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Caldeirão da Bolsa

O gajo está mesmo metido, não está?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros de uma forma genérica e a todo o tipo de informação útil que possa condicionar o desempenho dos mesmos

Moderadores: Pata-Hari, Ulisses Pereira, MarcoAntonio

por alexandre7ias » 8/3/2012 17:00

Testemunha recua e diz que suborno a Sócrates ficou implícito

Uma das testemunhas de acusação no julgamento do caso Freeport negou esta quinta-feira que o arguido Manuel Pedro lhe tivesse dito diretamente que havia subornado José Sócrates para aprovação do projeto, mas considerou que isso ficou "implícito" numa conversa.

Fernanda Guerreiro, que pertenceu à Direção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território, recuou esta quinta-feira, em julgamento, face às declarações prestadas em fase de inquérito quando disse à PJ que o consultor Manuel Pedro lhe dissera ter pago 500 mil contos (250 mil euros) ao então ministro do Ambiente, José Sócrates, para viabilizar o projeto do outlet de Alcochete.

Na primeira sessão de julgamento do caso Freeport, que senta no banco dos réus o empresário Charles Smith e Rui Pedro, a testemunha mostrou-se visivelmente nervosa, hesitante e receosa, tendo as contradições do seu depoimento levado o Ministério Público a pedir ao coletivo de juízes que lesse as suas declarações em fase de investigação.

Depois de ter sido perentória nas afirmações feitas em inquérito, Fernanda Guerreiro veio agora dizer que na altura em que, juntamente com a amiga Mónica Mendes, se encontrou com Manuel Pedro já corriam "boatos" sobre o pagamento de 500 mil (julga que contos) a José Sócrates, que viria mais tarde a ser primeiro-ministro.

Alegou agora que Manuel Pedro não lhe disse diretamente que pagara a Sócrates, de que se gabava ser "grande amigo", mas que "implicitamente" deixou a ideia de que o fizera, acrescentando que não acreditou muito nessa versão, atribuindo-a à "fanfarronice" de Manuel Pedro para impressionar as duas mulheres presentes na conversa.

Fernanda Guerreiro revelou que, juntamente com a amiga Mónica, conheceu Manuel Pedro num jantar do CDS-PP e que o encontro seguinte com o consultor visou pedir um emprego na firma deste para Mónica Mendes.

Na altura já corriam boatos sobre subornos para aprovação do projeto Freeport e , segundo disse, Manuel Pedro "não desmentiu" que tivesse pago, muito embora também não confirmasse diretamente.

Perante o recuo nas suas declarações, foi perguntado à testemunha se tinha medo de eventuais represálias, ao que esta disse que não temia os arguidos, mas que o seu envolvimento neste processo teve consequências na sua vida pessoal, profissional e social, sem precisar detalhes.

Queixou-se a propósito que nunca teve um advogado a acompanhá-la neste processo ou alguém que a ajudasse a lidar com o assunto.

Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e Charles Smith, indagou a testemunha sobre o facto inusitado de Fernanda Guerreiro ter assinado o seu depoimento à PJ na Pousada de Setúbal e não nas instalações desta polícia de investigação, tendo a testemunha identificado a coordenadora da Polícia Judiciária de Setúbal Maria Alice como uma das três pessoas da judiciária que se deslocaram à pousada, onde falou na companhia da amiga Mónica Mendes.

"Em concreto não consigo reproduzir a conversa (com Manuel Pedro)" e "já não me lembro" foram algumas frases hoje ditas pela testemunha, cuja inibição no depoimento levou o coletivo de juízes a perguntar se se sentia pressionada ou constrangida por alguém.

Antes, foi ouvido em tribunal, Francisco Ferreira, dirigente da Quercus, que disse estranhar o "timing" da aprovação do projeto Freeport, a escassos três dias das eleições legislativas. Disse também que estranhou a forma muito rápida como o projeto foi aprovado, apesar de estar numa área de grande sensibilidade ambiental.

O dirigente da Quercus falou de uma queixa apresentada na União Europeia e revelou que a organização ambiental só não impugnou o projeto nos tribunais portugueses por falta de condições financeiras para o fazer.

A celeridade do terceiro processo de avaliação do impacto ambiental do Freeport naquela área protegida foi outro dos pontos focados pela testemunha, que à entrada para o tribunal dissera que a discordância forte da Quercus foi sempre com a "decisão política" tomada para aquele local ambiental.

O julgamento prossegue da parte da tarde.

O julgamento do caso Freeport está relacionado com o licenciamento do outlet de Alcochete, tendo a investigação terminado com a acusação do Ministério Público (MP) aos empresários Charles Smith e Manuel Pedro que responde por tentativa de extorsão.




Fernanda Guerreiro, que pertenceu à Direção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território, recuou esta quinta-feira, em julgamento, face às declarações prestadas em fase de inquérito quando disse à PJ que o consultor Manuel Pedro lhe dissera ter pago 500 mil contos (250 mil euros) ao então ministro do Ambiente, José Sócrates, para viabilizar o projeto do outlet de Alcochete.


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por Pastel » 9/3/2012 9:54

... lhe dissera ter pago 500 mil contos (250 mil euros) ...


Já lá vão 10 anos e continuam a não saber fazer uma simples conta de conversão escudos/euros :mrgreen:
 
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por Placebo » 9/3/2012 13:34

Antes de mais gostaria de dizer que não venho defender o Sr. José Socrates, pois por mim este senhor já estaria noutro mundo...mas parece-me que anda tudo excitado com uma frase: "500 mil para o José Socrates". :roll:

Ainda alguém acredita que se condene alguém neste ou noutro país qualquer à conta de uma frase que "diz que disse?". Por favor... :shock:

Alguém envolvido neste julgamento tem algum extracto que comprove a entrada de $$ deste negócio para uma conta do Sr. José Socrates? Meu Deus.....eu nem sou advogado, mas que provas reais estão em cima da mesa? Conversas?? Hilariante tudo isto....

E depois dizem que ninguém vai para a cadeia neste país...com a argumentação de "diz que disse" devem por muita gente na cadeia ai devem devem....

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por MiamiBlue » 9/3/2012 15:18

Placebo Escreveu:Antes de mais gostaria de dizer que não venho defender o Sr. José Socrates, pois por mim este senhor já estaria noutro mundo...mas parece-me que anda tudo excitado com uma frase: "500 mil para o José Socrates". :roll:

Ainda alguém acredita que se condene alguém neste ou noutro país qualquer à conta de uma frase que "diz que disse?". Por favor... :shock:

Alguém envolvido neste julgamento tem algum extracto que comprove a entrada de $$ deste negócio para uma conta do Sr. José Socrates? Meu Deus.....eu nem sou advogado, mas que provas reais estão em cima da mesa? Conversas?? Hilariante tudo isto....

E depois dizem que ninguém vai para a cadeia neste país...com a argumentação de "diz que disse" devem por muita gente na cadeia ai devem devem....

Isto só serve para vender jornais, tempo de tv, etc e nada mais.


O problema é que JS nem sequer foi ouvido.

Qualquer outro cidadão português da classe média era automaticamente inquirido.

JS nem ouvido como testemunha foi.. O Ministério Público foi de uma incompetência sem limites e, para mim, os responsáveis deviam ser pura e simplesmente demitidos.

Mas lá está, ataca-se o fraco e esquece-se o forte. É o lema português à décadas e que continua a ser praticado pelas forças políticas deste país.

E assim anda a dita Justiça.
 
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por tava3 » 9/3/2012 16:09

Estas denuncias são do jornal onde trabalha a resabiada boca guedes, coitada. Mas o pai dos resabiados é o presidente, com mais uma atoarda hoje nos jornais, sem contraditorio Ele devia preocupar-se com a imagem que vai ficar dele mesmo, por muito que a tente limpar, já não vai a tempo, é o pior presidente de sempre no país e vamos esperar que acabe o mandato com o minimo de dignidade, palavras dele noutros tempos, mas vai ser dificil.
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por mfsr1980 » 9/3/2012 16:18

Espero que o prendam rápidamente!
Uma coisa que me deixa preocupado é o JS ainda andar aí a passear impune...
 
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por tava3 » 9/3/2012 16:34

Por mim, nem que seja por ter dado um pontape num cão, mas estes que não vão para longe, porque vão ter de responder também por muita coisa estranha que se está a passar, como esta trapalhada com a luso ponte. Felizmente o be estava atento, não sei se de outra maneira alguem se chegava à frente. Acredito que 4,4 milhões dessem um jeitão, mas isto é que é chafurdice.
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lá estás tu...

por mcarvalho » 9/3/2012 16:40

pareces o emplastro..este tópico é sobre o "teu pai"

o Pinto de Cousa e não sobre o pai dos outros

:mrgreen:
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por tava3 » 9/3/2012 16:44

Eu tambem ficava desconfortavel se tivesse votado neles, é a vida. :wink:
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por tava3 » 9/3/2012 16:58

Eu gostava de saber se estão a faltar "consumiveis" no bpn com estão a faltar nos hospitais. Vamos esperar mais umas semanas/meses para ver se se confirma o pior, se é que me faço entender.
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por mcarvalho » 9/3/2012 17:08

oh oh !

isso pergunta lá ao pinto da cousa .. onde é que os deixou .. se é que os não levou.. :( :mrgreen: :)
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por charles » 9/3/2012 20:17

Cavaco acusa Sócrates de falta de lealdade

Palavras muito duras de Cavaco Silva sobre o ex-primeiro-ministro, para assinalar o primeiro ano do segundo mandato. José Sócrates recusou comentar, mas Pedro Silva Pereira responde à letra e devolve as acusações.


Carlos Abreu (www.expresso.pt)

9:39 Sexta feira, 9 de março de 2012

O Presidente da República Cavaco Silva acusa José Sócrates, de falta de lealdade, por não ter sido previamente informado do conteúdo da quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC IV). Contactado pela Antena 1, o ex-primeiro-ministro recusou comentar.

No prefácio do livro "Roteiros VI", lançado hoje para assinalar o primeiro ano do segundo mandato presidencial, Cavaco Silva escreve que "o anúncio do 'PEC IV' apanhou-me de surpresa. O primeiro-ministro não me deu conhecimento prévio do programa, nem me tinha dado conta das medidas de austeridade orçamental que o Governo estava a preparar e da sua imprescindibilidade para atingir as metas do défice público previstas para 2011, 2012 e 2013".

"Pelo contrário, - acrescenta o Presidente -, a informação que me era fornecida referia uma situação muito positiva relativamente à execução orçamental nos primeiros meses do ano. O primeiro-ministro não informou previamente o Presidente da República da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento às instituições comunitárias. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia.".......


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/cavaco-acusa-s ... z1oeIRno00
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por tava3 » 9/3/2012 20:27

Ajj diz que concorda com as afirmações do presidente contra o socras, diz o roto ao nu...
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por mfsr1980 » 9/3/2012 20:30

charles Escreveu:Cavaco acusa Sócrates de falta de lealdade

Palavras muito duras de Cavaco Silva sobre o ex-primeiro-ministro, para assinalar o primeiro ano do segundo mandato. José Sócrates recusou comentar, mas Pedro Silva Pereira responde à letra e devolve as acusações.


Carlos Abreu (www.expresso.pt)

9:39 Sexta feira, 9 de março de 2012

O Presidente da República Cavaco Silva acusa José Sócrates, de falta de lealdade, por não ter sido previamente informado do conteúdo da quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC IV). Contactado pela Antena 1, o ex-primeiro-ministro recusou comentar.

No prefácio do livro "Roteiros VI", lançado hoje para assinalar o primeiro ano do segundo mandato presidencial, Cavaco Silva escreve que "o anúncio do 'PEC IV' apanhou-me de surpresa. O primeiro-ministro não me deu conhecimento prévio do programa, nem me tinha dado conta das medidas de austeridade orçamental que o Governo estava a preparar e da sua imprescindibilidade para atingir as metas do défice público previstas para 2011, 2012 e 2013".

"Pelo contrário, - acrescenta o Presidente -, a informação que me era fornecida referia uma situação muito positiva relativamente à execução orçamental nos primeiros meses do ano. O primeiro-ministro não informou previamente o Presidente da República da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento às instituições comunitárias. Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia.".......


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Não me digam que o PR acreditava nos dados fornecidos pelo Pinóchio? Espantosa ingenuidade!!!
 
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por charles » 9/3/2012 20:36

Acho que isto ainda tem a ver com o gajo, por isso fica aqui postado :mrgreen:, como diz Manuel Alegre "tiro ao Sócrates" :twisted:

O ministro da Educação acaba de demitir a administração da Parque Escolar, liderada por João Sintra Nunes. A decisão surgiu no dia em que o SOL noticiou que a empresa está a ser investigada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP).
A semana ficou marcada por uma guerra de números entre Nuno Crato e a Parque Escolar. Crato foi ao Parlamento explicar que as obras da empresa tinham tido uma derrapagem de 400% em relação ao custo médio por escola inicialmente estimado. A empresa reagiu com um comunicado que acusava as notícias feitas acerca das declarações do ministro de serem um ataque ao «seu bom nome, e a honra e reputação dos seus dirigentes e colaboradores».

O gabinete de Nuno Crato não deixou sem resposta os números avançados pela administração da empresa pública e enviou às redacções um comunicado lembrando que «aquando da apresentação pública do Programa de Modernização da rede escolar, a 19/03/2007, foi referida pela empresa Parque Escolar a intervenção em 332 escolas, pelo valor total de 940 M€», mas que em 2011 se percebeu que as obras em apenas 205 escolas tinham custado de 3,168 milhões de euros.

Ou seja, o custo médio estimado por obra em 2007 era de 2,82 milhões de euros. Mas no ano passado constatou-se que o valor médio gasto em cada escola tinha sido de 15,45 milhões de euros.

Esta sexta-feira, o SOL avançou que o DIAP de Lisboa abriu um inquérito à Parque Escolar, depois de uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças ter revelado várias irregularidades.

Segundo o relatório a que o SOL teve acesso, existem suspeitas de que a fiscalização de algumas obras tenha sido feita com base em documentos falsificados, tendo sido pagos alguns trabalhos que não foram realizados.

Mas há outras decisões da administração liderada por Sintra Nunes, que estão a ser investigadas no inquérito. Entre elas está a má planificação das obras e o desvio financeiro que se verificou em relação ao plano inicial.

Entretanto, o Tribunal de Contas está a realizar também uma auditoria à empresa criada pelo Governo de José Sócrates, que se encontra em fase de contraditório.

margarida.davim@sol.pt
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por charles » 9/3/2012 20:40

Em defesa do mais famoso emigrante Português....


Manuel Alegre considera que críticas a Sócrates são ajuste de contas e ataque pessoal

Lusa 09 Mar, 2012, 12:59

O socialista Manuel Alegre considerou hoje que as acusações de falta de lealdade institucional do Presidente da República a José Sócrates são um "ajuste de contas e um ataque pessoal que não fica bem à primeira figura do Estado".

"É a primeira vez que vejo um Presidente da República vir ajustar contas com um primeiro-ministro `a posteriori`, depois de este ter deixado o cargo. É um ajuste de contas, um ataque pessoal que não fica bem à primeira figura do Estado", disse à agência Lusa Manuel Alegre.

O ex-candidato à Presidência da República pelo PS disse que deve haver distinção entre a crítica política e os ataques pessoais.

"Assim como reagi àquilo que Marcelo Rebelo de Sousa chamou de tiro ao Cavaco também agora me indigna esta nova modalidade de tiro ao Sócrates que é uma forma de sacudir a água do capote e distrair as atenções. Há muitos ataques pessoais a José Sócrates e lamento que Cavaco Silva tenha entrado nesse jogo", disse.

No prefácio do livro "Roteiros VI", que reúne as suas principais intervenções públicas, Cavaco Silva tece várias considerações sobre a postura do ex-primeiro-ministro José Sócrates, criticando não ter sido "previamente informado sobre o conteúdo ou sequer da existência do `PEC IV`" tendo por isso ficado "impedido de exercer a sua magistratura de influência com vista a evitar o deflagrar de uma crise política".

"Tratou-se de uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia. O Presidente da República, nos termos constitucionais, deve ser informado acerca de assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do País", acusa.

No texto, Cavaco Silva lembra o pedido de demissão do então primeiro-ministro por falta de condições políticas, na sequência do chumbo do `PEC IV` no Parlamento, e o facto de não existir "qualquer hipótese de constituir um Governo alternativo com o mínimo de solidez e consistência", com todos os partidos da oposição a rejeitarem "liminarmente" a possibilidade de integrarem um Executivo com o PS liderado por José Sócrates e os próprios socialistas a não manifestarem "interesse genuíno na formação de um Governo de coligação".



http://www.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... &visual=49
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Ai Cavaco, Cavaco...

por bboniek33 » 9/3/2012 21:15

...a competir ombro a ombro com o maior saloio da poliitica portuguesa desde D. Dinis, ou seja, o Alvaro.

Que respeito pode haver por quem destitui o cargo de PR ?

Institucionalmente o cargo merece respeito. Cavaco, para mim, nenhum.
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por tava3 » 9/3/2012 21:17

Mais uma trapalhada, agora com quem é ou não afetado com os cortes. Animem-se, o fim está próximo.
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por charles » 9/3/2012 21:27

tavaverquenao2 Escreveu:.............o fim está próximo.


Quando te referes ao "fim" queres dizer o fim de semana...está próximo né :lol: :!:
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por tava3 » 9/3/2012 21:31

Por acaso era, como é que advinhaste? :wink: Antes fosse, o psd vai com tanta força ao pote que não deve durar mais do que 2 anitos, no melhor dos cenários. :)
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por tava3 » 9/3/2012 21:41

E não se fiem no facto do presidente ser laranja, porque, se ele sonhar que beneficia com o derrube do governo, é isso mesmo que vão ter, não tenham duvidas.
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OH OH OH

por mcarvalho » 9/3/2012 22:38

Tavaaver

arriscas-te a que todos pensem que o gajo responsável

pelo descalabro moral, económico, financeiro e pelas mortes de idosos ...ao frio (pelo custo da EDP), por falta de medicamentos( por não pagar aos laboratórios), pela falta de estimulo dos profissionais de saude... pelo não nascimento de crianças( porque incentivou o casamento gay ) etc etc etc ..

PELA VERGONHA DE UM PAIS COM MIL ANOS SE TORNAR ESCRAVO

pago pela França que lhe deu asilo politico preparando-o em filosofia .. para melhor dominar pategos...

sejas TU :idea:


tem calma .. olha em redor.. e vê o resultado do estúpido "comandado "... fizeram-no .. "engenhero", fizeram-no 1º ministro e depois deportaram-no..

QUEM GANHOU E QUEM PERDEU'''''''???????
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por alexandre7ias » 9/3/2012 22:52

Núcleo duro de Sócrates unido em ataque violento a Cavaco

09.03.2012 - 18:24 Lusa, PÚBLICO


Sócrates foi o alvo Cavaco e os socialistas contra-atacaram

Os socialistas, especialmente os mais próximos de José Sócrates, reagiram em força às declarações de Cavaco Silva sobre o antigo primeiro-ministro. Já Seguro, "nem queria acreditar".

O primeiro a vir à liça foi o ex-ministro e antigo braço direito de Sócrates, Pedro Silva Pereira. Cavaco tinha acusado o antigo primeiro-ministro de “uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia”. Silva Pereira respondeu acusando o Presidente de ser o “campeão da deslealdade institucional”.

“O PR não tem nenhuma espécie de autoridade moral para acusar quem quer que seja de deslealdade institucional”, disse o ex-governante socialista. “Eu creio que, neste momento, alguém devia recordar ao senhor Presidente da República (PR) que ele ainda está em funções”, concretizou.

Silva Pereira justificou a acusação de “deslealdade institucional” com o caso da “célebre intriga das escutas” em Belém, que classificou como “uma pura inventona de ataque sórdido ao governo em funções”, referindo-se ao primeiro mandato de José Sócrates.

Logo a seguir surgiu o líder do grupo parlamentar socialista. Carlos Zorrinho disse "estranhar" e "lamentar" que o "Presidente da República tenha escolhido o dia em que faz um ano do primeiro mandato para fazer ajuste de contas com o antigo primeiro-ministro, que é extemporâneo, sem direito ao contraditório".

Para Zorrinho este "ajuste de contas" com José Sócrates é feito ao arrepio das preocupações e prioridades dos portugueses.

Outro homem do núcleo duro de Sócrates, José Lello, foi o mais violento: “É mais um episódio de um Presidente errático, que está longe de demonstrar fiabilidade para a função. Percebo em parte as suas angústias existenciais, quando ele apresenta esta atoarda no momento em que na Assembleia surge a inusitada circunstância de 40 mil cidadãos subscreverem uma petição exigindo a sua demissão.”

“Penso que o Presidente está instável, não está bem, mas se não estiver bem, que se trate”, disse.

O socialista derrotado por Cavaco nas últimas presidenciais, Manuel Alegre, também veio a jogo: “É a primeira vez que vejo um Presidente da República vir ajustar contas com um primeiro-ministro a posteriori, depois de este ter deixado o cargo. É um ajuste de contas, um ataque pessoal que não fica bem à primeira figura do Estado.”

Também o ex-ministro socialista Vieira da Silva se pronunciou sobre o mesmo assunto para criticar as afirmações de Cavaco que, defendeu, não contribuem para o “reforço da credibilidade institucional da figura do Presidente da República”.

Vieira da Silva considerou ainda que este não é o momento para se “fazer uma leitura histórica”.

A meio da tarde surgiu Francisco Assis. "Nós precisamos de um Presidente da República forte, com o sentido do equilíbrio institucional, com capacidade para falar com os vários sectores da sociedade portuguesa, e declarações desta natureza fragilizam profundamente o Presidente da República", sustentou.

Na sua perspectiva "há um sector muito representativo da sociedade portuguesa, que o Partido Socialista representa, que se sente ofendido" com estas declarações.

Seguro "nem queria acreditar"

Já ao início da noite, António José Seguro, também se juntou ao coro de críticas. O secretário-geral do PS disse que “nem queria acreditar” quando tomou conhecimento das palavras de Cavaco.

“A função do presidente é unir. (…) São palavras sem qualquer sentido e que introduzem clivagem na sociedade civil”, afirmou Seguro.

O líder do PS considerou ainda as palavras de Cavaco como “despropositadas” e sem qualquer sentido”.

Salientou ainda que em relação à História, cada protagonista tem a sua própria leitura, e “há tempo” para fazer a sua interpretação.

“Não se pode é misturar as leituras pessoais com aquilo que são as funções institucionais, sobretudo quando são exercidas ao mais alto nível”,

Notícia actualizada às 19h10. Acrescentada mais informação
.

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por tava3 » 9/3/2012 22:54

Eu não faço ideia da quantidade de "engenheiros e doutores" do mesmo calibre, mas devem ser muitos, alguns possivelmente, estão no governo. Não acredites que a acontecer, foi caso unico. É um dos problemas do privado, o que interessa é o lucro. Olha, parece aquela das mamas, o silicone indusrial era mais barato...
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por Mart77 » 9/3/2012 23:08

O socas foi o que foi, mas este Cavaco nunca valeu um chavo e hoje demonstrou que nem em tempo útil sabe avaliar as situações e tomar decisões!
 
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