Nick Leeson está de volta ao mercado
Edição Impressa - Finanças
Nick Leeson 2007-03-08 00:05
Levou o banco Barings à falência
Está de volta ao mercado.
Tiago Freire
Nick Leeson era, no princípio dos anos 90, uma das estrelas em ascensão no centenário banco britânico Barings. Colocado em Singapura, de olho nos mercados asiáticos, continuou a maravilhar os seus superiores com o retorno que conseguia. Até que, entre 1992 e 1995, os seus erros e a manipulação de contas levaram a prejuízos de mais de mil milhões de euros, acabando por levar o poderoso Barings à falência e a ser vendido por uma única libra.
Mais de dez anos e uma pena de prisão depois, Leeson está de volta aos mercados. Mas, desta vez, só quer jogar com o seu próprio dinheiro.
Leeson, que trabalha actualmente como director comercial de um clube de futebol, diz que negoceia quando tem tempo, tendo estado entretido, nos últimos tempos, a apostar contra o dólar no mercado cambial. De acordo com as regras britânicas, Leeson pode actuar como ‘trader’ a título pessoal, podendo ainda pedir um registo oficial para poder prestar serviços de gestão a terceiros. Algo que Leeson diz “nem sonhar” fazer. “Se eu tomo uma decisão e perco dinheiro, isso é justo. Se tomo uma decisão em nome de outros, então sentir-me-ia obrigado a recompensá-los”, afirmou à Bloomberg o antigo gestor.
Ainda assim, e apesar de ser famoso pelo prejuízo que causou, Leeson parece inspirar confiança nalguns investidores. “Não iam acreditar se lhes dissesse quantas pessoas me pedem para gerir o seu dinheiro”, revela.
Leeson reconhece que o “bichinho” do mercado de capitais ainda o tem viciado. Como tal, admite dedicar-se à negociação a tempo inteiro, quando deixar o actual emprego.Um dos motivos que o prende ao seu cargo no Galway United é, nas suas palavras, o facto de “cada dia ser diferente, exactamente aquilo que eu tanto gostava quando trabalhava nos mercados financeiros”.
Nick Leeson passou mais de três anos numa prisão de Singapura, onde lhe foi diagnosticado um cancro do cólon. Escreveu um livro contando a sua história, que foi depois transformado em filme. Leeson dá ainda palestras em público, com um ‘cachet’ a rondar os 15 mil euros por sessão. Mas, no campo do Galway, “é apenas um dos rapazes”, segundo um dos tratadores do relva
Nick Leeson 2007-03-08 00:05
Levou o banco Barings à falência
Está de volta ao mercado.
Tiago Freire
Nick Leeson era, no princípio dos anos 90, uma das estrelas em ascensão no centenário banco britânico Barings. Colocado em Singapura, de olho nos mercados asiáticos, continuou a maravilhar os seus superiores com o retorno que conseguia. Até que, entre 1992 e 1995, os seus erros e a manipulação de contas levaram a prejuízos de mais de mil milhões de euros, acabando por levar o poderoso Barings à falência e a ser vendido por uma única libra.
Mais de dez anos e uma pena de prisão depois, Leeson está de volta aos mercados. Mas, desta vez, só quer jogar com o seu próprio dinheiro.
Leeson, que trabalha actualmente como director comercial de um clube de futebol, diz que negoceia quando tem tempo, tendo estado entretido, nos últimos tempos, a apostar contra o dólar no mercado cambial. De acordo com as regras britânicas, Leeson pode actuar como ‘trader’ a título pessoal, podendo ainda pedir um registo oficial para poder prestar serviços de gestão a terceiros. Algo que Leeson diz “nem sonhar” fazer. “Se eu tomo uma decisão e perco dinheiro, isso é justo. Se tomo uma decisão em nome de outros, então sentir-me-ia obrigado a recompensá-los”, afirmou à Bloomberg o antigo gestor.
Ainda assim, e apesar de ser famoso pelo prejuízo que causou, Leeson parece inspirar confiança nalguns investidores. “Não iam acreditar se lhes dissesse quantas pessoas me pedem para gerir o seu dinheiro”, revela.
Leeson reconhece que o “bichinho” do mercado de capitais ainda o tem viciado. Como tal, admite dedicar-se à negociação a tempo inteiro, quando deixar o actual emprego.Um dos motivos que o prende ao seu cargo no Galway United é, nas suas palavras, o facto de “cada dia ser diferente, exactamente aquilo que eu tanto gostava quando trabalhava nos mercados financeiros”.
Nick Leeson passou mais de três anos numa prisão de Singapura, onde lhe foi diagnosticado um cancro do cólon. Escreveu um livro contando a sua história, que foi depois transformado em filme. Leeson dá ainda palestras em público, com um ‘cachet’ a rondar os 15 mil euros por sessão. Mas, no campo do Galway, “é apenas um dos rapazes”, segundo um dos tratadores do relva