A saída de Stanley Ho do capital da Energias de Portugal é vista como penalizadora para a eléctrica pelas várias casas de investimento uma vez que este movimento representa uma alteração da sua estratégia de reforçar na empresa.
O empresário macaense Stanley Ho vendeu a posição de cerca de 2% que detinha na Energias de Portugal (EDP), depois de ter anunciado há meses que pretendia reforçar na eléctrica até aos 10%, noticia hoje o Jornal de Negócios. O jornal apurou que a transacção foi realizada na passada sexta-feira, através da casa de investimento UBS, tendo Stanley Ho obtido uma mais-valia próxima dos 90 milhões de euros.
No Daily do CaixaBI a analista Helena Barbosa explica que o impacto desta notícia é "neutro a negativo", sublinhando que a intenção do empresário de se tornar um accionista de referência da Energias de Portugal, através da sua participação "foi bem vista pelo mercado, tendo contribuído para um comportamento positivo do título".
Os analistas do BPI também consideram que o impacto desta revelação é "neutro a negativo" e explicam que "contudo, as últimas movimentações de Stanley Ho pareciam indiciar que: em Julho do ano passado ele tinha alterado o seu contrato accionista com a UBS, reduzindo os seus direitos de voto para aumentar a sua participação na empresa".
As acções da EDP perdiam 1,47% para os 4,01 euros.
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