Caldeirão da Bolsa

off-topic: Venezuela, a Cuba do Séc. XXI?

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por pvg80713 » 26/11/2007 18:31

mas uma guerra venezuela colombia..... seria uma... droga de guerra.
 
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por Keyser Soze » 26/11/2007 18:25

ó que caraças...só faltava esta

Chaves não vê conciliação possível com a Colômbia
Estaremos alerta perante qualquer ameaça militar

26.11.2007

O presidente da Venezuela, Hugo Chaves, respondeu na madrugada desta Segunda-feira às declarações do presidente colombiano Álvaro Uribe, em que este último pedia a Chaves para não incendiar o continente com a sua retórica.

Em declarações a uma emissora de televisão, Chaves afirmou que a situação diplomática entre Colômbia e Venezuela se tinha deteriorado muito nas últimas horas e que não via possibilidade de haver possibilidade de reconciliação, por causa da forma alegadamente desrespeitosa com que Uribe se terá referido a Chaves e à Venezuela.

O presidente venezuelano adiantou ainda que confirmava o congelamento das relações económicas com a Colômbia, da mesma forma que o tinha feito com a Espanha, na sequência do pedido do rei espanhol para que deixasse falar o primeiro-ministro daquele país, Rodrigues Zapatero durante a cimeira ibero-americana que ocorreu em Santiago do Chile.

Alerta militar ?
Chaves avisou que o presidente da Colômbia lhe havia garantido que a ajuda militar dos Estados Unidos é exclusivamente para utilização interna contra os terroristas das FARC e acrescentou que esperava que isso fosse verdade.

O presidente venezuelano continuou afirmando que a mascara de Álvaro Uribe tinha caído, e que em era um lacaio dos Estados Unidos e que por isso já lhe poderiam erguer uma estátua em Washington. Foi avisando que a Venezuela está atenta a qualquer iniciativa militar por parte da Colômbia, no caso de Uribe «enlouquecer» e agir contra a Venezuela a pedido da administração Bush.

Hugo Chaves rematou, afirmando que não é possível a reconciliação com a Colômbia enquanto Uribe for presidente, acrescentando que espera que não o seja por muito tempo.
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por Keyser Soze » 18/10/2007 15:18

a ironia .... ehehehe

Irão e Venezuela criam petrolífera para concorrer com gigantes do sector

A Venirogc quer ser uma das maiores petrolíferas do mundo dentro de poucos anos. Este grupo é o resultado da incursão mais recente de dois dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Irão e a Venezuela, na área empresarial do mercado petrolífero.

O objectivo é concorrer com gigantes como a Chevron, Royal Dutch Shell ou Eni, grandes petrolíferas privadas.

As petrolíferas estatais Petropars, do Irão, e Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) acordaram fazer uma "joint-venture" por forma a poder acompanhar toda a cadeia de produção, no gás e na gasolina, desde a exploração aos consumidores.

Quem o afirma é o responsável das operações da Petropars na Venezuela, Mohammad Ali Talebi, numa entrevista à Bloomberg.

Este responsável afirmou que a ideia da empresa é "tornar-se num grupo semelhante à Chevron, Shell ou Eni". A parceria terá uma participação de 50% de cada empresa e o objectivo é ter operações em vários países. A Bolívia é um deles.

A empresa vai ser registada nas Ilhas Virgens britânicas, uma "offshore", o que deixará a empresa imune a possíveis sanções económicas que possam ser aplicadas ao Irão.

Esta petrolífera requer um investimento inicial superior a mil milhões de dólares. Depois, será necessário tempo para crescer, de modo que, no final de 2011, já esteja em funcionamento e pronta para explorar 200 mil barris de petróleo por dia.
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por nunofaustino » 11/10/2007 14:06

Keyser Soze Escreveu:
As estimativas credíveis da evolução da economia mundial sugerem que para sustentar o aumento previsto de consumo de petróleo no próximo quarto de século será necessário produzir mais 20 a 25% do que os níveis actuais. O problema do aumento de capacidade parece infernal e o petróleo cheira cada vez mais a enxofre. Estranho.

Fernando Gabriel, Doutorando do Instituto de Estudos Políticos

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 44916.html


E quando se sabe que não será possível (porque não há) aumentar a extracção de petróleo dos níveis actuais e que dificilmente será possível encontrar uma fonte de energia capaz de substituir o petróleo nos próximos 25 anos, chega-se à conclusão de que as perspectivas de crescimento estão assentes em castelos de areia...

Um abr
nuno
Pluricanal... não obrigado. Serviço péssimo e enganador!!!
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por Keyser Soze » 11/10/2007 13:51

nem de propósito, artigo do Diário Económico:


O segredo do diabo
Putin e Chávez lideram a nova vaga de expropriação das mais importantes reservas de petróleo e de gás natural.

Quem tiver reparado na composição dos painéis do Lisbon Energy Forum 2007 terá notado a presença de uma maioria de representantes de companhias estatais. Esta dominância é um reflexo da tendência para a nacionalização das reservas de fontes de energia, a transformação mais importante das últimas décadas no sector da energia.

Longe vão os tempos das “sete irmãs”, as companhias que até ao início dos anos 70 controlavam reservas e produção. Das sete, restam quatro empresas independentes que produzem apenas 10% do petróleo e gás natural e controlam uns insignificantes 3% das reservas mundiais. Hoje são empresas estatais, ao serviço de causas nacionalistas e socialistas que controlam a maior parte da produção e reservas mundiais de petróleo e gás. Esta transformação, associada à tendência de subida sustentada dos preços do petróleo, implicou uma gigantesca transferência de riqueza dos países consumidores para os países produtores e agravou o risco geopolítico associado à oferta de energia.

Numa altura em que se discute a possibilidade do barril de petróleo ultrapassar os 80 dólares até ao final do ano – a Goldman Sachs prevê que o barril feche o ano nos 85 dólares – parecerá paradoxal afirmar que a situação actual também é uma consequência dos baixos preços do petróleo na década de 90. Os baixos preços desincentivaram o investimento em prospecção e tecnologias de exploração e deixaram a produção petrolífera dependente dos chamados “elefante”: campos petrolíferos gigantescos, geograficamente concentrados no Médio Oriente e integralmente controlados por companhias estatais.

Entretanto surgiram novos “elefantes” de petróleo e de gás natural, sobretudo na Sibéria russa e na faixa petrolífera do Orinoco, na Venezuela. Como é evidente, os governos de Putin e de Chávez trataram rapidamente de garantir o controlo estatal sobre esses campos, expropriando os detentores de direitos de exploração.

Para satisfazer a hubris nacionalista e socialista é necessário tornar a exploração desses recursos operacionais, o que exige investimentos extremamente avultados e tecnologias sofisticadas. Ora as companhias nacionais detêm os recursos mas não dispõem, em regra, da tecnologia necessária, desenvolvida pelas companhias independentes. Mas a forma arbitrária como os Estados tratam as companhias independentes aumenta o risco de investimento, dificultando o necessário aumento da capacidade de produção.

Nalguns casos é possível obter um acordo negocial entre os governos detentores das reservas e as companhias detentoras das tecnologias. Foi o caso dos depósitos de gás de Shtokman, no Árctico russo. No final de 2006 Putin forçou a Shell e um consórcio liderado pela BP a vender à Gazprom as quotas de exploração que detinham. Em Julho, a companhia francesa Total chegou a acordo com o Kremlin quanto às condições de exploração em Shtokman.

Nos termos do acordo, a Total é apenas uma prestadora de serviços tecnológicos de exploração. Para aceder aos depósitos teve de pagar à Gazprom um montante substancial, que transferiu uma parte significativa do excedente negocial para o monopólio russo. Mais importante: a Gazprom adquiriu acesso a tecnologia de ponta de extracção e liquefacção de gás natural.

O acordo indica a tendência futura de transformação do papel das companhias independentes e suscita questões importantes quanto à transferência de tecnologia para países que utilizam a energia como arma política anti-ocidental. Sucede que o baixo poder negocial que as companhias independentes de energia têm actualmente deixa-lhes poucas alternativas: ou competem pela exploração dos recursos nos termos definidos pelos Estados, ou desaparecem.

No filme “O advogado do diabo”, uma reencenação da lenda de Fausto que fascinou Goethe e Thomas Mann, o diabo é um advogado magistralmente interpretado por Al Pacino. Questionado sobre o seu segredo, o diabo responde: ‘I’m a surprise. They don’t see me coming.’ Ainda hoje meio mundo suspira pelos bons velhos tempos do petróleo barato, alheio aos problemas que lentamente se foram tecendo e surpreso com as dificuldades presentes. O segredo do diabo é esta capacidade furtiva de criar o desastre sem nos apercebermos. As estimativas credíveis da evolução da economia mundial sugerem que para sustentar o aumento previsto de consumo de petróleo no próximo quarto de século será necessário produzir mais 20 a 25% do que os níveis actuais. O problema do aumento de capacidade parece infernal e o petróleo cheira cada vez mais a enxofre. Estranho.

Fernando Gabriel, Doutorando do Instituto de Estudos Políticos

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por Keyser Soze » 11/10/2007 11:37

o Estado sempre esteve presente no negócio do petróleo ainda antes do Chavez através da Petróleos de Venezuela - PDVSA, junto com multinacionais de vários paises ( USA, Brazil, Uk, Holanda, Espanha etc..)

a questão de fundo, apesar de toda a retórica anti-americana do Chavez, este continua a exportat mais de metado do seu oil para para os Estados Unidos


no Irão, o Estado tb controla o petróleo...mas como não têm refinarias têm que importar gasolina, e depois subsidiam a gasolina para manter os preços baixos...o o que dá uma situação curiosa: o Irão, apesar de ser grande produtor de oil, não benefica necessariamente de altos preços de oil pq depois tem que subsidiar a gasolina importada (este é um problema sério na economia iraniana)

na venezuela o afastamento das mutinacionais, dita tb o afastamento de investimento privado na indústria do oil (qd se fala de multinacionais o pessoal só se lembra dos lucros, ninguém se lembra do investimento) e do afastamento de profissionias (a comunidade venezuelana no canadá aumentou significativamente nos últimos anos): a falta de investimento e quadros profissionais poderá vir a médio prazo ter consequência graves no output de oil da venezuela


eu pessoalmente não desejo nada de mal ao homem....creio q daqui a uns anos vai ser mais um exemplo de como as coisas não funcionam seguindo politicas de extrema esquerda
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por Duarte » 11/10/2007 10:59

ehehe

tu tens consciência que metade das exportações de petróleo da Venezuela vão para os Estados Unidos ?



Tenho consciência disso sim, a unica diferença é que agora o petróleo é controlado pelo estado e não pelas grandes companhias petrolificas.
 
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por Keyser Soze » 11/10/2007 10:51

Duarte Escreveu:Eu apenas quis dizer no meu 1º post que, apesar de tudo, a Venezuela é mais democratica que a China mas é muito mais criticada que a China, e isto acontece porque a China vai mais ao encontro dos interesses economicos dos europeus e americanos.



ehehe

tu tens consciência que metade das exportações de petróleo da Venezuela vão para os Estados Unidos ?

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por Duarte » 11/10/2007 10:07

Se achas que é um "exemplo de sucesso" do sistema comunista, um sistema socialista que muito rapidamente descambou para uma ditadura feroz, e que posteriormente (por motivos de sobrevivência do regime) deslizou para uma ditadura capitalista (travestida de comunismo), então tá bem! Viva la Revolucion!


Quico, eu nunca disse que o sistema comunista é bom ou que defendo o comunismo ou socialismo, isto está completamente fora de hipotese. E quando fiz a pergunta "Não são?", foi para responder apenas à tua pergunta "Amigos?".
Lê lá bem o meu primeiro post ...

Pelo menos na Venezuela existe eleições, já o mesmo não se pode dizer de outros paises, como a China ... Ok, mas estes são amigos dos Americanos e Europeus, não tem problema.

BN


O que eu disse é que estes paises, como a China, são amigos dos americanos e europeus, não disse que o sistema chinês é amigo, pelo contrário.
E como tu dizes, e bem, a China deslizou para uma ditadura capitalista.
Eu apenas quis dizer no meu 1º post que, apesar de tudo, a Venezuela é mais democratica que a China mas é muito mais criticada que a China, e isto acontece porque a China vai mais ao encontro dos interesses economicos dos europeus e americanos.
 
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por Quico » 11/10/2007 8:42

Duarte Escreveu:
Amigos?
Para além do mais, a China é outro excelente "exemplo de sucesso" do sistema comunista (numa das suas variantes).


Não são? :shock:

Abraços


Se achas que é um "exemplo de sucesso" do sistema comunista, um sistema socialista que muito rapidamente descambou para uma ditadura feroz, e que posteriormente (por motivos de sobrevivência do regime) deslizou para uma ditadura capitalista (travestida de comunismo), então tá bem! :roll: Viva la Revolucion!

Um abraço.
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por Duarte » 11/10/2007 8:29

Da última vez que ouvi falar disso, Chavez preparava-se para (na prática) se tornar presidente vitalício.


O que o Chavez propôs é a não limitação de mandatos para o presidente, tal como acontece em outros paises, como a França, e sempre com eleições livres.

Amigos?
Para além do mais, a China é outro excelente "exemplo de sucesso" do sistema comunista (numa das suas variantes).


Não são? :shock:

Abraços
 
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por afonsinho » 11/10/2007 0:57

pvg80713 Escreveu:e os EUA, quando a economia acalmar... vamos ver o que dá,
só houve na história de Nova Iorque dois ou tres apagões de electricidade, mas houve sempre roubos em massa.


Roubos em massa? Não vi nada disso das vezes que lá estive... leste isso no diário vermelho? Para além de já vir para aqui o anti-americanismo primário... não sei o que os USA têm a haver com este tópico.
 
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por Quico » 10/10/2007 18:01

Duarte Escreveu:Pelo menos na Venezuela existe eleições, ...


Da última vez que ouvi falar disso, Chavez preparava-se para (na prática) se tornar presidente vitalício.

Duarte Escreveu:.. já o mesmo não se pode dizer de outros paises, como a China ... Ok, mas estes são amigos dos Americanos e Europeus, não tem problema.


Amigos? :?
Para além do mais, a China é outro excelente "exemplo de sucesso" do sistema comunista (numa das suas variantes).
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por Duarte » 10/10/2007 17:51

Pelo menos na Venezuela existe eleições, já o mesmo não se pode dizer de outros paises, como a China ... Ok, mas estes são amigos dos Americanos e Europeus, não tem problema.

BN
 
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por Quico » 10/10/2007 17:17

Keyser Soze Escreveu:as coias não deviam ser muito melhores quando a América Latina era governada pelas Ditaduras de Direita....a diferença é que ninguém anda com T-shirts do Pinochet


Pois, mas T-shirts do Che são um must (ainda agora passou uma por mim... :roll: ).
Aliás, a santificação (ou canonização) do homem já chegou a tal ponto que não falta quem não se importe se se cobrir de ridículo. Ora vejam:

"Em cada flor do mato viu uma amiga e em cada noite de luar abraçou a humanidade. Quando em Portugal as forças da mordaça, de Salazar ou Caetano, nos impediam de cantar, de beijar a liberdade, a força do Che era suficiente para não nos deixar desesperados; foi nele que vimos nascer uma nova humanidade proclamando a justiça e a paz, e nem a sua morte fez com que o nosso caminhar fosse coarctado. Nessa longa noite de uma guerra colonial, em que se proibia o amor e em que era perseguido nas avenidas, ruas e vielas das nossa cidades um simples beijo a uma flor, lá das montanhas da luta onde estava Che Guevara vinham os acordes das melodias que nos faziam chorar de raiva e lutar. Lutar como em Maio de 1968 em França, por uma nova ordem internacional. E isso foi muito bonito!"

Joaquim Armindo, “membro da Comissão Política do PS da Maia“


Só ponho aqui um bocadinho para não enjoar, mas os estômagos mais fortes podem ler o texto na integra aqui.
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por Keyser Soze » 10/10/2007 16:33

pvg80713 Escreveu:Por isso vos digo, não sei porque falam tanto agora da Venezuela...só se for para se falar do papão comunista (que eu não defendo).
Parece que dá jeito agora falar do medo do comunismo... quando em Caracas a vida continua a valer pouco como valia antes...


falo por mim: não é medo do comunismo, mas sim a ignorância e hipocrisia das pessoas sobre o comunismo

as coias não deviam ser muito melhores quando a América Latina era governada pelas Ditaduras de Direita....a diferença é que ninguém anda com T-shirts do Pinochet

(se bem que o Chile é a excepção á regra do descalabro económico)


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Cameron Diaz's bag emblazoned with Maoist slogan raises eyebrows in Peru

While exploring the Inca city of Machu Picchu high in Peru's Andes, Diaz wore over her shoulder an olive green messenger bag emblazoned with a red star and the words "Serve the People" printed in Chinese on the flap, perhaps Chinese Communist leader Mao's most famous political slogan.

While the bags are marketed as trendy fashion accessories in some world capitals, the phrase has particular resonance in Peru, where the Maoist Shining Path insurgency brought Peru to edge of chaos in the 1980s and early 1990s with a campaign of massacres, assassinations and bombings.

Nearly 70,000 people were killed during the insurgency.


A prominent Peruvian human rights activist said the star of "There's Something About Mary" should have been a little more aware of local sensitivities when picking her accessories.

"It alludes to a concept that did so much damage to Peru, that brought about so many victims," said Pablo Rojas about the bag's slogan. "I don't think she should have used that bag where the followers of that ideology" did so much damage.
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por pvg80713 » 10/10/2007 16:07

e os EUA, quando a economia acalmar... vamos ver o que dá,
só houve na história de Nova Iorque dois ou tres apagões de electricidade, mas houve sempre roubos em massa.
 
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por pvg80713 » 10/10/2007 16:03

Estive em Caracas antes de Chavez e já era horrivel !!! As favelas são muito mais opressivas que no Rio. Aliás comparada com Caracas o Rio, parece uma simpática cidade, calma tranquila onde quase...quase... todos vivem bem....
Comparada com Caracas, acreditem ! O Rio de Janeiro não tem favelas... e até a segurança é incomparávelmente melhor !
Por isso vos digo, não sei porque falam tanto agora da Venezuela...só se for para se falar do papão comunista (que eu não defendo).
Parece que dá jeito agora falar do medo do comunismo... quando em Caracas a vida continua a valer pouco como valia antes...
No Brasil com o Lula a violencia também piorou. Parece-me inegávél. Os Coroneis ficam sempre nervosose talvez os mais pobres pensem que não vão ser punidos ( no Brasil, todos os dias leio fugas de muitos presos de penitenciárias ).

Alguém escreveu num post aqui, que a democracia é o melhor sistema.
Mas a palavra Democracia é Grega, e os gregos só viveram um pequeno periodo da sua milenar história em democracia.
Nós Portugueses, só vivemos uma pequena parte da nossa história em democracia.
 
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por Keyser Soze » 10/10/2007 7:28

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O OUTRO LADO DO MITO

SUSANA SALVADOR

O carrasco por detrás do herói, ícone e até santo "Disparei uma bala de calibre 32 contra o hemisfério direito do seu cérebro que saiu pela têmpora esquerda. Ele gemeu por uns momentos e depois morreu." Esta é a fria descrição feita por Ernesto Guevara do momento em que executou Eutimio Guerra, um camponês que servia de guia aos "barbudos" na Sierra Maestra e que se revelou um traidor. É o outro lado do revolucionário que ficou esquecido atrás da imagem de herói de Che, que começou a nascer no dia da sua morte, há 40 anos, em La Higuera, na Bolívia.

The Hidden Face of Che (A Face Escondida de Che), escrita pelo exilado cubano Jacobo Machover, é a mais recente biografia do médico cubano-argentino que se juntou a Fidel Castro no México, chegou a Cuba no iate Granma e após três anos de guerrilha nas montanhas cubanas, entrou vencedor em Havana.

No livro, destaca-se o papel de Che e o seu envolvimento na execução dos "traidores" e dos "contra-revolucionários", nomeadamente na prisão de La Cabaña onde em seis meses, diz o autor, foram executados 180 prisioneiros após julgamentos sumários. "Ele subia a um muro e deitava-se de costas a fumar um charuto enquanto assistia às execuções", escreve Machover, citando um dos antigos camaradas de Che, Daniel Alarcón Ramirez.

"Atacar uma figura quase lendária não é uma tarefa fácil", disse o autor ao The Sunday Times. "Ele tem tantos defensores. Eles forjaram o culto de um herói intocável", acrescenta, apontando, antes de mais, o dedo aos "intelectuais" franceses que visitaram Havana nos primeiros anos do regime.

Mas os seus carrascos acabaram também por ser aqueles que potenciaram o mito. Depois de capturado a 8 de Outubro de 1967 na quebrada do Churo, após 11 meses de guerrilha na Bolívia, Che Guevara foi executado um dia depois. Além da célebre fotografia de Alberto Korda, tirada em 1960, as imagens do seu cadáver do boliviano Freddy Alborta, a lembrar as de um Cristo barroco, também serviram para o imortalizar. Depois de o exporem à curiosidade mundial, os seus executores cortaram-lhe as mãos - para dificultar a identificação - e enterraram-no em segredo. O corpo só seria descoberto três décadas depois.

Tendo sido morto aos 39 anos, Che também escapou à decadência física, que agora vemos em Fidel Castro (dois anos mais velho), e à decadência política daquilo em que acreditava e que culminaria na queda do muro de Berlim e da União Soviética. Na realidade, a vida do Che esteve marcada pelas derrotas. "Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas a matar por causas sem futuro", disse à revista brasileira Veja o historiador cubano Jaime Suchlicki.

Santo Che?

Após a morte de Che instalou-se na Bolívia "uma espécie de culto, de um novo santo que não figura no calendário da Igreja - Santo Ernesto de La Higuera", escreveu Pierre Kalfon na biografia Che - Ernesto Guevara, uma lenda do século. "Reza a tradição que aqueles que morreram de morte trágica têm o poder de realizar os desejos e fazer milagres", acrescenta. Este culto ainda se mantém vivo. "Para eles, ele é como outro santo qualquer", disse o padre Agustin, da paróquia de Valleverde ao The Observer: "Não posso fazer nada."


http://dn.sapo.pt/2007/10/09/tema/o_out ... _mito.html
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por Keyser Soze » 15/8/2007 12:46

Segunda-feira, Agosto 13

CUBA, ATÉ QUANDO? Quem não conseguiu ver a reportagem sobre Cuba que a RTP exibiu há duas semanas, «Hasta Cuando?», pode agora vê-la integralmente aqui [44 minutos].

http://video.google.com/videoplay?docid ... &plindex=0

Através deste documentário podemos observar a realidade ditatorial em Cuba, o regime policial e censório de Fidel Castro, o encarceramento e a execução de opositores políticos, o futuro adiado para gerações de cubanos que tiveram o azar de nascer numa ilha-prisão de onde não podem sair e onde tudo lhes é negado. Cuba será talvez o expoente de um dos mais habituais erros de senso comum sobre o ideário marxista: aquele que considera a igualdade como a normalização da vida colectiva, onde todos vestem camisolas com a mesma cor, a mesma gola e a mesma tristeza. Essa é uma concepção totalitária da sociedade que nega a individualidade dos sujeitos sociais, aquilo que nos torna humanos.

Pelo meio, este documentário aborda os dois dogmas do regime: a educação e a saúde. Têm sido eles, no último meio século, a sustentar as teorias de compensação sobre Cuba e a generalidade dos regimes comunistas, menos a Coreia do Norte que também tem saúde e educação mas é mais ditadura do que as outras ditaduras com os mesmos pressupostos (tal como a RDA era «menos» ditadura do que a URSS). Em ideologias ditatoriais, as simbologias são tudo. Mas dizem os apoiantes de Cuba que a ditadura é o reverso dessas duas aquisições da «revolução». A ideia é fascinante, porque qualquer condenado numa prisão tem direito a saúde -- e, assim o queira, educação. Não deixa de ser uma bela metáfora.

Mas podemos perguntar que educação existe num regime opressivo, asfixiante, policial? Que livros são lidos? Que liberdade intelectual existe? O que pode ser ali discutido, escrito, debatido? É chocante, logo no começo do documentário, ver aquelas crianças arregimentadas pelo regime a papaguearem os «princípios da revolução» como se fossem os rios da Península Ibérica e a lerem livros de «história» onde Fidel é apresentado como «líder indiscutível». E aquelas crianças, aos seis, sete ou oito anos de idade, não sabem ainda que mais tarde terão provavelmente de deitar-se com alguns turistas para conseguirem um prato de comida na ilha que lhes foi imposta. Trágico.

Quanto à saúde, qualquer país europeu com um modelo inclusivo de Estado-providência sempre conseguiu melhores condições para os seus cidadãos sem recurso à pobreza e à ignomínia repressiva. De resto, pelo que se vê, os cubanos parecem preferir arriscar ser mortos por tubarões a caminho da Florida do que ficar com vacinas gratuitas em Cuba. Lanço por isso um repto: os comunistas que ainda restam nos outros países do mundo, a começar por Portugal, não aceitariam trocar de lugar com eles? Isso sim, seria coerência revolucionária.

in http://kontratempos.blogspot.com/2007/0 ... l#comments
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por atomez » 10/8/2007 17:32

Venezuela = “PETROLEUM socialism” ?

Tá boa. Em relação a Angola já ouvi chamar-lhe "socialismo esquemático". Por lá tudo se resolve com "esquemas"

Cá pra mim o Comunismo foi a maior vigarice que jamais aconteceu em toda a história da humanidade.

Bom, foi a segunda. A primeira foi a Religião.
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
Niccolò Machiavelli
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por ZiLeão » 10/8/2007 16:21

Mais tarde ou mais cedo esse regime totalitário vai acabar como acabaram todos os outros. Tenho pena é de quem pelo meio sofreu, sofre e vai sofrer com isso.
 
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Re: Julgava que tinham evoluído

por JAOR » 10/8/2007 11:48

domhenri Escreveu:Ena pá, tanto anti-comunistazito primário... julgava que já tinham perdido o medo dos comunistas, insignificantes depois do afundanço da URSS. Mas tá-lhes no sangue não é? Não se pode pedir a um calhau para dar um salto mesmo que lhes desenhem umas pernas...


É :!:

Cmpts
grão a grão enche a galinha o papo

----------------------------------

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...
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Re: Julgava que tinham evoluído

por Keyser Soze » 10/8/2007 11:06

domhenri Escreveu:Ena pá, tanto anti-comunistazito primário... julgava que já tinham perdido o medo dos comunistas, insignificantes depois do afundanço da URSS. Mas tá-lhes no sangue não é? Não se pode pedir a um calhau para dar um salto mesmo que lhes desenhem umas pernas...



está te alguma coisa a incomodar ?
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Julgava que tinham evoluído

por domhenri » 10/8/2007 10:39

Ena pá, tanto anti-comunistazito primário... julgava que já tinham perdido o medo dos comunistas, insignificantes depois do afundanço da URSS. Mas tá-lhes no sangue não é? Não se pode pedir a um calhau para dar um salto mesmo que lhes desenhem umas pernas...
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