joao bravo Escreveu:Quiz aqui apresentar o investimento feito por um amigo meu o qual me tem ensinado alguma coisa e que usou uma série de critérios para seleccionar acções portuguesas, nomeadamente potencial futuro da empresa, os relatorios financeiros e a rentabilidade dos últimos anos.
Ele comprou as seguintes acções à cerca de um ano atrás todas elas com aproximadamente igual peso apostando forte nas construtoras.
Compra Rentabilidade
Altri - 3.79 € 57%
Mota-Engil - 5.21 € 5%
Teixeira Duarte - 1.98 € 13%
Banif - 5.09 € -12%
Soares da Costa - 0.69 € 207%
Galp - 6.71 € 120%
Espantou-me foi a rentabilidade total cerca de 65% até agora .... ele não faz daytrading nem nada disso comprou deixou estar e agora após um ano analisa boa altura para vender ou rever o portfolio ou seja está relativamente afastado dos acontecimentos da bolsa e não perde tempo. Eu no meu dia-a-dia fartava-me de ler cenas e tive uma rentabilidade que não chegou a a metade da dele .... no mesmo período. Foi só mesmo um desabafo e apresentar aqui uma estratégia "um pouco diferente ...", acho que é caso para dizer que mais vale um momento de inspiração que muitas horas de trabalho.
Isto foi só um desabafo mas dá que pensar ...
Olá! (é a primeira vez que cá escrevo desde que fizeram a 'joint-venture').
Eu sou day trader. Logo, tenho necessáriamente um visão diferente. Não tenho nada contra carteiras de longo prazo, se bem seleccionadas e vigiadas regularmente. Contudo, o meu sentido critico não pode deixar de reparar no seguinte: se por acaso a Soares da Costa não tivesse subido 200%, a rendibilidade já não era assim tão espectacular, pois não?
Que é que eu pretendo dizer com isto? Se fizermos uma carteira de médio prazo (1 ano não é longo prazo, excepto na perspectiva dos daytaders), e a deixarmos entregue a si propria durante esse periodo, estaremos a correr o risco de fazer uma real asneira. Entendo que as carteiras de médio e longo prazo devem ser vigiadas no minimo mensalmente, e idealmente uma vez por semana.
Se o teu amigo tivesse feito isso, teria tido a oportunidade de desfazer a posição na TDU quando ela estava ainda perto dos 4€, e a da Engil acima dos 7€, e a do Banif perto dos 6€, quando estes titulos deram claros sinais de estar a iniciar a sua tendencia descendente, e assim ele estaria com uma rendibilidade na casa dos 100% (não fiz as contas, é calculo mental). Isso, sim, teria sido em cheio, não era?
É perigoso não acompanhar carteiras de médio prazo. Se a opção dele é rever a constituição da carteira regularmente, então ele deverá estar atento ao pontos ideais para fazer essa rotatividade, parcelarmente, titulo a titulo, conforme a performance dos mesmos, e não quando chega o final de cada ano. A evolução dos titulos não se condiciona pelo ano civil, não é?
Foi apenas a minha opinião...