fonte: expresso
Venezuela: Estado assumiu controlo administrativo de Teleférico de Caracas
economia
03:00 | sábado, 04 AGO 07
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Caracas, 4 Ago (Lusa) - O Estado venezuelano assumiu, sexta-feira, através da operadora turística Venezuelana de Turismo (Venetur), o controlo administrativo do teleférico de Caracas, um dos dois existentes no pais, anunciou a ministra do Poder Popular para o Turismo, Olga Azuaje.
"Novamente o teleférico de Caracas passar a ser administrado pelo Estado venezuelano através de Venetur, operadora que comercializará todos os activos que tem o Estado em matéria de turismo no território nacional", disse.
O anúncio teve lugar 24 horas depois do representante legal da Ávila Mágica, empresa privada que operava o teleférico, denunciar, através das televisões venezuelanas, que oficiais da Guarda Nacional (polícia militar) e funcionários do Ministério de Turismo, "tomaram o controlo" das instalações, argumentando que existiam irregularidades administrativas.
Aquele responsável questionou a "competência" das autoridades turísticas do país para "instruir um procedimento" e "atribuir-se como proprietárias das instalações" do teleférico.
Segundo a ministra a empresa operadora devia 19 mil milhões de bolívares (6,5 milhões de euros) ao Estado venezuelano, dívida que a empresa não reconhece e divulgou através das televisões venezuelanas, recibos de pagamentos efectuados antes dos prazos concedidos pelas autoridades desde que assumiram o controlo do teleférico, em 1999.
A 26 de Junho último a Assembleia Nacional (parlamento) autorizou a transferência administrativa dos teleféricos de Caracas e Mérida (o mais longo do mundo), e dos hotéis Guaicamacuto e Humboldt, à Venetur, com base numa proposta feita pelo primeiro mandatário venezuelano, Hugo Chávez Frías.
Criado a 19 de Abril de 1956 por V. De Bertren, com tecnologia alemã, o teleférico de Caracas liga caracas ao pico Naiguatá (2.765 metros) no cimo da montanha El Álvila. Esteve paralizado entre 1986 e 2002.
Em 1998 o Estado venezuelano outorgou uma licença de 30 anos à Inversora Turística Caracas (Ávila Mágica) para reparar, reconstruir e administrar a sua infraestrutura, o que permitiu que voltasse a funcionar, recebendo 50 mil visitantes mensalmente.
FPG.
Lusa/Fim