J.f.vieira Escreveu:Conclusão pessoal:
Optei por sair totalmente aos 17,25 para preservar capital e ficar com liquidez, esperando recomprar mais abaixo, se o mercado confirmar uma correção mais profunda. A decisão foi tomada com base na leitura técnica (mercados esticados, gaps por fechar), fundamental (dados económicos mistos e potenciais cortes/ajustes de política) e no contexto macro (commodities a cair e volatilidade a crescer). Agora é aguardar por sinais mais claros e entradas com melhor risco/benefício.
Vale o que vale, claro — cada um tem a sua estratégia — mas para mim foi a melhor decisão num ambiente que vejo como de risco elevado.
J.f.vieira
Tantos meses a partilhar artigos e a reciclar a opinião de que estaria aqui uma boa oportunidade, e no fim é deixa-la ir embora por motivos de leitura técnica
O preço do WTI/Brent tem subido e acredito que vá continuar por diversos motivos: tensões com Irão, aceleração económica nos EUA (e mercados emergentes, com desvalorização do dólar e ciclo de commodities) e largos anos de sub-investimento em exploração e produção. Por norma, o preço do petróleo tende a acompanhar com algum lag o preço do ouro e outros metais preciosos. Basta olhar para o big oil nos EUA para perceber que estamos numa fase de crescimento no setor de O&G (olhar para o gráfico do XLE).
O tema da Namibia foi um choque de curto prazo porque o mercado antecipava entrada de cash que iria levar a um aumento da remuneração dos acionistas. Depois de sair a noticia da fusão de ativos com a Moeve, a estratégia da Galp ficou bem mais clara e a subida constante reflete a reentrada de investidores na empresa. Isto porque todas as decisões tomadas pela atual administração denotam uma orientação de criação (e preservação) de valor a médio e longo-prazo:
1) troca de ativos com a Total reduz o risco dos elevados investimentos necessários no Mopane e antecipa parte da produção esperada com a entrada no projeto Vénus (FID em 2026 vs Mopane em ~2028);
2) separação de ativos de retalho e refinarias permite criar novas empresas com ganhos de escala que acabarão por ser lançadas em bolsa com melhores múltiplos (pure play, provavelmente na bolsa de Madrid e/ou Amesterdão)
A Galp não irá corrigir por motivos técnicos sem as congéneres americanas e europeias o fazerem também. Dada a rotação de capital institucional do software para ativos físicos, creio que qualquer correção passará por uma mera consolidação (salvo uma queda mais abrangente nos mercados, o que também é comum em ano de mid-terms).