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Re: ...

MensagemEnviado: 10/12/2007 13:38
por Sei lá
MAV8 Escreveu:...

- Porque é que a empresa produz menos se:

:arrow: As máquinas são iguais (aqui e lá fora).
:arrow: O trabalhador coloca as peças na maquina aà velocidade que esta permite (aqui e lá fora).
:arrow: Os trabalhadores empilham à velocidade que as máquinas produzem(aqui e lá fora).



Os criticos dos trabalhadores portugueses, ainda não responderam a isto. Lancei o desafio mas ninguém o aceitou. Fui obrigado a repetí-lo porque, vá-se lá saber a razão, há perguntas às quais não conseguem responder.

MensagemEnviado: 10/12/2007 13:35
por Sei lá
Camisa Roxa Escreveu:
JAM Escreveu:
Camisa Roxa Escreveu:
JAM Escreveu:E ter uma empresa criada significa ganhar dinheiro?


that's my point!


:shock:


ver post 9/12/2007 13:20


:shock:

MensagemEnviado: 10/12/2007 13:34
por Sei lá
Ontem li esta resposta ponto por ponto da PataHari e não respondi, mas hoje decidi responder à letra, porque vejo aqui coisas que não lembra ao diabo.

Pata-Hari Escreveu:Jam, eu interpreto a entrevista exactamente do mesmo modo que o Happy Guy, devo dizer-te. E não compreendo como interpretas de outro modo o que é dito de modo directo (sem azo a interpretação).


Eu não li em lado nenhum a palavra "flexibilidade". Agradecia que me mostrasses onde é que ela aparece, porque nem com o "find" do internet explorer a descobri.

"Os salários poderiam ser mais altos?

Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes."


Quando as pessoas lêem o que lhes interessa e ignoram o resto, o texto a bold e um sublinhado numa palavra, é a ultima esperança para que leiam com maior atenção. Não fala em mais flexibilidade, mas coloca "eventualmente" antes dos despedimentos.


Foi dito que os empregados são ineficientes e que se pode fazer mais com menos empregados. Que havendo flexibilidade do mercado de trabalho e podendo despedir os menos eficientes e formando os melhores, que se pode pagar mais aos produtivos. Ou seja, os estudos na empresa estão feitos, a empresa sabe exactamente quem é eficiente e o que seria ideal fazer permitindo mesmo aumentar ordenados. Tu chegas a conclusões e fazes deduções além do que é dito e que, a meu ver, deturpam completamente o sentido do que foi dito.


"Os salários poderiam ser mais altos?

Na maior parte dos casos poderia, se houvesse um estudo de empresa, que a racionalizasse, tornando-a mais eficiente e, eventualmente, reduzindo o número de pessoas, mas melhorando o nível salarial das restantes."


Lendo bem novamente a bold vejo que o primordial é um estudo de empresa que a racionalize e a torne mais eficiente, tudo isto pode eventualmente resultar em despedir pessoas menos qualificadas. Acho que já começa a ser um problema de língua portuguesa e não de teimosia minha ou sua.


É engraçado criticar a gestão e falar em má gestão. Boa ou má, tem sempre um mérito que os empregados sempre tão criticos não reconhecem (sem entenderem sequer o tiro nos pés que se estão a infligir) : enquanto a empresa durar, gerou emprego e pagou ordenados. No dia em que não houver condições para essa gestão e essa empresa se manter, não haverá emprego. Nem para os produtivos, nem para os não produtivos. É incrivel como a nossa cultura continua a não valorizar quem empreende e quem corre riscos de capital, quem gera emprego e riqueza : critica e tenta extorquir ao máximo as unicas galinha de ovos que tem.


A nossa cultura não valoriza quem corre o risco, por diversas razões. Para alguns não é risco nenhum, porque abrem empresas e fecham à velocidade da luz. Além disso o risco é compensado quando as coisas correm bem. Já viu empresas distribuirem lucros pelos funcionários? Algumas (uma infíma percentagem) sim, como reconhecimento do esforço comum, mas a maioria não. Ora quem "arrisca é que mais petisca", será essa remuneração do risco não chega? Além disso a valorização do esforço de quem arrisca é proporcinal à valorização do esforço de quem trabalha, e muitas vezes é proporcional ao respeito que certas entidades patronais têm por quem trabalha.

Sim? ok, fechemos então todas as empresas com maus gestores. Deve ser porreiro como solução para os empregados. Vamos então permitir que só empresas modernas e de valor acrescentado (competitivas, portanto) abram.


O fecho de certas empresas geridas por gente incompetente poderia ser uma "limpeza" no mercado, abrindo a oportunidade a gente competente para criar a sua empresa. Este poderia ser o ponto de partida para uma renovação do mercado. O problema é que o incompetente aranjaria sempre um estratagema para abrir outra empresa e fazer "mais do mesmo"

Claro que vai ser chato importar os trabalhadores para poderem trabalhar em estruturas complexas e pagar-lhes a eles. Sim, porque os nossos só aprenderam a fazer as tais tarefas simples e que competem com os emergentes. Se calhar a solução passa por mandar os nossos para a china, não?


Sabe que os emigrantes do leste preferem Espanha a Portugal para trabalhar, registando-se até a saída de muitos do nosso país. São qualificados (ou tem duvidas que o são?) e fogem de Portugal. Parece que até para os emigrantes o nosso mercado de trabalho não é atractivo. Isto tem sido noticiado nos media.

JAM Escreveu:Eu defendo a minha posição com factos, não somos trabalhadores pouco produtivos

Manda lá os factos e os números, porque os que nós conehcemos demonstram o oposto do que afirmas. As tuas fontes são diferentes das nossas.


Eu sou paciente, continuo a aguardar que me expliquem qual a razão que mantém a AutoEuropa em Portugal e a Continental Mabor em Portugal, isto para citar apenas dois exemplos. Ainda não vi ninguém explicar a razão. Já pedi esta explicação umas 5 vezes e ninguém se dignou explicar. Será que estão cá por caridade?


Isso é efectivamente um problema. Acreditar que os ordenados e os empregos são um direito adquirido pelo facto de se ter nascido é uma crença muito inculcada na nossa cultura. Que o mundo é uma árvore das patacas que nos cai nas mãos pelo simples facto de termos nascido.


Não disse que o emprego é um direito adquirido. Mas Portugal é uma árvore das patacas, nem é preciso trabalhar para que o dinheiro chegue às mãos. É sempre mais atraente receber 300 euros por mês sem fazer nada do que receber 400 e ter de trabalhar 8 horas por dia e ter de "rezar" para que receba no final do mês. Não defendo que está bem como está, mas os defeitos estão de ambos os lados.



JAM Escreveu:Temos mão de obra suficientemente barata para permitir Às empresa serem competitivas
de onde foste buscar essa ideia....?? isso foi verdade há 50 anos quando o mundo era pequenino e eram os paises à nossa volta. Esse modelo económico terminou.


Eu vou fazer de conta que isto foi um lapso de memória que teve ao escrever. Então nós somos um país de mão de obra cara? Até o Manuel Pinho disse uma verdade inconveniente na China, recorda-se da célebre frase "venham para portugal que a mão de obra é barata" quando estava de visita à China? O homem foi criticado por falar nisso quando queremos mudar, mas a verdade é que somos um país de mão de obra barata. Quantos paises na Europa têm um salário mínimo abaixo dos 500 Euros? 5 países? 10 países? Dos 27 membros da UE, nós estamos na cauda.

Sim, acabe-se com os gestores e as empresas, lol. Não entendes as implicações do que dizes?!


Entendo claro, então só é permitido criticar os trabalhadores?

Exacto, é fechar as empresas e acabar com os gestores que nos vai fazer ficar mais ricos....


Já respondi em cima.

Permite-me que te pergunte em que área trabalhas e que realidade conheces das empresas e das suas contas para ter as tuas opiniões tão inflexiveis? tenho dificuldade em conseguir imaginar que realidade conheces.


Já te disse que trabalho na industria textil. E posso questionar-te em que área trabalhas? Eu tenho curiosidade em perceber onde trabalham algumas pessoas que opinam aqui. Vou imaginando onde trabalham, mas guardo para mim o que imagino.

[/i]

MensagemEnviado: 10/12/2007 12:56
por Camisa Roxa
JAM Escreveu:
Camisa Roxa Escreveu:
JAM Escreveu:E ter uma empresa criada significa ganhar dinheiro?


that's my point!


:shock:


ver post 9/12/2007 13:20

MensagemEnviado: 10/12/2007 12:14
por Sei lá
Camisa Roxa Escreveu:
JAM Escreveu:E ter uma empresa criada significa ganhar dinheiro?


that's my point!


:shock:

MensagemEnviado: 10/12/2007 11:52
por Camisa Roxa
JAM Escreveu:E ter uma empresa criada significa ganhar dinheiro?


that's my point!

MensagemEnviado: 10/12/2007 10:47
por Sei lá
Camisa Roxa Escreveu:
JAM Escreveu:Dito dessa forma nem sei porque se queixam do governo, todos podem meter-se na politica.


nada mais errado!

quem quiser na próxima hora pode ter 1 empresa criada...

todos podem estar no governo? lol


E ter uma empresa criada significa ganhar dinheiro? Boa! Vou já a correr, é que é já a seguir :mrgreen:

MensagemEnviado: 10/12/2007 10:33
por Camisa Roxa
JAM Escreveu:Dito dessa forma nem sei porque se queixam do governo, todos podem meter-se na politica.


nada mais errado!

quem quiser na próxima hora pode ter 1 empresa criada...

todos podem estar no governo? lol

MensagemEnviado: 10/12/2007 3:23
por Sei lá
Camisa Roxa Escreveu:como a Pata já disse, todos têm a oportunidade de criar a sua própria empresa e explorarem os desgraçados dos trabalhadores embolsando lucros fabulosos...

não sei porque continuam a queixar-se da má vida de trabalhador por conta de outrém e não avançam rápido e em força para o empreendorismo!


Dito dessa forma nem sei porque se queixam do governo, todos podem meter-se na politica. Também ninguém se pode queixar da do desemprego, dos salários, das injustiças sociais, da falta de SNS, da falta de qualidade no ensino... Todos podem abrir empresas, ganharem muito dinheiro e não necesitarem de nada que seja publico, pagam tudo com a fortuna que irão arrecadar.

MensagemEnviado: 9/12/2007 14:20
por Camisa Roxa
como a Pata já disse, todos têm a oportunidade de criar a sua própria empresa e explorarem os desgraçados dos trabalhadores embolsando lucros fabulosos...

não sei porque continuam a queixar-se da má vida de trabalhador por conta de outrém e não avançam rápido e em força para o empreendorismo!

MensagemEnviado: 9/12/2007 9:45
por Pata-Hari
Artur, tens uma opção no fórum para editares as tuas próprias mensagens e corrigir essas coisas.

Eu começo a ser uma velha jarreta e juro-te que fico radiante por ver gente jovem com o teu discurso. Bolas, afinal há esperança ! :)

Que sejas muito bem vindo ao fórum! :)

MensagemEnviado: 9/12/2007 3:13
por Sei lá
ArturRendeiro Escreveu:Para o ano tou no mundo do trabalho e depois se calhar vou sofrer na pele e arrepender-me do que digo,


Se sofreres na "pele", provavelmente arrependes-te, mas se fôr o teu vizinho a sofrer na "pele" e tu não, provavelmente não te arrependes. :mrgreen:

Bem vindo ao forum e nao te preocupes com a extensão do teu post, eu bem tento mas não consigo fazer posts curtos :wink:

MensagemEnviado: 9/12/2007 3:10
por Sei lá
Esqueci-me de dizer que achei muito interessante o exemplo do Al_Trader.

Há outra coisa, ainda ninguém me disse porque é que, sendo os portugueses tão preguiçosos, a AutoEuropa está instalada em Portugal.

MensagemEnviado: 9/12/2007 3:03
por ArturRendeiro
ERRATA:

pelo menos notei este, sou uma desgraça....

...do ambiente que "queria" = cria

MensagemEnviado: 9/12/2007 3:01
por ArturRendeiro
Eu sinceramente sou muito novo nisto, não tenho experiencia nenhuma a não ser a de ver os meus paizinhos a trabalhar.
Para o ano tou no mundo do trabalho e depois se calhar vou sofrer na pele e arrepender-me do que digo, mas relamente eu acho que a questão da flexisegurança só devia incomodar quem é mau empregado.
Sinceramente acham que algum patrão vai despedir um bom empregado sem razão aparente?? Vai sim despedir um mau empregado em termos de rendimento, do ambiente que queria na empresa, etc e tal...
Agora pode-se dizer que pode haver excessos por parte dos patrões, é verdade pode haver, mas acho também que um patrão não pode viver sem empregados, e se houver hipotese de rotatividade se calhar pode-se chegar a um ponto em que todos estão nos sitios certos... Isto é utópico logicamente mas pode-se caminhar para lá.
Acho que como estamos hoje nunca poderemos caminhar para lá... Porque os maus empregados de uma empresa ficarão sempre lá impedindo que bons empregados ocupem esses lugares, originando melhor rentabilidade ou simplesmente melhor ambiente no trabalho.
NOTA: Também existem casos de maus patrões, maus gestores, maus chefes mas que se calhar com este sistema também podem ser mais facilmente substituidos, não sei se isto funciona também assim para eles mas faz sentido que assim seja.

Foi só uma opinião e desculpem o tamanho do post.
Boa discussão ;)

MensagemEnviado: 9/12/2007 2:46
por Garfield
JAM Escreveu:Então se o funcionário não é produtivo, porque razão renovam o contrato e até o tornam efectivo?


Dizem as teorias conspirativas que depois de passar a efectivo o funcionário se torna menos produtivo pois deixa de ser obediente de forma cega, começa a faltar quando está doente, deixa de fazer horas extras não pagas, etc.

MensagemEnviado: 9/12/2007 2:30
por Sei lá
Cara PataHari

Para terminar a discussão, porque não iremos a lado nenhum, informo-a que trabalho na industria textil. Haverá melhor industria do que esta para se perceber o que está mal?

É uma empresa produtiva que tem bons e maus funcionários, mas que pelo menos tem uma coisa que cada vez há menos: Tem Patrões, daqueles que se escrevem com um P maíusculo. E mais importante que tudo, continua a laborar neste tempo de crise sem lamechices nem utopias.

Se quiser eu coloco neste forum 4 ou 5 exemplos de más gestões que terminaram em falência.

Querem flexibilidade laboral? Então atentem neste parágrafo do MAV8:

todos os outros colaboradores trabalham a recibos verdes ou são sub contratações"


Junte-se a isto os contratos a prazo. Isto não é flexibilidade laboral? Usa-se o colaborador quando se precisa e quando ele não é necessário dispensa-se. Afinal ela já existe, o que falta mais?

Do MAV8 realço também estas brilhantes perguntas para as quais a PataHari certamente terá a resposta:

Porque é que a empresa produz menos se:

As máquinas são iguais (aqui e lá fora).
O trabalhador coloca as peças na maquina aà velocidade que esta permite (aqui e lá fora).
Os trabalhadores empilham à velocidade que as máquinas produzem(aqui e lá fora).

- Então como é possivel a produção ser menor


Deixe-me dizer-lhe que não está a ver bem o que o homem do grupo Jerónimo Martins diz. Se há área que quase não necessita de mais flexibilidade laboral, são as grandes superficies de retalho. Os colaboradores entram por contratos de trabalho sucessivamente renovados, e só depois se tornam quadros efectivos da empresa. Então se o funcionário não é produtivo, porque razão renovam o contrato e até o tornam efectivo?

Essa das pessoas não serem capazes de trabalhar com máquinas complexas é no mínimo hilariante. Então querem pagar 425 Euros por mês a alguém que tem de saber inglês e tem de possuir conhecimentos técnicos? Se não encontram em Portugal, podem ir a Espanha buscá-los, já nem falo na França ou Alemanha porque lá são caros. Quando os forem buscar a Espanha, que nos informem quantos por cento acima dos 425 Euros tiveram de pagar. Desculpe mas não resisti à ironia :mrgreen:

Agora para terminar, porque me perco a escrever, e numa óptica de luta patrões / empregados, sabe o que cada um dos grupos pensou quando entramos para a união europeia?

Patrão: Espectáculo pá! Vamos poder produzir e vender para um mercado de mais de 300 milhões de pessoas!!! Isto é que vai ser facturar!!

Empregado: Fixe! Vamos finalmente ganhar 400 contos por mês como o meu cunhado que está na Alemanha!

Como sabe, nenhum deles viu confirmadas as expectativas :mrgreen: [/quote]

MensagemEnviado: 8/12/2007 23:13
por Woodhare
Pata-Hari Escreveu:
Por ultimo, achei piada ao comentário do Woodhare relativamente à mentalidade protestantista e com o qual concordo totalmente. Do que conheço (e já vai sendo alguma coisa), é exactamente isso. É-se educado para ser parte útil do sistema, é-se mais responsável pelo que nos é comum mais do que pelo que nos pertence individualmente (o que é de todos é MAIS respeitado do que o que me pertence a mim só); É-se educado para se trabalhar.



Concordo e acho curioso que sendo mais individualistas e mais ciosos da sua liberdade individual, também têm mais preocupaçõa pelo bem comum. Enquanto que numa cultura colectivista como a nossa o bem comum é totalmente desprezado.
Eu penso que isso mostra como a liberdade individual é importante e também o individualismo.

MensagemEnviado: 8/12/2007 23:02
por Pata-Hari
Mav, uma empresa familiar não funciona como uma empresa "normal" porque não se coloca a questão da motivação dos empregados. Não existem "eles" e "nós". E a mentalidade do "eles" e "nós" é uma belissima parte do que está em causa.

Eu nunca disse que os professores são o problema. Disse sempre que o problema é a educação não ser a prioridade absoluta do país. Os professores jogam com as regras que têm. E como têm muitos direitos adquiridos, lutam por eles. Mudar sistemas muito viciados é muito complexo e implica sempre muita dor.

Por ultimo, achei piada ao comentário do Woodhare relativamente à mentalidade protestantista e com o qual concordo totalmente. Do que conheço (e já vai sendo alguma coisa), é exactamente isso. É-se educado para ser parte útil do sistema, é-se mais responsável pelo que nos é comum mais do que pelo que nos pertence individualmente (o que é de todos é MAIS respeitado do que o que me pertence a mim só); É-se educado para se trabalhar.

Confesso já estar cansada do tema, acabo sempre batendo na mesma tecla. Fico-me por aqui, ok? não me chamem para eu não ser tentada a continuarrrrrr :roll: :oops:

MensagemEnviado: 8/12/2007 22:52
por Woodhare
Pata-Hari Escreveu:Não me estou a contradizer, pelo contrário, ando sempre a bater na mesma tecla , a tal tecla em que a educação é uma opção nacional e que é a única forma de sairmos do ciclo vicioso em que estamos e de invertermos o nosso maior handicap. Estou também a dizer que quem consegue safar-se academicamente no meio do nosso caos educacional, é por natureza um vencedor e tem à partida provas dadas de capacidade.



Eu acho que o melhor a fazer ao ensino em Portugal era não se preocuparem com isso. Pelo que percebi o ensino é uma bandeira em Portugal desde o 25 de Abril e desde miúdo que ouço falar das novas reformas. E o ensino está cada vez pior e diz quem se lembra que se aprendia bastante mais no tempo do Estado Novo em que supostamente se promovia a ignorância.

Eu acho que o ensino é estupidificante e penso que não é só em Portugal e vingam muitas vezes aqueles que aceitam as coisas e não se questionam, o que o sistema de ensino ensina é a aceitar e não a questionar.

O problema em Portugal, para mim é cultural e já tem séculos. Daí que não é fácil de resolver. Pois implica a mudança de uma forma de estar a um nível em
que as pessoas não estão preparadas.

Eu acho que há uma mentalidade diferente nos países onde houve uma forte influência Protestante. A vários níveis e entre eles o trabalho. Dá a sensação que nunca andaram à procura de vida fácil ou da sorte grande. E quando essa sorte grande lhes calhou o trabalho continuou a ser a prioridade. Por isso a Grã Bretanha investiu a riqueza proveniente das colónias no desenvolvimento económico do país e os EUA apesar de serem um país riquissimo em recursos naturais nunca se encostaram a esses recursos.

Mas também ao nível da abertura. A Holanda governada por Calvinistas era tolerante em relação a outras religiões e acabou por se tornar o porto de abrigo dos Judeus em fuga de Portugal e Espanha. O David Ricardo era oriundo de uma familia judia portuguesa que fugiu para a Holanda. Graças a isso a Holanda em pouco tempo tornou-se na potência financeira da Europa, com a companhia das Indias que detinha o monopólio do comércio de especiarias. E Portugal sempre se viveu na xenofobiazinha, sem sequer termos como os japoneses a vontade de aprender com as outras culturas.


Outro nível é a natureza insubmissa a uma autoridade central, o Papa, da maioria das confissões protestantes. Uma atitude acabou por motivar o ressurgimento da Democracia.


Aliás basta citar alguns países que foram fortemente influenciados pelo protestantismo: Inglaterra, Holanda, EUA, Alemanha, Suécia, Dinamarca, etc

...

MensagemEnviado: 8/12/2007 22:42
por MAV8
...
Já agora, gostava de saber se gostaram do site e do que por lá viram.

Critiquem à vontade pois serão essas criticas que ajudarão a melhorar.

Abraço que vou beber dois copos, afinal é sábado e já anoiteceu há umas horas atrás.

Abraço

...

MensagemEnviado: 8/12/2007 22:30
por MAV8
...

Não sr., primeiro esclarecer que na empresa da minha familia só trabalham para já a tempo inteiro duas pessoas a minha irmã - licenciada em comunicação social e mentora do projecto (não é inovadora a ideia, mas por cá só conheço 1 em lisboa), e o meu pai licenciado em direito, todos os outros colaboradores trabalham a recibos verdes ou são sub contratações.

Em segundo lugar quero-te dizer que eu não discordo contigo em tudo, nomeadamente em algumas das questões que referes neste último post concordo contigo em absoluto.

O patrão deve ter a lei do seu lado para poder despedir quando o funcionário não cumpre as tarefas que lhe são atribuidas ou quando demonstra imcompetência na realização das mesmas, nunca fui contra isso, muito pelo contrário.

No entanto, no que à educação diz respeito não concordo com a tua visão como já o referi várias vezes - a meu ver o problema é estrutural, o sistema tal como está não funciona e o último dos problemas são os professores que apenas executam o seu papel na organização.

Quanto aos maus professores que nunca disse não existirem têm de ser postos fora do sistema mas isso não acontece e vai continuar a não acontecer com as medidas tomadas pela ministra. Aliás a maior parte dos maus profissionais já se encontrava no topo da carreira e por lá continuará, o que impedirá os bons de lá chegar, visto que foram criadas quotas (1/3) para bons professores dando a entender ao país que a maior parte (66% ou 2/3) deles são maus, sem sequer ter avaliado previamente o seu trabalho (no fundo pensam tanto para chegar à brilhante conclusão: isto não funciona, logo 2/3 dos professores são maus). Por incrivel que pareça a pessoa que me irá avaliar pedagógicamente no que se refere ao período 2006/2008, para além de só ter tomado conhecimento disso em 09/2007, não é do meu grupo disciplinar e ainda não conhece os critérios de avaliação tal como eu também ainda não os conheço.

Isto revela a boa organização da estrutura que critica e dá uma má imagem dos professores ao resto do país.

Desculpem a seca mas às vezes não se pode ficar calado...lol

Boa noite

MensagemEnviado: 8/12/2007 21:51
por Pata-Hari
Sim, Mav? quem faz esse tipo de coisas tem algo que a nossa população não tem: capacidade de inovar (mesmo que o conceito não seja totalmente original, é no entanto ainda pouco comum) e de correr riscos. É exactamente mais gente dessa que precisamos. Por curiosidade, quantas pessoas empregas (não me refiro a sub-contratações de seviços, refiro-me a empregados a tempo inteiro, além da tua familia próxima?).

Agora imagina o que é essa empresa a ser obrigada a manter os maus empregados que teve o azar de contratar para todo sempre. Daqueles que no dia em que organizas um evento decidem que estão em greve. Ou que faltam no dia em que tens um grupo de 45 pessoas de uma empresa que te pode trazer muito negócio. Ou que se esquecem de marcar o almoço do evento. E imagina que o estado decide que como empresa de sucesso que tem ar de ser, que lhes podemos ir pedindo mais impostos. E que os empregados começam a exigir maiores ordenados porque afinal de contas, sem ordenados 25% maiores, não estão motivados e não são produtivos (...).

Vais-me responder que dás imensa formação aos teus empregados e que cedes a todas as suas divagações?

...

MensagemEnviado: 8/12/2007 21:28
por MAV8
...

Cara Pata - Clica aí em baixo onde diz:

WWW.criativamente.pt

Ora aí está um projecto novinho em folha, pronto e arriscado no qual também participo, aliás tem optimas sugestões para o Natal que se avizinha se quiserem aproveitar falem com a minha mana que é muito mais simpática que eu.:P

Só para relembrar que as mesmas opiniões sobre este assunto podem vir dos dois lados da barricada, pois o lado em que se está é pouco importante para o julgamento que se faz. O facto se se ser patrão ou empregado não deve ser importante para a opinião que se tem sobre o assunto, pois então estariamos a ser parciais no nosso julgamento e respectiva opinião.

Como diz o outro: "Se eu estivesse parado, eu não ganhava"

MensagemEnviado: 8/12/2007 21:28
por Garfield
esta discussão será sempre uma "guerra" entre empregadores e empregados.
infelizmente nunca chegarão a acordo na maioria dos casos mesmo estando provado que quando o conseguem todos ganham com isso.

a desorganização provocada por muitas chefias e gestões provocam custos superfluos nas organições e como forma de "taparem" esses custos cortam nas remunerações dos trabalhadores pois alguem tem de pagar a factura.

do outro lado está a falta de visão para entender que quem gere está a assumir um risco de capital que os trabalhadores não assumem, pelo menos directamente pois indirectamente se a empresa deixar de funcionar dificilmente poderá haver lugar onde trabalhar.

um dos maiores problemas do nosso país é haver empresas com bons patroes mas maus empregados ( e aqui sim a flexibilidade laboral ajudaria imenso ) e maus patroes com bons empregados que não conseguem ser produtivos ao maximo do seu potencial devido à ineficiencia da gestão.