"haverá um crack na China", não estipulando o economista nenhum perído temporal para que tal aconteça.
A arte está em prever o 'timing', não em prever o 'crash', ou 'crack' como lhe chamaram.
Esperava-se algo de mais substancial do santo Alan. Podia dizer, por exemplo, que há uma bolha a formar-se na China, mas que está sustentada pelo forte crescimento económico, e que enquanto a economia chinesa continuar a crescer a 11,5% como está previsto para este ano e 10% como previsto para 2008 um 'crash' é pouco provável.
O interessante é discutir se a China vai manter este crescimento ou, quem sabe, até tem margem para o aumentar. Se o crescimento económico aumentar, a bolha vai continuar a evoluir naturalmente em consequência disso. Dizer que existe uma bolha não é suficiente, pois ela pode estar numa fase incipiente da sua formação, e só vir a rebentar daqui por muitos anos.
Se quem ouve falar em bolha se assusta, perde grande parte das valorizações. O que é importante é saber em que fase da bolha estamos. Não me interpretem mal, pois pode haver uns sustos pelo meio, com quedas mais ou menos violentas, como o que aconteceu em finais de Fevereiro deste ano. Além disso não sigo de perto o mercado chinês e não tenho opinião sobre a fase do ciclo em que a China está neste momento. Se algum dos participantes tiver opinião sobre isso faça o favor de a partilhar aqui.
Eu diria que enquanto o crescimento económico chinês for de dois dígitos a hipótese de 'crash' na China é remota, além disso é um factor de sustentação para as economias americana e europeia, o que ajuda à valorização das bolsas ocidentais.