parece-me a 4ª seguida, se bem que, se não me engano já anda a corrigir desde o dia 16 ou 17.
Caramba, tanta notícia boa dos states e aquilo continua a praticar rapel!
Caramba, tanta notícia boa dos states e aquilo continua a praticar rapel!
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curvedair Escreveu:Luka,
de quem é essa citação?...
Curvedair
luka Escreveu:
é engraçado (classico) que todas as manhãs depois da queda matinal existe uma ligeira esperança (pequenos compram) e no final do dia as grandes ordens de venda chegam ... (tento explorar este padrão com Warrants...no intraday)
Susanacr Escreveu:Pois mas as bolsas europeias estao a ficar verdes...
Receio do fim do "boom" de fusões e aquisições afunda bolsas mundiais
Como se temia, a crise no crédito à habitação nos Estados Unidos, com a subida do incumprimento, está a alastrar aos outros segmentos do mercado de dívida. Nos últimos dois dias surgiram notícias de que os fundos de "private equity" estão a ter dificuldades para financiar as suas aquisições. E sem este motor, que tem alimentado o ângulo especulativo sobre as acções, as cotações de muitas empresas perdem sustentação.
Se juntarmos o facto de os resultados de algumas grandes empresas estarem a decepcionar os investidores, temos os ingredientes que explicam os dias negros que as bolsas de todo o mundo estão a viver. Ontem, as principais praças europeias e americanas encerraram com quedas superiores a 2%, as mais elevadas desde a correcção de Março.
O alarme foi dado na quarta-feira quando surgiram notícias de que os bancos que financiaram a aquisição da retalhista britânica Boots pela maior empresa de "private equity" do mundo, a Kohlberg Kravis Roberts, não estava a conseguir colocar no mercado as obrigações sobre esta dívida. Ontem, aconteceu o mesmo em relação à operação de aquisição da Chrysler pelo "private equity" Cerberus. Só estas duas aquisições implicavam a emissão de 20 mil milhões de euros de obrigações.
Os "private equity" recorrem aos chamados "leverage buy out", isto é, aquisições alavancadas em dívida. Nos últimos anos beneficiaram de taxas de juro historicamente baixas nas principais economias do mundo, levando o volume de aquisições para valores recorde. Este ano já foram anunciadas operações no montante de 3 biliões de dólares, mais 56% que no mesmo período de 2006.
"Os investidores em acções devem por de lado a especulação em torno das aquisições", avisou ontem Richard Bernstein, director de estratégia da Merrill Lynch, numa nota de investimento. "Com os mercados de dívida a racionarem o crédito, a probabilidade de aquisições afundou", acrescentou.
Esta realidade estende-se às empresas. Os "credit default swaps", instrumentos que servem de seguro sobre a dívida contraída pelas empresas dispararam para o valor mais elevado dos últimos dois anos. Os bancos estão a ser os mais penalizados, com o receio de que o incumprimento no pagamento das dívidas penalize os resultados e os créditos contraídos pelos próprios bancos. O preço destes seguros atingiu ontem valores recorde para alguns dos maiores bancos americanos, como a Goldman Sachs e a Bear Stearns.