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Re: O "efeitoUBS"

MensagemEnviado: 29/3/2007 14:37
por nnascimento
[quote="iurp
Realmente o artigo está bem escrito, mas parece-me algo tendencioso. E esquecem-se de dizer que quando sobe o PT e recomenda comprar a UBS compra sempre. Não faz como outras que recomendam mas não compram.

Abraço e BN[/quote]

E não poderá acontecer que qd a UBS dá a recomendação de compra já não tenha o papel comprado? :?:

Cumprimentos

Re: O "efeitoUBS"

MensagemEnviado: 29/3/2007 14:17
por iurp
FRAGON Escreveu:(in DN,hoje)
"UBS lucra com investimento nas acções que recomenda

Pedro Ferreira Esteves

... Refira-se que, num balanço feito no início deste ano pelo DN, os preços-alvo definidos pela UBS nos primeiros meses de 2006 não foram atingidos em nenhum dos seis casos recolhidos na amostra...

"


A Altri não deve ter feito parte da amostra, pois sempre ultrapassou o PT da UBS. O Último é de 5,65 e a Altri já cotou a 6,27.

Coincidências.

Realmente o artigo está bem escrito, mas parece-me algo tendencioso. E esquecem-se de dizer que quando sobe o PT e recomenda comprar a UBS compra sempre. Não faz como outras que recomendam mas não compram.

Abraço e BN

MensagemEnviado: 29/3/2007 13:24
por Ulisses Pereira
Eu que sou, geralmente, tão crítico em relação ao jornalismo financeiro que se faz em Portugal, não posso deixar de aplaudir este artigo bastante bem feito.

Um abraço,
Ulisses

O "efeitoUBS"

MensagemEnviado: 29/3/2007 7:30
por FRAGON
(in DN,hoje)
"UBS lucra com investimento nas acções que recomenda

Pedro Ferreira Esteves

O "efeito UBS". Este é um termo que entrou recentemente no léxico de quem acompanha a actualidade da Bolsa de Lisboa. E traduz a influência positiva que as recomendações do banco suíço tem nas acções das empresas que analisa. Nalguns casos, a UBS também detém participações no capital dessas empresas. E o "efeito UBS" acaba por resultar em lucros obtidos com a valorização dessas participações.

Dois casos saltam à vista na actuação do banco suíço nos últimos meses. A compra e venda de acções da PT durante este mês, intervalada por uma recomendação positiva da UBS, resultou em ganhos na ordem dos 700 mil euros. E a colocação de 25 milhões de títulos do Banif, após as subidas provocadas pelas recomendações do banco suíço, rendeu mais 8,75 milhões de euros (ver caixas) para o banco de Horácio Roque. Noutros casos, a valorização das posições também se verifica, mas não é traduzida em ganhos reais, uma vez que a UBS mantém as participações inalteradas.

Actualmente, a UBS acompanha - através das suas análises - 14 cotadas portuguesas e tem participações em nove sociedades: Altri (mais de 10%), Cofina (mais de 5%), PT (4%), Media Capital (3,8%), EDP (2,3%), BCP ( 2%), Reditus (2%), Mota-Engil (1,9%), Teixeira Duarte (1,9%) e Sonae SGPS (0,08%). Em seis destas cotadas, a UBS acumula a análise (através de recomendações e preços-alvo) e o investimento (com participações no capital). E, na maior parte destes casos, as opiniões dos analistas do banco suíço têm tido um impacto positivo de relevo. Por exemplo, a Mota-Engil atingiu o máximo histórico depois de uma recomendação de "compra" pela UBS. O mesmo aconteceu com a Altri e com a Teixeira Duarte. "A estratégia da UBS está bem feita: pegaram num segmento de pequenas empresas, com pouca liquidez, onde o efeito das suas recomendações - muitas vezes, as únicas - se faz sentir. E, assim, ganha notoriedade", explicou um analista português que pediu para não ser identificado. Refira-se que, num balanço feito no início deste ano pelo DN, os preços-alvo definidos pela UBS nos primeiros meses de 2006 não foram atingidos em nenhum dos seis casos recolhidos na amostra.

Conflito de interesses à margem da lei?

Não necessariamente. Por princípio, as áreas de investimento e análise devem estar separadas dentro da mesma instituição. É aquilo a que se chama no mercado de chinese walls (muralhas chinesas). Existe um controlo rigoroso dentro de todos os bancos e a UBS não é excepção. Qualquer eventual transgressão a esta regra é imediatamente detectada pelos controlos internos da instituição ou pelas autoridades supervisoras. Fonte oficial da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários não quis fazer comentários sobre se está a investigar a actuação na UBS. Por outro lado, após várias tentativas, os responsáveis da UBS Portugal - que tem um escritório de representação em Lisboa - continuavam, até ao fecho desta edição, sem responder às solicitações do DN."