Caldeirão da Bolsa

O grande meltdown de 2007 por Paul Krugman

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Touro » 7/3/2007 0:27

A qualidade da imagem, no meu entender, é o menos. O grave é o Herald Tribune apresentar o artigo sem alertar que é um artigo póstumo.

Implicitamente isso percebe-se, mas causa alguma estranheza na leitura. Achava muito mais elegante explicitar a natureza do artigo, como alguém fez, aliás:


Paul Krugman, looking back to today from March 2, 2008, analyzes the recent drop in U.S. stock prices and what it might mean for our economic future:
Cumprimentos,
Touro
 
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Lições do dia 27 de Fevereiro

por Meteorologista » 5/3/2007 4:20

Estou 100% de acordo com o marcolopes e também estou 100% líquido.
Contudo, na semana passada cometi dois erros:
- Tinha planeado começar a vender na segunda-feira, dia 26 de Fevereiro, para me precaver contra uma descida do PSI provocada por um eventual falhanço da OPA da PT e acabei por, nesse dia, só fechar cerca de 15% das minhas posições longas;
- Na terça-feira, dia 27 de Fevereiro, não cumpri o que já tinha pensado, há muito, fazer quando começasse qualquer correcção e em vez de fechar, de imediato, todas as restantes posições longas, fiquei com cerca de 20% por fechar; Quando as fechei nos dias seguintes perdi mais do que teria perdido se as fechasse na totalidade no dia 27.
De facto a disciplina é fundamental e em caso de começo de quedas a melhor venda é, mesmo, a que se faz no imediato.
Abraço e boa sorte,

Meteorologista
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Para a Pata Hari

por Crash » 5/3/2007 4:01

Para a charmosa, atraente, sedutora e imprevisível Pata-Hari, disfarçada como um heterónimo da Maga Patalójika, tal como o era quando aparecia nos Tio-Patinhas tentando subtrair-lhe a moedinha nº1 que lhe daria poderes infinitos se a derrete-se no vulcão Vesúvio e, por vezes, acompanhada da oposta anafada Madame Min..., digo-te que a imagem da notícia está num formato simplesmente MONSTRUOSO (a tua varinha não está a funcionar muito bem)!

Eu, como Professor Pardal, aconselho-te, para controlares o formato das imagens dois programas muito simples e intuitivos, pequenos, para edições fundamentais de imagem, entre as quias de tamanho, conversões de extençoes de ficheiros, etc... os seguintes:

1- Para capturares imagens do ecrã e fracçoes deste (porções de imagens do ecrã, à tua escolha) aconselho-te um freeware, dedicado a este fim, muito simples, intuitivo "costumizável" e de pequeno tamanho (à volta de 300 K), e que eu utilizo sem ter que abrir programas "pesados" de edição, chamado de PrintKey http://www.webtree.ca/newlife/printkey_info.htm (para mim um dos melhores freeware dw sempre - as novas edições já são Shareware -)

2- Para conversão de imagens, redução de tamanho destas, entre muitas e muitas outras opções, o, também freeware (outro que considero como um dos imprescindíveis), IrfanView
http://www.irfanview.com/

Vais ver que te serão muito úteis e que funcionarão melhor que a tua "varinha-de-condão"!

Um "chuac"
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por atomez » 5/3/2007 3:48

Ei, atenção que esse artigo é um exercício de futurologia, tendo supostamenete sido escrito em 2 de Março de 2008, olhando para o que se passou (passaria) nesse período de 1 ano

Paul Krugman: The Big Meltdown

Paul Krugman, looking back to today from March 2, 2008, analyzes the recent drop in U.S. stock prices and what it might mean for our economic future:

The Big Meltdown, by Paul Krugman, Commentary, NY Times: The great market meltdown of 2007 began exactly a year ago, with a 9 percent fall in the Shanghai market, followed by a 416-point slide in the Dow. But as in the previous global financial crisis, which began with the devaluation of Thailand’s currency in the summer of 1997, it took many months before people realized how far the damage would spread.

At the start, all sorts of implausible explanations were offered for the drop in U.S. stock prices. It was, some said, the fault of Alan Greenspan, ... as if his statement ... that the housing slump could possibly cause a recession ... had been news to anyone. One Republican congressman blamed Representative John Murtha...

Even blaming events in Shanghai ... was foolish on its face, except to the extent that the slump in China — whose stock markets had a combined valuation of only about 5 percent of the U.S. markets’... — served as a wake-up call for investors.

The truth is that efforts to pin the stock decline on any particular piece of news are a waste of time. ... In 2007, as in 1987, investors rushed for the exits not because of external events, but because they saw other investors doing the same.

What made the market so vulnerable to panic? It wasn’t so much a matter of irrational exuberance ... as it was a matter of irrational complacency.

After the bursting of the technology bubble of the 1990s failed to produce a global disaster, investors began to act as if nothing bad would ever happen again. Risk premiums ... dwindled away. ...

For a while, growing complacency became a self-fulfilling prophecy. As the what-me-worry attitude spread, it became easier for questionable borrowers to roll over their debts, so default rates went down. Also, falling interest rates on risky bonds meant higher prices..., so those who owned such bonds experienced big capital gains, leading even more investors to conclude that risk was a thing of the past.

Sooner or later, however, reality was bound to intrude. By early 2007, ... collapse of the ... housing boom had brought ... widespread defaults on subprime mortgages... Lenders insisted that this was an isolated problem, which wouldn’t spread... But it did.

For a couple of months after the shock of Feb. 27, markets oscillated wildly, soaring on bits of apparent good news, then plunging again. But by late spring, it was clear that the self-reinforcing cycle of complacency had given way to a self-reinforcing cycle of anxiety.

There was still one big unknown: had large market players, hedge funds in particular, taken on so much leverage — borrowing to buy risky assets — that the falling prices of those assets would set off a chain reaction of defaults and bankruptcies? Now, as we survey the financial wreckage of a global recession, we know the answer.

In retrospect, the complacency of investors on the eve of the crisis seems puzzling. Why didn’t they see the risks?

Well, things always seem clearer with the benefit of hindsight. At the time, even pessimists were unsure of their ground. For example, Paul Krugman concluded a column published on March 2, 2007, which described how a financial meltdown might happen, by hedging his bets, declaring that: “I’m not saying that things will actually play out this way. But if we’re going to have a crisis, here’s how.”
As pessoas são tão ingénuas e tão agarradas aos seus interesses imediatos que um vigarista hábil consegue sempre que um grande número delas se deixe enganar.
Niccolò Machiavelli
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por marcolopes » 5/3/2007 1:43

afonsinho Escreveu:Também tenho uma vista muito similar à do Touro. Fala-se em recessão do outro lado do atlântico e se isso se consumar... então acredito no "bear market". Mas as coisas como estão...

Muita gente assustou-se muito com este "crash", mesmo sendo previsto já ha alguns meses. O única coisa que mudou é o medo com que as pessoas começaram a falar do acerto que aconteceu, será que o medo se alastra?



Caro afonsinho. Há dúvidas. É suficiente para mim. Uma dúvida aliada ás recentes quedas e discursos de recessão / abrandamento, é suficiente para fazer muita gente sair dos mercados...
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por afonsinho » 5/3/2007 1:25

Também tenho uma vista muito similar à do Touro. Fala-se em recessão do outro lado do atlântico e se isso se consumar... então acredito no "bear market". Mas as coisas como estão...

Muita gente assustou-se muito com este "crash", mesmo sendo previsto já ha alguns meses. O única coisa que mudou é o medo com que as pessoas começaram a falar do acerto que aconteceu, será que o medo se alastra?
 
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por marcolopes » 5/3/2007 1:09

Não creio que as saídas de mercado se façam por irracionalidade. Fazem-se pq niguém quer ver os seus investimentos irem por água abaixo, logo, existe mais racionalidade nas vendas do que mas compras. IRRACIONALIDADE é quando se presencia a queda das cotações e se tem ESPERANÇA de que seja apenas uma
pequena correcção... nesse caso o investidor bate a esperança, pq esta acaba por morrer primeiro...

A REGRA DE OURO no que toca a accções: COMPRA-se quando o título está a SUBIR e VENDE-SE quando o título está a DESCER. PONTO.

Se for uma pequena correcção... LOGO teremos oportunidade de VOLTAR a entrar no título e aguardar a sua VALORIZAÇÃO. Se a tendência é de subida, qual é o problema de "perder" o inicio da subida???? O contrário tb é óbvio... mas não é tão apetecível...

Quem esteve nos mercados (não vou rotular de bear nem de bull) nas ultimas quedas de anos / subidas de anos, aprendeu muito bem a lição... espero.

IRRELEVANTES tb, são as tentativas de JUSTIFICAR o porquê das subidas e das quedas que parecem irracionais. O que importa é que o SENTIMENTO do mercado toma conta da tendência, e o que importa é conhecer esse sentimento, que é tantas vezes alimentado pelas notícias / declarações públicas.

Tudo seria mais elegante, se os mercados funcionassem apenas pesando o valor real das empresas, oscilando apenas consoante o seu património / lucros. Mas não é. Por vezes parece mais um casino do que uma bolsa. E com tantas variáveis para serem analisadas, não á formula matemática que resista.

IRRACIONALIDADE? Não. Antes pelo contrário. Quem se colocou líquido na ultima semana, FOI o MAIS racional possível.

AGORA? Aguardar. E quando digo aguardar é AGUARDAR mesmo!! Até que MUITOS sinais CLAROS de INVERSÃO estejam á vista desarmada...

NOTA: Pessoalmente posso dizer que estou 100% líquido, e que demorei demasiados dias a libertar a carteira devido a alguns fundos, que me fizeram ir para terreno negativo...
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por artista_ » 4/3/2007 19:09

Parece-me uma escelente visão a do Touro, tenho uma opinião bastante similar... faltará saber se será a leitura mais correcta?! :wink:

Bons negócios
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por Touro » 4/3/2007 18:54

Julgo que há também complacência racional. Apesar de conscientes dos riscos que correm, há investidores que por opção continuam no mercado para aproveitar o chamado prémio de risco.

Naturalmente que quando se dá um abalo, como o de 27 de Fevereiro, saem os complacentes irracionais, como lhe chama Krugman, aqueles que saem por ver sair os outros, mas também há saídas racionais. Julgo que foi Jesse Livermore que disse que, aquando de um abalo no mercado, a melhor venda é sempre a que se faz no imediato.

Agora a questão é: o se se passará nos mercados após o abalo?

Se olharmos retrospectivamente para o que se passou em 1997 com a desvalorização da moeda tailandesa, verificamos que, de facto, passadas algumas semanas os mercados voltaram às subidas e atingiram novos máximos, antes de se iniciar o 'bear market'.

No meu entender há neste momento um ponto muito a favor da sustentabilidade dos preços no mercado americano, que são as eleições presidenciais dentro dos próximos dois anos.

Quanto à Europa, penso que a queda dos títulos em Shangai não alterou em nada as perspectivas de crescimento apontadas para os índices no início do ano. O problema chinês já era conhecido, era uma questão de 'timing', agora que aconteceu temos o facto consumado, e até pode haver a possibilidade de um reforço do investimento em mercados desenvolvidos em detrimento dos emergentes. A verificar-se este cenário, a Alemanha, como terceira economia mundial, será a mais favorecida.
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por Rui Aires » 4/3/2007 17:36

Alguem traduz? Obrigado
 
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O grande meltdown de 2007 por Paul Krugman

por Pata-Hari » 4/3/2007 16:07

O herald tribune deste fim de semana tem um artigo engraçado acerca dos riscos actuais. Krugman de qualquer modo prevê sempre o fim do mundo mas, neste caso, está perfeitamente na ordem do dia explicando exactamente parte das preocupações actuais dos mercados. Desculpem ser neste formato mas é o unico que tenho...
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