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MensagemEnviado: 25/10/2007 16:44
por Dialmedia
Camisa Roxa Escreveu:Agora digam-me porque é que essas bancas não foram introduzidas em Portugal?


Em Portugal os jornais são grátis. Em Lisboa é raro ver alguém a ler o CM ou o Público, mas vê-se sim o Destak, Global, Metro, etc.

Na rotina de ir para o emprego, não há tempo para ir comprar o jornal, a maioria prefere receber os jornais que citei acima, nem que seja nos semáforos quando estão lá os moços a distribuir.

Além disso, é mais cómodo e ecológico chegar a casa e ver o CM/Público/Expresso/24 Horas online do que a tradicional resma de folhas.

Essa ideia que tu apresentaste, resultando num pensamento negativo sobre o nosso país, é extremamente incorrecta e talvez oposta à verdadeira realidade, pois considero um país mais civilizado aquele que aposta na informação digital e/ou grátis do que no papel.

:roll:

MensagemEnviado: 25/10/2007 11:37
por novo_nisto
Camisa Roxa Escreveu:Pode-se medir o índice de civilidade pelas bancas self-service de jornais.

Nos países civilizados a pessoa mete 1 moeda e tira 1 jornal. Nos outros ou a pessoa tira um monte de jornais ou traz os amigos todos para se servirem dos jornais.

Agora digam-me porque é que essas bancas não foram introduzidas em Portugal?


Na Nova Zelândia também existem bancas semelhantes com fruta. Tiras o saco e deixas a moeda.

Os parquímetros não têm revisor.

Às vezes ria-me a ver estas coisas. Pensava... se fosse em Portugal desparecia a fruta e a caixa do dinheiro.

MensagemEnviado: 25/10/2007 11:27
por Camisa Roxa
Pode-se medir o índice de civilidade pelas bancas self-service de jornais.

Nos países civilizados a pessoa mete 1 moeda e tira 1 jornal. Nos outros ou a pessoa tira um monte de jornais ou traz os amigos todos para se servirem dos jornais.

Agora digam-me porque é que essas bancas não foram introduzidas em Portugal?

MensagemEnviado: 25/10/2007 10:58
por rmachado
Eu tb acho, somos muito desconfiados no funcionamento das coisas. Não das pessoas em si, ai somos diferentes, as vezes até crédulos demais...

Basta ver a histórias que todos conhecemos sobre as instituições e/ou serviços.

Mas tb acho que os estudos são sempre inquinados... isto pq a mim nunca me perguntaram nada.. a não ser do censo. E conheço poucas pessoas a quem tenham feito perguntas.. (uma só). Ok posso conhecer pouca gente, mas...


PS - Já li algures que "bastava" o sistema judicial melhorar que o PIB disparava uns belos 3% ou coisa do género...

Infelizmente é assim

MensagemEnviado: 25/10/2007 10:45
por Lion_Heart
É verdade, os Portugueses são um povo desconfiado por natureza e pouco civico.
Uma lei básica da justiça é presumir que qualquer pessoa é inocente até prova em contrario, em Portugal, qualquer um é culpado ate ele (o própio) ter que provar que é inocente e o própio estado incentiva esta pratica.
E também somos dos povos mais invejosos do planeta , e já agora dos menos ambiciosos também.

Um excelente exemplo...!

MensagemEnviado: 25/10/2007 10:00
por FRAGON
"Contas públicas do INE alvo de críticas


O Fórum para a Competitividade defendeu, ontem, a criação de uma entidade independente do poder político para o apuramento das contas públicas, sugerindo que o Instituto Nacional de Estatística (INE) é incapaz de desempenhar esse papel.

Em conferência de imprensa, o presidente directivo daquela entidade privada, Luís Mira Amaral, defendeu a necessidade de entregar a uma entidade independente, cuja direcção não mude quando mudam os governos, o apuramento das contas públicas. Só assim será possível credibilizá-las, acrescentou o responsável.

Já o presidente consultivo do Fórum, Pedro Ferraz da Costa, escusou-se a comentar a existência de uma eventual parcialidade ou falta de independência do INE, quando questionado pelos jornalistas. Contudo, acabou por lembrar que, em menos de um mês, aquela entidade apresentou três reportes de défices excessivos diferentes."
(in Jornal de Noticias, hoje)

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:58
por afonsinho
Atomez Escreveu:Desconfio sempre desses estudos...


:lol: É memo isso. :P

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:52
por Keyser Soze
eu partilho da opinião do estudo

acho que não temos confiança, nem acreditamos na competência, das instituições e dos outros portugueses

e temos muito pouco civismo entre nós, quem já tenha vivido/viajado na Europa mas desenvolvida apercebe-se disso

Mais um pouco...(da noticia)

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:52
por FRAGON
"(...)No seu livro "A Sociedade da Desconfiança", Yann Algan e Pierre Cahuc consideram que a origem da desconfiança se baseia no corporativismo e no estatismo. Essa mistura criou em vários países um "círculo vicioso de desconfiança e de disfunções do modelo económico e social", liquidando a bandeira do universalismo que alguns povos gostam de apresentar.

O estudo dos dois economistas franceses revela que, se não existisse uma desconfiança tão elevada em relação às outras pessoas e às instituições (governo, parlamento, sindicatos), em média por habitante, os portugueses teriam aumentado em 18 por cento os seus rendimentos médios entre os anos 2000 e 2003 com efeitos idênticos sobre o PIB.(...)"

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:42
por hotgrowth
Isso quer dizer que em número de vigaristas, estamos em 5º Lugar.

É positivo.

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:36
por redhot
Hummm...Aqui há gato...Este estudo não me inspira confiança...

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:06
por novo_nisto
Já tenho viajado e quanto mais o faço mais fico com essa impressão, de que os portugueses são desconfiados e pouco cívicos, entre outras "qualidades" de que não nos podemos orgulhar.

pois eu não desconfiaria

MensagemEnviado: 25/10/2007 9:05
por nunomgsantos
parec-me um estudo banstante plausível e à primeira vista credível. e, relacionando o mesmo, por exemplo, com alguns dos escritos de de Francis Fukuyama em que este afirma que a grandeza dos paises e das suas organizações está directamente relacionada com a confiança que as sociedades têm nelas próprias, nas suas instituições e no seu semelhante, este estudo vem então demonstrar de uma forma clara por que motivo Portugal é tão pouco desenvolvido. mais, por exemplo, em relação à França Fukuyama diz que esta só conseguiu contornar este problema de "desconfiança" e tornar-se uma potência económica ao ser o próprio estado a criar as grandes organiza~ções e empresas, ora aqui fica encontrada a explicação para a França ocupar um lugar relativamente modesto e mesmo assim ser uma grande potência económica. Tave que ser o estado a substituir os privados na criação de grandes empresas pois as pessoas não confiam uma nas outras para as fazerem nascer e aumentar, então o estado teve que as impor por decreto.

abraços.

MensagemEnviado: 25/10/2007 8:52
por atomez
Desconfio sempre desses estudos...

Desconfiados e pouco Cívicos...eis os Portugueses !

MensagemEnviado: 25/10/2007 6:08
por FRAGON
"Estatísticas: Portugueses são dos povos mais desconfiados e menos cívicos do Ocidente
25 de Outubro de 2007, 06:30

Por Sérgio Soares, da agência Lusa

Lisboa, 25 Out (Lusa) - Os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa Ocidental e ocupam a 25ª posição entre 26 países num estudo da OCDE destinado a medir a amplitude da desconfiança e falta de civismo dos diferentes povos recenseados.

Os estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da "World Values Survey", citados no novo livro "A Sociedade da Desconfiança, por dois economistas franceses do Centro para a Pesquisa Económica e suas Aplicações (CEPREMAP), demonstram que esta "ausência de confiança generalizada nos outros e nas instituições é mensurável e afecta a economia e a sociedade em geral" em todos os países avaliados.

Os portugueses são, em média, os europeus mais desconfiados, à frente dos franceses (24º lugar) e da maioria dos outros povos desenvolvidos, de acordo com uma outra sondagem realizada entre 1990 e 2000 pela «World Values Survey» que inclui os países membros da OCDE, nomeadamente EUA, Japão, Austrália e Canadá. No último lugar, imediatamente depois de Portugal, apenas os turcos conseguem ser ainda mais desconfiados.

Em resposta à pergunta "Regra geral, pensa que é possível confiar nos outros ou acha que a desconfiança nunca é suficiente?", os portugueses ficaram no último lugar, com menos de 18 por cento a responderem afirmativamente. Os franceses situam-se imediatamente a seguir em termos de desconfiança média relativamente aos demais e às instituições.

No outro extremo, 66 por cento dos suecos e 60 por cento dos dinamarqueses admitem por regra confiar nas outras pessoas e nas suas instituições.

Numa comparação entre pessoas com o mesmo nível escolar, sexo, situação familiar, religião e orientação política, face aos noruegueses que ocupam o primeiro lugar relativo aos que mais confiam, os portugueses só ficam à frente da França, Hungria, Turquia e Grécia.(...)"
(in Lusa,via Sapo,25/10/2007)