Juros e subsídios aceleram crescimento da despesa pública
15/11/2007
n bpi
O défice do subsector Estado baixou em 939,4 milhões de euros nos primeiros dez meses deste ano, para 4,911 mil milhões de euros, com o crescimento das receitas a mitigar o efeito da aceleração do aumento das despesas.
De acordo com os dados hoje divulgados pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), a despesa do subsector Estado situou-se em 36,03 mil milhões de euros entre Janeiro e Outubro, um valor que corresponde a um crescimento homólogo de 4,1% face ao mesmo período de 2006.
Este valor representa uma forte aceleração face ao verificado nos primeiros nove meses do ano (período durante o qual a despesa cresceu 2,6%), o que a DGO explica com o comportamento das despesas com juros da dívida pública, com subsídios e com capital.
Com juros e outros encargos o Estado gastou 4,47 mil milhões de euros nos primeiros 10 meses do ano, um crescimento de 6,5% que se explica com o aumento dos juros nos últimos meses, em resultado da crise no mercado do crédito. Até Setembro as despesas com juros estavam a crescer a um ritmo homólogo bem inferior, de 3%. Ainda assim, a DGO assinala que nas previsões para a totalidade de 2007 está inscrito um crescimento de 8,6%.
A contribuir também para o aumento da despesa esteve o "crescimento muito significativo dos subsídios, explicado pelo facto da Resolução de Conselho de Ministros que procedeu à distribuição das indemnizações compensatórias pela prestação de serviço público para o ano de 2007 ter sido publicada dois meses mais cedo do que o verificado em 2006".
Contudo, as receitas do Estado continuam a crescer a um ritmo bem superior à da despesa, possibilitando a descida do défice orçamental, que o Governo estima ficar já nos 3% este ano.
A receita registou uma taxa de variação homóloga acumulada de 8,2% para 31,11 mil milhões de euros, com as receitas fiscais a crescerem ao mesmo ritmo. A DGO assinala que para este resultado contribuiu o crescimento da receita dos impostos directos em 14,3% e a dos impostos indirectos em 4,5%.
Com o IVA o Estado arrecadou mais 5,8%, enquanto os crescimentos no IRC e no IRS totalizaram 26,1% e 8,1%, respectivamente.
A DGO destaca ainda que a receita do mês de Outubro do imposto sobre o tabaco evidencia uma inversão da tendência de recuperação observada no mês de Setembro, pelo que a taxa de variação homóloga acumulada desceu para os 4% negativos.
15/11/2007
n bpi
O défice do subsector Estado baixou em 939,4 milhões de euros nos primeiros dez meses deste ano, para 4,911 mil milhões de euros, com o crescimento das receitas a mitigar o efeito da aceleração do aumento das despesas.
De acordo com os dados hoje divulgados pela Direcção Geral do Orçamento (DGO), a despesa do subsector Estado situou-se em 36,03 mil milhões de euros entre Janeiro e Outubro, um valor que corresponde a um crescimento homólogo de 4,1% face ao mesmo período de 2006.
Este valor representa uma forte aceleração face ao verificado nos primeiros nove meses do ano (período durante o qual a despesa cresceu 2,6%), o que a DGO explica com o comportamento das despesas com juros da dívida pública, com subsídios e com capital.
Com juros e outros encargos o Estado gastou 4,47 mil milhões de euros nos primeiros 10 meses do ano, um crescimento de 6,5% que se explica com o aumento dos juros nos últimos meses, em resultado da crise no mercado do crédito. Até Setembro as despesas com juros estavam a crescer a um ritmo homólogo bem inferior, de 3%. Ainda assim, a DGO assinala que nas previsões para a totalidade de 2007 está inscrito um crescimento de 8,6%.
A contribuir também para o aumento da despesa esteve o "crescimento muito significativo dos subsídios, explicado pelo facto da Resolução de Conselho de Ministros que procedeu à distribuição das indemnizações compensatórias pela prestação de serviço público para o ano de 2007 ter sido publicada dois meses mais cedo do que o verificado em 2006".
Contudo, as receitas do Estado continuam a crescer a um ritmo bem superior à da despesa, possibilitando a descida do défice orçamental, que o Governo estima ficar já nos 3% este ano.
A receita registou uma taxa de variação homóloga acumulada de 8,2% para 31,11 mil milhões de euros, com as receitas fiscais a crescerem ao mesmo ritmo. A DGO assinala que para este resultado contribuiu o crescimento da receita dos impostos directos em 14,3% e a dos impostos indirectos em 4,5%.
Com o IVA o Estado arrecadou mais 5,8%, enquanto os crescimentos no IRC e no IRS totalizaram 26,1% e 8,1%, respectivamente.
A DGO destaca ainda que a receita do mês de Outubro do imposto sobre o tabaco evidencia uma inversão da tendência de recuperação observada no mês de Setembro, pelo que a taxa de variação homóloga acumulada desceu para os 4% negativos.