isto está tudo doido, a isto se chama morrer por uma causa, "o fim das reformas"
http://dn.sapo.pt/2007/07/26/economia/c ... nicos.html
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CGA nega pensão a 6 doentes crónicos
Têm entre 50 e 60 anos, mais de 30 anos de serviço, sofrem de doenças oncológicas, renais ou psicológicas graves, que lhes conferiram um grau de incapacidade atribuído pelo Serviço Nacional de Saúde em torno dos 85%, mas, ainda assim, viram rejeitados os seus pedidos de aposentação por motivo de doença por parte das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA). São seis decisões que assim se juntam a outras tomadas relativamente a dois professores e cuja denúncia pública levou o Governo a aprovar em tempo recorde um decreto-lei que altera a composição das juntas médicas.
Perante o indeferimento dos pedidos, a maioria destes funcionários acabou por passar à reforma à mesma, mas com penalização de 4,5% por cada ano de antecipação.
Comentários de mau gosto
Mas o que está em causa nestes seis casos não é só a decisão médica face aos resultados clínicos existentes. É também o modo como as decisões foram tomadas e como os funcionários foram tratados.
Cada um dos seis funcionários foi ouvido pelas juntas médicas entre três e cinco minutos, por três elementos que se recusaram identificar. A isto acrescenta-se a pouca atenção prestada aos relatórios médicos elaborados por outros especialistas e os comentários de mau gosto feitos por alguns e mesmo manifestações de má educação por parte destes especialistas: "A senhora não quer é trabalhar"; "mas a senhora já cá veio e volta cá outra vez?"; ou ainda a senhora está com muito bom aspecto. Quer é andar para aí a passear".
Estes seis casos foram denunciados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, filiado na CGTP, que garante existir uma "orientação política" para o elevado número de indeferimentos de pedidos de reforma por invalidez. "É a única explicação para tamanhas injustiças e humilhações".
O sindicato considera que o Governo não resolveu o problema ao limitar a sua intervenção à composição das juntas médicas. "O que se exige é que as juntas médicas tenham como critério principal a dignidade humana e não tratem os trabalhadores como números e que façam avaliações sérias sem obedecer a critérios políticos ou de reduções de despesa", diz o sindicato, coordenado por Alcides Teles, que exige uma reapreciação dos processos indeferidos. Contactado, o Ministério das Finanças referiu apenas que se "trata de uma matéria que respeita a conhecimentos específicos da ciência médica. Por isso estão reservadas, em exclusivo, aos médicos que integram a junta médica da CGA, competindo-lhes proceder a essas definições".
Mais aptos do que inaptos
A CGA não revela dados relativos a este ano. Porém, o seu relatório de actividades indica que, em 2006, pela primeira vez desde pelo menos 2002, saíram das juntas médicas mais aptos do que inválidos.
Foram considerados aptos para trabalhar 3625 funcionários, o que aumenta o seu peso de 45%, em 2005, para se 51%, em 2006. | "
http://dn.sapo.pt/2007/07/26/economia/c ... nicos.html
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CGA nega pensão a 6 doentes crónicos
Têm entre 50 e 60 anos, mais de 30 anos de serviço, sofrem de doenças oncológicas, renais ou psicológicas graves, que lhes conferiram um grau de incapacidade atribuído pelo Serviço Nacional de Saúde em torno dos 85%, mas, ainda assim, viram rejeitados os seus pedidos de aposentação por motivo de doença por parte das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA). São seis decisões que assim se juntam a outras tomadas relativamente a dois professores e cuja denúncia pública levou o Governo a aprovar em tempo recorde um decreto-lei que altera a composição das juntas médicas.
Perante o indeferimento dos pedidos, a maioria destes funcionários acabou por passar à reforma à mesma, mas com penalização de 4,5% por cada ano de antecipação.
Comentários de mau gosto
Mas o que está em causa nestes seis casos não é só a decisão médica face aos resultados clínicos existentes. É também o modo como as decisões foram tomadas e como os funcionários foram tratados.
Cada um dos seis funcionários foi ouvido pelas juntas médicas entre três e cinco minutos, por três elementos que se recusaram identificar. A isto acrescenta-se a pouca atenção prestada aos relatórios médicos elaborados por outros especialistas e os comentários de mau gosto feitos por alguns e mesmo manifestações de má educação por parte destes especialistas: "A senhora não quer é trabalhar"; "mas a senhora já cá veio e volta cá outra vez?"; ou ainda a senhora está com muito bom aspecto. Quer é andar para aí a passear".
Estes seis casos foram denunciados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, filiado na CGTP, que garante existir uma "orientação política" para o elevado número de indeferimentos de pedidos de reforma por invalidez. "É a única explicação para tamanhas injustiças e humilhações".
O sindicato considera que o Governo não resolveu o problema ao limitar a sua intervenção à composição das juntas médicas. "O que se exige é que as juntas médicas tenham como critério principal a dignidade humana e não tratem os trabalhadores como números e que façam avaliações sérias sem obedecer a critérios políticos ou de reduções de despesa", diz o sindicato, coordenado por Alcides Teles, que exige uma reapreciação dos processos indeferidos. Contactado, o Ministério das Finanças referiu apenas que se "trata de uma matéria que respeita a conhecimentos específicos da ciência médica. Por isso estão reservadas, em exclusivo, aos médicos que integram a junta médica da CGA, competindo-lhes proceder a essas definições".
Mais aptos do que inaptos
A CGA não revela dados relativos a este ano. Porém, o seu relatório de actividades indica que, em 2006, pela primeira vez desde pelo menos 2002, saíram das juntas médicas mais aptos do que inválidos.
Foram considerados aptos para trabalhar 3625 funcionários, o que aumenta o seu peso de 45%, em 2005, para se 51%, em 2006. | "