

PCP contra domínio estrangeiro da banca
Contra o que apelida de domínio estrangeiro sob a banca portuguesa, o PCP exige ao Governo que utilize todos os mecanismos legais possíveis a fim de impedir a fusão entre o BCP e o BPI.
( 20:18 / 26 de Outubro 07 )
Os comunistas consideram que caso se concretize esta união entre os dois bancos estamos perante um cenário «grave».
Jorge Pires, da Comissão Pública, sublinha que se o negócio avançar o BCP, o maior banco privado nacional, ficará nas mãos de capital estrangeiro para prejuízo dos clientes portugueses.
«Numa situação destas este banco ficaria em melhores condições e com maior capacidade para impôr condições mais gravosas na concessão de créditos, seja através da subida das taxas de juro, quer das comissões bancárias, o que irá criar ainda mais problemas aos muitos problemas que as famílias já têm neste momento», defende.
O ministro das Finanças Teixeira dos Santos afirmava, ontem, estar a acompanhar este processo de perto, mas lembrava que estamos perante um negócio entre duas empresas privadas. O PCP não aceita este argumento por entender que uma fusão entre o BPI e o BCP vai influenciar os interesses do país.
«É uma questão não de duas empresas privadas, como o ministro das Finanças dizia ontem na Assembleia da República, mas um problema que afectará toda a vida económica de um país», afiança Jorge Pires.
O dirigente comunista considera que existem várias soluções para o que considera ser um problema, por exemplo
«o Estado pode adquirir posições no capital social dos bancos ou voltar a nacionalizar bancos».O PCP pondera a hipótese de chamar o responsável pela pasta das Finanças ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre este assunto.
O PS e o CDS-PP recusaram-se tecer comentários quanto a este caso.
O PSD também não se pronunciou quanto ao desfecho da possível fusão entre BPI e BCP, mas apelou a que os centros de decisão estratégicos do sector financeiro se mantenham em Portugal.