EMPRESAS Publicado 5 Maio 2007 13:34
Fernando Ulrich
"BCP está obcecado com o controlo do poder"
O presidente da Comissão Executiva do Banco BPI, em entrevista ao jornal "Expresso" afirma que a ambição de criar um grande banco nacional, imune a OPA, é um objectivo pobre. "Isso faz-me impressão na estratégia do BCP - a obsessão pelo controlo do poder", diz Ulrich.
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Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt O presidente da Comissão Executiva do Banco BPI, em entrevista ao jornal "Expresso" afirma que a ambição de criar um grande banco nacional, imune a OPA, é um objectivo pobre. "Isso faz-me impressão na estratégia do BCP - a obsessão pelo controlo do poder", diz Ulrich.
Questionado sobre o sentido de haver uma grande instituição financeira portuguesa, com capacidade operacional no estrangeiro e que esteja acima da linha de água das instituições opáveis, o presidente executivo do BPI discorda.
"Desenhado dessa maneira e com esses fundamentos, não faz sentido nenhum. Isso é uma visão completamente defensiva da realidade e do mundo e é muito má conselheira para criar um projecto de futuro. Tentar ser maior para, com isso, ficar mais inexpugnável, parece-me uma visão completamente ultrapassada e votada ao fracasso. Além disso, o objectivo em si mesmo é pobre - sobreviver sozinho e a todo o custo".
Indagado se esta seria uma crítica ao BCP responde: "isso faz-me impressão na estratégia do BCP - a obsessão pelo controlo do poder de acordo com um determinado modelo e sacrificando tudo a isso. É mau para o banco sozinho e é péssimo para o banco se quiser entrar em processos de aquisição ou de consolidação".