
Enviado:
7/8/2007 22:06
por redhot
O free float do BCP estava na semana passada em 16%. Siginifica que os tubarões que andaram a tomar posições para a assembleia geral tomam conta de 100%-16% = 84% do capital do banco.
Significa que só 16% das acções estão (estavam...) a ser transaccionadas em bolsa.
Naturalmente que o free float é dinâmico e vai variando de dia para dia.
Penso eu de que...Mas poderão haver entendidos na matéria que expliquem melhor.
freefloat?

Enviado:
7/8/2007 15:49
por dakshinamurti
Caros forenses
Venho submeter-vos uma dúvida sobre o conceito de freefloat. O que à partida pode parecer unívoco, por vezes não o é, e depois de inquirir vários indivíduos e instituições aeste respeito continuo sem uma resposta cabal, clara e definitiva.
A última resposta que obtive foi da parte da CMVM, que passo a parafrasear:
“Free float: proporção do número de acções dispersas e disponíveis para negociação no mercado face à totalidade do capital social admitido à negociação em bolsa.”. Daqui decorrerá que para se determinar o free-float de uma entidade emitente é necessário conhecer o número de acções a que corresponde o capital social, deste, qual o número de acções que foram admitidas à cotação e destas, qual a parte que não se encontra na posse da própria entidade emitente (acções próprias), i. é., aquelas acções que, “realmente” dispersas em bolsa, são passíveis de serem compradas e vendidas.
Pelo que compreendo daqui, freefloat seria algo como a fórmula (capital admitido à cotação - acções próprias). Ora algo me diz que faltaria retirar a esse capital admitido à cotação as acções que entretanto já tiverem sido compradas por accionistas de referência da empresa, dentro de padrões objectivos, como por exemplo, se o total da sua participação for qualificada (2%) do capital social total.
Vamos a um exemplo simplificador.
Empresa A tem 2 biliões de acções. Resolve colocar 50% no mercado.
Temos então Capital social 2 biliões de acções. Capital admitido à cotação 1 bilião de acções.
À partida esse bilião pode ser considerado freefloat, mas imagine-se que alguém comprava no mercado 500 000 acções... o freefloat continuava a ser 1 bilião? Ou era reduzido para 500 000 em participações não qualificadas?
Talvez mais claro assim. Imaginem que o accionista que alienou o bilião de acções, decide entrar e recomprar 15% mais, ficando a ter 65%... O freefloat é 50% ou passa a 35%? (recorde-se que teria 50% que nc chegou a ser colocado em bolsa, mais 15% que comprou em bolsa).
Pelo menos se forem à estrutura de accionistas da EDP vêem as distinções entre listed capital, depois vêm discriminadas participações superiores a 2% e a outra rubrica é freefloat.
A menos que a EDP não esteja a traduzir a realidade, isto leva-me a crer que freefloat é de facto o seguinte:
Percentagem do capital social admitido à negociação que não esteja em mãos de accionistas com participações totais maiores que 2% nem em acções próprias da empresa.
Mas o que dizem vocês?