o da Assembleia da República é um prepotente democrático que não tenta sequer a isenção política a que o cargo o obriga.
Os episódios dos governantes "incompatíveis" passam pela "bimby" da ética republicana como cães por vinha vindimada.
Esta "República ponto dois" está pela hora da nossa morte. Não, infelizmente, da dela.

https://www.jn.pt/opiniao/joao-goncalve ... fqNZIiqB30
 
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 10/10/2022 21:10

A MAGIA DAS PALAVRAS
- ou o extraordinário e fabuloso OE/2023-2026

Nas últimas 24 horas ficou claro que o robusto corte de rendimentos que o governo está a empreender nos setores público e privado - a pretexto de travar a inflação e de reduzir o défice e a rácio da dívida - tem dois objetivos de fundo: 1. Retirar valor à parte do trabalho na economia ; 2. Fazer desaparecer despesa fixa das contas do Estado.

É o primeiro passo de um longo número de prestidigitação político-económica. Visa ao prolongamento até 2026. São esses os únicos propósitos dos acordos anunciados neste domingo com pompa e circunstância. Os termos do acordo apresentado na Sala dos Espelhos do Palácio Foz constituem a base instrumental do OE que hoje deu entrada na Assembleia da República. Segue-se a liturgia da sua aprovação, num registo de mera formalidade democrática.

O momento é propício à venda fácil de algumas ilusões. O aumento extraordinário do PIB previsto para este ano (6,5%) - empolado pelo efeito da inflação - fará subir automaticamente o divisor na rácio da dívida. O quociente matemático dessa operação, isto é, a dívida percentual, descerá como num passe de pura magia. A inflação fará minguar a dívida para uns reluzentes 110 % do PIB no final de 2023. É a pomba branca que o governo começa por tirar da cartola.

Porém, o OE que se anuncia passa ao largo de tudo o que seria preciso fazer em termos de medidas económicas de fundo. Eis alguns exemplos mais óbvios:
Para reduzir o “gap” produtivo e de rendimentos com a Europa, Portugal carece como de pão para a boca de um crescimento económico robusto. Sem um aumento decente do PIB não haverá emprego, nem receita fiscal nem uma digna distribuição de rendimentos. Portugal precisa, pois, de um aumento substancial do PIB e do investimento público e privado. E era para ontem.

O governo apresenta no OE/2023 um objetivo de crescimento de apenas 1,3 % (contra os 6,5 % previstos em 2022). Uma quebra brutal, resultado da travagem a fundo da economia. Mesmo que não se lhe queira chamar recessão, por pudor semântico e em obediência à definição clássica: dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Mas que nome se deverá então dar a uma queda de 5,2 % do crescimento do PIB num só ano (de 2022 para 2023) ? OK, para os que não gostam de chamar as coisas pelos devidos nomes, direi que é um ‘flop’.

Mas devo perguntar: um crescimento (nominal) do PIB de 1,3 % com uma inflação de 4 %, na previsão do governo (há uma previsão de 5,1 % do Conselho de Finanças Públicas), representa um crescimento real de quanto em 2023 ? A calculadora indica: será de menos 2,7.

Em rigor, estamos perante um cenário macroeconómico de crescimento real negativo do PIB em 2023. Embora não se fale nisso nem essa essa evidência tenha sido referida nos quadros do governo. Assim sendo, a que distância estaremos de uma recessão?

Não obstante a resposta estar bem à vista, o governo insiste em baixar o défice para 0,9 % em 2023. Num cenário social de enormes carências.- e quando a UE autoriza os 3%. Após um ano (2022) de brutal empobrecimento usar o limite legal seria prudente. Permitiria aumentar os apoios de emergência às famílias e às empresas, e alavancar o investimento público em mais 4 mil milhões € sem beliscar as regras comunitárias.

Ao teimar em reduzir o défice para 0,9 %, em 2023, o governo asfixia a capacidade de investimento e agrava a penúria de milhões de pessoas - sem que nada a isso obrigue ou o justifique.

Em 2012/13 (era Passos Coelho/Portas) chamou-se "ir além da troika" ao mesmo tipo de políticas erradas que estão a repetir-se pela mão do PS. Sim, é exatamente: adotar políticas de austeridade e ampliá-las a uma dimensão desnecessária.

Em 2022/23 (era António Costa II) a estratégia de desvalorização fiscal, ou orçamental, é chocantemente idêntica à aplicada pela troika. O neoliberalismo mudou de embalagem e passou a ter um “nome de guerra” diferente.

Existe uma austeridade ‘de facto’ não assumida pelo PS. Desastrosamente dissimulada no caso das pensões e disfarçada por magros apoios sociais. Essa austeridade agrava o sofrimento dos que foram proletarizados ou empobreceram pela via da brutal desvalorização de salários e pensões em 2022, e ainda, dos aumentos de taxas de juro do BCE.

Para 2023, impõe-se ainda às empresas e à economia um outro módulo de austeridade: um crescimento raquítico (1,3 %) e um défice (0,9 %) - 70 % abaixo dos 3% exigidos pela autoridade monetária europeia e pelas regras da zona €.

Hoje, já não se diz "ir além da troika". Arranjou-se uma palavra mais quente e que a todos consola: "responsabilidade". Amparada numa bengala coxa do jargão técnico-financeiro: “consolidação orçamental”. Expressão que, em bom rigor, significa a consolidação da perda do poder de compra dos milhões de portugueses que vivem de salários ou pensões. O alvo favorito dos neoliberais.

Em tempos não muito distantes, houve um Ronaldo nas Finanças (não sei se se lembram). O estilo de jogo, ficou. O mago das finanças fundou uma religião batizada de "contas certas". O mais importante dos discípulos está à frente do governo. É um mago das palavras certas.

Carlos Vargas
Economista/Jornalista
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/10/2022 22:51

Caramelo Escreveu:A inflação fará minguar a dívida para uns reluzentes 110 % do PIB no final de 2023. É a pomba branca que o governo começa por tirar da cartola.


A inflação é um imposto.

Quem tem rendimentos no banco, de um momento para o outro vê o capital perde valor. É um imposto especial uma vez que penaliza essencialmente quem tem capitais em cash e os mais pobres ou qualquer sector que não consiga ter rendimentos atualizados.

Nada que não se tivesse discuto várias vezes neste fórum, eventualmente a conta da pandemia iria aparecer.

O milagre da redução de divida advêm essencialmente de duas tragedias:

:arrow: A elevada mortalidade e redução esperança de vida, causada pela pandemia e por um SNS putrefacto, que fez uma mega limpeza na SS
:arrow: A redução dos rendimentos dos pensionistas que não vão ver as pensões actualizadas nos mesmos termos dos valores da inflação (nem de perto), vão sofre uma grave quebra nos rendimentos e o governo em compensação tem um superavit.
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 10/10/2022 23:13

“By a continuing process of inflation, governments can confiscate, secretly and unobserved, an important part of the wealth of their citizens. By this method they not only confiscate, but they confiscate arbitrarily,”

John Maynard Keynes, “The economic consequences of the peace”


Deixo mais uma nota sobre o problema da inflação.

A inflação é outro sintoma de que as instituições democráticas ocidentais estão podres.

No fundo é um simbolo da falta de transparência e honestidade das instituições publicas.

Por algum motivo temos altas taxas de inflação normalmente associadas a governos de terceiro mundo. É uma artimanha desonesta e arbitraria. Uma ferramenta que normalmente é um recurso para precaver os governos com problemas de curto prazo mas que no longo prazo tem efeitos altamente nefastos porque é um fenomeno polarizador. Basta pensar que o partido nazi surgiu na sequencia de um episodio de hiper inflação.

A inflação é um gerador de instabilidade nato e tem outra faceta negra porque oculta o PIB real gerando também nesse aspecto um problema de transparência para a democracia.
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 11/10/2022 18:48

Exijam ter um Presidente da República

Um eleitorado na ressaca de uma bancarrota, estruturalmente envelhecido, conservador e pouco ambicioso, viu nele o remédio perfeito para essa mesma ressaca. Ao lado de um António Costa que se tornou Primeiro-ministro graças a cínicos malabarismos partidários, que anunciava felicidade a rodos e se tornara, assim, o parceiro ideal da estupidificação geral dos espíritos da pátria, os portugueses viram nas excentricidades do professor que se senta em Belém, do professor que arranja esquemas para ir a banhos, do professor que tira os calções na praia, do professor que vai às compras de calções, do professor que vai a pé pelas ruas, que beija, que abraça, que tira retratos, que encanta multidões como o Ronaldo encanta as bancadas e o Goucha encanta as velhinhas, os portugueses viram em tudo isto, dizia eu, a confirmação do que pretendiam: acima de tudo, que nada mudasse, mesmo que essa mudança anunciasse um futuro melhor, e que a política os divertisse, quando estavam habituados a que ela os aborrecesse.

O país não precisa de palavras de consolo, beijos e abraços, ou de ver permanentemente o seu Presidente a circular por entre as pessoas a tirar retratos. Precisava, sim, de um Presidente que tivesse uma ideia de políticas públicas que proporcionassem mais riqueza às pessoas e que substituíssem o miserabilismo militante, de mão estendida à Europa, que revelassem algum gosto pela vida independente e livre de ministros e secretários. Tal como não precisa de uma betoneira retórica que anuncia, a cada evidência de que o Estado foi capturado por uma clique de inúteis sanguessugas, que «é preciso apurar o que se passou», quando toda a gente sabe que não se vai apurar nada, que ninguém é responsável por nada, que nem assassinando um homem em directo nas televisões um ministro, sobretudo sendo socialista, acabaria demitido em menos de uma semana.

Dirão-me-ão as boas almas que será demasiado cedo para que se fale nas presidenciais de 2026. Não é. Se não é cedo para os interessados na eleição (uma saudação especial ao professor Santos Silva), também não é cedo para começarmos a falar de presidenciais. Tal como não é cedo para falar nas próximas eleições legislativas. Tanto o Governo como o Presidente têm pela frente uma série de anos não de mandato, no sentido em que ele exige o seu exercício, o cumprimento de metas, de objectivos, de resultados, mas de agonia institucionalizada. Costa e Marcelo, o senhor Feliz e o senhor Contente do pantanal lusitano, não merecem hoje oposição aos seus actos, às suas palavras ou às suas decisões: é o país que merece (que precisa!) uma alternativa. No Governo, naturalmente, mas também na Presidência.

Por uma vez, será tempo de começarmos a discutir que tipo de Presidente queremos, em vez de nos debruçarmos sobre que tipo de candidatos podem aparecer. É tempo, pois, de exigir um Presidente que não seja «de todos os portugueses», mas um Presidente que seja mesmo «da República»: que se preocupe mais com a autoridade do que com o poder e que a exerça sem calculismos; que seja capaz de, através da sua intervenção política, cuidar dos que mais precisam, mas, acima de tudo, de representar os sectores mais dinâmicos da sociedade, aqueles que estão mais perto do que queremos ser; que compreenda que «contas certas» não são um programa político, mas um mero exercício de responsabilidade que custou a entrar nas mentes pouco esclarecidas das nossas, vá, elites; que tenha, ele próprio, um programa político não necessariamente de natureza executiva, mas ideológica, filosófica, intelectual, que aponte caminhos, que denuncie erros, que não tema agir em conformidade com o seu programa; que fomente a cidadania autónoma, a construção de uma sociedade livre; que traga eixos políticos contra a estagnação, a corrupção e a mediocridade; que vigie o Governo, seja ele qual for; que proteja de facto os direitos, liberdades e garantias constitucionais; que promova o debate constitucional acerca das funções do Estado; que gere debate profícuo e que demonstre resultados, em lugar de representar um tipo de paternalismo iníquo de que o país não precisa se quer ter um futuro que lhe dê dignidade.

Exijamos um Presidente da República. Já é tempo de termos um.

https://observador.pt/opiniao/exijam-te ... republica/
 
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 11/10/2022 18:56

Caramelo Escreveu:Exijam ter um Presidente da República

Um eleitorado na ressaca de uma bancarrota, estruturalmente envelhecido, conservador e pouco ambicioso, viu nele o remédio perfeito para essa mesma ressaca. Ao lado de um António Costa que se tornou Primeiro-ministro graças a cínicos malabarismos partidários, que anunciava felicidade a rodos e se tornara, assim, o parceiro ideal da estupidificação geral dos espíritos da pátria, os portugueses viram nas excentricidades do professor que se senta em Belém, do professor que arranja esquemas para ir a banhos, do professor que tira os calções na praia, do professor que vai às compras de calções, do professor que vai a pé pelas ruas, que beija, que abraça, que tira retratos, que encanta multidões como o Ronaldo encanta as bancadas e o Goucha encanta as velhinhas, os portugueses viram em tudo isto, dizia eu, a confirmação do que pretendiam: acima de tudo, que nada mudasse, mesmo que essa mudança anunciasse um futuro melhor, e que a política os divertisse, quando estavam habituados a que ela os aborrecesse.

O país não precisa de palavras de consolo, beijos e abraços, ou de ver permanentemente o seu Presidente a circular por entre as pessoas a tirar retratos. Precisava, sim, de um Presidente que tivesse uma ideia de políticas públicas que proporcionassem mais riqueza às pessoas e que substituíssem o miserabilismo militante, de mão estendida à Europa, que revelassem algum gosto pela vida independente e livre de ministros e secretários. Tal como não precisa de uma betoneira retórica que anuncia, a cada evidência de que o Estado foi capturado por uma clique de inúteis sanguessugas, que «é preciso apurar o que se passou», quando toda a gente sabe que não se vai apurar nada, que ninguém é responsável por nada, que nem assassinando um homem em directo nas televisões um ministro, sobretudo sendo socialista, acabaria demitido em menos de uma semana.

Dirão-me-ão as boas almas que será demasiado cedo para que se fale nas presidenciais de 2026. Não é. Se não é cedo para os interessados na eleição (uma saudação especial ao professor Santos Silva), também não é cedo para começarmos a falar de presidenciais. Tal como não é cedo para falar nas próximas eleições legislativas. Tanto o Governo como o Presidente têm pela frente uma série de anos não de mandato, no sentido em que ele exige o seu exercício, o cumprimento de metas, de objectivos, de resultados, mas de agonia institucionalizada. Costa e Marcelo, o senhor Feliz e o senhor Contente do pantanal lusitano, não merecem hoje oposição aos seus actos, às suas palavras ou às suas decisões: é o país que merece (que precisa!) uma alternativa. No Governo, naturalmente, mas também na Presidência.

Por uma vez, será tempo de começarmos a discutir que tipo de Presidente queremos, em vez de nos debruçarmos sobre que tipo de candidatos podem aparecer. É tempo, pois, de exigir um Presidente que não seja «de todos os portugueses», mas um Presidente que seja mesmo «da República»: que se preocupe mais com a autoridade do que com o poder e que a exerça sem calculismos; que seja capaz de, através da sua intervenção política, cuidar dos que mais precisam, mas, acima de tudo, de representar os sectores mais dinâmicos da sociedade, aqueles que estão mais perto do que queremos ser; que compreenda que «contas certas» não são um programa político, mas um mero exercício de responsabilidade que custou a entrar nas mentes pouco esclarecidas das nossas, vá, elites; que tenha, ele próprio, um programa político não necessariamente de natureza executiva, mas ideológica, filosófica, intelectual, que aponte caminhos, que denuncie erros, que não tema agir em conformidade com o seu programa; que fomente a cidadania autónoma, a construção de uma sociedade livre; que traga eixos políticos contra a estagnação, a corrupção e a mediocridade; que vigie o Governo, seja ele qual for; que proteja de facto os direitos, liberdades e garantias constitucionais; que promova o debate constitucional acerca das funções do Estado; que gere debate profícuo e que demonstre resultados, em lugar de representar um tipo de paternalismo iníquo de que o país não precisa se quer ter um futuro que lhe dê dignidade.

Exijamos um Presidente da República. Já é tempo de termos um.

https://observador.pt/opiniao/exijam-te ... republica/


Acho é que devemos exigir um governo que governe com objectivos e capacidade.

O PR vejo-o mais como um regulador, podendo a qualquer momento por termo a um governo ou actuar se for esse o caso... contudo não concordo que ele defenda ou se insurja contra o governo, só porque tem ideias diferentes.
Para governar, o povo escolheu em maioria os que lá estão... e para garantir o respeito por esta republica elegeram o PR. Cada qual com as suas responsabilidades.

Neste momento até acho que o PR não deve intervir muito nas ações do governo, pois com maioria no final de 8 anos de governo, o PS será inteiramente responsável pelo estado do país!!!! Quer esteja melhor, quer esteja pior!
 
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 11/10/2022 19:08

BearManBull Escreveu:
Caramelo Escreveu:A inflação fará minguar a dívida para uns reluzentes 110 % do PIB no final de 2023. É a pomba branca que o governo começa por tirar da cartola.


A inflação é um imposto.

Quem tem rendimentos no banco, de um momento para o outro vê o capital perde valor. É um imposto especial uma vez que penaliza essencialmente quem tem capitais em cash e os mais pobres ou qualquer sector que não consiga ter rendimentos atualizados.

Nada que não se tivesse discuto várias vezes neste fórum, eventualmente a conta da pandemia iria aparecer.

O milagre da redução de divida advêm essencialmente de duas tragedias:

:arrow: A elevada mortalidade e redução esperança de vida, causada pela pandemia e por um SNS putrefacto, que fez uma mega limpeza na SS
:arrow: A redução dos rendimentos dos pensionistas que não vão ver as pensões actualizadas nos mesmos termos dos valores da inflação (nem de perto), vão sofre uma grave quebra nos rendimentos e o governo em compensação tem um superavit.


Acho que um dos maiores problemas da inflação será para o sector privado na faixa etária entre os 55 até às reforma pelos 67 anos e que não estando com o salário mínimo irão perder grande poder de compra!!
O sector público terá aumentos para acompanhar um pouco a inflação, mas o sector privado (excluindo nos vencimentos mínimos) e na faixa etária referida, não terão grandes aumentos, a não ser excepções onde a pessoa faça uma grande diferença.
O motivo de não haver grandes aumentos aqui, será porque a pessoa de certeza que não sai para lado nenhum, porque o mercado não as procura.
Aumentar a pessoa ou por uma pessoa nova, se calhar compensa mais uma nova devido a alguns apoios...
Os novos irão ter um salário maior pois tenderão a pedir um valor compatível com o aumento da inflação!!!

Por isso a faixa etária entre os 55 e os 67 será bastante penalizada, pois fez muitos descontos que nada vão servir para a reforma e vão chegar à reforma com vencimentos que não foram actualizados durante 12 anos!!!!

Este é o meu ponto de vista sobre o problema da inflação acentuada em tão curto espaço de tempo...

Para os governos até pode ser bom, pois arrecadam mais dinheiro, embora também gastem mais, mas nas reformas que é um dos maiores problemas, gastarão menos (pelo menos enquanto forem vivos, estes que se reformarem com baixos vencimentos.
 
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 11/10/2022 19:10

Marco Martins Escreveu:
O PR vejo-o mais como um regulador, podendo a qualquer momento por termo a um governo ou actuar se for esse o caso... contudo não concordo que ele defenda ou se insurja contra o governo, só porque tem ideias diferentes.
A sério, "ideias diferentes", a única coisa que o Marselfie faz é meter a mão por baixo do rabinho do governo e "que tem de se apurar", é o pior PR que já tivemos :wall:
 
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 11/10/2022 21:12

Apenas mais uma, deste ser que temos como PR :cry:

https://cnnportugal.iol.pt/videos/marce ... 367d52a3bf
 
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 11/10/2022 21:38

Caramelo Escreveu:Apenas mais uma, deste ser que temos como PR :cry:

https://cnnportugal.iol.pt/videos/marce ... 367d52a3bf


Não quero com isto defender quem quer que seja nem os actos em si, mas acho que ele não disse nada de preocupante :)

Se o mesmo fosse perguntado em relação a casos dentro das famílias ou das escolas e se o número em portugal fosse menor, também não seria tão preocupante (comparativamente é claro... porque todos os actos de abuso são sempre preocupantes, sejam eles quantos forem)...
 
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 11/10/2022 21:39

Caramelo Escreveu:
Marco Martins Escreveu:
O PR vejo-o mais como um regulador, podendo a qualquer momento por termo a um governo ou actuar se for esse o caso... contudo não concordo que ele defenda ou se insurja contra o governo, só porque tem ideias diferentes.
A sério, "ideias diferentes", a única coisa que o Marselfie faz é meter a mão por baixo do rabinho do governo e "que tem de se apurar", é o pior PR que já tivemos :wall:


No aspecto de dar apoio e justificar as acções do governo, também não estou de acordo... ele deveria separar mais o que é o governo e o que é o PR.
 
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Re: Políticas para Portugal

por Lusitanus » 11/10/2022 22:13

Marco Martins Escreveu:
Caramelo Escreveu:
Marco Martins Escreveu:
O PR vejo-o mais como um regulador, podendo a qualquer momento por termo a um governo ou actuar se for esse o caso... contudo não concordo que ele defenda ou se insurja contra o governo, só porque tem ideias diferentes.
A sério, "ideias diferentes", a única coisa que o Marselfie faz é meter a mão por baixo do rabinho do governo e "que tem de se apurar", é o pior PR que já tivemos :wall:


No aspecto de dar apoio e justificar as acções do governo, também não estou de acordo... ele deveria separar mais o que é o governo e o que é o PR.

Mesmo assim, parece-me que o Presidente da República já esteve muito mais "colado" ao Governo. Entendo, até, que está a dar sinsis de querer "descolar" do Governo ...
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Re: Políticas para Portugal

por Caramelo » 11/10/2022 22:52

Lusitanus Escreveu:Mesmo assim, parece-me que o Presidente da República já esteve muito mais "colado" ao Governo. Entendo, até, que está a dar sinsis de querer "descolar" do Governo ...
Mas isso é claro, bastou o governo começar a baixar nas sondagens e se por acaso o governo cair em desgraça o Sefiies é o primeiro a pisá-lo :mrgreen:
Não passa de um popularucho que apenas vive para a imagem, quem um dia o baptizou de cata-vento, foi um óptimo padrinho, pois conhecia bem a peça :-k
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 12/10/2022 0:24

Marco Martins Escreveu:Por isso a faixa etária entre os 55 e os 67 será bastante penalizada, pois fez muitos descontos que nada vão servir para a reforma e vão chegar à reforma com vencimentos que não foram actualizados durante 12 anos!!!!

Este é o meu ponto de vista sobre o problema da inflação acentuada em tão curto espaço de tempo...

Para os governos até pode ser bom, pois arrecadam mais dinheiro, embora também gastem mais, mas nas reformas que é um dos maiores problemas, gastarão menos (pelo menos enquanto forem vivos, estes que se reformarem com baixos vencimentos.


Como gastam mais? As pensões não subiram para compensar a inflação... E enquanto que o estado esta a encher os cofres, os pensionistas sò veem a revisão da pensão no final do ano (que é inferior ao valor da inflação).

Por outro lado tens os quase 1 em cada 4 tugas que aufere o SMN na mesma situação.
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 12/10/2022 8:44

BearManBull Escreveu:
Marco Martins Escreveu:Por isso a faixa etária entre os 55 e os 67 será bastante penalizada, pois fez muitos descontos que nada vão servir para a reforma e vão chegar à reforma com vencimentos que não foram actualizados durante 12 anos!!!!

Este é o meu ponto de vista sobre o problema da inflação acentuada em tão curto espaço de tempo...

Para os governos até pode ser bom, pois arrecadam mais dinheiro, embora também gastem mais, mas nas reformas que é um dos maiores problemas, gastarão menos (pelo menos enquanto forem vivos, estes que se reformarem com baixos vencimentos.


Como gastam mais? As pensões não subiram para compensar a inflação... E enquanto que o estado esta a encher os cofres, os pensionistas sò veem a revisão da pensão no final do ano (que é inferior ao valor da inflação).

Por outro lado tens os quase 1 em cada 4 tugas que aufere o SMN na mesma situação.



Gastam mais nas despesas que têm... os custos com saúde, exército, etc, etc... se os precços aumentam nas despesas de todos, para o estado também vão aumentar (mesmo que receba mais em impostos).
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 12/10/2022 15:15

Marco Martins Escreveu:Gastam mais nas despesas que têm... os custos com saúde, exército, etc, etc... se os precços aumentam nas despesas de todos, para o estado também vão aumentar (mesmo que receba mais em impostos).


Estas em Portugal exercito+saúde não chegam a 15% do OE. E mesmo aí tens de considerar que podes poupar dinheiro desde que não subas os salários.

O estado social custa cerca de 60% - sim é verdade 60% do dinheiro dos impostos são desperdiçados e atirados directamente ao lixo.
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 13/10/2022 16:21

https://www.tsf.pt/mundo/mais-de-cem-criancas-migrantes-alojadas-em-hoteis-no-reino-unido-desapareceram-15250291.html

Falou-se tanto das declarações do PR por se referir à proporcionalidade dos números sobre actos inaceitáveis em várias décadas e no entanto em países ditos mais evoluídos desapacem mais de 100 crianças em apenas poucos meses.. que se calhar irão parar a redes mafiosas!!!

Entendo que este tópico é relativo a Portugal, no entanto comentei apenas para mostrar que existem casos piores (como o referido)... do que os comentários do PR relativos aos números dentro da igreja...

Podemos dar as voltas que dermos, mas à frente das instituições, sejam elas quais forem ou o que defenderem, estão sempre "somente" pessoas....
 
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Re: Políticas para Portugal

por BearManBull » 15/10/2022 10:08

Meninas nas escolas podem exigir ser tratadas por meninos
Deputados do PS, com Isabel Moreira à cabeça, defendem o dever das escolas respeitarem o direito das ‘crianças’ e ‘jovens’ à autodeterminação de género e de nome, bem a utilização das casas de banho ou balneários ‘tendo em consideração a sua vontade expressa’. E chocam Oposição.


O PS quer que as escolas do país, públicas ou privadas, passem a «respeitar» – palavras do deputado Miguel Costa Matos – a autodeterminação dos seus alunos, desde logo no nome autoatribuído, mas não só. Por exemplo, também no vestuário, nos casos em que seja obrigatório o uso de uniforme, os alunos devem poder escolher a opção com que mais se identificam. E mais: as crianças e jovens devem poder aceder às casas de banho e balneários «tendo sempre em consideração a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade», conforme pode ler-se num projeto lei assinado à cabeça por Isabel Moreira e por mais três dezenas de deputados socialistas, incluindo o seu líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias, e parlamentares como Edite Estrela ou Pedro Delgado Alves.

...

Ao Nascer do SOL, a deputada socialista Isabel Moreira, escusando-se a responder às questões colocadas, por questões de disponibilidade, fez questão de realçar que «a lei de 2018 é o quadro». «Como se recordará, o TC considerou que aquilo que fora regulamentado teria de ser feito por lei da AR. Trata-se apenas disso, de incorporar em lei o que havia sido regulamentado», esclareceu.


@Sol

Mais uma vez linhas vermelhas ultrapassadas, na hegemonia do marxismo cultural.
Alguém fica admirado que existe uma guerra na Europa? Obviamente que não... Se é para continuar com isto acaba-se de uma vez com a UE, pelo menos haverá países Europeus a escapar a debilidade mental colectiva.
Anexos
WestIsCrazy.JPG
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Re: Políticas para Portugal

por Marco Martins » 16/10/2022 15:14

À semelhança do congresso comunista da China que apenas ocorre de 5 em 5 anos, seria interessante Portugal ter um congresso idêntico mas que fosse agnóstico das cores políticas e conseguisse juntar políticos, empresas, investidores, particulares, etc num só evento onde fosse abordado os objectivos e sugestões que cada um vê para o seu país.

Acho que seria algo muito para além daquilo que acontece noutros países e seria uma grande mais valia e grande visibilidade para Portugal.

É seria simples, pois apesar das diferenças políticas, Portugal até consegue ser grande quando quer em prol de um objectivo comum.
Ainda podemos voltar a ser uma voz de peso no mundo.
 
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