Vou deixar aqui um pequeno artigo opinião do Sr. Pedro Guerreiro, Jornal de Negócios, e aom o qual eu também concordo.
Bons Trades!
Berardo teve razão antes de tempo: quando disse “andam a brincar com as acções do Benfica”, estava coberto de razão. Na altura ainda não estavam, hoje estão.
Berardo teve razão antes de tempo: quando disse "andam a brincar com as acções do Benfica", estava coberto de razão. Na altura ainda não estavam, hoje estão.
Há "um grupo chinês" que "está a estudar" uma OPA sobre o Benfica (mas pode ser sobre o Sporting ou Porto), por sete euros por acção. Escreve-o o Diário Económico, que confrontou o suposto intermediário, Vasco Pereira Coutinho, que confirmou praticamente todas estas inconfirmações.
Não restam dúvidas de que Berardo abriu um novo caminho nas Sociedades Anónimas Desportivas com a sua OPA ao Benfica. Porque tornou essa possibilidade visível. Mas também porque já começou a incomodar gestores, fornecedores e clientes desses clubes, ao exigir ter acesso a contratos como os dos direitos televisivos.
Mas são estranhas, estas OPA: a de Berardo foi lançada para fazer as cotações subir e o próprio candidato a comprador diz que se tivesse acções não vendia àquele preço; a esquizofrenia torna-se agora mais exótica com alguém que está a pensar talvez lançar uma OPA talvez sobre o Benfica talvez sobre o Sporting ou o Porto talvez prefira Inglaterra talvez a sete euros talvez nada aconteça.
Não se sabe qual o preço oferecido nesta OPA, quanto querem comprar, o que admitem fazer e Vasco Pereira Coutinho nem sequer diz quem é o "grupo chinês".
Vasco Pereira Coutinho não é inimputável. Mas pode bem ser irresponsável. Na melhor das hipóteses. O empresário é um conhecido promotor imobiliário, mercado habituado à especulação, à falta de transparência e à assimetria de informação. Mas como Vasco pode saber perguntando ao seu irmão João Pereira Coutinho, na bolsa de valores as regras são diferentes. Especulação imobiliária é diferente de especulação mobiliária.
E há um regulador que tem obrigação de zelar por isso: no ano passado, a CMVM multou João Pereira Coutinho por ter alimentado ideias de lançamento de uma OPA alternativa sobre a PT; agora, Carlos Tavares poderá ter de fazer o mesmo a Vasco Pereira Coutinho, por alimentar notícias de lançamento de OPA alternativa sobre o Benfica.
Já ontem Belmiro de Azevedo afirmou que estavam a preparar uma OPA sobre uma empresa controlada pelo Estado. As acções da Inapa dispararam 40% e o empresário veio dizer que estava a brincar.
Já na semana passada Joe Berardo disse que andava de olho nas acções da Papelaria Fernandes. As acções saltaram mais de 30% e nada aconteceu.
Joe Berardo afirmou há dois dias que nunca tinha havido uma OPA tão transparente como a sua sobre o Benfica. Quem diria: as afirmações de Vasco Pereira Coutinho e as brincadeiras de Belmiro de Azevedo arriscam-se a fazer do madeirense o bom samaritano de uma história bolsista.
Ah, e já agora, uma nota final: aprendemos todos durante a OPA sobre a PT que quando alguém quer lançar uma OPA, não diz que anda a pensar nisso, pois arrisca-se a ter de comprar mais caro; quem diz que anda a estudar OPA alternativas ou é ingénuo ou especulador. Mas não lança OPA alguma.
Bons Trades!
Berardo teve razão antes de tempo: quando disse “andam a brincar com as acções do Benfica”, estava coberto de razão. Na altura ainda não estavam, hoje estão.
Berardo teve razão antes de tempo: quando disse "andam a brincar com as acções do Benfica", estava coberto de razão. Na altura ainda não estavam, hoje estão.
Há "um grupo chinês" que "está a estudar" uma OPA sobre o Benfica (mas pode ser sobre o Sporting ou Porto), por sete euros por acção. Escreve-o o Diário Económico, que confrontou o suposto intermediário, Vasco Pereira Coutinho, que confirmou praticamente todas estas inconfirmações.
Não restam dúvidas de que Berardo abriu um novo caminho nas Sociedades Anónimas Desportivas com a sua OPA ao Benfica. Porque tornou essa possibilidade visível. Mas também porque já começou a incomodar gestores, fornecedores e clientes desses clubes, ao exigir ter acesso a contratos como os dos direitos televisivos.
Mas são estranhas, estas OPA: a de Berardo foi lançada para fazer as cotações subir e o próprio candidato a comprador diz que se tivesse acções não vendia àquele preço; a esquizofrenia torna-se agora mais exótica com alguém que está a pensar talvez lançar uma OPA talvez sobre o Benfica talvez sobre o Sporting ou o Porto talvez prefira Inglaterra talvez a sete euros talvez nada aconteça.
Não se sabe qual o preço oferecido nesta OPA, quanto querem comprar, o que admitem fazer e Vasco Pereira Coutinho nem sequer diz quem é o "grupo chinês".
Vasco Pereira Coutinho não é inimputável. Mas pode bem ser irresponsável. Na melhor das hipóteses. O empresário é um conhecido promotor imobiliário, mercado habituado à especulação, à falta de transparência e à assimetria de informação. Mas como Vasco pode saber perguntando ao seu irmão João Pereira Coutinho, na bolsa de valores as regras são diferentes. Especulação imobiliária é diferente de especulação mobiliária.
E há um regulador que tem obrigação de zelar por isso: no ano passado, a CMVM multou João Pereira Coutinho por ter alimentado ideias de lançamento de uma OPA alternativa sobre a PT; agora, Carlos Tavares poderá ter de fazer o mesmo a Vasco Pereira Coutinho, por alimentar notícias de lançamento de OPA alternativa sobre o Benfica.
Já ontem Belmiro de Azevedo afirmou que estavam a preparar uma OPA sobre uma empresa controlada pelo Estado. As acções da Inapa dispararam 40% e o empresário veio dizer que estava a brincar.
Já na semana passada Joe Berardo disse que andava de olho nas acções da Papelaria Fernandes. As acções saltaram mais de 30% e nada aconteceu.
Joe Berardo afirmou há dois dias que nunca tinha havido uma OPA tão transparente como a sua sobre o Benfica. Quem diria: as afirmações de Vasco Pereira Coutinho e as brincadeiras de Belmiro de Azevedo arriscam-se a fazer do madeirense o bom samaritano de uma história bolsista.
Ah, e já agora, uma nota final: aprendemos todos durante a OPA sobre a PT que quando alguém quer lançar uma OPA, não diz que anda a pensar nisso, pois arrisca-se a ter de comprar mais caro; quem diz que anda a estudar OPA alternativas ou é ingénuo ou especulador. Mas não lança OPA alguma.