Carrancho,
Eu parece-me que
legalmente não lhe correspondia pagar nada... é um empréstimo de um filho e não se pode nunca saber se o Pai era parte interessada - a não ser que o filho se junte à festa... o que não me surpreenderia - como disse ontem, daquelas bandas tudo é possível

!
Agora
do ponto de vista ético o que se passou/a é perfeitamente indesculpável - e por isso não só para mim "não é de homem", como o gesto tardio não limpa nada, ou seja, os 12 milhões não lhe compram/repoem a honra, pelo menos aos meus olhos !
Vamos lá ver:
1º passa pela cabeça de alguém que o Jardim não soubesse que o filho andava com esses montantes de empréstimos com o banco ?
2º terá havido qualquer hipótese de o empréstimo do filho do Jorge Jardim Gonçalves ter sido analisado em condições mínimas de equiddade vs restantes clientes ? Algum decisor da área de crédito poderia olhar para aquele processo com o mínimo de imparcialidade ? Alguém se atreveria a chumbar o crédito ?!?
Na verdade o Pai que ainda por cima se afirma tão 'puro' e 'casto', jamais deveria ter permitido ao filho esse tipo de empréstimos no banco e se este teimasse em o fazer, deveria ter dado instrucções precisas que o mesmo não fosse atribuído.
E no pior dos casos deveria dizer ao filho que suportaria ele - Jorge - a diferença se outro banco lhe cobrasse mais caro.
Legalmente pode estar tudo bem, mas éticamente não há dúvidas que é tudo altamente reprovável !
Agora éticamente há muito tempo que o topo do banco provou que o poder e o dinheiro corrompem - e muito !
Over.
PS: diz-se à boca cheia nas altas esferas do banco que o processo foi enviado ao Expresso pelo Teixeira Pinto, em represália pelo Jardim ter forçado a sua demissão junto dos accionistas, sem assumir a sua... Ou seja, para o PTP "se não sais a bem, sais a mal" ! Vejam aonde isto chegou !!