Comando americano para a África
não me espantava nada que um dos centro de comando fosse para S.Tomé e Principe, quiçá o Comando Central
Comando americano para a África, alterado
Cinco diferentes comandos deverão substituir anterior configuração.
20.09.2007
Os comandos militares norte-americanos parecem ter sido de alguma forma influenciados pela decisão política da União Africana e dos países do SADC em rejeitar a instalação de um comando militar norte-americano em África, região do globo que até ao momento era acompanhada a partir das bases norte-americanas na Europa.
Segundo as análises feitas pelos países africanos, um dos problemas apontados ao projecto norte-americano de criar um comando centralizado para coordenar as suas operações em África, era o facto de os Estados Unidos estarem na realidade tão afastados da realidade africana, que o centro de comando unificado para todo o continente não faria sentido.
Assim, e parecendo responder às suspeitas ou dúvidas dos países africanos, sabe-se agora que os Estados unidos têm cinco diferentes equipas de estudo, que deverão corresponder a cinco diferentes grupos de países.
Com este tipo de comando descentralizado, considera-se que será mais simples a relação entre os oficiais norte-americanos e os respectivos governos.
As grandes diferenças entre os países africanos, onde estão representadas muitas e diferentes etnias, religiões e culturas poderiam tornar o comando africano pouco flexível, podendo mesmo acabar por ter visões distorcidas das realidades africanas, ao ponto de se tornar completamente inútil.
Em África, coexistem regimes semi-feudais islâmicos de língua árabe e influência francesa, até repúblicas absolutamente laicas, de maioria católica e língua portuguesa. Realidades tão dispares e tão diferentes, que só um comando americano mais próximo poderá tornar-se útil.
Este comando, não deverá implicar a presença de tropas norte-americanas no terreno, mas sim um relativamente reduzido numero de militares, que terão como função conhecer a situação nos respectivos países e coordenar operações com as entidades militares e civis locais, em caso de se tornar necessária qualquer operação militar dos Estados Unidos.
As cinco diferentes regiões estarão divididas conforme se indica no mapa, embora pareçam existir ainda algumas dúvidas sobre o arranjo agora revelado.
A existência de uma organização com um nível de descentralização mais elevado, não implica no entanto que haja na realidade cinco diferentes comandos para a África pois cada um dos grupos dependerá directamente de um comando central do AFRICOM, o qual terá sempre que ter um quartel general assignado. A localização dessa estrutura central ainda não está definida.
A criação do AFRICOM por parte dos Estados Unidos, iniciativa de que já se falava há bastantes anos, foi finalmente despoletada pela administração Bush e tem entre outros objectivos o de contrabalançar o crescente poder da República Popular da China, numa altura em que os chineses se apresentam no continente como uma alternativa para alianças comerciais e estratégicas com alguns regimes africanos.

