Mais de 20 mil portugueses admitem já ter pago subornos
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Mais de 20 mil portugueses admitem já ter pago subornos
Para terem acesso a serviços
Mais de 20 mil portugueses admitem já ter pago subornos
2007/12/06 13:39 Editorial
Portugal com um dos mais baixos níveis de corrupção
Cerca de 2 por cento dos portugueses ouvidos num estudo admitiram ter pago subornos para obter um serviço, segundo um novo relatório da Organização Não Governamental (ONG) Transparency International, publicado esta quinta-feira, e citado pela agência «Lusa».
O estudo inclui inquéritos a 63.199 cidadãos de 60 países.
O relatório «Barómetro da corrupção global em 2007» foi divulgado esta quinta-feira em Berlim, sede daquela Organização Não Governamental (ONG).
Portugal entre os países menos afectados pelo suborno
Na lista dos países mais afectados pelo suborno, Portugal surge perto do final. O estudo divide os países por vários grupos, consoante os níveis de corrupção. Portugal está no quarto de cinco grupos, com níveis de «luvas» entre 4 e 6%.
Companheiros de Portugal neste grupo estão, entre outros, Argentina, Finlândia, Hong Kong, Espanha, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
Os países onde o suborno é mais frequente, com níveis acima dos 33%, são, entre outros, a Albânia, Camboja, Roménia, Senegal e Paquistão.
No pólo oposto, com taxas de suborno inferiores a 4%, estão a Áustria, Canadá, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Suécia e Suíça.
O maior alvo de corrupção é o sector político
Quando inquiridos sobre qual o sector mais afectado pela corrupção, 4,1% dos portugueses afirmou ser o político.
Os portugueses apontaram ainda como afectados pela corrupção os sectores Parlamento/deputados (3,6%), negócios/sector privado (3,6%), media (3%), militares (2,6%), Organizações Não Governamentais (2,8%), entidades religiosas (2,8%) e sistema educativo (2,9%).
O sistema legal e judiciário (3,4%), os serviços médicos (3,2%), a polícia (3,2%), os serviços de registos e de licenças (2,6%), os serviços públicos (2,8%), e as autoridades fiscais (3,6%) são outros sectores apontados pelos cidadãos portugueses.
Cerca de 64% dos portugueses inquiridos consideraram que os esforços do Governo para combater a corrupção são ineficazes, 23% responderam serem eficazes, enquanto 13% não soube responder.
A maioria afirma que a corrupção vai aumentar no futuro
Para 64% dos portugueses a corrupção vai aumentar no futuro, para 20% vai diminuir e para 16% fica tudo na mesma.
Os cidadãos em todo o mundo consideram que os parlamentos e partidos, a polícia e os tribunais, são as instituições mais atingidas por uma corrupção quotidiana generalizada.
De acordo com o relatório, mais de um cidadão em cada dez deu «luvas» no ano passado para ter acesso a um serviço.
Em África, 42% das pessoas inquiridas afirmaram que pagaram pequenas somas de dinheiro em troca de um serviço e na Ásia esta percentagem atingiu 22%.
No conjunto dos países incluídos no estudo, 25% dos cidadãos que estiveram em contacto com a polícia afirmaram que lhes foi pedido para pagar uma comissão.
Segundo o relatório, na Rússia, cerca de 210 milhões de euros foram entregues anualmente a título de comissões para os tribunais.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730
Mais de 20 mil portugueses admitem já ter pago subornos
2007/12/06 13:39 Editorial
Portugal com um dos mais baixos níveis de corrupção
Cerca de 2 por cento dos portugueses ouvidos num estudo admitiram ter pago subornos para obter um serviço, segundo um novo relatório da Organização Não Governamental (ONG) Transparency International, publicado esta quinta-feira, e citado pela agência «Lusa».
O estudo inclui inquéritos a 63.199 cidadãos de 60 países.
O relatório «Barómetro da corrupção global em 2007» foi divulgado esta quinta-feira em Berlim, sede daquela Organização Não Governamental (ONG).
Portugal entre os países menos afectados pelo suborno
Na lista dos países mais afectados pelo suborno, Portugal surge perto do final. O estudo divide os países por vários grupos, consoante os níveis de corrupção. Portugal está no quarto de cinco grupos, com níveis de «luvas» entre 4 e 6%.
Companheiros de Portugal neste grupo estão, entre outros, Argentina, Finlândia, Hong Kong, Espanha, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
Os países onde o suborno é mais frequente, com níveis acima dos 33%, são, entre outros, a Albânia, Camboja, Roménia, Senegal e Paquistão.
No pólo oposto, com taxas de suborno inferiores a 4%, estão a Áustria, Canadá, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Suécia e Suíça.
O maior alvo de corrupção é o sector político
Quando inquiridos sobre qual o sector mais afectado pela corrupção, 4,1% dos portugueses afirmou ser o político.
Os portugueses apontaram ainda como afectados pela corrupção os sectores Parlamento/deputados (3,6%), negócios/sector privado (3,6%), media (3%), militares (2,6%), Organizações Não Governamentais (2,8%), entidades religiosas (2,8%) e sistema educativo (2,9%).
O sistema legal e judiciário (3,4%), os serviços médicos (3,2%), a polícia (3,2%), os serviços de registos e de licenças (2,6%), os serviços públicos (2,8%), e as autoridades fiscais (3,6%) são outros sectores apontados pelos cidadãos portugueses.
Cerca de 64% dos portugueses inquiridos consideraram que os esforços do Governo para combater a corrupção são ineficazes, 23% responderam serem eficazes, enquanto 13% não soube responder.
A maioria afirma que a corrupção vai aumentar no futuro
Para 64% dos portugueses a corrupção vai aumentar no futuro, para 20% vai diminuir e para 16% fica tudo na mesma.
Os cidadãos em todo o mundo consideram que os parlamentos e partidos, a polícia e os tribunais, são as instituições mais atingidas por uma corrupção quotidiana generalizada.
De acordo com o relatório, mais de um cidadão em cada dez deu «luvas» no ano passado para ter acesso a um serviço.
Em África, 42% das pessoas inquiridas afirmaram que pagaram pequenas somas de dinheiro em troca de um serviço e na Ásia esta percentagem atingiu 22%.
No conjunto dos países incluídos no estudo, 25% dos cidadãos que estiveram em contacto com a polícia afirmaram que lhes foi pedido para pagar uma comissão.
Segundo o relatório, na Rússia, cerca de 210 milhões de euros foram entregues anualmente a título de comissões para os tribunais.
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