Lucro líquido atribuível da Sonae aumentou 19,9% no primeiro
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Lucro líquido atribuível da Sonae aumentou 19,9% no primeiro
A empresa liderada por Paulo Azevedo anunciou hoje que o seu lucro líquido atribuível subiu 19,9% para os 102 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, face aos 85,1 milhões de euros registados em igual período do ano passado, e acima das estimativas dos analistas que apontavam para uma média de 83,8 milhões de euros.
Tiago Figueiredo Silva
Em comunicado hoje emitido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adianta que o seu volume de negócios cresceu 6,9% para os 2,13 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano contra os homólogos 1,99 mil milhões de euros.
O EBITDA (cash-flow operacional) atingiu os 333,9 milhões de euros no período em análise, o que representa uma subida de 20,3% face aos 277,5 milhões de euros atingidos nos primeiros seis meses de 2006. “Para esta melhoria contribuíram em particular a abertura de novas lojas na Distribuição, o lançamento do cartão de fidelização no retalho alimentar e o aumento do valor de mercado dos Centros Comerciais” considera a Sonae.
“Durante o primeiro semestre do ano a Sonae evidenciou uma melhoria significativa nos seus resultados operacionais, em relação aos apresentados no período homólogo do ano anterior”, adianta a empresa em comunicado.
Já o EBIT (resultado operacional) cresceu 25,1% para os 164,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, contra os homólogos 164,2 milhões de euros.
A Sonae revela que o investimento aumentou 50% quando comparado com os primeiros seis meses de 2006 devido: à abertura de novas lojas por parte da unidade Distribuição; ao aumento significativo no contributo dos Centros Comerciais; ao ligeiro contributo da Sonaecom a reflectir o investimento adicional em projectos UMTS; ao investimento na Sonae Capital impulsionado pelos projectos de Tróia, Hóteis e Corretagem de Seguros; bem como, ao contributo da Holding que reflectiu o desinvestimento na Agloma, nas serrações da Somit e Cuellar e na Imoplamac.
A empresa presidida por Paulo Azevedo sublinha ainda que a dívida líquida consolidada aumentou 15% face ao primeiro semestre do ano passado e ao final de 2006, principalmente na Distribuição e nos Centros Comerciais.
Do total da dívida líquida, 722 milhões de euros são atribuíveis ao negócio dos Centros Comerciais, financiados em project finance, estando total e exclusivamente garantidos por cada activo.
O rácio de dívida líquida consolidada sobre o Cash-Flow Operacional (EBITDA) consolidado dos últimos 12 meses foi de 3,6 (3,3), valor comparável com 3,4 verificados em 31 de Dezembro de 2006.
A cobertura de juros anualizada foi de 5,4 (6,9), reflectindo o maior nível de juros suportados no período bem como um nível médio superior da dívida bruta.
As acções da Sonae fecharam hoje a subirem 2,66% para os 1,93€.
Estimativas
As estimativas de cinco analistas consultados pela Reuters, apontava para que a Sonae tivesse registado um lucro líquido atribuível na média de 83,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2007, o que equivalente a uma queda de 1,5% face a igual período de 2006.
Estes analistas previam que o lucro líquido atribuível da Sonae se tivesse situado entre os 50,5 e os 121 milhões de euros, sendo que a empresa registou uma mais-valia da venda da Enabler no primeiro semestre de 2006, pelo que a comparação não é favorável.
Estimavam que o volume de negócios tivesse subido 8,4% para a média de 2.166,2 milhões de euros enquanto o EBITDA-Earnings Before Interests Taxes Depreciations and Amortizations tivesse crescido 8,7% para a média de 301,6 milhões de euros.
"No geral, esperamos que a Sonae anuncie uma performance operacional favorável suportada na performance do braço para o retalho e na unidade Sonae Sierra. Abaixo da linha operacional, esperamos que os resultados antes de impostos e minoritários sejam afectados pelos efeitos extraordinários menores, já que no segundo trimestre de 2006 a empresa registou uma mais-valia da venda da Enabler", referia o Banif.
"Temos de lembrar a mais-valia de 25,3 milhões de euros registada no primeiro semestre de 2006 relacionada com a venda da Enabler pela Sonaecom. Com isto em mente, e com uma taxa mais alta de imposto de 27,5%, estimamos que o grupo reporte um lucro de 50,5 milhões de euros ", sublinhou John dos Santos, da Lisbon Brokers.
Os analistas apontam vários 'drivers' que deverão suportar a Sonae nos próximos trimestres, nomeadamente: a nova equipa de gestão liderada por Paulo Azevedo, a expansão no retalho, a recuperação da economia portuguesa, o aumento do portfólio da Sonae Sierra, o spin-off da Sonae Capital e os movimentos da Sonaecom no sector em Portugal.
Segundo estimativas do Reuters Knowledge, a Sonae negoceia com um rácio Price/Earnings para 2007 de 22,12 vezes face a 22,01 vezes da retalhista nacional Jerónimo Martins.
Tiago Figueiredo Silva
Em comunicado hoje emitido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae adianta que o seu volume de negócios cresceu 6,9% para os 2,13 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano contra os homólogos 1,99 mil milhões de euros.
O EBITDA (cash-flow operacional) atingiu os 333,9 milhões de euros no período em análise, o que representa uma subida de 20,3% face aos 277,5 milhões de euros atingidos nos primeiros seis meses de 2006. “Para esta melhoria contribuíram em particular a abertura de novas lojas na Distribuição, o lançamento do cartão de fidelização no retalho alimentar e o aumento do valor de mercado dos Centros Comerciais” considera a Sonae.
“Durante o primeiro semestre do ano a Sonae evidenciou uma melhoria significativa nos seus resultados operacionais, em relação aos apresentados no período homólogo do ano anterior”, adianta a empresa em comunicado.
Já o EBIT (resultado operacional) cresceu 25,1% para os 164,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, contra os homólogos 164,2 milhões de euros.
A Sonae revela que o investimento aumentou 50% quando comparado com os primeiros seis meses de 2006 devido: à abertura de novas lojas por parte da unidade Distribuição; ao aumento significativo no contributo dos Centros Comerciais; ao ligeiro contributo da Sonaecom a reflectir o investimento adicional em projectos UMTS; ao investimento na Sonae Capital impulsionado pelos projectos de Tróia, Hóteis e Corretagem de Seguros; bem como, ao contributo da Holding que reflectiu o desinvestimento na Agloma, nas serrações da Somit e Cuellar e na Imoplamac.
A empresa presidida por Paulo Azevedo sublinha ainda que a dívida líquida consolidada aumentou 15% face ao primeiro semestre do ano passado e ao final de 2006, principalmente na Distribuição e nos Centros Comerciais.
Do total da dívida líquida, 722 milhões de euros são atribuíveis ao negócio dos Centros Comerciais, financiados em project finance, estando total e exclusivamente garantidos por cada activo.
O rácio de dívida líquida consolidada sobre o Cash-Flow Operacional (EBITDA) consolidado dos últimos 12 meses foi de 3,6 (3,3), valor comparável com 3,4 verificados em 31 de Dezembro de 2006.
A cobertura de juros anualizada foi de 5,4 (6,9), reflectindo o maior nível de juros suportados no período bem como um nível médio superior da dívida bruta.
As acções da Sonae fecharam hoje a subirem 2,66% para os 1,93€.
Estimativas
As estimativas de cinco analistas consultados pela Reuters, apontava para que a Sonae tivesse registado um lucro líquido atribuível na média de 83,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2007, o que equivalente a uma queda de 1,5% face a igual período de 2006.
Estes analistas previam que o lucro líquido atribuível da Sonae se tivesse situado entre os 50,5 e os 121 milhões de euros, sendo que a empresa registou uma mais-valia da venda da Enabler no primeiro semestre de 2006, pelo que a comparação não é favorável.
Estimavam que o volume de negócios tivesse subido 8,4% para a média de 2.166,2 milhões de euros enquanto o EBITDA-Earnings Before Interests Taxes Depreciations and Amortizations tivesse crescido 8,7% para a média de 301,6 milhões de euros.
"No geral, esperamos que a Sonae anuncie uma performance operacional favorável suportada na performance do braço para o retalho e na unidade Sonae Sierra. Abaixo da linha operacional, esperamos que os resultados antes de impostos e minoritários sejam afectados pelos efeitos extraordinários menores, já que no segundo trimestre de 2006 a empresa registou uma mais-valia da venda da Enabler", referia o Banif.
"Temos de lembrar a mais-valia de 25,3 milhões de euros registada no primeiro semestre de 2006 relacionada com a venda da Enabler pela Sonaecom. Com isto em mente, e com uma taxa mais alta de imposto de 27,5%, estimamos que o grupo reporte um lucro de 50,5 milhões de euros ", sublinhou John dos Santos, da Lisbon Brokers.
Os analistas apontam vários 'drivers' que deverão suportar a Sonae nos próximos trimestres, nomeadamente: a nova equipa de gestão liderada por Paulo Azevedo, a expansão no retalho, a recuperação da economia portuguesa, o aumento do portfólio da Sonae Sierra, o spin-off da Sonae Capital e os movimentos da Sonaecom no sector em Portugal.
Segundo estimativas do Reuters Knowledge, a Sonae negoceia com um rácio Price/Earnings para 2007 de 22,12 vezes face a 22,01 vezes da retalhista nacional Jerónimo Martins.
Um copo de vinho por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!!
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