Assim vai o nosso país, com um fantástico serviço público que continuamos a pagar... esta semana também já tive que fazer uma queixa escrita de um fantástico não-serviço que também me foi prestado por um policia municipal em Lisboa. Eu pago, não tenho serviço e ainda tenho que levar com eles. Neste caso, melhoria seria deixar de ter estes tipos na rua. Que revolta! estou como o incognitus, só todos pendurados em postes públicos.
Arcos de Valdevez
Homem morre após ambulância ter estado parada por ordem da BT
15.09.2007 - 12h51 Lusa
Um homem morreu quinta-feira "poucos minutos" após entrar no hospital de Ponte de Lima, depois de a ambulância que o transportava ter estado parada "perto de 20 minutos" à ordem da Brigada de Trânsito, denunciou hoje um seu familiar.
"É uma situação simplesmente incrível e revoltante e garanto que a família não vai ficar parada nem vai descansar enquanto não forem apuradas todas as responsabilidades", disse à Lusa Cesário Gomes, cunhado da vítima, garantindo que o caso vai parar a tribunal.
Segundo Cesário Gomes, o cunhado, de 54 anos, morador em Cabreiro, Arcos de Valdevez, sentiu uma "forte" dor no peito na quinta-feira e foi transportado pela mulher ao Centro de Saúde daquele concelho.
Face ao seu estado, foi chamada uma ambulância, para o transferir para o hospital de Ponte de Lima, numa viagem que, em condições normais, "nunca demorará mais de 15 minutos".
"O problema é que, em plena A-28, a Brigada de Trânsito da GNR mandou parar a ambulância, alegadamente por circular com as luzes de emergência ligadas. Pediram documentos, fizeram o teste de alcoolémia por duas vezes ao condutor e perderam-se em formalidades, retendo ali a ambulância cerca de 20 minutos", criticou.
"O meu cunhado morreu poucos minutos após entrar no hospital. Não sei se foi ou não por causa da demora. O que sei é que esta é uma situação revoltante e impensável", referiu Cesário Gomes, acrescentando que a vítima, que hoje vai a sepultar, era pai de uma filha de 15 anos, com paralisia cerebral.
A Lusa contactou a Brigada de Trânsito (BT), que remeteu quaisquer explicações para um comunicado a emitir "mais tarde".
Contactada pela Lusa, fonte da empresa "Ambulâncias Arcuenses" que assegurava o transporte da vítima, garantiu à Lusa que o motorista alertou a BT para o facto de na viatura seguirem dois "doentes urgentes".
Apesar disso, a ambulância ficou ali retida "algum tempo", para "cumprimento de formalidades de trânsito", nomeadamente dois testes de alcoolemia, após o que a BT terá então dado ordem para a viatura seguir para o hospital.
"A Brigada seguiu a ambulância para se assegurar, junto do hospital, se o caso era urgente ou não e decidir se autuava ou não pela utilização das luzes de emergência. Acabou por não autuar", disse a mesma fonte.
Acrescentou que as horas registadas da saída da ambulância de Arcos de Valdevez e a sua entrada em Ponte de Lima são, respectivamente, 16h00 e 16h50, mas ressalvou que isto não quer dizer que este tenha sido o tempo que demorou a viagem, uma vez que "pelo meio há várias formalidades a cumprir".