Se não fosse com o dinheiro dos nossos impostos a poitica era a melhor comedia que existiria.
Portugal é dos mais vulneráveis à crise do ‘subprime’
Alto endividamento e taxas de crédito são os maiores factores de risco. Dados do Comité Económico da UE contrastam com optimismo de Teixeira dos Santos.
As implicações da crise dos mercados financeiros na economia portuguesa podem ser bem maiores do que o Governo vem sugerindo. Segundo o comité económico e financeiro da União Europeia, os graus de endividamento e a explosão do crédito – sobretudo a taxas variáveis – registados na economia portuguesa, bem como a exposição do sistema bancário nacional a capital estrangeiro, são características que potenciam a contaminação e o efeito desta crise na economia real.
Os “balanços, altamente endividados, das famílias e empresas europeias podem, no contexto de um aperto das condições de crédito, ter implicações no lado real da economia europeia”. Segundo este relatório do comité, que esteve sobre a mesa dos ministros das Finanças europeus reunidos no Porto, no sábado, os “riscos” de contágio da crise à economia real são ainda “mais acentuados em estados-membro onde o endividamento dos agregados permanece a nível historicamente elevados (…), onde o crescimento do crédito bancário subiu rapidamente nos últimos anos e onde os empréstimos são substancialmente baseados em taxas de juro variáveis”.
O relatório é dirigido à zona euro em geral, mas estes são elementos onde Portugal se destaca pela negativa. Segundo dados da CE, o grau de endividamento das famílias será em 2008 de 102% do PIB, contra uma média de 66% na zona euro, e 98% dos empréstimos hipotecários actuais foram contraídos a taxa variável - o valor mais alto da zona euro, cuja média é de 51%. Serve de consolo, o facto do mercado de habitação não estar sobreaquecido, como em Espanha, mas a explosão do crédito em Portugal desde meados dos anos 90 é uma das maiores da zona euro e os crescentes níveis de desemprego (7,9%), bem como o fraco crescimento de salários, só podem agravar o impacto na economia real.
No sector financeiro, a falta de transparência nos instrumentos e a crescente integração, aumenta os riscos de contágio da crise de liquidez e da falência de activos de alto risco a toda a UE, sobretudo a economias mais abertas, como Portugal. Numa descrição da banca europeia, o comité nota que 21 dos 46 grandes grupos bancários têm operações “significativas” (mais de 25% do total dos seus activos) fora do estado onde estão sedeados. Nos países de leste, os estrangeiros detêm mais de metade do mercado. Mas “muitos dos Quinze também são alvo de operações “significativas” de grupos estrangeiros: como exemplo, a Áustria, o Benelux, Portugal e os países nórdicos”, nota o relatório.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que “as entidades financeiras portuguesas estão muito pouco expostas à crise” e que, por isso, quaisquer efeitos indirectos “serão pequenos”.
Luís Rego
in Diário Economico
Mas se o Teixeira dos Santos diz que não , então já fico mais descansado para hoje...
Espero que não haja confusão na nossa Mercearia , senão "agarra-se tudo ao Totta"...
Um abraço ,
The Mechanic