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MensagemEnviado: 15/5/2007 7:21
por acintra
O BCP não vai longe, se continuar com as ideias de conquistador arrogante e de castrador internamente!
Será o fim da era Jardim a aproximar-se e o próprio a querer realçar mais a sua intervenção?

Jardim deixa de ser intocável no BCP

MensagemEnviado: 15/5/2007 6:34
por Keyser Soze
Jardim deixa de ser intocável no BCP

Há cada vez mais vozes no Conselho Superior do Banco contra as regras de funcionamento propostas pelo fundador do BCP.

Sílvia de Oliveira e Pedro Marques Pereira

Jorge Jardim Gonçalves enfrentará, na assembleia geral de 28 de Maio, o primeiro grande teste à sua liderança desde que fundou, em 1985, o BCP. A primeira questão prende-se com as polémicas propostas de alteração de estatutos, no sentido de aumentar a sua presença no dia-a-dia do grupo e de reforçar a protecção do banco contra ofensivas hostis. A divisão entre accionistas é notória. A segunda, prende-se com a urgência de provar que, apesar do desaire da OPA sobre o BPI, com custos na dinâmica do projecto, o BCP será capaz de continuar a crescer e criar valor. O que dependerá, sobretudo, da existência de equipa executiva forte e independente – a terceira e, porventura, a mais importante questão do teste ao fundador do BCP.

Três aspectos determinantes para escrever o futuro do BCP. Jardim Gonçalves tem a caneta de fundador na mão, mas são os accionistas que mandam no banco. Na assembleia geral de dia 28, Jardim Gonçalves terá de apresentar soluções convincentes. Se decidir manter a aposta em Paulo Teixeira Pinto, que escolheu, há dois anos, para seu sucessor, Jardim Gonçalves terá de criar as condições para o exercício sem mácula da liderança. A autoridade do actual presidente do conselho de administração do BCP está nas mãos de Jardim Gonçalves, da força que o banqueiro conseguir reunir junto dos principais accionistas do banco.

A hora da verdade aproxima-se. Na AG, os accionistas avaliarão o trabalho desenvolvido pela gestão do banco, bem como a estratégia para o futuro. O projecto será tanto mais forte quanto mais poderosa se apresentar a liderança do BCP. Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto terão de falar a uma só voz.

O Diário Económico falou com seis membros do conselho superior, órgão que reúne os principais parceiros do banco, bem como com outros accionistas mais recentes. A coesão já não é a mesma de outros tempos. De um lado, os parceiros históricos, os aliados de Jardim Gonçalves, que encaram o investimento numa perspectiva de longo prazo. Do outro, investidores institucionais, estrangeiros e nacionais, entre os quais, o BPP de João Rendeiro e Joe Berardo. Os primeiros criticam o endurecimento da blindagem de estatutos nesta fase pós-OPA, mas relevam, sobretudo, a importância de uma estratégia de criação de valor no médio e longo prazo e, claro está, a necessidade de uma liderança eficaz, à prova de bala. O segundo grupo questiona, de forma mais dura, as propostas de alteração aos estatutos, que reforçam a protecção do banco contra investidas hostis. Alegam estes accionistas que o modelo de governação do BCP, ao extrair poder aos accionistas, vai contra a maré e ignora as melhores práticas. O principal receio dos investidores é a queda do potencial de valorização das acções. Consciente da situação, Jardim Gonçalves desmultiplica-se em contactos com os principais accionistas. Dia 28, as dúvidas desaparecerão: Jardim passará na prova se reunir dois terços dos accionistas presentes no Palácio da Bolsa no Porto.

http://diarioeconomico.com/edicion/diar ... 93444.html