“Holding” que detém posição do BPI estreia-se amanhã em bolsa
La Caixa baixa o preço da Criteria em 22% para 5,25 euros por acção
A Criteria, a “holding” da La Caixa que detém a posição da instituição espanhola no capital do Banco BPI, vai estrear-se amanhã em bolsa com um preço por acção de 5,25 euros, 22% abaixo do valor preestabelecido. A nova cotada terá uma capitalização bolsista de 17,26 mil milhões de euros, o que lhe confere o título da décima maior empresa da praça espanhola.--------------------------------------------------------------------------------
Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
A Criteria, a "holding" da La Caixa que detém a posição da instituição espanhola no capital do Banco BPI, vai estrear-se amanhã em bolsa com um preço por acção de 5,25 euros, 22% abaixo do valor preestabelecido. A nova cotada terá uma capitalização bolsista de 17,26 mil milhões de euros, o que lhe confere o título da décima maior empresa da praça espanhola.
De acordo com a edição de hoje do "Cinco Diás", a Criteria decidiu baixar o valor de referência de estreia no mercado de capitais dos 6,75 euros para os 5,25 euros, um preço por acção que se aproxima mais das estimativas efectuadas pelas casas de investimento e que contribuirá para manter as acções da "holding" atractivas a médio-prazo.
A estreia no mercado de capitais, nas bolsas de Madrid e de Barcelona, acontecerá amanhã, às 12h00. No total, vão ser admitidas à negociação 657,5 milhões de acções da "holding" da La Caixa, número que pode aumentar em 84,4 milhões caso seja exercido o "green shoe".
Com o preço de 5,25 euros, a Criteria, que detém a posição de 25% do capital do Banco BPI imputada à La Caixa (avaliada em 1,2 mil milhões), vai estrear-se em bolsa com um valor de mercado de 17,26 mil milhões de euros, garantindo, à partida a décima maior capitalização bolsista da bolsa espanhola.
Além de conseguir posicionar-se entre as empresas mais valiosas do mercado espanhol, a Criteria será também a companhia com um forte número de accionistas, mais de 360 mil, incluindo pequenos investidores, funcionários e investidores institucionais. Do total do capital dispersado, 40% fica nas mãos de fundos (30% internacionais e 10% nacionais).
A "holding", que detém posições financeiras (além do BPI) em empresas como a Gás Natural, a Repsol, Telefónica, Abertis, entre outros, parte para a bolsa como uma das favoritas a ingressar no índice principal do mercado de capitais espanhol, o IBEX-35, dada a previsão de elevada liquidez do papel.