Pharol - Topico geral
Re: Pharol - Topico geral
exacto..como se todo o cash gerado na venda destes activos fosse da Pharol!! se assim fosse compravam a Pharol por 70M em vez da herdade por 200M
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Re: Pharol - Topico geral
Talvez seja bom relembrar que a COMPORTA não consolida no Balanço da PHAROL !!!!
E para além da PHAROL cujos créditos foram agora reconhecidos ( podem estar ainda sujeitos a recurso),
existem milhares de LESADOS na fila de espera !!!!
Se a empresa admite , no melhor cenário, recuperação máxima de 52 milhões, parece-me extremamente Imprudente
assumir perspetivas de recuperação superiores às estimativas da própria PHAROL !!!!
Mas...... siga !!!!
E para além da PHAROL cujos créditos foram agora reconhecidos ( podem estar ainda sujeitos a recurso),
existem milhares de LESADOS na fila de espera !!!!
Se a empresa admite , no melhor cenário, recuperação máxima de 52 milhões, parece-me extremamente Imprudente
assumir perspetivas de recuperação superiores às estimativas da própria PHAROL !!!!
Mas...... siga !!!!
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Re: Pharol - Topico geral
Pharol: e se o mercado estiver a subestimar seriamente o potencial de recuperação?
A Pharol SGPS SA continua a negociar como se o desfecho da Rio Forte Investments S.A. estivesse condenado ao cenário mais conservador possível. Mas será que essa leitura ainda faz sentido, mais de uma década depois do colapso do Grupo Espírito Santo?
Ao longo destes anos houve alienações, houve encaixes e houve valorização estrutural de ativos, especialmente no imobiliário premium em Portugal. O mercado de 2014 não é o mercado de hoje. Ativos que foram avaliados em contexto de crise sistémica são hoje disputados por capital internacional.
A proposta de €203M pela Herdade da Comporta, associada a um veículo ligado à Davidson Kempner Capital Management, mostra precisamente isso: há players sofisticados a identificar valor onde o mercado bolsista continua a ver apenas risco.
E há um ponto que pode estar a passar despercebido.
Não estamos apenas a falar de ativos ainda por alienar; existem também montantes já realizados que, enquanto aguardam distribuição no âmbito do processo de liquidação, poderão estar aplicados e a gerar rendimento financeiro, contribuindo para o reforço da massa disponível.
Ou seja, o valor potencial não depende exclusivamente do que falta vender — pode também estar a crescer, ainda que de forma silenciosa, através da remuneração dos montantes já encaixados.
Se a taxa de recuperação final vier a situar-se acima do cenário ultra-conservador que parece estar implícito na cotação atual, o impacto no NAV por ação poderá ser muito significativo. E num veículo com estrutura relativamente simples como a Pharol, qualquer reavaliação material tende a refletir-se diretamente no valor contabilístico.
O mercado parece continuar ancorado ao trauma de 2014. Mas os processos evoluem, os ativos mudam de mãos e o capital paciente posiciona-se antes da perceção mudar.
Não se trata de afirmar que haverá recuperação total.
Trata-se de reconhecer que, quando um ativo negocia com base num cenário quase de desistência, a assimetria começa a inclinar-se a favor de quem está disposto a olhar para o processo com outra lente.
Se parte relevante do valor for efetivamente materializada — e se os sinais recentes forem prenúncio disso — a cotação atual pode um dia ser vista como uma clara subavaliação.
E é precisamente nesse tipo de situações que, historicamente, surgem as maiores surpresas positivas.
J.f.vieira
A Pharol SGPS SA continua a negociar como se o desfecho da Rio Forte Investments S.A. estivesse condenado ao cenário mais conservador possível. Mas será que essa leitura ainda faz sentido, mais de uma década depois do colapso do Grupo Espírito Santo?
Ao longo destes anos houve alienações, houve encaixes e houve valorização estrutural de ativos, especialmente no imobiliário premium em Portugal. O mercado de 2014 não é o mercado de hoje. Ativos que foram avaliados em contexto de crise sistémica são hoje disputados por capital internacional.
A proposta de €203M pela Herdade da Comporta, associada a um veículo ligado à Davidson Kempner Capital Management, mostra precisamente isso: há players sofisticados a identificar valor onde o mercado bolsista continua a ver apenas risco.
E há um ponto que pode estar a passar despercebido.
Não estamos apenas a falar de ativos ainda por alienar; existem também montantes já realizados que, enquanto aguardam distribuição no âmbito do processo de liquidação, poderão estar aplicados e a gerar rendimento financeiro, contribuindo para o reforço da massa disponível.
Ou seja, o valor potencial não depende exclusivamente do que falta vender — pode também estar a crescer, ainda que de forma silenciosa, através da remuneração dos montantes já encaixados.
Se a taxa de recuperação final vier a situar-se acima do cenário ultra-conservador que parece estar implícito na cotação atual, o impacto no NAV por ação poderá ser muito significativo. E num veículo com estrutura relativamente simples como a Pharol, qualquer reavaliação material tende a refletir-se diretamente no valor contabilístico.
O mercado parece continuar ancorado ao trauma de 2014. Mas os processos evoluem, os ativos mudam de mãos e o capital paciente posiciona-se antes da perceção mudar.
Não se trata de afirmar que haverá recuperação total.
Trata-se de reconhecer que, quando um ativo negocia com base num cenário quase de desistência, a assimetria começa a inclinar-se a favor de quem está disposto a olhar para o processo com outra lente.
Se parte relevante do valor for efetivamente materializada — e se os sinais recentes forem prenúncio disso — a cotação atual pode um dia ser vista como uma clara subavaliação.
E é precisamente nesse tipo de situações que, historicamente, surgem as maiores surpresas positivas.
J.f.vieira
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Re: Pharol - Topico geral
BullDuck Escreveu:Pageup Escreveu:https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/fundo-americano-da-203-milhoes-de-euros-pela-comporta
A ser verdade esta notícia, começa a ficar mais clara a posição estratégia do maior accionista... Se quiserem comprar mesmo a herdade, têm todo o interesse em ter o máximo de posição na pharol![]()
Bem acho que as coisas vão começar a mexer a sério
Nem mais !
Lançam OPA a PHAROL e a TODOS os LESADOS do BES !
E pronto !
ALcançam o PARADISE !
PHAROL - Um IRÃO que não tem fim !!!
Coldplay - Paradise
https://www.youtube.com/watch?v=1G4isv_Fylg
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Re: Pharol - Topico geral
Se houver fundamento nessa noticia, nos próximos dias vai mexer bem!
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Re: Pharol - Topico geral
Pageup Escreveu:https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/fundo-americano-da-203-milhoes-de-euros-pela-comporta
A ser verdade esta notícia, começa a ficar mais clara a posição estratégia do maior accionista... Se quiserem comprar mesmo a herdade, têm todo o interesse em ter o máximo de posição na pharol
Bem acho que as coisas vão começar a mexer a sério

Re: Pharol - Topico geral
O Henrique Pedrosa queria dar 100 milhões....negócios a tuga.
O fundo que detém a Pharol vai dar pelo menos 203 milhões, mas como detém pelo menos 20%, parte fica em casa.
Querem melhor notícia para um domingo....

O fundo que detém a Pharol vai dar pelo menos 203 milhões, mas como detém pelo menos 20%, parte fica em casa.
Querem melhor notícia para um domingo....
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Re: Pharol - Topico geral
lito Escreveu:fiquei desapontado com a pouca informação dada pela empresa sobre o seu futuro
para mim que se agravar o conflito com o Irão para mim vão aproveitar para deitar abaixo bastante
OH Lito !!!!! A PHAROL
É um IRÃO AINDA MAIOR !!!!
- irão dar a volta à OI;
. Irão desenvolver novos negócios
. Irão receber uma PIPA de Massa da Rio FORTE !!!
Nos entretanto,
Vão vendendo os direitos televisivos do Campeonato da SUECA !!!!!
Aliás, tão entretidos que estavam com a JOGATANA que, ontem, até falharam a hora de publicação de resultados!!!!
Aquilo estava renhido e tiveram de ir Á NEGRA !!!!
Santamaria - Let's go to Afrika
https://www.youtube.com/watch?v=TidAB6NCuu4
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Re: Pharol - Topico geral
o futuro é esperar pelo fim dos processos em tribunal..para a estrutura ir comendo..no fim é liquidada..!!
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Re: Pharol - Topico geral
fiquei desapontado com a pouca informação dada pela empresa sobre o seu futuro
para mim que se agravar o conflito com o Irão para mim vão aproveitar para deitar abaixo bastante
para mim que se agravar o conflito com o Irão para mim vão aproveitar para deitar abaixo bastante
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Re: Pharol - Topico geral
Eduardo R. Escreveu:J.f.vieira Escreveu:Uma recompra de ações próprias pela Pharol SGPS SA faria sentido aos preços atuais. A cotação continua abaixo do valor contabilístico por ação, pelo que a empresa estaria a recomprar ativos com desconto, aumentando o NAV por ação dos restantes acionistas.
O balanço é sólido e praticamente sem dívida, o que dá margem para esse tipo de decisão. Além disso, com a presença de um acionista relevante como a Davidson Kempner Capital Management, qualquer movimento estratégico ganha outro peso.
Por outro lado, a empresa continua dependente do desfecho ligado à Rio Forte Investments S.A., pelo que manter liquidez também pode ser prudente.
No fundo, recompra seria um sinal claro de confiança — mas tudo depende da estratégia que a administração quiser seguir.
J.f.vieira
Pensa um pouco: o valor da Pharol está ligado a um ativo contingente a decisões do tribunal que não sabe quando serão nem qual será o desfecho. Até essa altura, que serão certamente anos, irá continuar a sangrar dinheiro para suportar a sua estrutura. A estratégia dos gestores, para contornar este marasmo, passa por vender o sonho de que a Pharol vai investir noutras empresas para se reerguer. E tu achas que seria um sinal de confiança eles desbaratarem a liquidez de que precisam para ir sobrevivendo de forma empolar o preço da ação. Ação essa que é iliquida, cotada num índice secundário de um mercado secundário.
.................. ..................... .....................
Eduardo R., bom ponto — e vale a pena aprofundar sem cair em posições absolutas.
Em resumo: tens toda a razão ao sublinhar que a tese de valor da Pharol SGPS SA está fortemente condicionada a um ativo contingente (Rio Forte Investments S.A.) cujo desfecho e calendário são incertos — e que, até lá, a sociedade terá custos (legais, de estrutura, administrativos) que “sangram” caixa. Isso explica perfeitamente o desconto que o mercado exige hoje e a desconfiança de muitos investidores.
Dito isto, há três pontos que convém distinguir antes de concluir que uma recompra seria sempre “irresponsável”:
1. Sinal vs. consumo de liquidez
É indiscutível que uma recompra gasta caixa e reduz margem de manobra — e portanto não faz sentido se a empresa precisa desse caixa para sobreviver ou para cobrir custos previsíveis do processo.
Por outro lado, uma recompra de pequena escala, condicionada e bem comunicada (ex.: limites, autorização por parte da AG, execução apenas com excesso de tesouraria) funciona mais como um instrumento de alocação de capital do que como um “empolar artificial” do preço. Ou seja: faz diferença a forma como a recompra é desenhada.
2. Contexto do acionista de referência
A entrada da Davidson Kempner Capital Management altera o jogo: trata-se de um investidor com experiência em situações especiais. Isso não elimina o risco jurídico, mas torna plausível que haja uma visão mais estruturada sobre timing e utilização de capital — e potencialmente mecanismos coordenados (dividendos extraordinários, recompras condicionais, negociações estratégicas).
Se a administração fosse lançar um programa de buy-back, teria de o pensar tendo em conta essa nova realidade acionista (governance, possíveis movimentos ativistas, limites regulatórios).
3. Alternativas mais prudentes e coerentes
Em vez de uma recompra aberta e imediata, opções mais sensatas seriam: autorização para programas condicionais (executados só com “excesso de liquidez” definido), distribuição de dividendos extraordinários apenas após realização de ativos, ou recompra limitada via ofertas públicas de aquisição reversa quando houver cash disponível sem comprometer a operação.
Outra via é aumentar a transparência: publicar uma política de capital clara (mínimo de caixa, critérios para recompras, prioridades de uso de capital), o que já por si cria confiança sem esgotar recursos.
Conclusão — resposta directa ao teu ponto: és justo ao afirmar que rebaixar a reserva de caixa numa empresa cuja recuperação depende de processos longos e incertos é arriscado e pode ser especulativo. Mas não é uma verdade absoluta que toda e qualquer recompra seja má: o que conta é quem decide, em que condições, e com que transparência. Se a gestão autorizar recompras sem regras e sem reservar liquidez para o processo Rio Forte, então tens toda a razão em criticar. Se, pelo contrário, se criar um mecanismo disciplinado (limites, gatilhos, comunicação), então a recompra pode ser uma ferramenta válida para corrigir assimetrias de preço — desde que não comprometa a solvência nem a capacidade de pagar custos jurídicos.
J.f.vieira
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Re: Pharol - Topico geral
Apramg Escreveu:Vem aí o diabo: a PT vai regressar ao PSI. Porque razão repete esta profecia até à exaustão?
Porque uma empresa como a PHAROL cotada na Bolsa Principal já e escandaloso !
Se a colocarem no INDICE Nacional é Vergonhoso !!!
Empresas sem atividade ´devem estar cotadas no
Mercado do Balcão da Taberna!!!!
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Re: Pharol - Topico geral
J.f.vieira Escreveu:Uma recompra de ações próprias pela Pharol SGPS SA faria sentido aos preços atuais. A cotação continua abaixo do valor contabilístico por ação, pelo que a empresa estaria a recomprar ativos com desconto, aumentando o NAV por ação dos restantes acionistas.
O balanço é sólido e praticamente sem dívida, o que dá margem para esse tipo de decisão. Além disso, com a presença de um acionista relevante como a Davidson Kempner Capital Management, qualquer movimento estratégico ganha outro peso.
Por outro lado, a empresa continua dependente do desfecho ligado à Rio Forte Investments S.A., pelo que manter liquidez também pode ser prudente.
No fundo, recompra seria um sinal claro de confiança — mas tudo depende da estratégia que a administração quiser seguir.
J.f.vieira
Pensa um pouco: o valor da Pharol está ligado a um ativo contingente a decisões do tribunal que não sabe quando serão nem qual será o desfecho. Até essa altura, que serão certamente anos, irá continuar a sangrar dinheiro para suportar a sua estrutura. A estratégia dos gestores, para contornar este marasmo, passa por vender o sonho de que a Pharol vai investir noutras empresas para se reerguer. E tu achas que seria um sinal de confiança eles desbaratarem a liquidez de que precisam para ir sobrevivendo de forma empolar o preço da ação. Ação essa que é iliquida, cotada num índice secundário de um mercado secundário.
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Re: Pharol - Topico geral
Uma recompra de ações próprias pela Pharol SGPS SA faria sentido aos preços atuais. A cotação continua abaixo do valor contabilístico por ação, pelo que a empresa estaria a recomprar ativos com desconto, aumentando o NAV por ação dos restantes acionistas.
O balanço é sólido e praticamente sem dívida, o que dá margem para esse tipo de decisão. Além disso, com a presença de um acionista relevante como a Davidson Kempner Capital Management, qualquer movimento estratégico ganha outro peso.
Por outro lado, a empresa continua dependente do desfecho ligado à Rio Forte Investments S.A., pelo que manter liquidez também pode ser prudente.
No fundo, recompra seria um sinal claro de confiança — mas tudo depende da estratégia que a administração quiser seguir.
J.f.vieira
O balanço é sólido e praticamente sem dívida, o que dá margem para esse tipo de decisão. Além disso, com a presença de um acionista relevante como a Davidson Kempner Capital Management, qualquer movimento estratégico ganha outro peso.
Por outro lado, a empresa continua dependente do desfecho ligado à Rio Forte Investments S.A., pelo que manter liquidez também pode ser prudente.
No fundo, recompra seria um sinal claro de confiança — mas tudo depende da estratégia que a administração quiser seguir.
J.f.vieira
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Re: Pharol - Topico geral
sem actividade, com custos...para o tempo que pode demorar e a erosão exposta..o valor não justifica
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Re: Pharol - Topico geral
Vem aí o diabo: a PT vai regressar ao PSI. Porque razão repete esta profecia até à exaustão?
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Re: Pharol - Topico geral
A Pharol SGPS SA apresentou os resultados consolidados de 2025 e, na minha leitura, o relatório confirma aquilo que muitos investidores já sabem: estamos perante uma empresa financeiramente sólida, mas cujo verdadeiro potencial depende essencialmente de um fator extraordinário.
Em termos de números, a Pharol registou um lucro líquido de cerca de 2,1 milhões de euros em 2025. É um resultado positivo, mas muito inferior aos 24,2 milhões registados em 2024, ano que foi fortemente influenciado por efeitos não recorrentes. A nível operacional, a realidade mantém-se: o EBITDA continua negativo (cerca de -2,5 milhões de euros), o que significa que a estrutura corrente da empresa ainda não gera resultados operacionais positivos de forma
recorrente. Ou seja, o lucro não vem da atividade operacional tradicional, mas sobretudo de efeitos financeiros e fiscais.
Onde a empresa é claramente forte é no balanço. A Pharol termina 2025 com cerca de 96 milhões de euros em ativos totais, mais de 94 milhões em capitais próprios e apenas cerca de 2 milhões em passivo. Na prática, é uma empresa praticamente sem dívida, o que reduz drasticamente o risco financeiro e dá margem estratégica para enfrentar cenários adversos.
O ponto central continua a ser a exposição à Rio Forte Investments S.A.. Os instrumentos financeiros relacionados com a Rio Forte estão atualmente valorizados em cerca de 51,9 milhões de euros, o que corresponde a aproximadamente 5,79% do valor nominal total reclamado (897
milhões de euros). Isto significa que o mercado e as contas assumem uma recuperação muito conservadora. Qualquer evolução judicial favorável que permita uma recuperação superior poderá ter um impacto muito significativo no valor patrimonial da empresa. Por outro lado, este é também o principal fator de incerteza, porque depende de decisões judiciais e de processos de insolvência que podem arrastar-se no tempo.
Em termos de valor contabilístico, o NAV ronda aproximadamente os 0,11–0,12 euros por ação. Se a cotação estiver próxima dos 0,08 euros, isso implica um desconto na ordem dos 30% face ao valor contabilístico. Esse desconto pode ser interpretado de duas formas: ou como uma oportunidade, caso se acredite numa
recuperação mais expressiva da Rio Forte, ou como um prémio de risco que o mercado exige devido à incerteza e à ausência de geração operacional recorrente.
Resumindo a minha visão: a Pharol não é uma empresa de crescimento nem uma história operacional tradicional. É essencialmente um “asset play”, com balanço muito sólido e opcionalidade associada ao desfecho judicial da Rio Forte. O potencial existe, mas está concentrado num evento específico. Para investidores com perfil mais especulativo e horizonte longo, pode fazer sentido. Para quem procura previsibilidade de cash flows e crescimento operacional consistente, provavelmente continuará a ser uma empresa difícil de enquadrar.
Como sempre, tudo depende da tolerância ao risco e da convicção que cada um tem quanto ao desfecho do processo principal.
J.f.vieira
Em termos de números, a Pharol registou um lucro líquido de cerca de 2,1 milhões de euros em 2025. É um resultado positivo, mas muito inferior aos 24,2 milhões registados em 2024, ano que foi fortemente influenciado por efeitos não recorrentes. A nível operacional, a realidade mantém-se: o EBITDA continua negativo (cerca de -2,5 milhões de euros), o que significa que a estrutura corrente da empresa ainda não gera resultados operacionais positivos de forma
recorrente. Ou seja, o lucro não vem da atividade operacional tradicional, mas sobretudo de efeitos financeiros e fiscais.
Onde a empresa é claramente forte é no balanço. A Pharol termina 2025 com cerca de 96 milhões de euros em ativos totais, mais de 94 milhões em capitais próprios e apenas cerca de 2 milhões em passivo. Na prática, é uma empresa praticamente sem dívida, o que reduz drasticamente o risco financeiro e dá margem estratégica para enfrentar cenários adversos.
O ponto central continua a ser a exposição à Rio Forte Investments S.A.. Os instrumentos financeiros relacionados com a Rio Forte estão atualmente valorizados em cerca de 51,9 milhões de euros, o que corresponde a aproximadamente 5,79% do valor nominal total reclamado (897
milhões de euros). Isto significa que o mercado e as contas assumem uma recuperação muito conservadora. Qualquer evolução judicial favorável que permita uma recuperação superior poderá ter um impacto muito significativo no valor patrimonial da empresa. Por outro lado, este é também o principal fator de incerteza, porque depende de decisões judiciais e de processos de insolvência que podem arrastar-se no tempo.
Em termos de valor contabilístico, o NAV ronda aproximadamente os 0,11–0,12 euros por ação. Se a cotação estiver próxima dos 0,08 euros, isso implica um desconto na ordem dos 30% face ao valor contabilístico. Esse desconto pode ser interpretado de duas formas: ou como uma oportunidade, caso se acredite numa
recuperação mais expressiva da Rio Forte, ou como um prémio de risco que o mercado exige devido à incerteza e à ausência de geração operacional recorrente.
Resumindo a minha visão: a Pharol não é uma empresa de crescimento nem uma história operacional tradicional. É essencialmente um “asset play”, com balanço muito sólido e opcionalidade associada ao desfecho judicial da Rio Forte. O potencial existe, mas está concentrado num evento específico. Para investidores com perfil mais especulativo e horizonte longo, pode fazer sentido. Para quem procura previsibilidade de cash flows e crescimento operacional consistente, provavelmente continuará a ser uma empresa difícil de enquadrar.
Como sempre, tudo depende da tolerância ao risco e da convicção que cada um tem quanto ao desfecho do processo principal.
J.f.vieira
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Re: Pharol - Topico geral
Pedimos desculpas pelo atraso devido à reunião de emergência para a avaliação de eventual novo negócio
OPA á CGD
Aqueles resultados dão a volta à cabeça a qualquer um !!!
Quanto aos da PHAROl é o que temos
https://pharol.pt/cdn/frontend/webpage/ ... 148049.pdf
" Manutenção da valorização dos instrumentos de dívida da Rio Forte em 51,9 milhões de euros, avaliação sustentada por decisão judicial, ainda passível de recurso, proferida já em 2026 no
processo de insolvência da Rio Forte, reconhecendo a PHAROL como credora do montante
nominal de 897 milhões de euros
■ Decisão judicial, ainda passível de recurso, dissipando a contingência associada à ESI, no valor de
750 milhões de euros,
Será uma vergonha se esta empresa regressar ao PSI nestas condições !!!!
OPA á CGD
Aqueles resultados dão a volta à cabeça a qualquer um !!!
Quanto aos da PHAROl é o que temos
https://pharol.pt/cdn/frontend/webpage/ ... 148049.pdf
" Manutenção da valorização dos instrumentos de dívida da Rio Forte em 51,9 milhões de euros, avaliação sustentada por decisão judicial, ainda passível de recurso, proferida já em 2026 no
processo de insolvência da Rio Forte, reconhecendo a PHAROL como credora do montante
nominal de 897 milhões de euros
■ Decisão judicial, ainda passível de recurso, dissipando a contingência associada à ESI, no valor de
750 milhões de euros,
Será uma vergonha se esta empresa regressar ao PSI nestas condições !!!!
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Re: Pharol - Topico geral
A entrada da Davidson Kempner Capital Management no capital da Pharol, atingindo cerca de 20%, é um dado que não deve ser desvalorizado.
Estamos a falar de um fundo internacional especializado em situações especiais, reestruturações e ativos distressed. Não é capital especulativo de curto prazo nem investidor de retalho. Tipicamente entram quando identificam assimetrias claras entre preço de mercado e valor realizável, sobretudo em estruturas com componente jurídica relevante.
Com esta posição passam a ser um acionista de referência, com peso efetivo em assembleias e capacidade de influenciar decisões estratégicas. Não é uma participação passiva irrelevante. É uma posição suficientemente significativa para acompanhar de perto os desenvolvimentos,
reforçar se entenderem que o desconto persiste, ou condicionar movimentos futuros.
Naturalmente, isto não significa que exista qualquer intenção anunciada de OPA. Não existe, até ao momento, qualquer comunicação nesse sentido. No entanto, também não é descabido reconhecer que, se no futuro a posição ultrapassar o limiar legal dos 30%, o enquadramento muda e uma OPA obrigatória passa a ser uma possibilidade legal.
Não afirmo que vá acontecer.
Mas também não considero que esteja fora de contexto, tendo em conta o perfil do investidor e a dimensão já detida.
Fundos desta natureza não entram para “experimentar”. Entram porque veem uma relação risco/retorno favorável. O mercado fará a sua leitura com o tempo.
Fica a reflexão.
J.f.vieira
Estamos a falar de um fundo internacional especializado em situações especiais, reestruturações e ativos distressed. Não é capital especulativo de curto prazo nem investidor de retalho. Tipicamente entram quando identificam assimetrias claras entre preço de mercado e valor realizável, sobretudo em estruturas com componente jurídica relevante.
Com esta posição passam a ser um acionista de referência, com peso efetivo em assembleias e capacidade de influenciar decisões estratégicas. Não é uma participação passiva irrelevante. É uma posição suficientemente significativa para acompanhar de perto os desenvolvimentos,
reforçar se entenderem que o desconto persiste, ou condicionar movimentos futuros.
Naturalmente, isto não significa que exista qualquer intenção anunciada de OPA. Não existe, até ao momento, qualquer comunicação nesse sentido. No entanto, também não é descabido reconhecer que, se no futuro a posição ultrapassar o limiar legal dos 30%, o enquadramento muda e uma OPA obrigatória passa a ser uma possibilidade legal.
Não afirmo que vá acontecer.
Mas também não considero que esteja fora de contexto, tendo em conta o perfil do investidor e a dimensão já detida.
Fundos desta natureza não entram para “experimentar”. Entram porque veem uma relação risco/retorno favorável. O mercado fará a sua leitura com o tempo.
Fica a reflexão.
J.f.vieira
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Re: Pharol - Topico geral
Vale mais a mais do que a menos...mas aqui é ao contrário

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Re: Pharol - Topico geral
Se hoje fechar acima de 0,008, amanhã reforço, estou com um sentimento que vai subir.
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Re: Pharol - Topico geral
J.f.vieira Escreveu:Caros,
Entrei hoje na Pharol.
Aos níveis atuais considero que o mercado continua a descontar um cenário demasiado negativo face aos ativos potenciais ainda em jogo, sobretudo no plano jurídico. É evidente que existe incerteza e que não há catalisadores imediatos, mas é precisamente essa ausência de consenso que cria assimetria.
Não vejo isto como trade de dias, mas também não excluo movimentos técnicos caso entre algum volume ou notícia. Para mim é sobretudo uma posição com base no rácio risco/retorno atual, que considero favorável.
Gestão de risco sempre presente.
J.f.vieira
Desejo te a melhor sorte do mundo, apesar de pensar que é um investimento no escuro, mas claro cada um é que sabe e depende do montante investido
Boa sorte
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Re: Pharol - Topico geral
Dia 26 já temos mais esclarecimentos...ou não e fica tudo igual!
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