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O gajo está mesmo metido, não está?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

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por LTCM » 21/10/2012 12:10

alexandre7ias Escreveu:
“É preciso saber o que se passou para essa ilegalidade ter acontecido, quem é responsável por esse segredo de justiça ter sido quebrado. O jornal parece ter mais informação do que eu”, afirmou aos jornalistas, à saída do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa.

O primeiro-ministro disse estar “muito consciente” das suas conversas ao telefone e privadas e garantiu “não ter nenhum receio de que venham ao conhecimento público”. “Se a notícia tem fundamento, qualquer que seja a conversa tenho todo o prazer que essas escutas sejam tornadas públicas”
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Quando chega a nossa vez é sempre diferente, não é Pedro?

Que segredo, qual que!



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Editado pela última vez por LTCM em 24/10/2012 14:12, num total de 1 vez.
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"A soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um Forte, e isso é obra e serviço dos homens de El-Rei nosso senhor e, como tal, por mais duro, por mais difícil e por mais trabalhoso que isso dê, (...) é serviço de Portugal. E tem que se cumprir."
 
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por Opcard » 21/10/2012 19:06

Caso das escutas a Passos

Ricciardi diz que falar com Governo “não é irregular”

O presidente do BES Investimento decidiu responder ao caso das escutas a Passos Coelho, com quem terá falado, no âmbito de ‘Monte Branco’.


Num comunicado revelado este domingo, José Maria Ricciardi sublinhou que “não é irregular, ilícito ou censurável” falar com elementos do Governo e reconhece que terá pedido explicações ao Executivo sobre privatizações.

Ricciardi, que lamenta as suspeitas que se criaram sobre as conversas telefónicas, diz ainda, segundo a ‘Rádio Renascença’, que falou com vários elementos do Governo por discordar com a escolha da empresa americana Perella por ajuste directo
 
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por alexandre7ias » 21/10/2012 21:16

Privatização da EDP: Nos bastidores de um grande negócio
21.10.2012 - 16:02 Por Cristina Ferreira

A saída do Estado da EDP não foi consensual: trata-se da maior empresa portuguesa associada à ideia das reservas nacionais de energia

Dá-se como certo que nas grandes operações financeiras, em particular quando envolvem autorizações estatais, há sempre uma forte componente de lobbying com os assuntos a serem tratados entre os gabinetes ministeriais e os dos assessores financeiros e jurídicos. Pelo meio circulam os comissionistas. O interesse aumenta quando os negócios têm relevância internacional. Foi o caso da privatização da EDP, classificada pela consultora PWC como a nona maior transacção realizada em 2011 a nível mundial no sector.

O executivo liderado por Pedro Passos Coelho esperava que a primeira privatização do seu mandato, considerada pela troika a mais volumosa das que estão previstas, fosse um sucesso. E foi. A venda à China Three Gorges Corporation de 21,35% do capital da EDP gerou um encaixe de 2,7 mil milhões de euros, mais do que o expectável.

Aparentemente, a operação tinha tudo para correr bem. Mas a saída do Estado da EDP não foi consensual: trata-se da maior empresa portuguesa associada à ideia das reservas nacionais de energia. Porém, a discussão não se esgotaria entre adeptos e opositores da privatização. A venda do controlo da operadora a uma empresa chinesa em detrimento de uma europeia, a decisão tomada a favor de um outro Estado, ainda por cima não democrático, e os termos em que se concretizou o negócio estatal, sem os critérios seguidos em anteriores privatizações, sujeitas a um júri e a uma Comissão de Acompanhamento das Reprivatizações (extinta assim que o Governo tomou posse), geraram controvérsias.

A 30 de Agosto de 2011 os mercados foram confrontados com uma decisão ministerial cuja legitimidade alguns juristas consideraram duvidosa. Vítor Gaspar anunciou a contratação, por ajuste directo, da Perella Weinberg Partners para assessorar o Estado nas privatizações da EDP (21,35%), da REN (40%) e da Galp (10%). Decisão que arredou do negócio de 16 milhões as instituições que constavam da short list que manifestara interesse na operação, onde não estava a Perella. Gaspar justificou-se com a falta de tempo para lançar um concurso público.

O jurista Bacelar Gouveia veio, então, suscitar a questão: "Se a empresa não está pré-qualificada, é óbvio que o contrato é ilegal e qualquer um dos outros interessados pode impugnar a decisão do Governo. E qualquer cidadão pode pedir ao Ministério Público para investigar."

Os bancos preteridos lembraram que a escolha dos assessores do Estado na privatização da Galp foi feita com base num concurso limitado, cujo vencedor foi anunciado ao fim de uma semana. A Procuradoria-Geral da República admitiu, até, avançar com averiguações. Para esvaziar a discussão, as Finanças impuseram à Caixa BI a subcontratação da Perella, o que desencadeou os protestos de dois gestores da CGD, Nogueira Leite e Nuno Fernandes Thomaz.

Por vezes, as grandes surpresas surgem quando menos se espera. A 16 de Julho, seis meses depois do desfecho da privatização, a Caixa Banco Investimento (BI), o Espírito Santo Investment Bank (BESI) e a Parpública, que gere as participações do Estado, foram alvo de buscas policiais sustentadas em tráfico de influências e abuso de informação. O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) explicou, em comunicado, que actuava no âmbito do processo Monte Branco, para "esclarecer e investigar a intervenção e conduta de alguns dos assessores financeiros do Estado" nas privatizações da REN e EDP. O DCIAP afastou dúvidas: "Não está em causa o sentido da decisão final assumida naquelas privatizações [venda aos grupos chineses]."

As grandes transacções geram sempre múltiplos interesses. Vários grupos mostraram vontade de estudar o dossier EDP: a alemã E.ON, as chinesas Three Gorges e China Power, as brasileiras Eletrobras e Cemig, a EDF e a Gas Natural Fenosa.

É nessa altura que os candidatos começam a seleccionar os assessores financeiros, jurídicos e de comunicação, na expectativa de que possam, de algum modo, influenciar o decisor. A dimensão do negócio EDP e a sua relevância internacional, não podiam, portanto, deixar de animar o mercado nacional das fusões e aquisições.

No campo jurídico, os alemães da E.ON. apareceram com o escritório Linklaters, liderado por Jorge Bleck conotado com o PSD, a Three Gorges contratou o gabinete Serra Lopes, Cortes Martins, a Electrobras a PLMJ, ligada a outro social-democrata, José Miguel Júdice. Já a EDF contratou a Uría Menedez/Proença de Carvalho, bloco central, e a Gás Natural Fenosa, Campos Ferreira-Sá Carneiro, que abandonaram a corrida à partida. Por seu turno, a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva (MLGTS) manteve-se a apoiar o Estado/EDP.

O BESI surgiu envolvido na concepção da proposta económica e financeira da candidatura que viria a vencer - a Three Gorges. Já a E.ON escolheu o Deutsche Bank.

A temperatura subiu nos bastidores do negócio assim que o conselho geral de supervisão da EDP elegeu a E.ON e a ChinaThree Gorges como as propostas mais interessantes para ficar com a EDP e deixou cair as brasileiras Eletrobras e Cemig. Nos meses que antecederam o anúncio do vencedor o Governo dividiu-se: Gaspar e Passos Coelho inclinavam-se para a oferta alemã (2,54 mil milhões), por ser europeia, e Relvas para a brasileira Eletrobras (2,56 mil milhões).

Foi neste quadro de disputa que se intensificaram os contactos entre banqueiros, advogados e políticos nas vésperas do Conselho de Ministros que ia tomar a decisão final. Por exemplo, o Financial Times revelou que a chanceler alemã Angela Merkel promoveu a oferta da E.ON junto de Passos Coelho.

No universo das grandes operações há outros jogadores que se movem. São os "comissionistas" ou intermediários, na gíria norte-americana conhecidos por lobistas. Em Lisboa, a oferta alemã era dada como bem posicionada. António Moura Santos, cunhado de António Guterres, surgiu a defender a proposta germânica. E foi neste contexto que se deslocou à Alemanha onde se cruzou com o presidente da EDP, António Mexia (ex-presidente da Galp). Os dois conhecem-se desde os anos 1990, quando Moura Santos apresentou Mexia a Pina Moura.

Na comunicação social surgiram informações, não confirmadas, a dar conta de uma denúncia entregue no Ministério Público por suspeitas de que os candidatos à EDP tivessem tido conhecimento prévio da oferta alemã. Mas a proposta estratégica e o valor atirado para cima da mesa pela China Three Gorges, 2,69 mil milhões de euros, retirou importância à queixa.

Lá fora, como cá dentro, as grandes operações, envolvendo privados, alimentam múltiplos contactos com o poder político. Os banqueiros de investimento consideram naturais as ligações, pois numa sociedade livre todos têm o direito de lutar pelos seus interesses.

A Goldman Sachs é um caso paradigmático. Este ano, Marc Roche, que contou a história da Goldman Sachs, responsabilizou o banco pela actual crise da dívida soberana. Foi da GS que saíram o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson (ex-CEO), Mario Draghi, BCE, o primeiro-ministro italiano, Mário Monti, ou o ex-primeiro-ministro grego Lucas Papademos. António Borges, convidado por Passos Coelho, em Março, para liderar e acompanhar as privatizações, foi um dos vice-presidentes da GS em Londres, antes de ser nomeado director do departamento europeu do FMI.

O dossier Perella não escapa a uma análise mais fina. Criticada pela falta de curriculum no sector da energia, a empresa fundada em 2006 tem ligações relevantes à banca de investimento. Entre os sócios, estão ex-quadros de topo da Goldman Sachs e da Merrill Lynch. O partner português, Paulo Cartucho Pereira, esteve 20 anos na Morgan Stanley.

Usar conhecimentos para atingir certos objectivos pode ser feito de modo legítimo, ou ilegítimo se a influência privada for usada para introduzir opacidade na decisão pública. A fronteira é ténue e a grande questão é a de sempre: em que ponto o diálogo normal entre banqueiros, advogados, lobbistas e o Estado se transforma em troca de favores, tráfico de influências e corrupção?

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por _urbanista_ » 21/10/2012 21:24

Isto surge assim neste momento, não parece inocente...
Até parece que atiraram com isto para os jornais para desviar as atenções e fazer ver que o coelho até é bom rapaz... :lol:
 
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por alexandre7ias » 21/10/2012 21:37

_urbanista_ Escreveu:Isto surge assim neste momento, não parece inocente...
Até parece que atiraram com isto para os jornais para desviar as atenções e fazer ver que o coelho até é bom rapaz... :lol:


Isto é para o pessoal ver que são todos maus rapazes...Não há bons acredite!
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por alexandre7ias » 22/10/2012 17:33

PGR abre inquérito a violação do segredo de justiça no caso Monte Branco

22.10.2012 - 15:15 PÚBLICO

Foto: Miguel Manso

Procuradora-Geral, Joana Marques Vidal, afasta ideia de que haja suspeitas sobre Passos Coelho

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, anunciou nesta segunda-feira a abertura de um inquérito, "tendo em vista a investigação do crime de violação do segredo de justiça" no caso Monte Branco. Em causa está a divulgação de escutas que incluem uma conversa em que participa o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Num comunicado emitido nesta tarde, a PGR começa por esclarecer que "não existem nos autos quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal" por parte do líder do Governo. Mais acrescenta que "o processo encontra-se em segredo de justiça (...) pelo que não é possível prestar mais informações" sobre o caso.

O processo Monte Branco envolve quatro banqueiros portugueses e suíços e um cambista, detidos em Maio por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Passos Coelho terá participado numa conversa telefónica escutada durante a investigação.

Como o PÚBLICO noticiou na semana passada, no quadro das averiguações ao caso, a Polícia Judiciária “tropeçou” em conversas telefónicas que envolveram José Maria Ricciardi, do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e assessores financeiros nas privatizações da EDP e da REN.

Um dos contactos versou sobre a decisão do Ministério das Finanças de entregar, por ajuste directo, à norte-americana Perella Weinberg, a consultoria financeira das duas operações, decisão que gerou polémica. Outro tema abordado prendeu-se com a proposta alemã que disputou a final com a chinesa.

O Ministério Público tem na sua posse gravações de conversas entre Miguel Relvas e José Maria Ricciardi, escutado entre Setembro de 2011 e Fevereiro deste ano, no quadro da recolha de informações (e não de recolha de provas) para ajudar a "desmantelar" o caso Monte Branco.

Trata-se da maior rede de sempre de fuga ao fisco e de branqueamento de capitais a operar em Portugal, com ligações ao banco suíço de investimento UBS. Desmantelada em Maio, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a operação levou a várias detenções, incluindo a do cabecilha Michel Canals. Ricciardi diz que não conhece Canals e garante que não foi constituído arguido nem chamado a prestar declarações. Fontes policiais asseguraram ao PÚBLICO que o nome de Relvas não aparece ligado ao caso Canals.

O Ministério Público tem, ainda, em cima da mesa outra investigação, esta associada à conduta de assessores financeiros do Estado, nas privatizações da REN e EDP, o que deu origens a buscas policiais ao BESI, à Caixa BI e à Parpública SGPS.

No último sábado, o semanário Expresso noticiou que também Pedro Passos Coelho foi escutado num telefonema com Ricciardi. Este admitiu a possibilidade de o Governo de Passos Coelho poder ceder a pressões políticas da União Europeia e acabar por vender a posição que o Estado detinha na EDP à proposta alemã, ainda que esta não apresentasse o melhor preço e as condições mais favoráveis. O primeiro-ministro foi abordado pela chanceler Angela Merkel para que vendesse 21,35% da EDP à alemã E.ON.

Numa carta ao PÚBLICO, em resposta a uma notícia deste jornal sobre conversas entre o presidente do BESI e Miguel Relvas, que foi enviada a outros órgãos de comunicação social, Ricciardi reconhece ter falado sobre o tema da privatização da EDP com vários membros do Governo, cujos nomes não especifica.

O banqueiro defende que tal "não traduz ilicitude, irregularidade ou sequer censura que se questione eventualmente um membro do Governo sobre se há intenção de ceder a pressões políticas promovidas pelas lideranças europeias, amplamente divulgadas na imprensa de então". Entre os governantes, sabe o PÚBLICO, estão o primeiro-ministro e o ministro adjunto dos Assuntos Parlamentares.

Passo Coelho, por seu lado, reagiu com críticas à violação do segredo de justiça em relação a essa escuta e com serenidade sobre o conteúdo da mesma. “É preciso saber o que se passou para essa ilegalidade ter acontecido, quem é responsável por esse segredo de justiça ter sido quebrado. O jornal parece ter mais informação do que eu”, afirmou aos jornalistas, à saída do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa, no sábado.

Na mesma altura, o primeiro-ministro disse estar “muito consciente” das suas conversas ao telefone e garantiu “não ter nenhum receio de que venham ao conhecimento público”. “Se a notícia tem fundamento, qualquer que seja a conversa tenho todo o prazer que essas escutas sejam tornadas públicas”, acrescentou.
© Público Comunicação Social SA
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Vamos ver as diferenças...
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por alexandre7ias » 23/10/2012 4:10

Nuno Morais Sarmento revela que, quando era ministro da Presidência, foi seguido por agentes da Polícia Judiciária, mas sem o conhecimento da direcção da Judiciária.

“Era ministro do Governo e andava a ser seguido pela Polícia Judiciária. Fiquei de boca aberta”, disse o antigo dirigente social-democrata, em declarações ao programa “Falar Claro” da Renascença.

Morais Sarmento explica que pediu esclarecimentos a quem de direito. “A conclusão, mais ou menos, a que cheguei é que a direcção da Polícia Judiciária não tinha conhecimento de operações de escuta e de seguimento que andavam a ser feitas no seio da Polícia Judiciária”, sublinha.

Acrescenta ainda que "há um lado psicótico que cria medo e condicionamento de comportamentos e que leva a chantagem". Morais Sarmento considera que "o sistema fica pervertido e as pessoas passam a estar vulneráveis".

Para o social-democrata, a declaração do antigo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que afirmou existirem escutas ilegais em Portugal, representa o reconhecimento que não há garantia de justiça e legalidade na investigação.

"Fugas do segredo de justiça são um cancro clássico"
A violação do segredo de justiça no âmbito da divulgação de uma escuta onde surge o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no âmbito do processo “Monte Branco”, foi o mote para o “Falar Claro” desta segunda-feira.

O ex-ministro da Justiça socialista, Vera Jardim, considera que a actual ministra não deve falar sobre casos em concreto. Paula Teixeira da Cruz já lamentou esta violação do segredo de Justiça e prometeu actuar “do ponto de vista legislativo”.

Vera Jardim não concorda e considera que “o problema não é da lei, mas sim da cultura judiciária instalada".

Para o antigo ministro e deputado socialista, "as fugas do segredo de justiça são um cancro clássico da justiça portuguesa". Na sua opinião, "as relações entre os operadores judiciais e os jornalistas não se baseiam em regras saudáveis".

O social-democrata Nuno Morais Sarmento considera que cabe à Procuradoria-Geral da República e também à ministra da Justiça inverter a situação e levar as constantes violações de segredo de justiça como um caso muito sério.

O programa "Falar Claro" é um espaço de debate da Renascença para ouvir todas as segundas-feiras às 23h30.
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por alexandre7ias » 24/10/2012 2:21

"Tem todo o aspeto de ser um sinal, uma ameaça que a corporação judiciária dirige ao primeiro-ministro, num momento em que o Governo está a tomar medidas muito desagradáveis", sustentou Marinho Pinto, à entrada para uma conferência em Pombal, citado pela agência Lusa.

"É bom que o poder judicial se reduza apenas às suas funções institucionais e deixe a política para quem é político e para quem se submete ao veredito popular", aconselhou o bastonário.

Na segunda-feira, a ministra da Justiça disse compreender que o primeiro-ministro tenha pedido a divulgação das gravações em que foi escutado no caso Monte Branco, para provar a sua inocência.

Paula Teixeira da Cruz lamentou a violação do segredo de justiça no caso Monte Branco e referiu a necessidade de rever a legislação em vigor.

"Eu lamento é que, ao fim de mais de um ano de Governo, só agora a senhora ministra da Justiça tenha falado nisso, quando o fogo chegou ao líder do seu partido, ao líder do Governo", criticou Marinho Pinto.

O bastonário expressou-se ainda pouco convicto de que o inquérito à violação do segredo de justiça instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha resultados práticos, uma vez que "quem vai investigar são os próprios magistrados e os próprios polícias que são os principais suspeitos de praticar o crime".

A PGR esclareceu, também na segunda-feira, que não existem quaisquer suspeitas de ilícitos criminais nos autos relativos às escutas do processo Monte Branco, nas conversas em que participa o primeiro-ministro.

"Relativamente ao senhor primeiro-ministro, doutor Pedro Passos Coelho, não existem nos autos quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal", pode ler-se num comunicado assinado pela Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal.

Na opinião de Marinho Pinto, "a pressa em desmentir, por parte do responsável do Ministério Público, cheira a excesso de zelo".

Apesar de "nada indiciar que haja qualquer envolvimento por parte do primeiro-ministro", o bastonário lembrou que pertence a uma geração que pensa que não se deve acreditar em nada até ser oficialmente desmentido.

"Portanto, como se veio desmentir (...), é sinal de que, se calhar, é mais preocupante do que à primeira vista parecia ser e, se calhar, devemos ter dúvidas", defendeu.
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Antes fosse! :mrgreen: :mrgreen:
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por alexandre7ias » 24/10/2012 3:54

Publicado ontem às 23:32
Pinto Monteiro confessa que não ouviu as conversas de Passos Coelho
O ex-procurador-geral da República disse à Rádio Renascença que não ouviu as escutas das conversas em que participa o primeiro-ministro e referiu que apenas foi «remetente» dos registos para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
«Confesso que não ouvi as escutas», revelou Pinto Monteiro no programa Terça à Noite da RR, justificando que não teve tempo para proceder à audição, pois «o envio para o STJ foi no dia 08, último dia» do seu mandado.

Pinto Monteiro observou que «era impossível» ter ouvido as escutas e assinalou que tinha «de fazer fé numa diretora , que é um dos melhores que temos no país».

Na entrevista, Pinto Monteiro salientou que «não era elegante» deixar as escutas para a sua sucessora, Joana Marques Vidal.

«Podia ter dizer fica para amanhã, para a minha sucessora», referiu, frisando que «o envio para o STJ não quer dizer nada: o presidente do STJ é completamete livre, é a única pessoa no país que pode dizer se está válida ou nula. Enviei por questão hierárquica. Servi como intermediário, como correio, porque a norma determina que a Procuradoria-Geral da República corresponde com o STJ», disse.
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http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=2843452&page=1
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por alexandre7ias » 26/10/2012 14:56

Hoje às 11:44
Suspeita de tráfico de influências
Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Amigo de José Maria Ricciardi há vários anos, Passos Coelho foi peremptório quando o presidente do BES Investimento (BESI), lhe telefonou: «Desculpa, não posso falar contigo sobre esse assunto» , respondeu o primeiro-ministro.

Por outro lado, e segundo o SOL apurou, ao contrário do que tem afirmado o presidente do BESI, nesta sua abordagem ao primeiro-ministro não esteve em causa a Perella Weinberg – a consultora estrangeira que fora contratada meses antes, em Setembro de 2011, num ajuste directo que causou polémica, para prestar assessoria financeira nas duas privatizações à Parpública (a holding do Estado que formalmente era a proprietária das acções na EDP e na REN). E o mote da conversa também não passou pelas diligências que então se dizia que a Alemanha estava a desenvolver para que uma sua empresa nacional, a E.On, vencesse a corrida à privatização da EDP.

No telefonema, Ricciardi questionou Passos Coelho sobre um aspecto concreto e determinante das operações de venda das acções do Estado na EDP e na REN, nas vésperas de um dos conselhos de ministros em que estes dossiês foram discutidos.

Além desse telefonema, o banqueiro ainda haveria de fazer outro, para Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, igualmente considerado relevante pelos investigadores.

Em ambos os casos, as conversas foram interceptadas em escutas telefónicas realizadas entre finais de 2011 e princípios de 2012, no âmbito do inquérito Monte Branco, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

Um dos telefones sob escuta era o de José Maria Ricciardi, suspeito de crimes de tráfico de influências e de abuso de informação privilegiada, relacionados com os processos de privatização da EDP e da REN. Nestes, o BESI efectuou a assessoria financeira à China Three Gorges e à State Grid, que acabou por vencer os respectivos concursos.

Apesar de o primeiro-ministro ter atalhado logo a conversa com Ricciardi, o DCIAP considerou o telefonema relevante para provar os indícios que já reunira contra o banqueiro.

Leia mais na edição em papel do SOL, esta sexta-feira nas bancas

( notícia actualizada às 11h04.)
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por mcarvalho » 26/10/2012 15:26

Berlusconi condenado a quatro anos de prisão por evasão fiscal

26/10/2012

O ex-primeiro-ministro italiano foi considerado culpado da acusação de evasão fiscal, num processo que remonta a 2006, altura em que Berlusconi liderava o Executivo italiano.

Em causa está um processo de compra de direitos de televisão de filmes americanos através de empresas “offshore” e falsificação de documentos para fins de evasão fiscal.

(Notícia em actualização)

atão e o franciù?
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por alexandre7ias » 27/10/2012 19:13

Altos quadros de três bancos no caso Monte Branco
Aalém de duas figuras de topo do BES, a empresa suíça Akoya tinha altos quadros de dois bancos na lista de clientes.
HUGO FRANCO E MICAEL PEREIRA
A lista de clientes da empresa suíça Akoya Asset Management, investigada no âmbito da Operação Monte Branco, inclui figuras de topo de três bancos portugueses.

Os procuradores do DCIAP seguem a pista do dinheiro dos cerca de 50 clientes dos dois gestores de fortunas suíços, Michel Canals e Nicolas Figueiredo, libertados esta semana sob caução dos calabouços da PJ. Estavam em prisão preventiva há cinco meses por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais.





Fonte: Expresso
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por alexandre7ias » 28/10/2012 15:24

Há 49 minutos
As suspeitas do MP na privatização da EDP e da REN
Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita

Nas privatizações da EDP e da REN, o DCIAP tem provas de que houve divulgação indevida de informações. E as suspeitas avolumam-se porque se verificou, ao longo do tempo, um abaixamento dos preços oferecidos pelos candidatos chineses pelas acções do Estado. No total, a diferença entre as ofertas e as ofertas finais fizeram com que na EDP, por exemplo, o Estado encaixasse menos 117 milhões de euros.

A venda dos 21,35% que o Estado detinha na EDP foi decidida no Conselho de Ministros de 22 de Dezembro de 2011. A venda de 40% da REN (em duas ‘fatias’, uma de 25% e outra de 15%) foi aprovada no Conselho de 13 de Fevereiro deste ano. Em ambos os casos, os processos de privatização passaram por uma fase não vinculativa e depois vinculativa. Na primeira, o Estado comunicou o que pretendia vender e as condições gerais, e os potenciais compradores manifestam as suas condições e apresentam as primeiras propostas. No caso da EDP, apresentaram-se seis grupos empresariais na fase não vinculativa e o Estado deixou passar quatro à fase final: dois brasileiros, um alemão e o chinês. Já na REN, houve quatro candidatos que se propuseram comprar na fase não vinculativa, mas na fase vinculativa, à qual passaram todos, em Dezembro do ano passado houve dois que desistiram e o Estado só ficou com duas propostas. Na operação da EDP, as Finanças colocaram a Caixa BI (que subcontratou a Perella Weinberg) a assessorar a Parpública. O DCIAP reuniu vários indícios de que, na manhã do último dia (9 de Dezembro) para apresentação das propostas, a China Three Gorges ainda estava disposta a pagar mais de 150 milhões de euros do que acabou por pagar. Ao final da tarde, apresentou uma proposta mais baixa, tudo indicando que, antes de formalizar a sua proposta, terá sabido do preço dos outros concorrentes – e baixaram o seu, mas de forma a que mesmo assim fosse mais alto do que os dos brasileiros e dos alemães. Tudo se terá passado em meia-hora (antes do limite, que eram as 17h). No decreto-lei da privatização da EDP, estava claro que as candidaturas vinculativas tinham de ser entregues em carta fechada, na Parpública. Subitamente, houve uma nota interna da Parpública aos candidatos, informando que deveriam enviar também as suas propostas por e-mail, não só para a Parpública, como para os seus assessores financeiros (Caixa BI e Perella). A partir das 16h, foram chegando por e- mail as propostas dos brasileiros e dos alemães, consonantes com as propostas enviadas por carta. A proposta da China Three Gorges foi a última a chegar por e-mail, em cima das 17h. Suspeita-se que havia várias versões em carta da sua proposta, sendo que, nessa hora, alguém se encarregou de fazer aparecer na Parpública a que batia certo com a do e-mail. paula.azevedo@sol.pt e felicia.cabrita@sol.pt

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Fonte: Sol
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por alexandre7ias » 29/10/2012 0:10

Assessoria vale milhões

A importância do BES Investimento (BESI) e do seu presidente, José Maria Ricciardi, mede-se pela sua actividade: esteve ‘só’ envolvido nas maiores operações financeiras realizadas em Portugal nos últimos anos, desde aquisições e fusões, a Ofertas Públicas de Aquisição (OPA), privatizações e restruturação de grupos empresariais.
Só no último ano, o BESI assessorou as OPA da Brisa e da Cimpor, as subscrições de obrigações da PT e da Zon e a reestruturação do Grupo Mello. E Ricciardi é o segundo homem-chave no Grupo Espíriro Santo, sentando-se em todas as reuniões ao lado direito do número um, Ricardo Salgado, de quem é primo direito.

Na sequência das notícias sobre os seus telefonemas para Passos Coelho e Miguel Relvas, o presidente do BESI admitiu-os, mas explicou, em comunicado: «Transmiti a vários membros do Governo a minha discordância pelo facto de o Estado ter contratado a firma norte- americana Perella por ajuste directo, quando se exigia, na observância do rigor e da ética, que se elegessem as assessorias financeiras através de concurso público».

Recorde-se que a Perella Weinberg – baseada em Londres e Nova Iorque, sendo em Portugal dirigida por Paulo Cartucho Pereira – foi contratada em Setembro de 2011, por ajuste directo, para fazer a assessoria financeira do Estado. Formalmente, a Parpública recebeu indicações para contratar a Caixa BI, tendo esta subcontratado a Perella. A decisão foi assumida pelo ministro das Finanças, que invocou o interesse do Estado e o facto de a Caixa BI constar da lista de empresas pré-qualificadas para o representar. Mas nos bastidores muito se falou do facto de Paulo Pereira (da Perella) ser amigo e antigo aluno de António Borges, consultor do Governo para as privatizações. Pela assessoria, as Finanças pagaram cerca de 20 milhões de euros.

‘Quem protestou ganhou’

Salientando que nunca praticou «actos que configurem abuso de informação ou manipulação de preços», José Maria Ricciardo invocou outra razão para falar com Passos, aludindo às pressões que havia da Alemanha para que a E.On saísse vencedora na EDP: «Não traduz ilicitude, irregularidade ou sequer censura que se questione eventualmente um membro do Governo sobre se há intenção de ceder a pressões políticas promovidas pelas lideranças europeias, amplamente divulgadas na imprensa de então, sendo que tal questão só podia ter como pressuposto a vontade clara de fazer cumprir as regras do concurso, ou seja, a da adjudicação à proposta com melhor preço e condições mais favoráveis para o Estado Português».

«Falar com um ministro, qualquer que ele seja, neste quadro não é ilícito, nem irregular ou sequer censurável», remata o líder do BESI. Das quatro grandes privatizações que o Governo está a levar a cabo só a EDP e a REN ‘escaparam’ ao BESI – que foi contratado para a TAP e a ANA. Isso mesmo constatou o presidente do BPI, Fernando Ulrich. Questionado na quarta-feira pelos jornalistas sobre o caso do ajuste directo à Perella, respondeu: «Qual ajuste directo é que está a referir? É que quem protestou ganhou logo as privatizações seguintes, da TAP e da ANA. Valeu a pena protestar». As declarações foram consideradas «absolutamente lamentáveis» por fonte oficial do BESI citada ontem pelo Diário Económico.

Arguidos libertados

No comunicado à imprensa, José Maria Ricciardi demarcou-se ainda do caso Monte Branco, salientando que nunca teve «qualquer ligação» com as pessoas nele envolvidas. Recorde-se que, esta quarta-feira, os arguidos Michel Canals e Nicolas Figueiredo, dirigentes da rede suíça que se encontravam presos desde Maio, foram libertados sob caução de 200 mil euros. A proposta partiu do Ministério Público, que invocou a atitude colaborante que têm tido no inquérito.

paula.azevedo@sol.pt e felicia.cabrita@sol.pt



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por alexandre7ias » 31/10/2012 2:55

Ricciardi diz que "não é ilícito nenhum falar com PM"
Publicado hoje às 01:46
Lusa, publicado por Ana Meireles

Foto: Gerardo Santos/Global Imagens
O presidente do BES Investimento, José Maria Ricciardi, entende que "não é ilícito nenhum falar com o primeiro-ministro" ao telefone e diz não temer ser constituído arguido no caso Monte Branco, por não ver razões para isso.
"Não considero absolutamente ilícito nenhum conversar com o primeiro-ministro e fazer-lhe perguntas", afirmou Ricciardi em entrevista à TVI24 na terça-feira à noite, respondendo a questões sobre o caso das alegadas escutas no âmbito do processo de privatizações da REN e da EDP em que estará envolvido, segundo noticiou o jornal Público a 15 de outubro.

"Eu fiz um protesto porque não entendi que, para um programa de privatizações no nosso país, nomeadamente aquela que foi a maior privatização de sempre no caso da EDP, mas também a REN, que não fossem escolhidos assessores financeiros através de concurso público", acrescentou o presidente do BES Investimento.

Interrogado sobre se teme vir a ser constituído arguido no processo Monte Branco, Ricciardi foi perentório: "Não, de maneira nenhuma. Não vejo razões para isso. Nós não sabemos quem são as pessoas do Monte Branco. Nunca os vi, não conheço essa gente de lado nenhum", reiterou.

A operação Monte Branco surgiu em maio, envolvendo o Ministério Público e a Inspeção Tributária, traduzindo-se na detenção, entre outros arguidos, de Michel Canals, antigo quadro do banco suíco UBS, e de Nicolas Figueiredo, seus sócio na Akoya Asset Management, sedeada em Genebra.

Em causa no processo estão suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal através de uma sociedade gestora de fortunas, estando ainda o empresário e arguido Francisco Canas, com ligações à rede suíça, em prisão preventiva.


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por mcarvalho » 8/11/2012 14:36

mcarvalho
 
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por mcarvalho » 8/11/2012 15:07

Ex-presidente de banco irlandês resgatado aceita corte da reforma depois de pressão pública

08/11/2012

O antigo presidente executivo do Allied Irish Banks, instituição financeira resgatada pelo Estado irlandês em 2009, aceitou um corte de até 30% da sua pensão de reforma. A decisão, já saudada pelo primeiro-ministro, segue-se a vários momentos de pressão na Irlanda provocada, também, pelo governo.

Eugene Sheehy, que saiu do banco há três anos, vai passar a receber 250 mil euros de pensão por ano. O valor corresponde a um corte de entre 20% e 30% face ao montante entre 300 e 325 mil euros que o antigo banqueiro auferia, segundo indicou o próprio num comunicado enviado ao “The Irish Times”.

“Compreendo totalmente as actuais dificuldades que o banco e a economia enfrentam e esta é uma decisão pessoal”, salientou Sheehy no mesmo comunicado, citado pela publicação irlandesa.

“Responsabilidade moral”

A decisão de Sheehy foi tomada depois de Enda Kenny (na foto), o primeiro-ministro da Irlanda, ter dito, publicamente, que era uma questão de “responsabilidade moral” a aceitação de uma redução das pensões por parte de antigos gestores do banco que não faliu apenas devido à intervenção estatal. A intervenção está, neste momento, avaliada em 21 mil milhões de euros. O governo argumenta que não tem poder para impor uma redução das pensões.

Depois de o banco ter sinalizado a intenção de avançar com diminuições dos valores das pensões, o actual presidente executivo do Allied Irish Banks, David Duffy, começou, esta semana, a contactar antigos administradores e directores de topo do banco para pedir reduções voluntárias das pensões. Segundo o “The Irish Times”, a amplitude do corte a aceitar não tem sido proposta. Essa é uma decisão pessoal, diz Duffy.

Os contactos que a actual administração do banco irlandês está a fazer não se devem ao montante que se poderá poupar mas sim a uma questão moral. Duffy tem dito que, num momento em que o banco reduz a força de trabalho, os administradores estão a ser convidados não pela dimensão das pensões mas pelas responsabilidades que têm no caminho do banco para a nacionalização.

Entretanto, o primeiro-ministro Enda Kenny já veio a público saudar a decisão de Sheehy.

O caso português

Em Portugal, há um debate semelhante, mais precisamente no BCP, que recebeu este ano uma injecção de 3 mil milhões de euros para que conseguisse cumprir as exigências de capital dos reguladores.

No banco português, a administração de Nuno Amado empreendeu um processo negocial com antigos administradores para reduzir o valor das pensões. Terá chegado a acordo com todos, excepto com Jardim Gonçalves, fundador e CEO do BCP até 2007.

Jardim Gonçalves deverá receber 175 mil euros por mês (número avançado pelos media e nunca desmentido) mas Nuno Amado pretende baixar essa contribuição que Gonçalves recebe do fundo de pensões do banco.

O caso já foi para tribunal depois de o BCP não ter chegado a acordo para a redução da pensão (Gonçalves disse numa entrevista ao “Dinheiro Vivo” que nunca foi contactado para esse acordo, algo desmentido na “TVI24” por Nuno Amado). No processo, o argumento do banco visa a legalidade da possibilidade de antigos administradores poderem ter pensões maiores que os actuais gestores.



força .. assumam aqui também... carago!!!!
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por mais_um » 8/11/2012 15:14

Eugene Sheehy, que saiu do banco há três anos, vai passar a receber 250 mil euros de pensão por ano.



Jardim Gonçalves deverá receber 175 mil euros por mês (número avançado pelos media e nunca desmentido)


É parecido!!! :shock: :shock: :shock:
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por artista_ » 8/11/2012 15:15

mcarvalho Escreveu:Ex-presidente de banco irlandês resgatado aceita corte da reforma depois de pressão pública

...

Eugene Sheehy, que saiu do banco há três anos, vai passar a receber 250 mil euros de pensão por ano. O valor corresponde a um corte de entre 20% e 30% face ao montante entre 300 e 325 mil euros que o antigo banqueiro auferia, segundo indicou o próprio num comunicado enviado ao “The Irish Times”.


À atenção do Sr. Jorge Jardim Gonçalves, que tem uma reforma mensal que é quase tão grande como a deste senhor num ano! :shock: Mesmo assim ele aceitou diminui-la... mas obviamente que a Irlanda é um país muito mais pobre que Portugal!! :wall: :wall:
Sugestões de trading, análises técnicas, estratégias e ideias http://sobe-e-desce.blogspot.com/
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o sócrates deles ou papanddreous de cá

por mcarvalho » 3/12/2012 23:16

George Papandreou's mother 'linked to €550 million Swiss bank account'
The 89-year-old mother of a former Greek prime minister has been reportedly linked to a Swiss bank account containing more €550 million (£446 million).

Link: http://www.telegraph.co.uk/news/worldne ... ount.html#



:(
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por Pata-Hari » 3/12/2012 23:22

lol, porquê a cara triste? espanta-te?
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por mcarvalho » 4/12/2012 9:44

Pata-Hari Escreveu:lol, porquê a cara triste? espanta-te?


:)

é mais no sentido de tristeza .. podridão :wink:
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por mcarvalho » 7/1/2013 14:29

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Inte ... t_id=65850

enfim ... está explicado


Constâncio falhou declaração no Tribunal Constitucional

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7 de Janeiro, 2013por Tânia Ferreira

Vítor Constâncio partiu para Frankfurt, onde assumiu a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE) em Junho de 2010, sem apresentar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional (TC) a que estava legalmente obrigado.
Depois ter cessado as funções de governador do Banco de Portugal (BdP), em Maio desse ano, o economista tinha dois meses para fazê-lo, mas isso não aconteceu no espaço de dois anos e meio. A situação foi regularizada apenas no dia 21 de Dezembro de 2012, após uma investigação do SOL durante a qual o próprio TC detectou a falha.

Todos os titulares de cargos políticos e equiparados, bem como os titulares de cargos públicos – categorias em que se enquadra a figura de governador do Banco de Portugal, por exemplo – têm de apresentar no TC a declaração dos seus rendimentos, bem como do seu património e cargos sociais. O mesmo tem de ser feito sempre que haja alterações patrimoniais significativas (equivalentes a 50 salários mínimos) e quando um responsável renova um mandato ou cessa funções. E foi exactamente isso que Vítor Constâncio não fez.

Cliente do BPI, CGD e BES

O ex-governador do Banco de Portugal apresentou no TC a declaração de 2006, em Julho de 2007, referente ao momento em que assumiu o cargo. Nesse ano, segundo o documento consultado pelo SOL, registou rendimentos de 282.191,73 euros e poupanças na ordem dos 830 mil euros, entre contas à ordem, depósitos a prazo (PPR), fundos de investimento, planos de poupança de reforma, derivados e certificados de aforro, além de vários imóveis.

No ano seguinte, o ex-líder do PS voltou a cumprir a obrigação de apresentar a declaração de rendimentos. Assim, em 2007, de acordo com o que o SOL apurou, Constâncio recebeu 281.807,98 euros e tinha poupanças declaradas de um pouco abaixo dos 800 mil euros, também distribuídas por contas à ordem, fundos de investimento, depósitos a prazo e produtos estruturados. Mas terá deixado de ter certificados de aforro e passado a investir ainda em aplicações de capitalização e carteiras de títulos (ainda que não explicite quais).

Já em 2008, o seu rendimento caiu para os 275.644, 54 euros, de acordo com a declaração apresentada no TC em Janeiro de 2010. O valor aforrado também se terá reduzido, passando para cerca de 750 mil euros, aplicado de forma semelhante ao ano anterior, ainda que com movimentações entre os vários tipos de produtos de poupança.

Um ano depois – e com base na declaração apresentada em Dezembro de 2012, após ser contactado pelo TC para regularizar a situação, na sequência da investigação do SOL – Vítor Constâncio ganhou 281.960, 82 euros. Em 2009, quando desempenhou a função de governador do BdP na primeira metade metade do ano, e de vice-governador do BCE na segunda, declarou então poupanças na casa dos 700 mil euros. Nestes anos, Vítor Constâncio era cliente de bancos portugueses (BPI, CGD e BES).

Incumprimento sem pena

Nomeado por oito anos para o cargo de vice-presidente do BCE, Constâncio ficou, em Portugal, livre de consequências da não entrega da declaração de cessação de funções no TC em tempo devido, por uma questão de meses – já que as alterações à lei de controlo público da riqueza dos titulares de cargos públicos entraram em vigor depois de ter abandonado o cargo de governador.

No actual enquadramento legislativo, os casos de incumprimento incorrem na pena de perda do mandato, demissão ou destituição judicial, consoante os casos, ou inibição por período de um a cinco anos para o exercício de cargos públicos. Mas o Ministério Público pode decidir, ainda assim, proceder à análise das declarações apresentadas no TC após o termo dos mandatos ou a cessação de funções dos respectivos titulares.

tania.ferreira@sol.pt

Tags: Tribunal Constitucional, Política, Vítor Constâncio
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por mcarvalho » 7/1/2013 17:42

Justiça diz que pagamento extra a mulher de ex-ministro é devido

07/01/2013

"O Ministério irá recorrer por não concordar com os respectivos fundamentos de facto e de direito", indicou à agência Lusa uma fonte do gabinete de Paula Teixeira da Cruz, sem adiantar que fundamentos concretos são contestados.

Em decisão de 3 de Dezembro, a 2.ª Unidade Orgânica do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto obrigou o Ministério da Justiça a reconhecer o direito da procuradora Maria da Conceição Fernandes a uma remuneração mensal extra, entre Setembro de 2003 e Junho de 2010, por uma acumulação de serviço.

Em causa estava o facto de a magistrada do Ministério Público - que, entretanto, se reformou - ter acumulado, durante aquele período, o serviço da primeira secção do 1.º juízo Cível do Porto com o do 2.º Juízo Cível da mesma comarca.

Fonte do TAF do Porto disse hoje à agência Lusa que o recurso ministerial ainda não entrou nos serviços, mas sublinhou que o prazo só expira no dia 22, uma vez que a contagem de 30 dias para o efeito, iniciada após notificação do veredicto às partes, interrompeu nas férias natalícias.

O próprio Ministério da Justiça sublinha, na sua informação à Lusa, a data-limite para interpor recurso.

A procuradora Maria da Conceição Fernandes avançou com o processo 501/10.2BEPRT em 22 de Fevereiro de 2010, reactivando-o em 5 de Setembro de 2011.

O pagamento da verba extra à mulher do ex-ministro da Justiça Alberto Martins levou o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa a abrir um processo-crime, que deu origem a buscas no próprio Ministério da Justiça e que acabou com um despacho de arquivamento.



e

a maia prevê

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economi ... id=2979960
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por mcarvalho » 8/1/2013 23:04

Deputada do PS detida por conduzir com 2,41 g/l de álcool
HUGO DANIEL SOUSA 08/01/2013 - 21:19
Glória Araújo foi detida em Lisboa por crime ao volante no dia do seu 37.º aniversário.


Glória Araújo é deputada desde 2005, eleita pelo círculo do Porto DR
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PS
Justiça
Segurança Rodoviária
Glória Araújo, deputada do Partido Socialista (PS), foi detida na passada sexta-feira em Lisboa, por conduzir com excesso de álcool no sangue (2,41 gramas por litro), bem acima do limite a partir do qual esta infracção é qualificada como crime (1,2 g/l).

A notícia foi avançada pela Rádio Renascença. Contactada pelo PÚBLICO, a deputada socialista recusou fazer qualquer comentário.

“Agradeço o seu contacto, mas não vou fazer qualquer comentário”, respondeu Glória Araújo, deputada desde 2005, eleita pelo círculo do Porto.

Segundo a Renascença, tudo aconteceu na sexta-feira, dia em que Glória Araújo completou 37 anos.

A deputada foi detida numa operação stop no centro de Lisboa às 3h20 da madrugada e foi depois notificada para comparecer perante o Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, desconhecendo-se o resultado da audiência com o juiz.

Ao abrigo do Código da Estrada, os condutores são punidos se apresentarem uma taxa de alcoolemia igual ou superior a 0,5 g/l (contra-ordenação grave). A partir de 0,8 g/l, é considerada uma contra-ordenação muito grave e uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l é considerada crime.

O Código Penal prevê uma pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias para quem cometer o crime de condução sob efeito de álcool, além de ficar sujeito a uma pena acessória de retirada da carta de condução por um período entre três meses e três anos.

Natural de Aveiro, Glória Maria da Silva Araújo passou a infância e juventude em Paços de Ferreira, vivendo actualmente em Lousada.

Licenciada em engenharia mecânica, a deputada socialista faz parte da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, sendo suplente na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e na Comissão de Defesa Nacional. A nível partidário, integra a comissão nacional do PS.

Glória Araújo já participou até em acções sobre a segurança na estrada, como a Comissão Interparlamentar da Segurança Rodoviária (Setembro de 2008) e um encontro com empresários em Lousada para debater a Estratégia Nacional para a Segurança Rodoviária (Março de 2009).
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