Jornal de Negócios Escreveu:A bolsa portuguesa encerrou a subir mais de 1% impulsionada pelos ganhos do Banco Comercial Português e da Portugal Telecom. O PSI-20 ganhou 1,23% no dia em que dez empresas do índice valorizaram mais de 1%. A Galp Energia subiu mais de 4% para um novo máximo histórico.
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Ana Luísa Marques
anamarques@mediafin.pt
A bolsa portuguesa encerrou a subir mais de 1% impulsionada pelos ganhos do Banco Comercial Português e da Portugal Telecom. O PSI-20 ganhou 1,23% no dia em que dez empresas do índice valorizaram mais de 1%. A Galp Energia subiu mais de 4% para um novo máximo histórico.
O principal índice da bolsa portuguesa [Cot] negociou nos 12.895, 97 pontos, com 17 títulos a subir, dois a descer e um inalterado. A Europa também encerrou a negociar em terreno positivo, pela primeira vez em cinco sessões, a beneficiar de novos rumores de fusões e aquisições no sector mineiro.
Na bolsa portuguesa, o destaque vai para o Banco Comercial Português [Cot] que hoje ganhou 1,71% para os 3,57 euros, com mais de 12 milhões de acções transaccionadas. Amanhã é o último dia em que as acções do banco negoceiam com direito ao dividendo de 2006.
O jornal "Publico" noticiou hoje que a família Moniz da Maia está de volta ao BCP, depois de ter adquirido mais de 2% do capital do banco. O regresso decorre vinte anos depois de ter abandonado a estrutura accionista daquele que é hoje o maior grupo financeiro português. Segundo o mesmo diário, Bernardo Moniz da Maia, filho do ex-accionista fundador do BCP, investiu nos últimos dias mais de 200 milhões de euros, assumindo uma participação de referência superior a 2% do capital do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto.
Ainda no sector da banca, o BES [Cot] ganhou 0,97% para os 16,62 euros e o Banco BPI [Cot] subiu 0,47% para os 6,41 euros.
A impulsionar o índice nacional esteve também a Portugal Telecom (PT) [Cot]. A operadora subiu 1,32% para os 10 euros. A PT Multimédia [Cot] avançou 1,74% para os 11,70 euros.
A Galp Energia [Cot] voltou a renovar o máximo histórico, ao tocar nos 9,92 euros, tendo encerrado a ganhar 4,02% para os 9,83 euros. A petrolífera esta a beneficiar com a entrada de investidores no papel e com o novo preço-alvo de 10,30 euros definido pela casa de investimento Merrill Lynch. A casa de investimentos passou, ainda, a incluir a companhia portuguesa na lista das petrolíferas europeias preferidas.
Outro factor que está a funcionar como catalisador do papel é a aproximação da data de pagamento do dividendo relativo ao exercício de 2006, que tende a atrair os fundos de investimento.
Do lado dos ganhos destaque ainda para a Mota-Engil [Cot]. No dia em que teve inicio o período de subscrição de acções da participada Martifer, a construtora ganhou 2,32% para os 7,06 euros.
A par do efeito positivo da participada, as acções da Mota-Engil foram também impulsionadas pela entrada da empresa na "short list" de uma concessão de auto-estradas na Turquia. A Mota-Engil é apontada como preferida do governo turco para vencer esta concessão, onde o consórcio liderado pela Brisa foi entretanto excluído.
Ainda no sector da construção, a Soares da Costa [Cot] ganhou 5,05% para os 2,08 euros e a Semapa [Cot] subiu 0,66% para os 12,29 euros. Os títulos da Brisa [Cot] avançaram 1,19% para os 10,20 euros.
A Jerónimo Martins [Cot] subiu 2,82% para os 4,37 euros, no dia em que chegou a acordo de cooperação com a Martifer na área de combustíveis, que prevê a abertura de 70 postos de combustíveis nos próximos três anos.
Belo fecho, se o dia de amanhã for igaul chegamos aos 13000