MFL rejeita ...baixa de impostos ...AGORA

Enviado:
14/10/2007 19:07
por FRAGON
"Torres Vedras, 13 Out (Lusa) - A ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite deixou hoje pistas para a estratégia que o PSD deve seguir para ganhar em 2009, desaconselhando o lançamento dos temas da regionalização e do referendo europeu e rejeitando a descida de impostos.
"Não podemos pedir a baixa de impostos. É necessário haver condições para isso. Ao pedir isso estávamos a dizer ao PS que fizeram tudo bem, seria avalizar a política do PS", afirmou Manuela Ferreira Leite, na intervenção mais aplaudida pelos congressistas do XXX Congresso do PSD, que decorre em Torres Vedras.
Re: Receitas ou Recebimentos?

Enviado:
11/10/2007 22:48
por Sei lá
HappyGuy Escreveu:O que é verdadeiramente preocupante da notícia, e que já tinha sido apontado por alguns lideres de oposição, é que não está a haver redução da despesa. E isso é grave. Reduzir o deficit aumentando a eficiência da execução fiscal não é por si só sustentável. É preciso mesmo cortar na despesa. Fazer mais reformas daquelas que doem a muita gente. Daquelas que ninguém quer quando lhe toca a si e toda a gente diz já tardarem quando só toca aos outros

Isso é que é preocupante, porque vemos cortes significativos em todo o lado, muitos deles resultando numa redução da qualidade dos serviços publicos prestados, mas no entanto a despesa sobe. Isso é que deveria ser explicado: Como é que a despesa sobre desta forma com tantos cortes? O que é que feito a despesa subir?
Este governo é cada vez mais um governo Hollywoodesco, vive de resultados forjados.
Efeitos do deserto...Miragens...

Enviado:
11/10/2007 22:14
por FRAGON
"Menezes diz que Sócrates tentou esconder más noticias do FMI com défice
O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, criticou hoje a 'pressa' do primeiro-ministro em anunciar que o défice deste ano será de 3%, considerando que José Sócrates quis "esconder" as projecções do Fundo Monetário Internacional.
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Jornal de Negócios com Lusa
O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, criticou hoje a 'pressa' do primeiro-ministro em anunciar que o défice deste ano será de 3%, considerando que José Sócrates quis "esconder" as projecções do Fundo Monetário Internacional.
"Quis esconder atrás do défice uma má notícia", afirmou Luís Filipe Menezes, manifestando "grande perplexidade" por o primeiro-ministro ter feito uma declaração pública onde anunciou que o défice deste ano ficará nos 3% "ainda antes do Orçamento de Estado ter dado entrado na Assembleia da República".
Numa curta declaração aos jornalistas num hotel em Lisboa, Luís Filipe Menezes considerou que a 'pressa' do primeiro-ministro esteve relacionada com as projecções que o Fundo Monetário Europeu (FMI) revelou esta tarde e que apontam para uma revisão em baixa do crescimento económico para 2008.
De acordo com a conclusão da consulta do FMI a Portugal, hoje divulgado pelo Banco de Portugal, a economia portuguesa deve crescer este ano e no próximo 1,8%, valor que corresponde a uma revisão em baixa face aos 2,1% antecipados nas previsões de Abril para 2008.
"As metas do primeiro-ministro foram contrariadas", sublinhou, alertando para o "mau caminho" que está a ser seguido.
"Os portugueses não comem défice", acrescentou.
Questionado sobre se estas críticas indiciam um voto contra do PSD ao Orçamento de Estado para 2008, Luís Filipe Menezes remeteu para mais tarde essa decisão.
"A decisão será tomada na altura", disse, salientando, contudo, que os sociais-democratas estão "muito preocupados".
O primeiro-ministro anunciou hoje que o défice de Portugal será, no final deste ano, de 3% do PIB, voltando Portugal a estar dentro dos limites impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da União Europeia.
Quanto ao próximo ano, José Sócrates disse que o Governo não vai proceder a uma revisão do objectivo do défice para 2008, mantendo o valor de 2,4% assumido junto de Bruxelas. "
in JNegócios online ,hoje.
Redução do défice tem sido feito mais à custa da despesa ...

Enviado:
11/10/2007 18:42
por FRAGON
"OE 2008: Redução do défice tem sido feito mais à custa da despesa do que da receita
11 de Outubro de 2007, 14:34
Lisboa, 11 Out (Lusa) - A redução do défice público português, que se espera se volte a repetir em 2008 pelo terceiro ano consecutivo, tem sido conseguida mais à custa da descida das despesas do que da subidas das receitas, em percentagem do PIB.
A confirmar-se a previsão de 2,4 por cento do Executivo, 2008 será o primeiro em cinco anos em que Portugal ficará com o défice do Estado sem medidas extraordinárias abaixo dos 3,0 por cento do PIB.
Olhando para os dados do défice público ajustados das medidas extraordinárias, entre 2002 e 2007, com dados do relatório Constâncio, do reporte dos défices excessivos e do orçamento do Estado para 2007, é possível concluir que a redução do défice tem sido mais conseguida à custa da despesa do que da receita.
A despesa pública baixou de 47,1 por cento do PIB em 2002 para 46,1 por cento do PIB em 2006 e pode reduzir-se para 45,4 por cento em 2007 (melhoria de 1,7 pontos), embora este dados do ano corrente possam vir a ser revistos, já que hoje mesmo o Governo anunciou que o défice vai ser inferior ao previsto.
Do lado da receita, a tendência também foi de queda com o seu peso na riqueza produzida a reduzir-se de 42,5 por cento, em 2002, para 42,2 por cento em 2006 e para 41,7 por cento em 2007 (diminuição de 0,8 pontos).
Como a despesa baixou mais que a receita, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), pode dizer-se que a consolidação tem sido mais conseguida à custa da limitação dos gastos do Estado, num processo que muitos economistas chamam de melhoria consolidada das contas públicas.
Ao longo dos anos, o contributo da despesa e da receita para a variação do défice foi distinta e algumas vezes foram também as receitas que explicaram a melhoria das contas públicas.
Em 2003, as despesas foram as principais responsáveis pela melhoria do défice e em 2004 esse papel pertenceu mais às receitas, embora as despesas também tenham ajudado. Nesses anos, o saldo orçamental melhorou para 4,5 e 4,2 por cento, respectivamente.
2005 ficou na história da economia portuguesa como o ano em que o défice disparou, tendo atingido os 6,0 por cento do PIB, com a incapacidade de repetir receitas extraordinárias e as entradas nos cofres do Estado a caírem 1,8 pontos percentuais do PIB.
No ano seguinte, em que o défice melhorou 2,1 pontos percentuais, as despesas voltaram a ser as principais responsáveis por essa redução (com um contributo de 1,3 pontos), embora o aumento das receitas também tenha ajudado (0,8 pontos).
Para 2007, o governo tinha antecipado uma nova melhoria, com o défice a descer para os 3,7 por cento, mas hoje já anunciou que esse valor não deve ir além dos 3,0 por cento, já que a execução orçamental está a correr melhor do que o esperado, a beneficiar do andamento económico.
Os olhos estão agora postos no próximo Orçamento do Estado, em que se espera que o défice baixe para 2,4 por cento do PIB, contando com poupanças que se esperam venham, entre outros aspectos, da reforma da administração pública.
2002 2003 2004 2005 2006 2007
Receitas 42,5% 42,3% 43,2% 41,4% 42,2% 41,7%
Despesas 47,1% 46,8% 47,4% 47,4% 46,1% 45,4%
Déf ajust 4,7% 4,5% 4,2% 6,0% 3,9% 3,7%(1)
(1) - Esta previsão, que é a que consta do OE 2007, foi revista em baixa hoje para 3,0 por cento, mas ainda não se sabe qual a composição de receitas e despesas totais que explicam esse novo valor.
IRE.
Lusa/Fim"
Receitas ou Recebimentos?

Enviado:
25/9/2007 17:48
por HappyGuy
Questiono apenas se em relação ao que a "notícia" diz ser um aumento das "receitas" (tal como escrito), não se referirá ao aumento dos recebimentos.
Convém denotar que é sobejamente reconhecida e badalada a quantidade de € recuperada de dívidas antigas e fugas fiscais, ocorrida nos últimos tempos.
"Receita" é quando se contabiliza que se vai receber, mas efectivamente pode não se ter recebido. "Recebimento" é quando o € entra, mesmo que referente a exercícios anteriores.
Assim sendo, e se for "recebimentos" e não "receita" o aumento de 10%, já se sabia. E é falacioso que tal signifique que os impostos subiram. Até porque no último ano a subida foi marginal. Apenas foram apanhadas mais fugas e recuperadas dívidas antigas.
O que é verdadeiramente preocupante da notícia, e que já tinha sido apontado por alguns lideres de oposição, é que não está a haver redução da despesa. E isso é grave. Reduzir o deficit aumentando a eficiência da execução fiscal não é por si só sustentável. É preciso mesmo cortar na despesa. Fazer mais reformas daquelas que doem a muita gente. Daquelas que ninguém quer quando lhe toca a si e toda a gente diz já tardarem quando só toca aos outros


Enviado:
25/9/2007 17:30
por Cardoso
Mas porque é que estas coisas só se sabem porque alguém as põe em blogs? Será que já não há na comunicação social "tradicional" ninguém com capacidade para fazer uma análise destas?
Ou é mesmo verdade que anda aí a "lei da rolha"?