Sara Antunes
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A Sonaecom deseja que a assembleia geral da Portugal Telecom (PT) decorra "num ambiente de total isenção e transparência", mas admite, caso necessário, pedir a suspensão da reunião.
"A Sonaecom considera que é desejável que esta fase da oferta por si lançada se desenrole num ambiente de total isenção e transparência", para isso a empresa liderada por Paulo Azevedo defende que devem ser usados todos os meios e todo o tempo para que se consiga ter acesso às informações necessárias para tomar uma decisão.
No comunicado enviado pela Soanecom, a empresa diz estar "disposta, se tal se revelar necessário, a propor aos accionistas da PT a própria suspensão da assembleia geral".
Os accionistas da PT vão hoje votar se desblindam ou não os estatutos da operadora, um passo determinante para o sucesso da OPA da Sonaecom sobre a maior operadora de telecomunicações nacional. Está previsto que a AG comece às 15h.
As acções da Sonaecom [Cot] desvalorizavam 12,38% para os 5,52 euros, depois de já terem estado a cair mais de 15% e os títulos da Sonae SGPS [Cot] cediam 1,86% para os 1,58 euros.
O grupo PT seguia a mesma tendência, com a PT [Cot] a perder 1,69% para os 9,89 euros e a PT Multimédia [Cot] a cair 0,38% para os 10,56 euros.
In Jornal de negócios Publicado 2 Março 2007 13:37