Boas notícias. Do acordo que o Governo fez com a Easyjet esta prevista a criação de 3 rotas, duas delas já estão, falta uma terceira. À parte destas, é bem provável que entre no Lisboa-Funchal e isso sim, seria do melhor que poderia acontecer. Quando se referem as rotas internas, acredito que mais rapidamente seja para as regiões autónomas que para o intra-continental: Lisboa-Porto ou Lisboa-Faro.
ALITALIA RENDE-SE ÀS LOW COST CEDENDO ‘METADE’ DO AEROPORTO DE MILÃO
segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Rui Rodrigues
rrodrigues.5@netcabo.pt
No dia 5 de Setembro de 2007, foi dada uma notícia que passou despercebida mas que revela bem a importância do fenómeno Low Cost no mercado das companhias aéreas europeias: tratou-se da redução da presença da Alitalia, para metade, no aeroporto de Malpensa, em Milão. A companhia italiana vai eliminar 150 voos, o que corresponde - para se ter uma ideia -, a cerca de 40% dos voos existentes na Portela.Convém recordar que Milão é a cidade mais rica da Itália, tendo aquela região cerca de 4,5 milhões de habitantes e é um dos maiores centros europeus de consumo e produção.
A Ryanair, que é a maior empresa de voos de baixo custo da Europa, já anunciou em conferência de imprensa que está interessada em ficar com os ‘slots’ (espaço de tempo durante o qual um avião está autorizado a operar para aterrar ou descolar) da Alitalia e que vão ficar vagos no aeroporto de Malpensa. O que está a ocorrer em Milão, onde uma empresa de Low Cost vai ocupar uma posição deixada vaga por uma companhia aérea de bandeira, seria impensável há uns anos atrás. O êxito das Low Cost está a ser bem mais rápido do que se esperava e, na Europa, poderá representar, no futuro, mais de 50 % do mercado.
Low-Cost vieram para ficar
Muitas pessoas julgam que estas empresas são uma moda passageira e que irão desaparecer brevemente. Tal ideia não corresponde à verdade porque este novo negócio está a ser rentável para as firmas mais dinâmicas e bem geridas. O modelo de gestão adoptado pelas empresas de baixo custo é muito mais eficiente que o das companhias de voos regulares. Um dos factores que contribui para uma maior competitividade reside no facto das Low Cost utilizarem novos aviões. Nos próximos anos, é provável que os novos aparelhos reduzam o consumo em 40%, o que será um factor determinante para uma empresa ser competitiva. Actualmente, já foram encomendados centenas de novos aviões pelas companhias de Low Cost aos dois maiores construtores: Airbus e Boeing havendo por isso uma lista de espera.
À medida que o preço do petróleo aumenta, as empresas de voos regulares mais dificuldade irão enfrentar relativamente às Low Cost.
TAP diminuirá como a Alitalia?
O que está a acontecer com a Alitalia, também poderá ocorrer com a TAP, sobretudo nas rotas Portugal-países da União Europeia (UE). Para se ter uma ideia da diferença de produtividade, basta dizer que a TAP tem 684 passageiros por trabalhador enquanto a Ryanair tem 10.050 e, na Easyjet, esse valor é de 6300. Nos últimos meses, a TAP já cancelou centenas de voos devido à forte concorrência das Low Cost e, após o final do mês de Setembro, quando o tráfego diminuir, esta situação poderá agravar-se ainda mais.
A TAP, após ter adquirido a Portugália por 140 milhões de Euros, vai ter ainda que pagar elevadas indemnizações aos trabalhadores despedidos. Provavelmente, a TAP, no futuro, terá que ser reestruturada e dividida em TAP-América; TAP-África e TAP-Europa, adoptando o modelo de gestão mais conveniente para cada mercado.
Em conclusão, o que ocorreu com a Alitalia, em Milão, é a imagem do que poderá vir a acontecer na resto da UE, pois é muito provável que o mercado seja dominado pelas Low Cost.~
http://www.publico.clix.pt/carga_transp ... id=1304925
