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MensagemEnviado: 1/8/2007 18:10
por carrancho
Pata-Hari Escreveu:por acaso, relendo o artigo, se calhar o engano é meu porque não vejo qualquer referência à actividade de seguros de capitalização mas apenas seguros "tradicionais".


Eu leio "actividade seguradora", que engloba ramos reais (automóvel, casa, saude, ac pessoais, ac trabalho etc etc) e vida (risco e capitalização ou mistos).

Para estes resultados devem ter contribuido o crescimento na venda (que sei não ser muito elevado) mas principalmente a redução na sinistralidade.

Neste artigo é feita ainda a ressalva de que não se podem esperar reduções no seguro automóvel por duas razões:

1- Novas normas Europeias que vão obrigar a aumento do capital mínimo nos seguros de responsabilidade civil automóvel obrigatório.

2- o crescente aumento de indemnizações pagas por danos pessoais (corporais e morais). Este aumento não se deve a maior sinistralidade mas a quantias mais elevadas pagas em média por sinistro. No caso dos danos morais ainda à muito pouco tempo não eram indemnizáveis, hoje já são mas em valor muito reduzido quando comparado com outros países ocidentais.



Este ano muitas companhias não aumentaram os prémios de seguro automóvel ou aumentaram abaixo da inflação consequência da reduzida sinistralidade de 2006 mas... como diz o artigo, mesmo que assim se mantenha não devemos esperar reduções pelas razões que já enumerei.


Ainda hoje um cliente me dizia que "as companhias de seguro são isto e aquilo e que deviam pagar os sinistros mesmo que o condutor conduzisse sobe o efeito do alcool ou drogas visto terem o seguro pago e no máximo espulsariam o cliente após um sinistro destes..." perguntei-lhe: "está disposto a pagar o dobro do prémio de seguro para que quem conduza nessa situação esteja coberto?" resposta obvia...

As companhias estão cá para ganhar dinheiro, para o tamanho das empresas que são e valores que movimentam têm dado muito pouco rendimento não sendo um negócio muito atrativo, isto vai ter de mudar e já está a mudar...

Abraço,

Carrancho

MensagemEnviado: 1/8/2007 17:31
por Pata-Hari
por acaso, relendo o artigo, se calhar o engano é meu porque não vejo qualquer referência à actividade de seguros de capitalização mas apenas seguros "tradicionais".

MensagemEnviado: 1/8/2007 16:44
por Pata-Hari
Os seguros que resgistaram crescimento não são certamente esses que estão a pensar. O que está em fraca expansão são os seguros enquanto veiculo de investimento, que é muito mais eficiente fiscalmente do que os fundos tradicionais (ou pode ser, em funçaõ do tempo decorrido e da composição do mesmo). São veiculos usados hoje em dia e que aparecem em substituição aos investimentos directos em fundos, por exemplo.

Ou seja... lido assim, esta noticia não explica nadica de nada e até pode induzir num erro muito grosseiro. É preciso entender o que está por detrás desse crescimento.

Re: bem...

MensagemEnviado: 1/8/2007 14:10
por luis.gomes
mcarvalho Escreveu:lá vamos receber uma carta a dizer que...

atendendo ao aumento exagerado dos lucros somos obrigados a baixar significativamente o valor do prémio do seu seguro...!!!!!! :mrgreen: :mrgreen:


... é pq vais... :mrgreen:

LG

bem...

MensagemEnviado: 1/8/2007 13:21
por mcarvalho
lá vamos receber uma carta a dizer que...

atendendo ao aumento exagerado dos lucros somos obrigados a baixar significativamente o valor do prémio do seu seguro...!!!!!! :mrgreen: :mrgreen:

Lucro seguros Portugal sobe 55 pct para recorde 708

MensagemEnviado: 1/8/2007 13:18
por mcarvalho
Lucro seguros Portugal sobe 55 pct para recorde 708 ME em 2006


01/08/2007


LISBOA, 01 Ago (Reuters) - Os lucros da actividade seguradora em Portugal subiram 54,9 pct para 708 milhões de euros (ME) em 2006, o melhor resultado de sempre do sector, anunciou Jaime D'Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Adiantou, ainda, que excluindo as operações de caractér extraordinário relacionadas com as operações no Grupo Banco Espírito Santo (BES) , que detém a seguradora Tranquilidade, os resultados recorrentes foram de 532 ME.

"Tivemos os melhores resultados recorrentes de sempre da actividade seguradora em Portugal. (...) Foi um ano que nos permitiu também ir melhorando ainda mais a capacidade de funcionamento das seguradoras e ter uma contribuição importante para a sociedade", referiu Jaime D'Almeida.

Em 2006, o sector segurador devolveu à sociedade em custos com sinistros e provisões, comissões a mediadores, impostos e custos com pessoal 13,7 mil ME, depois de ter recebido prémios e taxas de 13,6 mil milhões de euros e pagou cerca de 23 pct de impostos no valor de 800 ME, o valor mais elevado de sempre.

"Mas, sobretudo sentimos que continuamos a tendência de uma melhoria de bom relacionamento com os consumidores e sobretudo uma tendência que ainda por cima se veio a verificar com o desagravamento de muitas tarefas na maior parte dos seguros que foram vendidos, sobretudo na área não vida", sublinhou o presidente da APS.

Explicou que "o sector automóvel é um sector onde isso se vem verificando, aliás desde 1997 que as tarifas automóveis desinflaccionadas vêm sistematicamente a descer, mas em termos reais o preço médio de uma tarifa automóvel em 2004 era de cerca de 320 euros e o ano passado foi de menos de 310".

Sublinhando que a intenção das seguradoras é vender apólices a um preço apelativo para os consumidores, relembrou os condicionalismos do mercado que irão afectar sector automóvel em 2007.

Frisou, neste caso, o sentido do agravamento de tarifas, nomedamente o aumento dos custos dos danos pessoais e as implicações da aplicação da Quinta Directiva automóvel, onde se exigem coberturas mínimas de responsabilidade civil mais elevadas do que aquelas que existem.

Referiu também a tendência do aumento de consumo dos seguros de saúde em simultâneo com a tendência para o agravamento dos custos dos prémios e dos sinistros.

"Por outro lado, revela claramente uma tendência que nós gostamos de sublinhar da actividade seguradora vir a trabalhar junto com o Estado no fundo na complementação de garantias que são tradicionalmente prestadas pelo Estado e que fazem parte da sua obrigação na área da Segurança Social e da Saúde", disse.

Acrescentou que espera a tendência para o aumento de consumo per capita de seguros em Portugal que é ainda inferior à média europeia.

"Mas, eu penso que haverá agora uma tendência para isso recuperar enfim se o próprio mercado ajudar a esse desenvolvimento e isso vai-se verificar sobretudo nos seguros tradicionais", referiu.

Para 2007, a tendência é para que o sector evolua no mesmo sentido, apesar dos desafios que se colocam ao sector, nomeadamente a aprovação do lançamento do fundo de riscos sísmicos e a nova lei do contrato de seguro que normalizará o funcionamento da actividade.

Relativamente ao activo líquido, este valorizou 13 pct relativamente a 2005, atingindo os 51.070 ME, enquanto os capitais próprios subiram 17,2 pct para os 3.899 ME.

No que toca aos investimentos, este sector consolidou o seu lugar como maior investidor institucional português alcançando uma carteira de investimentos de 45.452 ME.

((---Raquel Godinho, Lisboa Editorial, 351-21-3509204 lisbon.newsroom@reuters.com))