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MensagemEnviado: 18/3/2007 22:13
por Anacart
A troca de acções era uma coisa gira de se ver! Mesmo que essa fosse a melhor saída para os pequenos accionistas dificilmente há condições para que isto ocorra. Depois do que já foi dito pelas direcções dos dois bancos não têm condições para tal!

Quer-me parecer que não seria a primeira vez que o ego(e o bolso) de alguns se sobrepõe ao interesse de muitos! Mas essa já é outra... OPA :)

Re: Opa ao BPI- Alguém acredita???

MensagemEnviado: 18/3/2007 21:59
por Recolector
pedras11 Escreveu:
...A este preço, contudo, o BCP estará a pagar por 10% do mercado bancário nacional e pela hegemonia no mercado angolano, praticamente o mesmo que a actual capitalização do próprio BCP, que tem 25% do mercado nacional e posições relevantes na Polónia e Grécia.


http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3250


Se isto não é destruir valor, parece.

MensagemEnviado: 18/3/2007 21:34
por acintra
Estou convencido que a OPA ainda não morreu, mas vai morrer.
Ou a desblindagem dos estatutos não passa ou o BCP tem de oferecer cerca de 8€ para os principais accionistas aceitarem.
Qualquer valor acima dos 7€, creio que fica muito pesado para o BCP e acabam por abandonar a ideia.
Começa então a caça ao caçador.

MensagemEnviado: 18/3/2007 21:13
por pedras11
Anacart, estava a referir-me ao intervalo da oferta apresentado, que me parece excessivo. Eu também não acredito no sucesso da OPA, a não ser com troca de acções...

Re: Opa ao BPI- Alguém acredita???

MensagemEnviado: 18/3/2007 19:53
por Rui A
...por exemplo, com a recompra por parte do próprio BCP da posição que o BPI detém e a venda ao BPI da posição que o BCP tem no BPI, fazendo naturalmente subir as acções do BCP para cima dos cinco euros,...

Não percebi...

MensagemEnviado: 18/3/2007 16:46
por Anacart
Alguém acredita na subida da oferta ou no sucesso da OPA?
Sinceramente penso que a OPA está morta mesmo com a subida da oferta para qq coisa como 7.5€. Aposto mais noutro final para este imbróglio...

Opa ao BPI- Alguém acredita???

MensagemEnviado: 18/3/2007 12:46
por pedras11
OPA do BCP ao BPI entre 7,40 e 8,10 euros
2007-03-09 01:02

Passará a data mágica de um ano, o tempo que Abel Mateus levou para elaborar a lista de quatro remédios para autorizar a OPA do BCP ao BPI. A 13 de Março faz um ano que o BCP lançou a sua OPA.

Passará a data mágica de um ano, o tempo que Abel Mateus levou para elaborar a lista de quatro remédios para autorizar a OPA do BCP ao BPI. A 13 de Março faz um ano que o BCP lançou a sua OPA. Agora o mercado diz que só se fará acima dos 7,40 euros por acção. Os bancos deverão ter já dado as suas informações à Autoridade da Concorrência, mas Abel Mateus disse esta semana que, com a aplicação dos remédios da Autoridade da Concorrência, os consumidores portugueses não saem prejudicados se a fusão entre o BCP e do BPI avançar.
Porém, a AdC vai propor ao Governo uma alteração da Lei Portuguesa da concorrência para a aproximar dos critérios utilizados pela Comissão Europeia.
O presidente da AdC, numa apresentação aos deputados da Comissão do Orçamento e Finanças no Parlamento, disse que a análise da OPA do BCP sobre o BPI foi feita com base no critério da "dominância", pelo que a operação não podia ser chumbada pela autoridade."O critério da dominância não é suficiente", pelo que devia ser introduzido um outro, como aconteceu em Bruxelas, que analise também o "impacto significativo no nível de concentração no mercado", diz Mateus.
Questionado sobre qual seria a posição da AdC, caso tivesse analisado a operação de fusão entre o BCP e o BPI, com base também nesse critério, Abel Mateus respondeu que essa análise não foi feita. O economista defendeu que as regras sobre fusões e aquisições devem ser harmonizadas com as da União Europeia e avança que vai apresentar essa proposta ao Governo "em momento oportuno". A Autoridade da Concorrência está ainda a formar um grupo de trabalho com o Banco de Portugal para analisar as boas práticas internacionais, no sector financeiro, e verificar se elas são efectivamente aplicadas em Portugal.


Limite da concentração são quatro redes bancárias

O presidente da AdC disse ainda aos deputados que o limite da concentração em Portugal são quatro redes bancárias, limite esse que é atingido se a OPA do BCP ao BPI for bem sucedida: "Claro que uma fusão entre a CGD e o BCP seria claramente rejeitada no âmbito da predominância", disse Mateus.
Abel Mateus confirmou que, na análise de uma operação de concentração, é importante analisar o impacto na capacidade de negociação dos particulares, pequenos negócios e PME associada à existência de instituições, que permita a comparação de preços e negociação das condições. Questionado sobre o facto da venda dos 60 balcões, a que o BCP está obrigado, caso a OPA seja bem sucedida, poder gerar fortalecer demasiado a posição de algum dos outros bancos presentes no mercado, Abel Mateus lembrou que essa venda vai ter que ser aprovada pela AdC.


Preço acima dos 7,40 euros

Entretanto, no mercado, depois dos esclarecimentos da Autoridade da Concorrência, admite-se que depois do sucedido com a OPA da PT, o instituto das OPAs consideradas hostis só resistem se o preço for substancialmente alto e bem acima do mercado. Em Espanha, por exemplo, onde a O.En teve de desistir da desblindagem para continuar a operação sobre a Endesa, o preço subiu de 23 para 41 euros.
No caso do BPI admite-se que o BCP tenha que oferecer entre 7,40 euros e 8,10 euros por acção, para garantir a venda por parte da La Caixa de Barcelona e dos restantes accionistas do núcleo de suporte a Fernando Ulrich. A este preço, contudo, o BCP estará a pagar por 10% do mercado bancário nacional e pela hegemonia no mercado angolano, praticamente o mesmo que a actual capitalização do próprio BCP, que tem 25% do mercado nacional e posições relevantes na Polónia e Grécia.
Caso a OPA falhe, o BCP poderia optar por reforçar a posição da administração de Paulo Teixeira Pinto, através de uma estratégia de valorização do BCP - por exemplo, com a recompra por parte do próprio BCP da posição que o BPI detém e a venda ao BPI da posição que o BCP tem no BPI, fazendo naturalmente subir as acções do BCP para cima dos cinco euros, o que permitiria então aos accionistas recuperar mais-valias e apoiar a estratégia de relançamento do banco por parte do CEO.
Neste caso, admitem os meios financeiros, o BCP deverá optar por uma estratégia mais orgânica em mercados como Angola e S. Tomé e Príncipe. Recorde-se que o ano passado o BIM (Moçambique) atingiu resultados muito relevantes, acompanhando o arranque da economia moçambicana.




http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3250