Pata-Hari Escreveu:por acaso, relendo o artigo, se calhar o engano é meu porque não vejo qualquer referência à actividade de seguros de capitalização mas apenas seguros "tradicionais".
Eu leio "actividade seguradora", que engloba ramos reais (automóvel, casa, saude, ac pessoais, ac trabalho etc etc) e vida (risco e capitalização ou mistos).
Para estes resultados devem ter contribuido o crescimento na venda (que sei não ser muito elevado) mas principalmente a redução na sinistralidade.
Neste artigo é feita ainda a ressalva de que não se podem esperar reduções no seguro automóvel por duas razões:
1- Novas normas Europeias que vão obrigar a aumento do capital mínimo nos seguros de responsabilidade civil automóvel obrigatório.
2- o crescente aumento de indemnizações pagas por danos pessoais (corporais e morais). Este aumento não se deve a maior sinistralidade mas a quantias mais elevadas pagas em média por sinistro. No caso dos danos morais ainda à muito pouco tempo não eram indemnizáveis, hoje já são mas em valor muito reduzido quando comparado com outros países ocidentais.
Este ano muitas companhias não aumentaram os prémios de seguro automóvel ou aumentaram abaixo da inflação consequência da reduzida sinistralidade de 2006 mas... como diz o artigo, mesmo que assim se mantenha não devemos esperar reduções pelas razões que já enumerei.
Ainda hoje um cliente me dizia que "as companhias de seguro são isto e aquilo e que deviam pagar os sinistros mesmo que o condutor conduzisse sobe o efeito do alcool ou drogas visto terem o seguro pago e no máximo espulsariam o cliente após um sinistro destes..." perguntei-lhe: "está disposto a pagar o dobro do prémio de seguro para que quem conduza nessa situação esteja coberto?" resposta obvia...
As companhias estão cá para ganhar dinheiro, para o tamanho das empresas que são e valores que movimentam têm dado muito pouco rendimento não sendo um negócio muito atrativo, isto vai ter de mudar e já está a mudar...
Abraço,
Carrancho