Tecnicamente tudo tranquilo, sem nada de novo a acrescentar. Entretanto sairam duas notícias interessantes...
MERCADOS Publicado 17 Outubro 2007 12:57
Potencial de valorização de 7,82%
Morgan Stanley revê em alta preço-alvo para a Galp Energia para 12,4 euros
A Morgan Stanley reviu em alta o preço-alvo para as acções da Galp Energia para os 12,40 euros. Este valor representa um potencial de valorização de 7,82% face ao preço actual dos títulos.
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Sara Antunes
saraantunes@mediafin.pt
A Morgan Stanley reviu em alta o preço-alvo para as acções da Galp Energia para os 12,40 euros. Este valor representa um potencial de valorização de 7,82% face ao preço actual dos títulos.
A casa de investimento reviu em alta em 6,89% o preço-alvo para as acções da petrolífera nacional, passando o "target" de 11,60 euros para 12,40 euros. a recomendação para as acções é de "overweight".
A Morgan Stanley diz que os catalizadores para a petrolífera residem no "sucesso futuro na exploração e no crescimento do consumo de gás em Portugal", segundo uma nota de "research" hoje publicada.
No lado negativo, a casa de investimento realça "os riscos de alterações no consumo de gás natural em Portugal, um abrandamento do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)", problemas de investimento para a produção e refinação e "a ausência de mais explorações de sucesso".
Para o terceiro trimestre, a casa de investimento estima que a petrolífera registe um resultado líquido de 114 milhões de euros, menos cerca de 70% do que os 376 milhões de euros verificados no mesmo período do ano passado. Para 2007, a Morgan Stanley prevê que a Galp obtenha lucros de 634 milhões de euros, o que representa uma quebra de 16,5% face aos números apresentados em 2006.
A Morgan Stanley traça três cenários para a Galp Energia. No melhor cenário a casa de investimento "assume um ambienta mais forte no segmento de petróleo e refinação e mais sucessos de exploração", o que faz com que as acções possam atingir os 17,30 euros, ou seja, mais 50,4% do que o valor actual dos títulos.
No cenário central, a casa de investimento estabelece o preço-alvo de 12,40 euros e no pior cenário, a Morgan Stanley estipula um "target" de 9,00 euros, ou seja, menos 21,7% do que o valor actual das acções.
Neste último cenário, a Morgan Stanley assume que as condições de ambiente forte no segmento de petróleo e refinação não se materializam, custos de investimento na ordem dos 350 milhões de euros e "alterações do ambiente regulatório do gás" no mercado nacional.
As acções da Galp [Cot] subiam 0,7% para os 11,50 euros.
MERCADOS Publicado 17 Outubro 2007 13:17
Análise da JP Morgan
Limitação da oferta de petróleo pode manter preços elevados
As limitações na oferta mundial de petróleo deverão manter os preços da matéria-prima elevados no longo prazo, de acordo com a análise do JP Morgan. O banco de investimento reviu em alta o preço do petróleo, no longo prazo, para os 65 dólares por barril mas espera que este valor possa ser "consideravelmente" ultrapassado.
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Ana Luísa Marques
anamarques@mediafin.pt
As limitações na oferta mundial de petróleo deverão manter os preços da matéria-prima elevados no longo prazo, de acordo com a análise do JP Morgan. O banco de investimento reviu em alta o preço do petróleo, no longo prazo, para os 65 dólares por barril mas espera que este valor possa ser "consideravelmente" ultrapassado.
As limitações na oferta de petróleo apontam para uma necessidade dos preços se manterem suficientemente altos para travar a procura global e acelerar a produção de energia através de fontes renováveis, refere o JP Morgan.
No período entre 2008 e 2010, os preços da matéria-prima deverão ser influenciados pela oferta da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, pelo abrandamento da refinação global, pelos movimentos dos investidores de "commodities" e pela instabilidade geopolítica. Segundo as previsões do banco de investimento, os preços da matéria deverão ter neste período uma "base muito sólida entre os 60 e os 65 dólares por barril".