Caldeirão da Bolsa

O "efeito Mateus"

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Keyser Soze » 29/3/2007 7:55

alguém que esteja por dentro do assunto, se pudesse, agradecia que me eslarecesse:


a TAP tinha necessidade de comprar a Portugália ?

a Portugália não estava em dificuldades financeiras?

a compra da TAP (empresa do Estado) não foi um jeito ao BES, principal accionista da Portugália ?



e outra coisa:

Nas ligações Lisboa-Porto, onde o mercado se encontra liberalizado, a entrada de outras companhias está dependente da disponibilidade de ‘slots’. Fonte da TAP disse recentemente ao Diário Económico que os ‘slots’ mais apetecíveis são os do período da manhã, onde se dá o pico da procura. Esses pertencem, na maioria, à TAP e a transportadora “não tenciona libertá-los”.

tem que se pagar pelos "slots" ?
se houver mais que uma empresa interessada num determinado slot, como se faz ? procede-se a um "leilão" ?


as alterações na Portela, concluidas para o verão, permitirão à Ryanair um turnaround de 25 mnts ?
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O "efeito Mateus"

por FRAGON » 29/3/2007 7:35

(in DE, hoje)

"Abel Mateus custa um milhão por semana à TAP

A Autoridade da Concorrência enviou para investigação aprofundada o processo de fusão Tap-Portugália. O arrastar do processo – embora dentro do prazo – está a afectar as companhias e custa um milhão de euros por semana.

Hermínia Saraiva

Por cada semana que passa sem que a Autoridade da Concorrência aprove a fusão entre a TAP e a Portugália, as transportadoras perdem qualquer coisa como um milhão de euros. O INAC, regulador do sector da aviação, já disse que não se opõe à operação de concentração. O parecer é obrigatório, mas não vinculativo.

Ao todo, as duas empresas terão perdido até agora cerca de 19 milhões de euros desde o início da operação. Uma situação que tenderá a agravar-se depois de Abel Mateus, presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), ter confirmado que vai avançar para investigação aprofundada, depois da análise desenvolvida na fase inicial não ter respondido a dúvidas relacionadas com as ligações de Lisboa ao Porto, entre outras.

O cálculo dos prejuízos é feito por fonte próxima do processo que se reporta às perdas operacionais da Portugália, que continua sem usufruir da força comercial da TAP. Por outro lado, a companhia de bandeira não pode ainda colocar os aviões de médio porte da PGA a alimentar as suas rotas de longo curso.

“As sinergias estão calculadas, não podemos ainda divulgar porque são estudos nossos mas obviamente pagam o investimento. Mas o grande ganho é trazer os passageiros de vários destinos para cá e alimentar voos”, explicou Fernando Pinto em entrevista recente ao Diário Económico. Fernando Pinto lamentava ainda que a actualmente a “Portugália traz apenas passageiros de ponto a ponto e não tem passageiros adicionais”.

Ainda assim, a equipa de Abel Mateus está a cumprir os prazos legais, que acabam por ser encurtados com a nova lei das OPA. A operação de concentração, avaliada em 140 milhões de euros, foi entregue na Autoridade da Concorrência a 15 de Novembro. Feitas as contas, o regulador já gastou 93 dias úteis, apesar da lei limitar a 30 dias a primeira fase de investigação. A diferença resulta das paragens para esclarecimento da AdC. Isto porque cada vez que Abel Mateus pede explicações a uma das notificantes, o prazo pára de contar. À luz da nova lei, publicada em Novembro de 2006, cada interrupção não pode ultrapassar os dez dias úteis.

No comunicado ontem divulgado, o regulador explica que foram identificados 71 mercados relevantes, tendo dúvidas sobre três mercados de transporte aéreo de passageiros (Lisboa-Porto; Lisboa-Funchal e Porto-Funchal) e o mercado de catering de aviação. No caso dos voos internos, fonte da TAP explicou ao Diário Económico que a rentabilidade das ligações só é possível com a integração das operações das duas companhias.

Nas ligações Lisboa-Porto, onde o mercado se encontra liberalizado, a entrada de outras companhias está dependente da disponibilidade de ‘slots’. Fonte da TAP disse recentemente ao Diário Económico que os ‘slots’ mais apetecíveis são os do período da manhã, onde se dá o pico da procura. Esses pertencem, na maioria, à TAP e a transportadora “não tenciona libertá-los”. Ainda assim, fonte da transportadora reconhece que “vamos cumprir qualquer decisão da AdC”.


Perfil: Abel Mateus
Na AdC desde 2003, Abel Mateus chefia uma equipa de cerca de seis dezenas de doutorados e licenciados. Licenciado pelo ISCEF e doutorado pela Universidade da Pensilvânia. Iniciou a actividade profissional no Secretariado Técnico da Presidência do Conselho, em 1969. Foi administrador do Banco de Portugal, membro do Comité de Política Económica da UE (1992-94) e economista sénior do Banco Mundial (1981-92)."
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