OT - Políticas para Portugal
Re: OT - Políticas para Portugal
É uma verdadeira lufada de ar fresco no incessante martírio que é a propaganda dos alucinados nos dias de hoje.
Mas é uma gota num oceano.
Como já disse várias a democracia morreu com as pensões. Há mais velhos que novos e os velhos estão-se a borrifar para o futuro, votam no que lhes pague a pensão e o resto é caviar, os que ficam que se lixem, que trabalhem para pagar as contas dos protegidos.
Mas é uma gota num oceano.
Como já disse várias a democracia morreu com as pensões. Há mais velhos que novos e os velhos estão-se a borrifar para o futuro, votam no que lhes pague a pensão e o resto é caviar, os que ficam que se lixem, que trabalhem para pagar as contas dos protegidos.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Haja alguém lúcido ...
Re: OT - Políticas para Portugal
Linhas de qualidade ímpar é sério com humor e classe .
« Confissões de um boy
Pedro Santa Clara
Entrei para a política aos dezassete anos por convicção. A convicção de que não me apetecia trabalhar.
Sei o que estão a pensar, e é injusto. Trabalhei muito, trabalhei sempre — só que nunca trabalhei em nada. A minha carreira é feita de cargos, não de obras; e os cargos, ao contrário das obras, não se avaliam: sucedem-se. O Zagalo escreveu a vida do Conde de Abranhos por devoção ao amo; eu escrevo a minha por vaidade própria. Ao menos nisso sou moderno.
A vocação
Descobri o meu talento na juventude partidária, a que nós chamamos carinhosamente a Jota. Os outros discutiam ideologia; eu montava as cadeiras. Os outros escreviam moções; eu fotocopiava-as, distribuía-as e, sobretudo, sabia em que momento exato do discurso do líder se devia começar a bater palmas. É uma ciência subtil: cedo demais é bajulação, tarde demais é dissidência. Aos dezanove anos já ninguém batia palmas como eu em todo o distrito.
Na Jota aprende-se cedo a lição que sustenta tudo o resto: as ideias dividem, os lugares unem. Aprende-se também a competência nuclear da profissão — farejar quem vai subir e colar-se-lhe como um selo. Enganei-me uma vez, em noventa e tal, e custou-me dois anos numa comissão de revisão de estatutos. Nunca mais me enganei.
A licenciatura
Pelo caminho, licenciei-me em Direito. Regime pós-laboral, numa universidade privada que entretanto já não existe — o que confere ao meu diploma uma raridade de incunábulo. Demorei sete anos a fazer quatro, porque a política não espera, e o direito, pelo contrário, está sempre lá. Advogado nunca fui: a Ordem tem exame, e exames são para quem não tem alternativa. Mas o canudo cumpriu a sua única função, que é constar. Nos currículos oficiais sou jurista. Nos corredores, sou o Zé.
O assessor
Comecei como assessor. De quê, perguntam os ingénuos. De quem, corrijo eu — a preposição é tudo. Fui assessor de um vereador, depois de um deputado, depois de um secretário de Estado, numa progressão que nada devia ao mérito e tudo à fidelidade, que é o mérito verdadeiro. O trabalho era variado: escrever discursos que ninguém ouvia, marcar almoços que eram o verdadeiro trabalho, atender jornalistas para lhes dizer nada e transportar a pasta do chefe com a gravidade de quem transporta o país.
Um gabinete é uma corte em miniatura, e eu nasci cortesão. Para cima, sou veludo; para os lados, sou cimento armado. Vi cair três chefes e sobrevivi aos três, o que na nossa profissão é uma condecoração.
A escada
Depois vieram os degraus, por ordem litúrgica. Secretário de uma junta de freguesia — poder autárquico, dizem os manuais; eu digo: atestados, festas do pimento e a primeira lição de orçamento, que é haver sempre orçamento para quem o executa. Adjunto numa câmara municipal, onde aprendi que uma rotunda inaugura-se duas vezes: uma quando se faz, outra quando se refaz. Vice-presidente de uma CCDR — coordenação e desenvolvimento regional, duas expressões que, juntas, garantem que ninguém pergunte o que faço. E deputado suplente, que é a sala de espera do poder: substituo o titular quando ele é chamado ao Governo, ou seja, sou tecnicamente um efeito colateral. Sentei-me no hemiciclo tempo suficiente para fazer três perguntas ao Governo, escritas por um estagiário, e para aparecer atrás do líder nos planos de televisão, que é a verdadeira função do deputado moderno: cenografia com direito a voto.
O blog e a televisão
Nos anos dois mil tive um blog, como toda a gente que queria vir a ser alguém. Escrevia sobre a reforma do Estado, que era o que se usava, com hiperligações para relatórios que não tinha lido. O blog morreu, mas cumpriu: hoje os jornalistas apresentam-me como «pensador» e eu não os corrijo.
Da blogosfera saltei para os plateaus. Na televisão sou combativo, frontal, independente — os pontos de conversa chegam-me do partido à sexta-feira, mas a indignação é toda minha. Digo coisas como «o país precisa de reformas estruturais» e «é preciso coragem política», frases que o conselheiro Acácio acharia arrojadas. Dentro do partido sou uma carpete; diante das câmaras, um tigre. A carreira faz-se com os dois pelos, e ai de quem os troque: um tigre no congresso e uma carpete na televisão não chega a deputado suplente.
Os biscates e o primo
Convém dizer que o vencimento público, sendo certo, é modesto, e um homem tem despesas. Fui compondo: umas avenças de consultoria estratégica — «estratégica» quer dizer que não se percebe o que é — uns pareceres jurídicos ao abrigo do incunábulo, umas conferências sobre liderança em hotéis de aeroporto. E há o meu primo, empresário de reconhecido dinamismo, cuja firma tem a felicidade de ganhar adjudicações diretas com uma regularidade que só se explica pelo mérito — o mérito de existir no momento exato, com o alvará exato, no concelho exato.
Eu não decido nada, entenda-se. Apenas apresento pessoas: janto com A, telefono a B, digo ao C que o D é «dos nossos». Sou um facilitador. A palavra inglesa é networker; a portuguesa, mais antiga e mais exata, prefiro não usar. E nada disto é ilegal, sublinho. Li a lei com muita atenção. Ajudei a escrevê-la.
Diretor-Geral e Secretário de Estado
Quando o partido voltou ao Governo, fui nomeado Diretor-Geral. Houve concurso, claro, com entrevista e avaliação de competências; concorri contra dois candidatos que nunca ninguém viu e ganhou o melhor, que por coincidência era eu. Na direção-geral conheci o meu velho amigo burocrata — o das confissões anteriores — do outro lado da secretária. Entendemo-nos imediatamente: ele não queria decidir, eu não sabia. O serviço funcionou em perfeita harmonia durante dois anos, isto é, não funcionou, mas em harmonia.
Depois, a apoteose nacional: Secretário de Estado. Adjunto de um Ministro Adjunto — a redundância é a forma mais pura do poder. Durei dezassete meses, cortei nove fitas, anunciei quatro planos estratégicos com horizonte em duas legislaturas de distância e caí numa remodelação sem ter feito rigorosamente nada, o que em política se chama sair de cabeça erguida. No dia seguinte à queda, o telefone tocou. Era o Partido. O Partido nunca abandona quem nunca o abandonou: é uma agência de emprego com hino.
Bruxelas
E assim cheguei aonde tudo conflui: Bruxelas. O meu amigo burocrata sonha com ela como quem sonha com o céu — estuda para o concurso, decora regulamentos, reza. Eu cheguei de avião, em executiva, com o cartão do partido em vez de bilhete: um gabinete, um cargo com nome comprido em inglês, uma agenda de pequenos-almoços de trabalho. Cá estou, a coordenar a articulação de políticas cuja execução acompanho com elevado interesse e nenhuma consequência. O vencimento é europeu, o imposto é simpático, a escola dos miúdos é internacional e Lisboa fica à distância exata: perto para ir aos congressos, longe para não me pedirem nada.
O segredo
Perguntar-me-ão qual é, afinal, o meu talento. Respondo sem falsa modéstia: a disponibilidade. Dizem que a política atrai os piores; é injusto. A política atrai os disponíveis — os melhores estavam ocupados. Enquanto os meus colegas de curso estudavam para a Ordem, eu montava cadeiras; enquanto faziam carreira, eu fazia congressos; e quando o país precisou de gente para os lugares, quem é que lá estava, pronto, testado, leal? A fila era eu. A fila sou eu. A fila, meus caros, somos nós — e não abrimos exceções.
O custo disto não aparece em nenhum orçamento: é toda a gente capaz que olhou para a política, viu a fila, e foi embora. Chamam-lhe seleção adversa; eu chamo-lhe segurança no emprego.
O que me estragaria a carreira
Há quem fale em reformas, e confesso que algumas me tiram o apetite. Reduzir os gabinetes e os cargos de nomeação política a um décimo. Concursos verdadeiramente competitivos para dirigentes, com júris independentes e atas públicas. Transparência total nas adjudicações — cada contrato, cada beneficiário, cada primo, pesquisável em dois cliques. Declaração obrigatória de filiação e de avenças para quem comenta política na televisão. Limites a saltar de um regulador para o setor regulado e de um gabinete para o fornecedor do gabinete. Nada disto exige génio; exige apenas vontade de fechar a agência de emprego.
Felizmente, quem teria de aprovar estas reformas fui eu, os meus, e os que hão de vir a ser eu. Durmo descansado.
Post scriptum
Preparo as minhas memórias, que sairão em breve com o título «Servir Portugal». O prefácio é de um Ministro que eu fiz; a revisão, de um assessor que herdei; a impressão foi adjudicada, por ajuste direto, à gráfica do meu primo. O lançamento será numa fundação pública, com vinho de honra pago por uma câmara. Entretanto, o meu afilhado político acaba de entrar na Jota. Tem dezassete anos e já sabe exatamente quando bater palmas. O país está entregue.
« Confissões de um boy
Pedro Santa Clara
Entrei para a política aos dezassete anos por convicção. A convicção de que não me apetecia trabalhar.
Sei o que estão a pensar, e é injusto. Trabalhei muito, trabalhei sempre — só que nunca trabalhei em nada. A minha carreira é feita de cargos, não de obras; e os cargos, ao contrário das obras, não se avaliam: sucedem-se. O Zagalo escreveu a vida do Conde de Abranhos por devoção ao amo; eu escrevo a minha por vaidade própria. Ao menos nisso sou moderno.
A vocação
Descobri o meu talento na juventude partidária, a que nós chamamos carinhosamente a Jota. Os outros discutiam ideologia; eu montava as cadeiras. Os outros escreviam moções; eu fotocopiava-as, distribuía-as e, sobretudo, sabia em que momento exato do discurso do líder se devia começar a bater palmas. É uma ciência subtil: cedo demais é bajulação, tarde demais é dissidência. Aos dezanove anos já ninguém batia palmas como eu em todo o distrito.
Na Jota aprende-se cedo a lição que sustenta tudo o resto: as ideias dividem, os lugares unem. Aprende-se também a competência nuclear da profissão — farejar quem vai subir e colar-se-lhe como um selo. Enganei-me uma vez, em noventa e tal, e custou-me dois anos numa comissão de revisão de estatutos. Nunca mais me enganei.
A licenciatura
Pelo caminho, licenciei-me em Direito. Regime pós-laboral, numa universidade privada que entretanto já não existe — o que confere ao meu diploma uma raridade de incunábulo. Demorei sete anos a fazer quatro, porque a política não espera, e o direito, pelo contrário, está sempre lá. Advogado nunca fui: a Ordem tem exame, e exames são para quem não tem alternativa. Mas o canudo cumpriu a sua única função, que é constar. Nos currículos oficiais sou jurista. Nos corredores, sou o Zé.
O assessor
Comecei como assessor. De quê, perguntam os ingénuos. De quem, corrijo eu — a preposição é tudo. Fui assessor de um vereador, depois de um deputado, depois de um secretário de Estado, numa progressão que nada devia ao mérito e tudo à fidelidade, que é o mérito verdadeiro. O trabalho era variado: escrever discursos que ninguém ouvia, marcar almoços que eram o verdadeiro trabalho, atender jornalistas para lhes dizer nada e transportar a pasta do chefe com a gravidade de quem transporta o país.
Um gabinete é uma corte em miniatura, e eu nasci cortesão. Para cima, sou veludo; para os lados, sou cimento armado. Vi cair três chefes e sobrevivi aos três, o que na nossa profissão é uma condecoração.
A escada
Depois vieram os degraus, por ordem litúrgica. Secretário de uma junta de freguesia — poder autárquico, dizem os manuais; eu digo: atestados, festas do pimento e a primeira lição de orçamento, que é haver sempre orçamento para quem o executa. Adjunto numa câmara municipal, onde aprendi que uma rotunda inaugura-se duas vezes: uma quando se faz, outra quando se refaz. Vice-presidente de uma CCDR — coordenação e desenvolvimento regional, duas expressões que, juntas, garantem que ninguém pergunte o que faço. E deputado suplente, que é a sala de espera do poder: substituo o titular quando ele é chamado ao Governo, ou seja, sou tecnicamente um efeito colateral. Sentei-me no hemiciclo tempo suficiente para fazer três perguntas ao Governo, escritas por um estagiário, e para aparecer atrás do líder nos planos de televisão, que é a verdadeira função do deputado moderno: cenografia com direito a voto.
O blog e a televisão
Nos anos dois mil tive um blog, como toda a gente que queria vir a ser alguém. Escrevia sobre a reforma do Estado, que era o que se usava, com hiperligações para relatórios que não tinha lido. O blog morreu, mas cumpriu: hoje os jornalistas apresentam-me como «pensador» e eu não os corrijo.
Da blogosfera saltei para os plateaus. Na televisão sou combativo, frontal, independente — os pontos de conversa chegam-me do partido à sexta-feira, mas a indignação é toda minha. Digo coisas como «o país precisa de reformas estruturais» e «é preciso coragem política», frases que o conselheiro Acácio acharia arrojadas. Dentro do partido sou uma carpete; diante das câmaras, um tigre. A carreira faz-se com os dois pelos, e ai de quem os troque: um tigre no congresso e uma carpete na televisão não chega a deputado suplente.
Os biscates e o primo
Convém dizer que o vencimento público, sendo certo, é modesto, e um homem tem despesas. Fui compondo: umas avenças de consultoria estratégica — «estratégica» quer dizer que não se percebe o que é — uns pareceres jurídicos ao abrigo do incunábulo, umas conferências sobre liderança em hotéis de aeroporto. E há o meu primo, empresário de reconhecido dinamismo, cuja firma tem a felicidade de ganhar adjudicações diretas com uma regularidade que só se explica pelo mérito — o mérito de existir no momento exato, com o alvará exato, no concelho exato.
Eu não decido nada, entenda-se. Apenas apresento pessoas: janto com A, telefono a B, digo ao C que o D é «dos nossos». Sou um facilitador. A palavra inglesa é networker; a portuguesa, mais antiga e mais exata, prefiro não usar. E nada disto é ilegal, sublinho. Li a lei com muita atenção. Ajudei a escrevê-la.
Diretor-Geral e Secretário de Estado
Quando o partido voltou ao Governo, fui nomeado Diretor-Geral. Houve concurso, claro, com entrevista e avaliação de competências; concorri contra dois candidatos que nunca ninguém viu e ganhou o melhor, que por coincidência era eu. Na direção-geral conheci o meu velho amigo burocrata — o das confissões anteriores — do outro lado da secretária. Entendemo-nos imediatamente: ele não queria decidir, eu não sabia. O serviço funcionou em perfeita harmonia durante dois anos, isto é, não funcionou, mas em harmonia.
Depois, a apoteose nacional: Secretário de Estado. Adjunto de um Ministro Adjunto — a redundância é a forma mais pura do poder. Durei dezassete meses, cortei nove fitas, anunciei quatro planos estratégicos com horizonte em duas legislaturas de distância e caí numa remodelação sem ter feito rigorosamente nada, o que em política se chama sair de cabeça erguida. No dia seguinte à queda, o telefone tocou. Era o Partido. O Partido nunca abandona quem nunca o abandonou: é uma agência de emprego com hino.
Bruxelas
E assim cheguei aonde tudo conflui: Bruxelas. O meu amigo burocrata sonha com ela como quem sonha com o céu — estuda para o concurso, decora regulamentos, reza. Eu cheguei de avião, em executiva, com o cartão do partido em vez de bilhete: um gabinete, um cargo com nome comprido em inglês, uma agenda de pequenos-almoços de trabalho. Cá estou, a coordenar a articulação de políticas cuja execução acompanho com elevado interesse e nenhuma consequência. O vencimento é europeu, o imposto é simpático, a escola dos miúdos é internacional e Lisboa fica à distância exata: perto para ir aos congressos, longe para não me pedirem nada.
O segredo
Perguntar-me-ão qual é, afinal, o meu talento. Respondo sem falsa modéstia: a disponibilidade. Dizem que a política atrai os piores; é injusto. A política atrai os disponíveis — os melhores estavam ocupados. Enquanto os meus colegas de curso estudavam para a Ordem, eu montava cadeiras; enquanto faziam carreira, eu fazia congressos; e quando o país precisou de gente para os lugares, quem é que lá estava, pronto, testado, leal? A fila era eu. A fila sou eu. A fila, meus caros, somos nós — e não abrimos exceções.
O custo disto não aparece em nenhum orçamento: é toda a gente capaz que olhou para a política, viu a fila, e foi embora. Chamam-lhe seleção adversa; eu chamo-lhe segurança no emprego.
O que me estragaria a carreira
Há quem fale em reformas, e confesso que algumas me tiram o apetite. Reduzir os gabinetes e os cargos de nomeação política a um décimo. Concursos verdadeiramente competitivos para dirigentes, com júris independentes e atas públicas. Transparência total nas adjudicações — cada contrato, cada beneficiário, cada primo, pesquisável em dois cliques. Declaração obrigatória de filiação e de avenças para quem comenta política na televisão. Limites a saltar de um regulador para o setor regulado e de um gabinete para o fornecedor do gabinete. Nada disto exige génio; exige apenas vontade de fechar a agência de emprego.
Felizmente, quem teria de aprovar estas reformas fui eu, os meus, e os que hão de vir a ser eu. Durmo descansado.
Post scriptum
Preparo as minhas memórias, que sairão em breve com o título «Servir Portugal». O prefácio é de um Ministro que eu fiz; a revisão, de um assessor que herdei; a impressão foi adjudicada, por ajuste direto, à gráfica do meu primo. O lançamento será numa fundação pública, com vinho de honra pago por uma câmara. Entretanto, o meu afilhado político acaba de entrar na Jota. Tem dezassete anos e já sabe exatamente quando bater palmas. O país está entregue.
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Re: OT - Políticas para Portugal
The Reality at the Ceuta Border
Re: OT - Políticas para Portugal
O que é que o MAI está à espera para explicar o que se passou com o atrelado da droga? Como é que um equipamento apreendido é dado assim a um empreiteiro só porque é amigo do ex-Diretor da PJ? Que eu saiba, os bens apreendidos são vendidos em leilão, ou são aproveitados pelo Estado, quando possível. O atrelado teria certamente algum valor monetário.
Pior, os produtos químicos servem para fazer droga, mas também podem fazer bombas, tanto que a Marinha temia o risco de explosão. Estes produtos circularam sem qualquer supervisão para uma chafarica em Barcelos.
Como se não bastasse, o julgamento do processo de tráfico de droga pode ficar em causa, pois obviamente que parte da prova ficou comprometida. Se Luís Neves não quis sabotar este processo, parece. Surreal!
Pior, os produtos químicos servem para fazer droga, mas também podem fazer bombas, tanto que a Marinha temia o risco de explosão. Estes produtos circularam sem qualquer supervisão para uma chafarica em Barcelos.
Como se não bastasse, o julgamento do processo de tráfico de droga pode ficar em causa, pois obviamente que parte da prova ficou comprometida. Se Luís Neves não quis sabotar este processo, parece. Surreal!
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- Registado: 21/6/2024 18:13
Re: OT - Políticas para Portugal
A correção digital já criou dificuldades noutros países.
Na Índia, teve erros atraso necessidade de reavaliar milhares de provas.
No Reino Unido e na Austrália também houve dificuldades .
Os países que introduziram a correção digital de forma gradual, com projetos-piloto e adaptação progressiva, tiveram uma transição muito mais tranquila.
Os professores sempre pediram a cabeça de todos os ministros do ensino .
Tiverem um,génio a frente do ministério também pediram a Cabeça por sorte nunca passam a prática .
Na Índia, teve erros atraso necessidade de reavaliar milhares de provas.
No Reino Unido e na Austrália também houve dificuldades .
Os países que introduziram a correção digital de forma gradual, com projetos-piloto e adaptação progressiva, tiveram uma transição muito mais tranquila.
Os professores sempre pediram a cabeça de todos os ministros do ensino .
Tiverem um,génio a frente do ministério também pediram a Cabeça por sorte nunca passam a prática .
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Re: OT - Políticas para Portugal
A má organização da primeira fase dos exames nacionais, e a comunicação do Governo, provocaram danos irreparáveis na reputação do Executivo, especialmente do Ministro da Educação, junto da classe docente. Parece evidente que o prazo de afixação das notas a 17 de Julho era irrealista, mas o Governo não quis dar o braço a torcer, porque isso obrigaria a adiantar a segunda fase, e possivelmente atrasaria também o início do próximo ano letivo. Como consequência, quando foram afixadas as pautas estavam incompletas, pois ainda haviam exames a serem classificados depois do prazo, e as pessoas estiveram a trabalhar este fim-de-semana. Parece que só hoje já estarão disponíveis todas as notas, estando assim afastado o cenário de terem desaparecido folhas de continuação, o que penso que obrigaria esses estudantes a repetirem os exames. Seria ainda mais surreal.
Mas dou por mim a pensar que sentido faz esta logística toda, com a digitalização centralizada de mais de 300 mil exames, o que deve ser um trabalho dantesco. Nada garante que na segunda fase e no próximo ano esta barafunda não se repita. Basta que nas escolas se falhe o processo de “embalagem” dos exames, e quando chega a fase de digitalização está tudo baralhado, que foi o que aconteceu. Além de que provavelmente se subestimou o tempo que demora a digitalizar cada exame.
O processo não é prático. Quem é que planeou isto? Informatização deve permitir maior rapidez, processos práticos e simples, não é para ficarmos ainda mais atolados na ineficiência! Esta foi mais uma meta ou um marco do PRR que não serviu para melhorar nada, pois até a famosa plataforma externa ao Ministério é provisória.
Mas dou por mim a pensar que sentido faz esta logística toda, com a digitalização centralizada de mais de 300 mil exames, o que deve ser um trabalho dantesco. Nada garante que na segunda fase e no próximo ano esta barafunda não se repita. Basta que nas escolas se falhe o processo de “embalagem” dos exames, e quando chega a fase de digitalização está tudo baralhado, que foi o que aconteceu. Além de que provavelmente se subestimou o tempo que demora a digitalizar cada exame.
O processo não é prático. Quem é que planeou isto? Informatização deve permitir maior rapidez, processos práticos e simples, não é para ficarmos ainda mais atolados na ineficiência! Esta foi mais uma meta ou um marco do PRR que não serviu para melhorar nada, pois até a famosa plataforma externa ao Ministério é provisória.
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Re: OT - Políticas para Portugal
« com a revisão em alta da população residente em Portugal, o produto interno bruto (PIB) per capita deverá sofrer uma "redução substancial".
Pelas contas do Governo, o PIB per capita revisto deverá ficar "na ordem dos 80%" face à média europeia, o que aponta para 30 anos a "marcar passo"
A importação massiva de estafetas , produtores de prego e outras actividades afim …terá um preço , os salários de miséria , o povo merece porque aposta na pobreza quem vai pagar o estado social ? Será com dívida ?
O Nobel Paul Krugman disse a frase de maior valor que explica porque se é pobre .
« Productivity isn’t everything, but in the long run it is almost everything.”
(“A produtividade não é tudo, mas a longo prazo é quase tudo.”)
Pelas contas do Governo, o PIB per capita revisto deverá ficar "na ordem dos 80%" face à média europeia, o que aponta para 30 anos a "marcar passo"
A importação massiva de estafetas , produtores de prego e outras actividades afim …terá um preço , os salários de miséria , o povo merece porque aposta na pobreza quem vai pagar o estado social ? Será com dívida ?
O Nobel Paul Krugman disse a frase de maior valor que explica porque se é pobre .
« Productivity isn’t everything, but in the long run it is almost everything.”
(“A produtividade não é tudo, mas a longo prazo é quase tudo.”)
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Re: OT - Políticas para Portugal
Podia-se pensar que este fenómeno de imigraçãoé algo novo em Espanha mas não.
A Espanha teve outra grande onda migratória no inicio dos 2000 e que terminou justamente 2007/2008.
As of 2005 Spain had the second highest immigration rates within the EU, just after Cyprus, and the second highest absolute net migration in the World (after the USA).
Quando este estimulo artificial termina a economia tem um potencial enorme de ser completamente dizimada e claro que arrastará Portugal que é o maior parceiro comercial e que padece do mesmo fenómeno num nível proporcional.
Os delírios socialistas de inundar um país com imigrantes com poucas qualificações é uma verdadeira mistura explosiva á espera de rebentar.
A Espanha teve outra grande onda migratória no inicio dos 2000 e que terminou justamente 2007/2008.
As of 2005 Spain had the second highest immigration rates within the EU, just after Cyprus, and the second highest absolute net migration in the World (after the USA).
Quando este estimulo artificial termina a economia tem um potencial enorme de ser completamente dizimada e claro que arrastará Portugal que é o maior parceiro comercial e que padece do mesmo fenómeno num nível proporcional.
Os delírios socialistas de inundar um país com imigrantes com poucas qualificações é uma verdadeira mistura explosiva á espera de rebentar.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
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Re: OT - Políticas para Portugal
Espanha: processo de regularização da imigração volta a ser alvo de críticas
Pode ser de três milhões o número de imigrantes regularizados com o processo criado pelo executivo de Pedro Sánchez. Os críticos insistem que nada no país – da saúde à educação passando pelo próprio ministério responsável – está pronto para a avalanche de pedidos.

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― Leon C. Megginson
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Re: OT - Políticas para Portugal
Continua a troca de argumentos sobre os números da imigração. À acusação da AD de que a população no país aumentou exponencialmente, o PS responde que muitos desses imigrantes saíram do país depois de conseguirem a autorização de residência, portanto o número real não é tão alto. Fantástico! Ainda têm a distinta lata de justificar a mais pura ineficiência!
Gastaram-se milhões de euros em despesa com pessoal no Estado para legalizar esta gente toda, e afinal muitos não queriam cá ficar e saíram para outros países da UE. Nada que já não se soubesse, pois houve pressões externas para o Governo alterar as leis da imigração e da nacionalidade, dado Portugal ter-se tornado um país traficante de mão-de-obra e de acesso à cidadania europeia.
A ineficiência, o desperdício disto tudo é uma coisa que não tem explicação. Ou melhor, tem e muito tem a ver com a pancada da esquerda com a imigração, agora a tentar criar um complexo de culpa nos portugueses, devido às saídas de quem apenas viu em Portugal um expediente. Mas a despesa ficou cá. Quanto é que custou a AIMA ao contribuinte desde que foi criada? Que cambada de incompetentes.
Gastaram-se milhões de euros em despesa com pessoal no Estado para legalizar esta gente toda, e afinal muitos não queriam cá ficar e saíram para outros países da UE. Nada que já não se soubesse, pois houve pressões externas para o Governo alterar as leis da imigração e da nacionalidade, dado Portugal ter-se tornado um país traficante de mão-de-obra e de acesso à cidadania europeia.
A ineficiência, o desperdício disto tudo é uma coisa que não tem explicação. Ou melhor, tem e muito tem a ver com a pancada da esquerda com a imigração, agora a tentar criar um complexo de culpa nos portugueses, devido às saídas de quem apenas viu em Portugal um expediente. Mas a despesa ficou cá. Quanto é que custou a AIMA ao contribuinte desde que foi criada? Que cambada de incompetentes.
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Re: OT - Políticas para Portugal
O PSD podia ter aproveitado isto para dizer que o Chega não quer que imigrantes terroristas e ou que cometem crimes contra o Estado percam a nacionalidade. Se fosse ao contrário, o Ventura faria vários vídeos a falar disto, enquanto o PSD vai deixar passar quase sem ninguém saber
previsor Escreveu:o partido de André Ventura também não votou as alterações apresentadas pelos sociais-democratas e CDS ao decreto sobre perda da nacionalidade. Alterações que reduziam o leque de crimes suscetíveis de perda da nacionalidade, limitando-o basicamente aos crimes contra o Estado e de terrorismo.
https://www.jn.pt/amp/18102190/confirma ... la-maioria
Re: OT - Políticas para Portugal
O processo está a acelarar a cada nova "crise" impoem novos estatutos.
O unico grande elemento para o imperialismo absoluto é a formaçao do exercito que está agora em cima da mesa.
Nao tenho grandes duvidas que dado tempo suficiente a UE se vai converter numa autocracia igual ou pior do que a URSS
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― Leon C. Megginson
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Re: OT - Políticas para Portugal
17h Incêndios. Portugal pede ajuda à UE, Espanha e Marrocos
https://www.rtp.pt/noticias/pais/portug ... l_n1751179
Fogo que começou em Vouzela já queimou mais de sete mil hectares
O incêndio florestal que começou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, distrito de Viseu, e se estendeu a mais três concelhos, já queimou mais de sete mil hectares de floresta e mato, revelam dados europeus.
Re: OT - Políticas para Portugal
previsor Escreveu:Tribunal Constitucional chumba novamente decreto sobre a perda de nacionalidade
https://www.rtp.pt/noticias/pais/tribun ... e_n1739999
PrevisívelGrok: Concordo na maior parte: a lei da perda de nacionalidade era excessivamente lata e vulnerável a ser chumbada. Diferente da maioria dos países europeus (Reino Unido, França, Dinamarca, Suécia, etc.), que limitam a perda de nacionalidade quase exclusivamente a crimes de terrorismo, traição ou ameaças graves à segurança nacional, a versão portuguesa criava uma pena acessória aplicável a um leque muito alargado de crimes graves (homicídio, violação, tráfico, etc.), só para naturalizados. Isso violava claramente o princípio da igualdade (art. 13º da Constituição), ao criar dois tipos de portugueses. O TC chumbou por unanimidade e de forma previsível — juristas já tinham avisado.
previsor Escreveu:Acho que o governo devia e ainda vai a tempo de aprovar uma lei semelhante à dos outros países, sem nacionalismo pimba ou populista. O TC explicou qual era o problema, tal como vários juristas já tinham dito, e o Grok também explicou bem. Basta retirar os crimes que não sejam terrorismo ou ameaças graves à segurança nacional e aprovar a lei. Se não for com o Chega, pode ser com o PS.
O PSD fez isto que eu disse, e o chega votou contra… e assim não vai acontecer…
o partido de André Ventura também não votou as alterações apresentadas pelos sociais-democratas e CDS ao decreto sobre perda da nacionalidade. Alterações que reduziam o leque de crimes suscetíveis de perda da nacionalidade, limitando-o basicamente aos crimes contra o Estado e de terrorismo.
https://www.jn.pt/amp/18102190/confirma ... la-maioria
Re: OT - Políticas para Portugal
Como era previsível, começaram os incêndios e alguns começaram na madrugada em que disseram que as temperaturas iam aumentar.
Além do canal para denunciar incendiários e negligentes, também acho que faria sentido mobilizar polícias e ou militares para vigiar nesses dias. Muitos portugueses gostam muito de olhar para o fogo…
Além do canal para denunciar incendiários e negligentes, também acho que faria sentido mobilizar polícias e ou militares para vigiar nesses dias. Muitos portugueses gostam muito de olhar para o fogo…
Re: OT - Políticas para Portugal
Diz o titulo:
Milícia neonazi tinha esconderijos subterrâneos em Monsanto e na Arrábida
Depois no corpo da noticia:
Armazenar alcool e comida dá direito a cadeia.
Se isto não é PIDE/GESTAPO/NKVD ...
Milícia neonazi tinha esconderijos subterrâneos em Monsanto e na Arrábida
Depois no corpo da noticia:
PJ encontrou conservas e álcool, mas não armas
Há poucas semanas, inspetores da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária desenterraram vários bidões pertencentes ao grupo.
No interior foram encontradas latas de conserva e garrafas de álcool, mas não havia sinais de armas de guerra. Para já, desconhece-se se existem outros esconderijos subterrâneos e se algum deles poderá conter armamento.
Armazenar alcool e comida dá direito a cadeia.
Quatro elementos em prisão preventiva
Atualmente, quatro dos principais elementos do Movimento Armilar Lusitano estão em prisão preventiva.
Se isto não é PIDE/GESTAPO/NKVD ...
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Nos próximos dias, alguns locais podem chegar aos 47 graus.
Se calhar, fazia mais sentido o governo ter pensado em criar um canal de denúncias de incendiários do que um canal de denúncias para quem vai receber a PSU
Se calhar, fazia mais sentido o governo ter pensado em criar um canal de denúncias de incendiários do que um canal de denúncias para quem vai receber a PSU
Re: OT - Políticas para Portugal
É óbvio que o Marcelo comprou os sofás e os computadores para levar para a sua casa no Estoril ou Cascais, poucos dias antes de o novo presidente chegar, e os artistas também foram atuar lá. O Marcelo nunca foi simples. Sempre pareceu um “mafioso”, com muitos carros e seguranças à sua volta…
Ah, já me esquecia… foi também o único ex-presidente da República que recusou receber a pensão vitalícia de ex-presidente, porque é um “mercenário”…
Ah, já me esquecia… foi também o único ex-presidente da República que recusou receber a pensão vitalícia de ex-presidente, porque é um “mercenário”…
Donald Trump elogia Portugal e deixa em aberto visita "em breve" numa mensagem de apoio ao embaixador
“Portugal tem um grande amigo meu como embaixador, John Arrigo. É uma pessoa fantástica, que fez muito dinheiro na indústria automóvel, e ele decidiu ser embaixador. Eu dei-lhe opções e ele escolheu Portugal. E talvez seja por causa dos vossos magníficos campos de golfe”, começa por dizer na mensagem gravada, que será transmitida nas comemorações do Dia da Independência dos Estados Unidos.
“Estamos ansiosos por ver-vos um dia destes, talvez em breve”, afirmou, pedindo ao embaixador para cuidar “das pessoas de Portugal e dos Estados Unidos da América”.
https://sicnoticias.pt/mundo/eua/2026-0 ... r-e3cc36d8
Re: OT - Políticas para Portugal
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Estas compras duvidosas em final de mandato são, no mínimo, suspeitas! Haja impostos para pagar isto tudo!
https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/ ... -de-seguro
Estas compras duvidosas em final de mandato são, no mínimo, suspeitas! Haja impostos para pagar isto tudo!
As compras de Seguro em Belém
Continuam as renovações na residência oficial do Presidente da República, ainda uma herança do antecessor no cargo, Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois de 10 anos em Belém, Marcelo Rebelo de Sousa quis sair com os interiores do palácio de Belém com melhor aspeto, bem com os serviços com equipamentos novos.
Por exemplo, a 2 de março, a escassos sete dias do fim do mandato, a Presidência gastou €74.999 em 70 computadores portáteis, comprados a uma empresa de Rebordosa (Paredes), a PRN Informática. Duas semanas depois, já Seguro estava como inquilino em Belém, foram comprados mais 20 portáteis, por €21.998, não a uma empresa, mas a uma pessoa, Filipe Santos Silva. Os dois procedimentos foram por ajuste direto, sem concorrência de mercado, segundo o portal Base dos contratos públicos.
Outra obra que apanha já o mandato de Seguro é a da renovação do sistema de ar condicionado e climatização do palácio de Belém, que custou €107.077 e foi adjudicada à Distância Oblíqua, empresa de Cascais. Ganhou o contrato em concorrência com outra empresa - a Consulta Prévia, o procedimento seguido nesta adjudicação, obriga a auscultar pelo menos três empresas no mercado, mas Belém só o fez com duas. O caderno de encargos indica que os novos aparelhos devem ser colocados em dois quartos da residência oficial do Presidente da República, bem como nos dois gabinetes, duas salas de estar, duas salas de jantar e uma “sala de massagens”.
Carros e cantores
A Presidência da República fez também a adjudicação de uma “nova rede sem fios”. O contrato, de €64.202, foi ganho pela Evonic. Foram ainda contratualizadas várias pequenas empreitadas: novo pavimento em vinil para a copa da Secretaria-Geral (€6.726), reparação de “paredes e tetos da Sala das Bicas e balneário do parque automóvel” (€14.295), “deslocalização de Raio-X e criação de zona técnica” (€25.378) e “remodelação de sanitário e armários” (€29.776).
Recorde-se que na parte final do seu mandato, Marcelo Rebelo de Sousa comprou também sofás e armários para os gabinetes (€18.313 e €9.031, respetivamente), passadeiras para o “edificado do Anexo do séc. XIX do Palácio Nacional de Belém” (€18.675) e um ano de fornecimento de jornais (€75.000), além da substituição de três carros por modelos “novos, da mesma tipologia”, em regime de aluguer (pelo valor de €86.404).
A atual Presidência teve de desembolsar agora €12.842 à Top Atlântico pelos “serviços para alojamento do Corpo de Segurança Pessoal de ex-Presidente da República”. Nas vertentes mais “festivais”, Belém teve de pagar agora também €10.000 para o concerto de Agir & Paulo de Carvalho a propósito das Comemorações do 25 de Abril, que também motivaram o gasto de €18.400 em “medalhas comemorativas da participação nas ações militares do dia 25 de Abril de 1974”.
A declaração
Entretanto, como noticiou o Nascer do Sol, o novo Presidente entregou a declaração de rendimentos já como titular do cargo. Tem como motivo de interesse o facto de ter englobado o património da mulher, farmacêutica.
O património financeiro que Seguro tinha declarado como candidato fora de 188 mil euros - em conjunto com a mulher, segundo esta declaração, ascende a 1,2 milhões de euros. Segundo indicou o gabinete de Seguro, estão aqui incluídas as contas que são apenas tituladas individualmente pela primeira-dama.
https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/ ... -de-seguro
Re: OT - Políticas para Portugal
Quando Portugal ganhou o Europeu o Éder queria que fosse feriado e não foi. Ontem o Paraguai eliminou a Alemanha numa fase ainda longe da final e o presidente do Paraguai declarou feriado hoje para festejarem
Re: OT - Políticas para Portugal
O sonho socialista, programa estatal de casas grátis para todos: Misión Vivienda
Incrivelmente os europeus acreditam cada vez mais nestes programas como a solução para a crise na vivenda.
Incrivelmente os europeus acreditam cada vez mais nestes programas como a solução para a crise na vivenda.

“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
Platão critica a democracia porque considera que ela pode levar à eleição de líderes carismáticos e demagógicos — frequentemente comparados aos atuais populistas — que convencem pela retórica e pela popularidade em vez da sabedoria e do conhecimento. Defende que esses líderes podem explorar os medos do povo e concentrar cada vez mais poder nas suas mãos, transformando a democracia num regime tirânico (autocrático), que considera ser a pior forma de governo, porque nele o governante não é guiado pela razão ou pelo bem comum, mas pelos seus desejos pessoais, medos e interesses, resultando em injustiça e perda de liberdade. Em alternativa, Platão defendia um regime ideal governado por filósofos (a chamada “aristocracia dos sábios” ou “filósofos-reis”), onde o poder é exercido por quem possui conhecimento e sabedoria sobre o bem comum.
Re: OT - Políticas para Portugal
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: OT - Políticas para Portugal
previsor Escreveu:Ainda é cedo para saber se vai passar a preferir o PS em vez do Chega, mas pelo menos desta vez conseguiu um acordo com o PS. E acho que fez as negociações em silêncio, sem alarido.Há acordo com o PS para a Prestação Social Única: cai o canal de denúncias, trabalho social muda (mas há divergências nesse ponto)
https://expresso.pt/partidos-politicos/ ... 1782317976
Não houve mudança de preferência. Foi apenas mais um acordo que falhou com o Chega, e o PS foi responsável e fez o acordo para que Portugal não perdesse 600 milhões do PRR
“O Chega teria sido o nosso parceiro preferencial, mas estabeleceu exigências cuja conformidade constitucional nos pareceu difícil”
https://expresso.pt/podcasts/entrevista ... 1782482358
Quem está ligado:


