Alan Greenspan afirma que crise do subprime é idêntica às de
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Alan Greenspan afirma que crise do subprime é idêntica às de
Por: Gustavo Kahil
07/09/07 - 15h52
InfoMoney
SÃO PAULO - A crise dos empréstimos imobiliários de alto risco nos EUA (subprime) é "idêntica" às de 1987 e de 1998, afirmou o ex-presidente do Banco Central norte-americano (Federal Reserve), Alan Greenspan, nesta sexta-feira (7).
"O comportamento que estamos observando nas últimas sete semanas é idêntico, em muitos aspectos, ao que vimos em 1998 e ao que vimos na crise do mercado de ações em 1987", afirmou Greenspan ao jornal norte-americano The Wall Street Journal.
A crise com o crédito imobiliário de alto risco, as hipotecas subprime, alertada pelos economistas há cerca de um ano, começou a ganhar grandes proporções e algumas empresas e fundos começaram a reportar perdas milionárias.
Indicadores fracos
Nas últimas semanas, diversos indicadores da economia norte-americana têm apresentado fraco desempenho. Entre eles, vale citar que, na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2007, os preços dos imóveis norte-americanos aumentaram apenas 0,1%, o menor ritmo em dez anos.
Além disso, nesta sexta-feira, o mercado reage negativamente ao Relatório de Emprego, segundo o qual a economia norte-americana perdeu 4 mil postos de trabalho em agosto, contrariando as expectativas dos investidores, que esperavam a criação de 110 mil vagas.
Medo
Greenspan, que foi chairman do Fed por 18 anos até se aposentar em 2006, disse que o "medo" que está direcionando o mercado é "muito mais potente" do que a euforia que impulsiona a expansão e cria bolhas. "Estas bolhas não podem ser diluídas enquanto a exaltação não cessa", disse.
O Secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, afirmou nesta sexta-feira que existem algumas "similaridades" no tumulto atual dos mercados em relação às crises anteriores, como a de 1998.
Crise de 1987
No dia 19 de outubro de 1987, o índice Dow Jones, o mais acompanhado pelo mercado financeiro, registrou uma expressiva queda de 22,6%, a maior queda já registrada em apenas uma sessão na história.
"O que ocasionou a queda do dia 19 de outubro ninguém sabe ao certo. A causa mais citada é a venda automática acionada por programas de computador", afirmam os analistas Joachim Klement e Thomas Wacker do banco UBS em relatório publicado recentemente.
O banco, contudo, lembra que as quedas também foram verificadas em mercados que não contavam com os referidos programas de computados. "Portanto, os eventos foram causados pela combinação entreprogram trading, enxugamento da liquidez e pânico", mostram os analistas.
Rússia: 1998
Muitos analistas comparam a turbulência atual com a de 1998, quando a crise da Rússia acarretou na quebra do fundo Long-Term Capital Management (LTCM), ameaçando a estabilidade dos mercados financeiros internacionais.
Naquela época, em resposta à crise, o Fed reduziu a taxa básica de juro em 25 pontos-base por três vezes, passando de 5,5% ao ano para 4,75% ao ano em novembro.
"Havia uma grande pressão deflacionária internacional suportando, ou justificando uma política monetária mais relaxada", afirma o analista do banco de investimentos Well Fargo, Eugenio J. Alemán, em relatório publicado no começo deste mês.
07/09/07 - 15h52
InfoMoney
SÃO PAULO - A crise dos empréstimos imobiliários de alto risco nos EUA (subprime) é "idêntica" às de 1987 e de 1998, afirmou o ex-presidente do Banco Central norte-americano (Federal Reserve), Alan Greenspan, nesta sexta-feira (7).
"O comportamento que estamos observando nas últimas sete semanas é idêntico, em muitos aspectos, ao que vimos em 1998 e ao que vimos na crise do mercado de ações em 1987", afirmou Greenspan ao jornal norte-americano The Wall Street Journal.
A crise com o crédito imobiliário de alto risco, as hipotecas subprime, alertada pelos economistas há cerca de um ano, começou a ganhar grandes proporções e algumas empresas e fundos começaram a reportar perdas milionárias.
Indicadores fracos
Nas últimas semanas, diversos indicadores da economia norte-americana têm apresentado fraco desempenho. Entre eles, vale citar que, na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2007, os preços dos imóveis norte-americanos aumentaram apenas 0,1%, o menor ritmo em dez anos.
Além disso, nesta sexta-feira, o mercado reage negativamente ao Relatório de Emprego, segundo o qual a economia norte-americana perdeu 4 mil postos de trabalho em agosto, contrariando as expectativas dos investidores, que esperavam a criação de 110 mil vagas.
Medo
Greenspan, que foi chairman do Fed por 18 anos até se aposentar em 2006, disse que o "medo" que está direcionando o mercado é "muito mais potente" do que a euforia que impulsiona a expansão e cria bolhas. "Estas bolhas não podem ser diluídas enquanto a exaltação não cessa", disse.
O Secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, afirmou nesta sexta-feira que existem algumas "similaridades" no tumulto atual dos mercados em relação às crises anteriores, como a de 1998.
Crise de 1987
No dia 19 de outubro de 1987, o índice Dow Jones, o mais acompanhado pelo mercado financeiro, registrou uma expressiva queda de 22,6%, a maior queda já registrada em apenas uma sessão na história.
"O que ocasionou a queda do dia 19 de outubro ninguém sabe ao certo. A causa mais citada é a venda automática acionada por programas de computador", afirmam os analistas Joachim Klement e Thomas Wacker do banco UBS em relatório publicado recentemente.
O banco, contudo, lembra que as quedas também foram verificadas em mercados que não contavam com os referidos programas de computados. "Portanto, os eventos foram causados pela combinação entreprogram trading, enxugamento da liquidez e pânico", mostram os analistas.
Rússia: 1998
Muitos analistas comparam a turbulência atual com a de 1998, quando a crise da Rússia acarretou na quebra do fundo Long-Term Capital Management (LTCM), ameaçando a estabilidade dos mercados financeiros internacionais.
Naquela época, em resposta à crise, o Fed reduziu a taxa básica de juro em 25 pontos-base por três vezes, passando de 5,5% ao ano para 4,75% ao ano em novembro.
"Havia uma grande pressão deflacionária internacional suportando, ou justificando uma política monetária mais relaxada", afirma o analista do banco de investimentos Well Fargo, Eugenio J. Alemán, em relatório publicado no começo deste mês.
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