Página 1 de 1

MensagemEnviado: 24/7/2007 21:42
por vitor79
Nesse ponto estou completamente de acordo, nos queremos mais acções destas empresas para nos e depressa, 480 na REN é uma vergonha, pedi 50.000, devia pelo menos ter direito ai a uma 5.000.

Isso é que era.

Para as proximas privatizações queremos mais muito, mas muito mais acções para nos pequenos.

MensagemEnviado: 24/7/2007 19:07
por Touro
Já reparei, de facto, que as OPVs são desenhadas para os institucionais. Há uma nítida discriminação relativamente aos pequenos investidores, senão vejamos:

1. é feito um 'roadshow' para explicar aos institucionais as perspectivas da empresa. E os pequenos investidores? É-lhes explicado ou dada a conhecer essa informação disponibilizada aos institucionais? Assunto para a CMVM.

2. As tranches para institucionais são incomparavelmente superiores, compreende-se, é certo, o que não se compreende é a que procura seja, por exemplo, 50x no segmento dos institucionais e 200x nos pequenos investidores. Por que não aumentar a quantidade de acções disponibilizadas aos pequenos. Aqui só o nosso veemente protesto (pequenos investidores) poderá mudar a situação, pois as commissões geralmente são fixas, e o custo de comprar 100 é o mesmo que comprar 1000.

3. Os institucionais ainda podem recorrer ao 'sapato verde'(greenshoe). Se este mecanismo é como penso, trata-se de algo indecoroso, no contexto em que estamos a falar, pois os intitucionais, depois de ver a acção a subir 50% podem exercer esse direito e comprar mais uns milhões de acções ao preço da OPV. E será que têm um período de indisponibilidade de 3 meses, como têm os pequenos por terem um miserável desconto de 5%? Agradeço que me corrijam se o meu raciocínio estiver errado. E os pequenos investidores não têm direito a comprar mais ao preço da OPV?

Enfim, julgo que estão criadas as condições para se criar um 'movimento de cidadãos' para fazer valer os seus direitos. Proponho que não seja possível numa OPV haver tal discrepância entre acções que são atribuídas a institucionais e pequenos investidores. Proponho que cada investidor, seja institucional ou não, possa dar a ordem pelo valor que pretender, sem esses limites de 20 000 ou 10 000. Este sistema de calhar 100 ou 200 acções aos pequenos e depois vê-las a subir 50% no primeiro dia de negociação é frustrante.

O mercado deve ser livre, tal como está, está viciado a favor dos institucionais.

MensagemEnviado: 23/7/2007 14:54
por nunofaustino
Mas karlitos, pensa bem numa coisa...

Na opv da ren... o estado (todos os portugueses) vendeu acções a 2.75€. Alguns portugueses compraram 330 acções. Institucionais compraram vários milhões...

É a distribuição perfeita... dar migalhas a muitos e o pão a poucos... ficando a gd maioria dos portugueses mais pobres pois não foram à OPV e ficaram sem parte da REN e provavelmente daqui a uns tempos pagam a electricidade mais cara pois a REN tem de responder aos accionistas e como n há concorrência...

Br@instock... concorrência em áreas como a distribuição de electricidade, água e saneamento é muito difícil "liberalizar" e tornar concorrencial.. basta ver os telefones...

Um abr
Nuno

MensagemEnviado: 23/7/2007 14:40
por karlitos
o estado vai continuar como accionista maioritario por isso nao ha real problema a nivel do consumidor (penso eu)...

e prntos, é mais uma maneira de encherem os cofres e darem mais uns trocos a quem vai aos IPO's.

MensagemEnviado: 23/7/2007 12:06
por br@instock
Possivelmente isso dá aso a que surjam outras empresas comcorrentes...

No entanto o meu pensamento é mais como investidor, interessa comprar barato e vender caro.

Vejam o caso da gasolina... liberalizaram os preços e quem ficou a ganhar? O consumidor? não me parece... :evil:

MensagemEnviado: 23/7/2007 11:47
por nunofaustino
Apesar de ser um adepto da livre concorrência tenho muitas dúvidas que o Estado deva privatizar estes sectores sem garantir que de facto haja uma real concorrência... A REN é outro exemplo que a concorrência é nula, e que por isso vejo muito poucas vantagens para o estado ou consumidor na sua privatização...

Um abraço
Nuno

Águas de Portugal vai para a Bolsa

MensagemEnviado: 23/7/2007 10:57
por lemor
Águas de Portugal vai para a Bolsa

As mais recentes instruções dadas pelo accionista Estado ao conselho de administração da Águas de Portugal (AdP) são claras: tomar todas as medidas necessárias para valorizar a empresa. Objectivo? Dispersar em bolsa parte do capital da "holding" pública que gere o sector das águas e saneamento em Portugal.

A consolidação dos seus negócios e a focalização no "core-business" - nomeadamente, através de alienações como as da Aquapor em Portugal e da Electra e Prolagos no plano internacional - fazem parte do plano estratégico do Governo para preparar o IPO (oferta pública inicial) da Águas de Portugal.

"O accionista pretende que sejam dados passos no sentido de aumentar o valor do grupo, criando condições para a entrada em bolsa da AdP SGPS", revela, em entrevista ao Jornal de Negócios (JdN), o presidente da empresa, Pedro Serra, tendo por base a recomendação do Executivo entregue ao CA na última assembleia-geral, realizada a 28 de Junho. A percentagem de capital em causa e as condições da operação não estão ainda definidas.
Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/default. ... tId=299686