Shanghai Stock Exchange
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Shanghai Stock Exchange
A China é hoje um mercado apetecível para muitos sectores de actividades, nomeadamente no que compete ao comércio de produtos industriais. Encarada como uma ameaça para muitos e uma oportunidade para outros tantos, o que é certo é que hoje, o crescimento económico da China, a rondar os 12%, não deixa ninguém indiferente!
Também a Shanghai Stock Exchange tem despertado o interesse dos apaixonados pelos mercados asiáticos, quer por parte dos investidores estrangeiros, quer dos próprios chineses que rapidamente se adaptaram a esta nova “China Comunista de Interesse Capitalista”, tão adaptados estão, que sabem que um minuto de distracção pode ser fatal num mercado com a liquidez actualmente reconhecida à praça de Shanghai, quanto mais duas horas e meia…
Esta pequena introdução serve para publicar um artigo que achei curioso, publicado hoje no jornal “O Primeiro de Janeiro”, que faz referência a um fenómeno que considerei interessante, que decorreu ontem no Congresso do Partido Comunista Chinês. Se é verdade a máxima que nos congressos, o mais importante passa-se no corredor, os delegados ao congresso do PCC mostraram isso mesmo, ora veja-se:
Miguel Lemos Rodrigues
Também a Shanghai Stock Exchange tem despertado o interesse dos apaixonados pelos mercados asiáticos, quer por parte dos investidores estrangeiros, quer dos próprios chineses que rapidamente se adaptaram a esta nova “China Comunista de Interesse Capitalista”, tão adaptados estão, que sabem que um minuto de distracção pode ser fatal num mercado com a liquidez actualmente reconhecida à praça de Shanghai, quanto mais duas horas e meia…
Esta pequena introdução serve para publicar um artigo que achei curioso, publicado hoje no jornal “O Primeiro de Janeiro”, que faz referência a um fenómeno que considerei interessante, que decorreu ontem no Congresso do Partido Comunista Chinês. Se é verdade a máxima que nos congressos, o mais importante passa-se no corredor, os delegados ao congresso do PCC mostraram isso mesmo, ora veja-se:
Um partido cada vez menos comunista
O Partido Comunista Chinês (PCC), que ontem iniciou o 17º Congresso Nacional, pode ter pergaminhos impecavelmente revolucionários mas os mais de dois mil delegados, que representam 73 milhões de militantes, parecem ter esquecido o marxismo.
Os delegados chegaram de autocarro ou em carros pretos oficiais, representando os comunistas de toda a China. Depois de estacionarem na praça de Tiananmen, uma das poucas vezes em que a praça no centro de Pequim estava vazia sem as centenas de milhares de turistas que todos os dias visitam o local, os comunistas passaram os controlos de segurança - incluindo cães polícias que farejavam explosivos.
Debaixo de um raro dia de céu limpo em Pequim, os delegados tiraram a fotografia da praxe, com a Cidade Proibida e a fotografia de Mao Tse-tung, fundador do PCC, ao fundo, antes de entrarem para o Grande Palácio do Povo debruado a bandeiras vermelhas e fazerem por esquecer tudo o que disse Mao, em especial no que toca aos hábitos capitalistas.
Dentro da maior sala do Grande Palácio do Povo, num ambiente de festa e folclore, Hu Jintao, Presidente chinês e secretário-geral do partido, fazia um discurso de 73 páginas em que pedia aos milhares de delegados para “arvorarem a bandeira do socialismo de características chinesas” e para “construírem uma sociedade moderadamente próspera”. Cá fora, no átrio do edifício, dezenas de comunistas faziam exactamente isso - jogando na bolsa.
Nos 40 computadores que a organização do congresso colocou à entrada do Grande Palácio do Povo para difundir melhor e em directo o discurso de Hu, delegados de todas as classes sociais, uns de fato e gravata outros de farda do exército, uma senhora com a túnica roxa e chapéu de pele de uma minoria étnica chinesa e até mesmo um monge budista, investiam na Bolsa de Xangai através de correctoras on-line.
Durante as duas horas e meia que durou o discurso de Hu Jintao, o Shanghai Composite, índice da bolsa de Xangai, galgou novos máximos até encerrar pela primeira vez na história acima da barreira psicológica dos seis mil pontos.
Rumo ao capitalismo
Os delegados que investiam na bolsa revelam a alteração da composição do PCC, que deixou de ter medo da iniciativa privada e do capitalismo para - dizem alguns - chegar ao ponto de os glorificar.
A mudança de mentalidade do PCC deixou no entanto, alguns órfãos do passado, a velha guarda dos comunistas ortodoxos e em especial um grupo de 170 ex-quadros superiores, incluindo vários ex-ministros altos dirigentes chineses, que exigem o regresso da economia socialista com base na propriedade estatal e o fim da entrada de empresários no PCC.
O PRIMEIRO DE JANEIRO – 16 OUT. 2007
Miguel Lemos Rodrigues
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