As principais praças europeias encaminham-se para a maior queda diária de mais de um mês com os investidores a recearem que a China esteja a preparar novos aumentos da taxa de juro para controlar o ritmo de crescimento da economia.
A economia chinesa cresceu 11,1% no primeiro trimestre do ano e superou as previsões que apontavam para uma subida de 10,4%. Esta evolução reavivou os receios de sobreaquecimento da economia e já levou o governo chinês a antecipar uma possível subida da taxa de juro, ou uma apreciação da moeda, o yuan.
Na sessão de hoje, os mercados asiáticos registaram perdas superiores a 1%, seguindo o sentimento negativo da bolsa de Xangai, que cedeu quase 5%. As praças europeias acompanham assim o movimento, com o Dow Jones Stoxx 600 a cair mais de 1% para 381,55 pontos e o Stoxx 50 a ceder 0,95%.
O espanhol Ibex [Cot] seguia a negociar em queda de 1,46%, seguido de perto pelo DAX [Cot], que recuava 1,3%. As praças de Londres, Amesterdão e Paris apresentam desvalorizações na ordem dos 0,9%.
O sector mineiro está a ser o mais penalizado. Os títulos da Rio Tinto e da BHP Billiton registavam perdas de 1,92% e 1,57%, respectivamente, com os investidores a recearem um abrandamento da procura da China, caso se verifique um abrandamento real do ritmo de crescimento daquela economia.
Paulo Moutinho
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