Biocombustiveis

Enviado:
12/6/2007 9:40
por charles
Biocombustíveis 2007-06-12 00:05
Jerónimo Martins e Martifer aliam-se contra a Galp
A parceria entre as duas empresas tem por alvo o negócio dos combustíveis verdes.
Ana Maria Gonçalves
A tradição já não é definitivamente o que era. As grandes cadeias de supermercados vão apostar em força na distribuição de biocombustíveis, um negócio actualmente controlado pela Galp. Os hipermercados preparam-se, assim, para manter o braço de ferro com a maior petrolífera nacional, depois de terem conseguido vencer a batalha dos preços da gasolina e do gasóleo.
Primeiro foi o Carrefour. Agora é a vez da Jerónimo Martins fechar um acordo com a Martifer na área do abastecimento de combustíveis verdes, prevendo a abertura de 70 postos, entre 2007 e 2009, nas unidades Feira Nova e Pingo Doce.
O volume estimado de vendas é de 250 milhões de litros por ano. A Martifer tem como objectivo atingir vendas de 400 mil metros cúbicos em quatro anos.
Para viabilizar o segmento da comercialização e distribuição de biocombustíveis, a Martifer criou a Prio Advanced Fuels, entidade que juntamente com a Jerónimo Martins irá aproveitar as sinergias neste segmento de negócio. A aliança é simples: a Prio Advanced Fuels utilizará um canal privilegiado para a distribuição dos seus produtos nos postos de abastecimento dos supermercados, ao passo que a Jerónimo Martins aproveitará o conhecimento da Prio Advanced Fuels na construção e gestão dos seus postos de abastecimento.
Os postos terão a marca Prio Express associada à marca da loja e o principal objectivo desta aliança consiste em fornecer um serviço aligeirado, associado a preços mais competitivos nas áreas dos combustíveis tradicionais e na nova geração de biocombustívieis.
Esta é, aliás, uma das cinco áreas estratégicas da Martifer, cuja admissão de 25% do capital à cotação em bolsa está prevista para o próximo dia 27 de Junho.
A empresa tem em marcha a produção de sementes oleaginosas na Roménia, onde estão a ser explorados 10 mil hectares de terrenos agrícolas. Recentemente assegurou o direito de concessão por 35 anos de outra parcela idêntica, por 5,5 milhões de euros.
As previsões da Martifer apontam para a exploração, em 2013, de 60 mil hectares de área cultivada na Roménia e 52 mil hectares, no Brasil.
No segmento de prensagem de sementes e extracção de óleo, a empresa conta com a valência da produção para também tirar partido do valor acrescentado da venda do óleo vegetal para a indústria de biocombustíveis e de farelo (sub-produto resultante da extracção do óleo das sementes) para a produção de rações para animais.
Numa lógica de integração vertical, a Martifer quer explorar igualmente a vertente de ‘trading’ e logística, através do aluguer de tanques de armazenagem em Aveiro e na Roménia.
Na área da produção de biodiesel, a Martifer está prestes a arrancar com duas fábricas, uma em Aveiro e outra na Roménia (Lehliu), cada uma com uma capacidade de produção de 100 mil toneladas/ano. Para o corrente ano estão programadas 50 mil toneladas, em ambas as unidades industriais.
Argelina Sonatrach cobiça eléctricas europeias
A entrada da Sonatrach no capital da EDP, onde pretende reforçar de 2,03% para 5%, é apenas o início do avanço da empresa argelina na Europa, onde está já em “negociações avançadas” com outros potenciais parceiros, afirmou o administrador financeiro da gasista estatal, numa entrevista à agência Lusa, em Argel.
Ali Rezaiguia afirmou que a eléctrica portuguesa foi a primeira empresa europeia na qual a Sonatrach tomou uma participação e disse que se trata “apenas de um início”. Escusou-se, no entanto, a revelar os nomes das empresas europeias em causa. Em Abril, a Sonatrach fechou um acordo de princípio com a EDP na área do gás natural e da produção de electricidade, cujos detalhes serão definidos até ao final deste mês. “A Sonatrach já é accionista no estrangeiro, como no Perú, por exemplo, mas na Europa é efectivamente a primeira vez que entra no capital de uma empresa de energia já constituída”, adiantou, explicando que, em Espanha, a argelina criou, de raiz, uma sociedade com a Cepsa e a Total.
A maior fornecedora de gás natural à Península Ibérica detém actualmente uma quota de 11% no mercado europeu do gás e tem por objectivo aumentar “rapidamente” as vendas para garantir uma “fatia” de 20%.