Caracterização Energética Nacional
Portugal é um país com escassos recursos energéticos próprios, nomeadamente, aqueles que asseguram a generalidade das necessidades energéticas da maioria dos países desenvolvidos (como o petróleo, o carvão e o gás).
Tal situação de escassez conduz a uma
elevada dependência energética do exterior (87,2% em 2005), sendo
totalmente dependente das importações de fontes primárias de origem fóssil, e com uma contribuição das energias hídrica (fortemente dependente das condições climatéricas), eólica, solar e geotérmica, biogás e de lenhas e resíduos, que importa aumentar.
Portugal está assim perante uma reduzida diversificação da oferta energética primária, aliada à escassez de recursos próprios, que conduz a uma maior vulnerabilidade do sistema energético às flutuações dos preços internacionais, nomeadamente do preço do petróleo, exigindo esforços no sentido de aumentar a diversificação.
O gráfico seguinte mostra a evolução do consumo de energia primária em Portugal, que cresceu 6,8% no período 2000-2005.

O
consumo de petróleo observa uma taxa de crescimento semelhante à do consumo total de energia primária que resulta do seu elevado peso no total de energia primária. Em termos relativos, este produto energético
mantém um papel essencial na estrutura de abastecimento,
representando 58,7% do consumo total de energia primária em 2005, contra 61,5% em 2000.
A introdução do gás natural em 1997, contribuiu para diversificar a estrutura da oferta de energia e reduzir a dependência exterior em relação ao petróleo. Tem-se registado uma evolução positiva da penetração do gás natural no mix energético, representando este combustível,
em 2005, 13,9% do total do consumo em energia primária.
Quanto ao
consumo de carvão, que representou em 2005 12,4% do total do consumo de energia primária, verificou-se, face a 2004, uma diminuição de cerca de 98% no consumo de hulha para a indústria cimenteira e um aumento de 2,9% no consumo das centrais termoeléctricas. Contudo,
prevê-se uma redução progressiva do peso do carvão na produção de electricidade, devido ao seu impacto nas emissões de CO2. 
Relativamente ao contributo das
energias renováveis no consumo de energia primária, representou em 2005
somente 12,8% do total do consumo em energia primária, contra 14,3% em 2004, o que revela a sua
elevada dependência do potencial hídrico existente. Contudo, tem havido um crescimento acentuado da potência instalada em FER nos últimos anos para produção de electricidade, tendo-se atingido em 2005, 6375,5 MW, sendo 4818 MW em hídrica, 474,2 MW em biomassa, biogás e resíduos sólidos urbanos, 1063 MW em eólica, 18 MW em geotérmica e 2,3 MW em fotovoltaica.
Em 2005 foram produzidos 8939 GWh de energia eléctrica a partir de FER.
Direcção Geral de Energia e Geologia
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