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Acções americanas negoceiam com o maior desconto em 20 anos

MensagemEnviado: 3/4/2007 16:51
por ZiLeão
Acções americanas negoceiam com o maior desconto em 20 anos

Os Estados Unidos têm sido um mercado "non grata" para os investidores que, nos últimos anos, direccionaram as suas apostas para outras regiões do globo, em particular a Europa e os mercados emergentes. Mas a rápida subida dos lucros sem reflexo na cotação das empresas fez com que o prémio das acções face às obrigações de dívida pública esteja no nível mais alto em 20 anos.

Patrícia Silva Dias
patriciadias@mediafin.pt

Os Estados Unidos têm sido um mercado "non grata" para os investidores que, nos últimos anos, direccionaram as suas apostas para outras regiões do globo, em particular a Europa e os mercados emergentes. Mas a rápida subida dos lucros sem reflexo na cotação das empresas fez com que o prémio das acções face às obrigações de dívida pública esteja no nível mais alto em 20 anos.

Desde 1986 que a "earnings yeild" (quociente entre os lucros por acção e a cotação de uma determinada empresa) das acções americanas não atingia uma diferença tão significativa em relação às "yeilds" das obrigações de dívida pública americanas, conhecidas por "treasuries".

Dados da agência Bloomberg indicam que os lucros por acção das empresas do índice de referência S&P500 atingiram os 92,76 dólares, valor que corresponde a uma rentabilidade de 6,53% e que compara com os 4,65% das "treasuries".

Esta vantagem de 1,88 pontos percentuais para as acções americanas é a maior desde 1986, indicando uma boa oportunidade de compra para os investidores. É que, de acordo com o conhecido modelo da Fed, quanto mais elevada for a rentabilidade dos lucros das acções em comparação com as obrigações, mais baratas estão as acções. Este modelo foi apresentado pela primeira vez em 1997, pelo então presidente da Reserva Federal Alan Greenspan.

Ordem para comprar

Face aos actuais valores, os analistas não hesitam: o "bull market" não terminou. Mesmo depois da recente correcção das bolsas mundiais, que teve início com a crise da China e que se agravou com o alerta de Alan Greenspan para uma possível recessão económica nos Estados Unidos, os analistas defendem que os actuais níveis deverão ser interpretados como um sinal de compra.

"A diferença é significativa o suficiente para investir", afirmou à Bloomberg Robert Doll, responsável pela gestão de mais de 1,1 biliões de dólares na BlackRock Merrill Lynch.

No entanto, este optimismo para o mercado accionista americano é tudo menos consensual entre analistas e gestores de fundos internacionais. Embora haja quem defenda que as acções já descontaram o abrandamento da economia doméstica, a maioria dos especialistas considera que o mercado imobiliário é um risco iminente.


in http://jornaldenegocios.pt/default.asp? ... tId=293580


Já na Europa (Portugal incluído) a situação também é boa ao nível dos PER's estando estes nos níveis baixos históricos. Eu acredito no Bull por mais algum tempo...[/b]