Ofereceu uma escola e um jardim-de-infância
Não é para todos! Muitos dos nossos gestores deveriam olhar para este exemplo.
[/b]APLAUDO DE PÉ!!!
Joaquim José Louro ofereceu uma escola e um jardim-de-infância à terra que o viu nascer
A vida exemplar de um empresário benemérito e avesso a luxos
O dono do grupo J. J Louro vai ficar na história de Amiais de Cima, mesmo sendo alérgico a protagonismos. Nunca ninguém fez tanto pela aldeia onde sábado é inaugurada uma nova escola feita a expensas suas. “Gosto mais de dar do que de receber”, confessa.
Em pequeno a sua professora vaticinou-lhe um futuro risonho e aconselhou os pais a deixarem-no estudar. As origens humildes da família impediram Joaquim José Louro Pereira, 55 anos, casado, 2 filhos, de ir longe na vida académica. Mas não impediram que erguesse um império económico a pulso a partir da pacata aldeia de Amiais de Cima (Santarém). O carpinteiro deu lugar ao empresário de sucesso, responsável pelo grupo J. J. Louro. O dinheiro não lhe subiu à cabeça e apurou-lhe a consciência social. “As pessoas não valem por aquilo que têm mas pelo que podem fazer pelos outros”, diz. E ele é dos que gosta de ajudar os outros: “Gosto mais de dar do que de receber”.
As referências aos seus funcionários são uma constante no discurso. É em grande parte por eles que dá asas à sua faceta de benemérito conhecida e reconhecida. O capítulo mais recente foi a construção de uma modelar escola primária e de um jardim-de-infância em Amiais de Cima, a terra que o viu nascer e onde sempre viveu. É ali também que tem grande parte das instalações fabris dedicadas ao mobiliário, sofás e colchões. Só naquele gigantesco complexo emprega cerca de 850 pessoas.
Feita a quarta classe, Joaquim Louro foi aprender com o pai a arte de carpintaria de construção civil. Foi aí que começou a moldar o seu futuro e a desbastar o caminho que conduzia à prosperidade. O primeiro negócio que montou foi aos 24 anos. Casado de fresco, aproveitou a embalagem nupcial e começou a fabricar arcas para enxovais. A política de “trabalhar muito e ganhar pouco” atraiu clientela com fartura. Com o negócio de vento em popa, foi aconselhado a apostar também na indústria de mobiliário. Arriscou e ganhou. Tal como quando alargou a produção aos sofás e aos colchões. E a outros ramos de negócios como o imobiliário.
Hoje Joaquim José Louro tem dificuldade em enumerar todas as empresas que o grupo possui. Tem fábricas em Amiais de Cima (onde está o grosso do tecido produtivo do grupo J. J. Louro (móveis, sofás, colchões, obras públicas), em Santarém (colchões), Pernes (móveis) e em Águeda (mobiliário de escritório e ferragens). Tem ainda uma empresa de marketing sedeada no Parque das Nações, em Lisboa. Só a Lusocolchão, em Santarém, produz diariamente 1.200 colchões com destino a Espanha.
Homem poupado, de gostos simples e pouco dado a luxos, pauta-se pela discrição e faz questão de dar o exemplo no que toca à capacidade de trabalho. Entra ao serviço todos os dias por volta das 07h30 e raramente abandona as instalações de Amiais de Cima, de onde gere o império, antes das oito da noite. É no moderno refeitório da empresa, junto aos seus colaboradores, que almoça diariamente. Joaquim Louro é a antítese do novo-riquismo ostentatório e sobranceiro. Confessa-se mesmo “uma pessoa cheia de complexos por achar que tem dinheiro de mais” e quase pede desculpa por a vida lhe ter corrido tão bem.
Com tanta empresa para gerir e mais de 1.200 funcionários a cargo, Joaquim Louro teve de delegar responsabilidades em colaboradores de confiança. A mulher e o filho mais velho ajudam-no nos negócios da família. Os poucos tempos livres são dedicados ao descanso e à leitura de jornais e revistas da área de economia. O empresário gosta de se manter actualizado para não ser apanhado em contra-pé. Também lê regularmente jornais desportivos. Menos uso tem o seu lugar cativo no Estádio da Luz, onde este benfiquista não vai muitas vezes.
Católico praticante e frequentador assíduo da igreja, Joaquim Louro não dá tanta atenção ao fenómeno político. Preza a sua independência e diz que apesar dos convites que já lhe foram endereçados nunca se quis comprometer com qualquer partido. Com os políticos diz que mantém uma relação de “respeito e consideração”, semelhante à que mantém com os seus funcionários.
in O Mirante - 06-09-2007
[/b]APLAUDO DE PÉ!!!
Joaquim José Louro ofereceu uma escola e um jardim-de-infância à terra que o viu nascer
A vida exemplar de um empresário benemérito e avesso a luxos
O dono do grupo J. J Louro vai ficar na história de Amiais de Cima, mesmo sendo alérgico a protagonismos. Nunca ninguém fez tanto pela aldeia onde sábado é inaugurada uma nova escola feita a expensas suas. “Gosto mais de dar do que de receber”, confessa.
Em pequeno a sua professora vaticinou-lhe um futuro risonho e aconselhou os pais a deixarem-no estudar. As origens humildes da família impediram Joaquim José Louro Pereira, 55 anos, casado, 2 filhos, de ir longe na vida académica. Mas não impediram que erguesse um império económico a pulso a partir da pacata aldeia de Amiais de Cima (Santarém). O carpinteiro deu lugar ao empresário de sucesso, responsável pelo grupo J. J. Louro. O dinheiro não lhe subiu à cabeça e apurou-lhe a consciência social. “As pessoas não valem por aquilo que têm mas pelo que podem fazer pelos outros”, diz. E ele é dos que gosta de ajudar os outros: “Gosto mais de dar do que de receber”.
As referências aos seus funcionários são uma constante no discurso. É em grande parte por eles que dá asas à sua faceta de benemérito conhecida e reconhecida. O capítulo mais recente foi a construção de uma modelar escola primária e de um jardim-de-infância em Amiais de Cima, a terra que o viu nascer e onde sempre viveu. É ali também que tem grande parte das instalações fabris dedicadas ao mobiliário, sofás e colchões. Só naquele gigantesco complexo emprega cerca de 850 pessoas.
Feita a quarta classe, Joaquim Louro foi aprender com o pai a arte de carpintaria de construção civil. Foi aí que começou a moldar o seu futuro e a desbastar o caminho que conduzia à prosperidade. O primeiro negócio que montou foi aos 24 anos. Casado de fresco, aproveitou a embalagem nupcial e começou a fabricar arcas para enxovais. A política de “trabalhar muito e ganhar pouco” atraiu clientela com fartura. Com o negócio de vento em popa, foi aconselhado a apostar também na indústria de mobiliário. Arriscou e ganhou. Tal como quando alargou a produção aos sofás e aos colchões. E a outros ramos de negócios como o imobiliário.
Hoje Joaquim José Louro tem dificuldade em enumerar todas as empresas que o grupo possui. Tem fábricas em Amiais de Cima (onde está o grosso do tecido produtivo do grupo J. J. Louro (móveis, sofás, colchões, obras públicas), em Santarém (colchões), Pernes (móveis) e em Águeda (mobiliário de escritório e ferragens). Tem ainda uma empresa de marketing sedeada no Parque das Nações, em Lisboa. Só a Lusocolchão, em Santarém, produz diariamente 1.200 colchões com destino a Espanha.
Homem poupado, de gostos simples e pouco dado a luxos, pauta-se pela discrição e faz questão de dar o exemplo no que toca à capacidade de trabalho. Entra ao serviço todos os dias por volta das 07h30 e raramente abandona as instalações de Amiais de Cima, de onde gere o império, antes das oito da noite. É no moderno refeitório da empresa, junto aos seus colaboradores, que almoça diariamente. Joaquim Louro é a antítese do novo-riquismo ostentatório e sobranceiro. Confessa-se mesmo “uma pessoa cheia de complexos por achar que tem dinheiro de mais” e quase pede desculpa por a vida lhe ter corrido tão bem.
Com tanta empresa para gerir e mais de 1.200 funcionários a cargo, Joaquim Louro teve de delegar responsabilidades em colaboradores de confiança. A mulher e o filho mais velho ajudam-no nos negócios da família. Os poucos tempos livres são dedicados ao descanso e à leitura de jornais e revistas da área de economia. O empresário gosta de se manter actualizado para não ser apanhado em contra-pé. Também lê regularmente jornais desportivos. Menos uso tem o seu lugar cativo no Estádio da Luz, onde este benfiquista não vai muitas vezes.
Católico praticante e frequentador assíduo da igreja, Joaquim Louro não dá tanta atenção ao fenómeno político. Preza a sua independência e diz que apesar dos convites que já lhe foram endereçados nunca se quis comprometer com qualquer partido. Com os políticos diz que mantém uma relação de “respeito e consideração”, semelhante à que mantém com os seus funcionários.
in O Mirante - 06-09-2007